dezembro 25, 2018

PARABÉNS, CIDADE DO SOL



Fundada em 25 de dezembro, Natal, a capital potiguar, chega aos 419 anos
O blog Potiguarte homenageia Natal com crônica de Ivan Lira de Carvalho
Uma autêntica declaração de amor para a Capital do Sol
Fotografia: Canindé Soares

... edição especial ...

NATAL: ATÉ O NOME É SAGRADO

Por
Ivan Lira de Carvalho

O que dizer de uma terra em que as manifestações culturais brotam espontaneamente do povo, que a hospitalidade é o cartão de visita dessa gente e o ar é considerado o mais puro das Américas? Conheça alguns dos caminhos que devem ser trilhados na, nada mais, nada menos, terra conhecida como Cidade do Sol. “O ar puro invade os pulmões, fornecendo o elemento vital para a purificação do corpo e para o enlevo da alma. A manhã se abre devagar, preguiçosa, mas radiante em perspectiva. Os raios de sol se atrevem a beijar as faces dos eleitos, de forma delicada e gradual, transpondo, em frestas, as monumentais ubaias-doces que guarnecem o trajeto. Os passos do caminhante tomam ritmo crescente, em paralelo com o dia. O percurso é vencido de forma prazerosa, num sensual abraço da vida com… a vida, estampada na relva orvalhada que orienta a trilha; no chilrear dos sabiás espevitados; no curvar reverente dos bambus, em mesuras botânicas e senhoriais. A brisa desce em lufadas, vinda dos morros, na cadência necessária para amalgamar-se à temperatura ordenada pelo astrorei, tornando – e mantendo – a amenidade do ambiente. A investigação intuitiva do visitante, voltada aos insetos que habitam o lugar, comandados pela tocandira (formiga grandona, coisa de duas polegadas), finda por demonstrar a harmonia entre bichos e homens. Tudo é paz.”

A descrição acima pode ser aplicada a inúmeros lugares do Planeta. Mas onde ela cabe melhor é em Natal, no Bosque dos Namorados, porção do Parque das Dunas, uma das mais importantes reservas do ecossistema dunar do Brasil, que se arrasta desde a beira-mar, Via Costeira, até entregar-se às plagas do Tirol e de Capim Macio. Excelente programa para um amanhecer harmônico consigo mesmo e com as forças da criação.

Mas, se o freguês é essencialmente de praia, não ficamos em débito. Limpe os olhos com as águas e com a salinidade moderada de Mãe Luiza, Barreira Roxa, Barreira D’Água e Ponta Negra. Respire fundo. Enfie os pés nas areias fofas que é oferta da casa. Nuns pontos, os grânulos são maiores e noutros pequeninos, igualmente macios. Avance até a enseada que se posta com vontade de enlaçá-lo com lentidão e manha. Não tenha pressa também. Usufrua cada segundo da caminhada no rumo do Morro do Careca. Distração só aceite das jangadas toscas que bordejam o lugar, indo para os mistérios oceânicos ou já quedadas pelo enfado da jornada do antanho. Os arrastões também merecem uma parada. Veja como cintilam os caícos e as gingas, peixes miúdos, que se desprendem das redes para fazer a festa das frigideiras pouco mais tarde, em dobradinha com tapioca de goma fresca. No sopé da grande duna, faça uma reverência ao modo praiano: admire-a, dê um volteio e… tchibum, mergulhe na água morna que está ali ao seu dispor, criada e reservada para a sua deleitação.  

E se o camarada gosta mesmo é de história e de cultura? Então, vá para outro lado da orla. Espie o Farol de Mãe Luiza, inaugurado em 1951, e siga pelas praias de Areia Preta, do Meio e do Forte, pois nessa última está a Fortaleza dos Reis Magos, cuja construção começou em 1598, no dia 6 de janeiro, que é consagrado a Gaspar, Baltazar e Belchior, os presenteiros de ouro, incenso e mirra ao Menino Deus. Anote aí que no ano seguinte, a 25 de dezembro, aniversário do rapazinho aqui referido, foi criada a cidade (que não foi sítio, vila, distrito… foi logo cidade), por um decreto reinol. Por quem? A peleja histórica está entre Mascarenhas Homem e Jerônimo de Albuquerque. Se quiser saber mais, leia Diógenes da Cunha Lima (1), Manoel Onofre Júnior (2) e Olavo Medeiros Filho (3). Na volta, lance olhos para a Ponte Newton Navarro (um poeta-pintor-escritor que viveu e morreu de boemia e de amor à sua terra), arrojada tecedura da engenharia e da arquitetura, inaugurada em 2007, cruzando o Rio Potengi na sua foz, de Santos Reis à Redinha.

Para que se tenha uma razoável ciência sobre a nossa cidade, é interessante uma subidinha ao atual Centro de Turismo, topo da colina de Petrópolis, que já foi albergue, hospital e presídio. Além de poder comprar o artesanato potiguar mais representativo, leva de quebra um visual inesquecível, tanto das praias como da quase totalidade dos bairros margeados pelo rio e pelas dunas.

Aproveite que dá tempo para uma volta pela Ribeira, bairro histórico, boêmio e sede de parte do comércio grossista. Portuário. Numa rua que tinha o sugestivo nome de “das Virgens”, nasceu Câmara Cascudo (1898-1986), expressão maior das nossas letras, etnólogo, professor, advogado, jornalista, folclorista… o escambau! Em adulto foi morador do bairro até o fim da vida, em um belo casarão que pode ser contemplado em salteios com outros exemplares igualmente exuberantes: o Teatro Alberto Maranhão, a antiga Faculdade de Direito, o Museu do Folclore, a sede da Imprensa Oficial, a Capitania das Artes, o Solar Bela Vista e a sede da Ordem dos Advogados do Brasil.

Já na Cidade Alta, sinta-se no primeiro quadrilátero urbano de Natal. Ali, na data da criação, foi celebrada missa em uma capelinha de palha de coqueiro, no chão onde posteriormente foi erguida a Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, a padroeira. Entre, está bem restaurada e conservada. Na vizinhança, o Instituto Histórico e Geográfico, guardião das nossas memórias, instalado em 1902, em cuja entrada está o marco português da posse do Brasil, que, em 1501, foi chantado na Praia de Touros por Gaspar de Lemos. É, entre nós, o “documento” mais antigo do domínio lusitano sobre a terra brasilis. Mais alguns passos e estará no Palácio da Cultura, antiga sede da governadoria do estado, atualmente abrigando a pinacoteca oficial e destinado a atividades artístico-culturais. No square em frente, encontrará também a Prefeitura Municipal (de 1922) e as sedes do Tribunal de Justiça e da Assembléia Legislativa, de estilo contemporâneo. Ainda nas cercanias, visite o Memorial Câmara Cascudo, edifício de 1722, com feições neoclássicas, que já foi cadeia, Senado Estadual, Tesouro e Quartel General do Exército. Tem muito dos objetos e da obra do venerado escritor.  

De museu tem o do Sobradinho, na Rua da Conceição, com acervo pessoal de Café Filho, o único potiguar a ocupar a presidência da República. Na mesma linha de rua, já sob a invocação de Santo Antônio, tem a igreja dedicada a esse santo, anexa ao convento franciscano. Estilo colonial do século XVII, com belíssimos entalhes em rococó, é chamada Igreja do Galo, por ter a torre-mor encimada por um cacarejante de Barcelos.

Quer ver o povão solto na buraqueira, nas suas falas, costumes, olores e visões? Vá ao Alecrim, que tem feira-livre e mercado de rua com camelôs estridentes e linhas de ônibus vindas dos quatro cantos da urbe, trazendo operários, comerciantes, vendedores, donas de casa e outras patentes, em busca de artigos em preços módicos ou pelo simples prazer do furdunço. Embebede-se com o cheiro dos cajus vermelhos disputando com os amarelos a melhor posição na bacia bem areada, no brilho. Encante-se com o grito dos vendedores de caranguejo, em pregão convicto de quem oferece o melhor, mesmo que não seja…

Mas, se aprecia coisa mais refinada, estique a um dos bons shoppings, onde, no dizer do populacho, “tem de um tudo”, com relevo para as boas livrarias. Verá outra face da cidade; nem melhor e nem pior. Diferente, apenas.

Hora de pensar em comer bem. Jogue dados, aposte no “par-ou-ímpar”, dispute palitinho, ou faça fé no “bem-me-quer-mal-me-quer” entre Petrópolis/Tirol e Ponta Negra. Páreo duro. No primeiro conjunto, assentado na área do Plano Palumbo, estão os restaurantes da gastronomia mais premiada. O Plano Palumbo é referência ao arquiteto greco-italiano responsável pelo projeto de urbanização da área, em 1929, consistente em um xadrez de ruas com os nomes dos rios do estado, cortadas por avenidas com os nomes dos presidentes da República, pela ordem dos mandatos, de Deodoro a Hermes da Fonseca. Já no bairro praiano, estão situados os mais recomendáveis especialistas em frutos do mar, com destaque para os camarões e as lagostas, passíveis de fazer a água da boca escorrer até encontrar-se com a do mar. Na noite, inverta o programa do meio-dia e nenhum arrependimento terá, inclusive porque em ambos os trechos existem excelentes barezinhos para uma esticada decente.

Claro que há muito mais a ser dito de Natal. Que é o ponto mais próximo entre o Brasil, Europa; e a África; que tem o ar mais puro das Américas, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sob encomenda da Nasa; que tem as mais fiéis torcidas futebolísticas que se possa imaginar, mesmo que os principais times não correspondam a essa devoção; que a musicalidade dos artistas e compositores é cativante; que a hospitalidade é de primeira, etc. Entretanto, seria frustrar a capacidade criativa do visitante, que ao fim do périplo sentir-se-á habilitado a discorrer sobre a Cidade-Presépio com tanta propriedade como se aqui mesmo tivesse nascido e sempre vivido. Coisas que só acontecem mesmo em uma cidade que tem um nome desses…

...fonte...
Ivan Lira de Carvalho
Juiz Federal em Natal/RN
Revista de Cultura AJUFE - nº 6 - Ano III

...REFERÊNCIAS...

1 LIMA, Diógenes da Cunha.
Natal:biografia de uma cidade. Rio de Janeiro: Lidador, 1999.
2 ONOFRE JÚNIOR, Manoel.
O diabo na guerra holandesa e outros escritos. Natal: Nossa editora, 1990.
3 MEDEIROS FILHO, Olavo.
Terra Natalense. Natal: Fundação José Augusto, 1991.

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novembro 24, 2018

FOTÓGRAFA POTIGUAR É DESTAQUE EM BRASÍLIA



FOTÓGRAFA POTIGUAR É DESTAQUE EM UM DOS
MAIORES FESTIVAIS DE FOTOGRAFIA DO PAÍS

Por
José Carlos

Leila Medeiros B Florencio, fotógrafa do Rio Grande do Norte, foi uma das grandes revelações no Festival Internacional de Fotografia Brasília Photo Show 2018. Sua participação no concurso com a fotografia intitulada "Árvore Solitária", figurando entre mais de 12 mil fotos inscritas, lhe rendeu premiação em primeiro lugar, Categoria Landscape/Adventure Digital. E a premiação foi mais além, a Leila ganhou, com direito a acompanhante, uma viagem a Portugal com tudo pago por um dos patrocinadores do mega evento.

O Brasília Photo Show é rebento de um livro que contava a história visual da capital do Brasil e que foi editado pelo fotógrafo Edu Vergara em 2013. Em suas andanças pelo mundo, Edu passou por Hollywood e pensou em criar um festival de fotografia que tivesse a força e despertasse tanta curiosidade popular quanto o Oscar.

No final de 2014, o Brasília Photo Show se transformou em um festival de fotografia lançado e gerido em rede social com participação de fotógrafos amadores e profissionais. Em abril de 2015, as primeiras inscrições/imagens produzidas com diversos tipos de câmeras – de celulares a equipamentos profissionais – começaram a chegar de todos os cantos do Brasil e do mundo. Depois de uma curadoria da equipe do BPS, os registros foram postados no Facebook para visualização, curtidas, comentários e compartilhamentos.

O grande volume e enorme repercussão dessa empreitada produziram um segundo rebento: a empresa Brasília Photo Show, cujo principal objetivo é administrar o festival, produzir as exposições dos trabalhos vencedores e publicar o livro do novo ciclo do evento. Em 2016, com uma estrutura física preparada e instalada, uma sociedade mais robusta e uma equipe técnica mais completa, o festival deu mais um salto em termos de participação de fotógrafos e de público no Facebook.

Em 2017, sucesso absoluto. Mais de 9 mil fotos inscritas, sendo 8600 habilitadas para postagem nas redes sociais. Record também nos acessos ao facebook, foram cerca de 20 milhões.

Um novo ciclo, com o lançamento da edição 2018/2019 , solidificou-se no cenário da fotografia nacional e novas conquistas estão a caminho. Esse é o Brasília Photo Show.

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INSTÂNCIA DAS ARTES - EDIÇÃO NOVEMBRO




UM NOBRE ESPAÇO PARA O TALENTO POTIGUAR

Por
José Carlos

Sobe ao palco do Instância das Artes, projeto cultural da Justiça Federal do RN, dia 29/11, quinta-feira, às 11 horas, Madson Fernandes e Céliton Fernandes, ritmos sertanejo e forró, respectivamente. Estamos caminhando para o quinto ano do projeto, onde mais de 100 músicos potiguares já colaboraram com a nossa proposta, ou seja, a divulgação e visibilidade do músico e do talento potiguar. Evento aberto ao público. Prestigie! Afinal, o público precisa do artista e o artista precisa de aplausos!

... informações ...
José Carlos
Coordenador Cultural da JFRN
WhatsApp: 84.99987.0049

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UM DESERTO SOB AS LENTES DE LEILA CUNHA




DESERTO DO ATACAMA SOB AS LENTES
DE LEILA CUNHA LIMA

Por
José Carlos

Dia 29 de novembro, a partir das 18:00, na Officina Interiores, Natal/RN, acontecerá a abertura da exposição fotográfica da Procuradora e fotógrafa Leila Cunha Lima (Leila Almeida). A exposição abordará o tema o Deserto do Atacama. O evento tem o apoio da Officina Interiores e da Inove-Impressão.

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GALERIA DE ARTES EXPÕE OLHARES RN



GALERIA DE ARTES REÚNE EM EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA
AS ENCANTADORAS PAISAGENS DO
RIO GRANDE DO NORTE

Por
José Carlos

Em uma linguagem poética e câmeras com foco afiadíssimo, oito integrantes do grupo Quintas Fotográficas, traduziram seus olhares heterogêneos e super talentosos em cenas capturadas de lindas paisagens do Rio Grande do Norte, dando cores e formas a uma grandiosa exposição fotográfica, cujo tema é Olhares RN.

Cada fotógrafo, entre eles: Carla Belke, Carlos Alencar, Cleiner Faria, Karl Mesquita, Leila Medeiros B Florencio, Mario Heliodoro, Rodrigo Cabral e Silvio Paula, estarão com galerias individualizadas, totalizando um conjunto de mais de 50 obras.

Aberta ao público em geral, a exposição disponibilizará para venda todo o material exposto, bastando apenas o interessado entrar em contato com o autor da fotografia.

A partir do dia 23/11, em horário comercial, você terá a oportunidade de conferir o belíssimo acervo na Galeria Olhares, dentro do Praia Shopping, ao lado da Caixa Econômica Federal, Ponta Negra, Natal/RN.


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abril 30, 2018

JOSENILDO CALDAS: A VOZ ENCANTO DO RÁDIO

Fotografia: José Aldenir -Arquivo Pessoal

Locutor oficial do By Night, Josenildo Caldas relembra curiosidades do programa mais romântico da FM natalense, que marcou época. Com 39 anos de rádio, o veterano Josenildo começou na profissão em 1972

JOSENILDO CALDAS
A VOZ ENCANTO DO RÁDIO POTIGUAR

Por
Wagner Guerra
Editor AGORA RN

Se você tem 40 anos ou mais, certamente escutou o programa 96 By Night, na rádio Reis Magos FM. Sem dúvida, uma atração que marcou época em Natal, com flashbacks nacionais e internacionais, entre às 22h e 02h, de segunda às sextas-feiras. Com a proposta de levar romantismo e boa música aos ouvintes, o By Night estreou em 1987 e seguiu até 2014 com seu locutor oficial, Josenildo Caldas.

Hoje, aos 65 anos, Josenildo está aposentado e não pretende mais voltar ao rádio. Prefere cuidar de seu sítio, em São José do Mipibu, na Grande Natal. Dono de uma voz marcante, de timbre grave, ele ficou famoso pelas frases irreverentes que falava, quase sussurrando, entre uma música e outra. Apesar das boas lembranças, admite não ter mais o pique de antes para enfrentar uma jornada de trabalho pela ‘madruga’ – como costumava falar no programa.

E se não é de hoje que o rádio desperta o imaginário popular por meio do apelo emocional das palavras, imagine com o locutor estimulando emoções ao declarar: “Um By Night pra você que está na idade da loba… Que sabe dar amor a quem merece… Que é uma mulher assumida e pretende encontrar o homem da sua vida”. Deu certo! Com isso, Josenildo conquistou inúmeros fãs durante anos.


Em Natal, By Night, um dos programas de maior audiência da 96 FM
 ainda deixa muita saudade

Evangélico de berço, ele lembra com certa discrição o assédio das mulheres. Muitas compareciam à rádio, no horário do programa, simplesmente para pegar um autógrafo, fazer fotos ou até mesmo dar uma ‘cantada’ ousada. “Sempre tratei os ouvintes com muito respeito e educação. Sou filho de um pastor presbiteriano e tenho minhas reservas morais, sempre preservando os bons costumes e os princípios cristãos”, observou.

Diante da própria natureza do rádio, muita gente reconhece Josenildo Caldas nas ruas simplesmente pela voz – barítono. “Uma vez estava numa padaria e, ao conversar na fila do caixa, um rapaz perguntou se eu era profissional de rádio. Ao concordar, ele novamente questionou se eu era o cara do ‘By Night’. Engraçado que, ultimamente, tenho encontrado muitos colegas que afirmam sentir falta do programa, perguntam porque acabou. De fato, o By Night era um sucesso. Natal toda escutava. Era ouvinte no trabalho, tentando dormir, namorando no carro, no motel…”.

Ao ser questionado sobre o motivo do fim do programa, Josenildo foi rápido: “Porque eu saí, sou insubstituível (risos)”. Para ele, os proprietários de rádio em Natal precisam valorizar mais a noite e apostar em uma programação mais romântica. “Nada de forró, de brega ou funk. A turma quer ouvir algo mais suave, reviver sonhos, apostar na emoção. Na madruga, costumo dizer que os gatos são mais pardos. É muita magia, muita viagem”.

Com 39 anos de rádio, o veterano Josenildo começou na profissão em 1972, na FM Correio da Paraíba, em João Pessoa. Depois que sua família se mudou para Natal, ele foi integrar o time de radialista da rádio Poti, sempre noticiando boletins jornalísticos (Galo Informa) a cada hora. Depois disso, veio o convite para trabalhar no mesmo ofício na 96 FM. Após cinco anos, surgiu a oportunidade de ser disc-jóquei em algum programa na rádio. Ele, então, escolheu trabalhar à noite, mesmo contrariando os colegas. “Muitos falavam que não daria certo comandar um programa noturno, que o natalense não tinha o costume de ouvir rádio nesse horário. Grande erro. Prova disso foi o sucesso do By Night, criado pelo fundador da 96 FM, Seu Sinedino”, comemorou.

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dezembro 07, 2017

LEILA LIMA EXPÕE TRÊS RIOS NA JFRN

LEILA CUNHA LIMA
Fotógrafa e Procuradora do Estado do RN

FOTOGRAFIA

LEILA CUNHA LIMA EXPÕE "TRÊS RIOS" NA JFRN

“Três Rios: Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul” é o nome da exposição que a Fotógrafa potiguar e Procuradora do Estado do RN, Leila Cunha Lima , estreia no Espaço Cultural da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.

A mostra, inspirada em belas paisagens dos "Três Rios", segue até o dia 19 de dezembro, prometendo levar os visitantes numa bela viagem pelo melhor que três Estados brasileiros tem para nos oferecer.

Será a nona exposição de Leila Almeida, a partir de viagens, com registros de paisagens naturais. A fotógrafa apresenta um trabalho documental pessoal, com um olhar diferenciado, característicos aos amantes da fotografia.

Nesta exposição, Leila apresenta o outro lado do visível numa viagem por diferentes paisagens, naturais e urbanas, em que a técnica se alia à invenção, convidando o visitante a redescobrir o mundo já conhecido através de um novo olhar.

“Fazer esse tipo de trabalho abre sua mente para outras questões além do mero turismo”, comenta Leila, que é também filha do presidente da Academia Norte-rio-grandense de Letras, Diógenes da Cunha Lima, com quem publicou o livro de poesias “Flores Que Encantam o Brasil”, ilustrado com fotografias dela.

...serviço...

"TRÊS RIOS"
Espaço Cultural da Justiça Federal RN
04 a 19 de dezembro de 2017
Justiça Federal RN
Rua Drº Lauro Pinto, 245, Lagoa Nova - Natal/RN

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novembro 11, 2017

BONECOS EM AÇÃO DE JOSUÉ SALGADO


EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS E MOSTRA 
DE  BONECOS EM AÇÃO CHEGAM AO 
ESPAÇO CULTURAL DA JUSTIÇA FEDERAL RN

O que seria da arte sem referências? Atualmente, com as redes sociais, isso é o que não falta, de fato. Usuário do Instagram, Josué Salgado Santos, servidor da Justiça Federal no RN, lotado na 2ª vara, então, resolveu produzir imagens da sua coleção de bonecos em situações do dia a dia para postar em seu perfil. Uma maneira criativa de fazer arte com bonecos de super-heróis, sua paixão de infância.

Nas imagens registradas, veremos os bonecos em ação, heróis como Super-Homem, Batman, Hulk e Capitão América, amassando latas, capturando Pokemons em um jardim ou tentando colocar um CD para tocar em um aparelho de som, entre tantos outros clicks.

A liberdade para criar suas próprias cenas é o grande atrativo que tem conquistado cada vez mais fãs de bonecos de ação e fotógrafos amadores e profissionais. O resultado é divertido e um prato cheio para quem é fã dos famosos heróis

Dentro desta temática, é certo que o talentoso olhar deste colecionador e fotógrafo, não poderia ficar restrito tão somente às redes sociais, surgindo daí o convite para expor suas criações no Espaço Cultural da JFRN, que também tem por missão valorizar a prata da casa.

A renda obtida com a comercialização das fotografias expostas, por decisão do fotógrafo e colecionador, será revertida para o abrigo CASA DA BOA AÇÃO, localizada no município de Bom Jesus/RN, atualmente abrigando 21 internos, a maioria com doença mental.

A exposição ficará aberta à visitação até o dia 29 de novembro, 09h às 17h, segunda a sexta, Justiça Federal RN, Rua Dr. Lauro Pinto - 245 - Lagoa Nova, Natal/RN.

....fonte...
www.jfrn.jus.br

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outubro 14, 2017

DO MASSACRE À CANONIZAÇÃO

 
CUNHAÚ - CANGUARETAMA/RN
Fotografia: Canindé Soares

DO MASSACRE À CANONIZAÇÃO
PAPA FRANCISCO DECRETA SANTIDADE DE 30 MORTOS POR 
HOLANDESES NO RIO GRANDE DO NORTE HÁ 372 ANOS

Por
Renata Moura - Da BBC Brasil em Londres

O Brasil amanhece neste domingo, 15/10, com trinta novos santos reconhecidos pela igreja católica. São os Mártires de Cunhaú e Uruaçu, mortos na capitania do Rio Grande do Norte durante a invasão holandesa no século 17 por não reconhecerem a fé.

HISTÓRIA

Uma missa de domingo em uma capela, uma celebração em campo aberto às margens de um rio e 150 pessoas brutalmente assassinadas. Dois massacres registrados no Rio Grande do Norte e apontados como símbolos da intolerância religiosa de holandeses que dominavam o Nordeste brasileiro em 1645 renderão ao país, 372 anos depois, 30 novos santos - "os primeiros santos mártires do Brasil".

Os chamados "mártires de Cunhaú e Uruaçú" - nomes de duas localidades da época que hoje correspondem aos muncípios potiguares de Canguaretama e São Gonçalo do Amarante - foram beatificados no ano 2000 pelo Papa João Paulo II e serão canonizados neste domingo pelo Papa Francisco.

Os 30 novos santos são os únicos mortos identificados em dois massacres que deixaram um saldo de aproximadamente 150 vítimas. Por esse motivo, somente eles serão reconhecidos na cerimônia.

O caso é considerado emblemático, entre outros motivos, porque os massacrados teriam "dado a vida, derramado o sangue, na vivência de sua fé", segundo a Igreja.

Em Cunhaú, 70 teriam sido assassinados em 16 de julho de 1645. O episódio é apontado como retaliação holandesa aos que seguiam a fé católica e se recusavam a migrar para o movimento religioso protestante que difundiam, o calvinismo.

Quase três meses depois desse episódio, em 3 de outubro, outras 80 pessoas também viraram alvos em outro cenário: às margens do rio Uruaçú, foram despidas e assassinadas por não terem se convertido ao protestantismo.

Nem crianças foram poupadas do ataque. Uma delas, com dois meses de vida, foi uma das vítimas, junto com uma irmã e o pai.

Também parte desse segundo grupo, o camponês Mateus Moreira acabou virando símbolo do martírio porque, no momento de sua morte, teria bradado: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento". A louvação seria uma prova incontestável de sua fé, na visão católica. Ele foi morto ao ter o coração arrancado pelas costas.

...fonte...

...ilustração...
Imagem pintada por Padre Eladio

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outubro 09, 2017

CORES E TONS: WAGNER DI OLIVEIRA


CORES & TONS

WAGNER DI OLIVEIRA EXPÕE NO 
ESPAÇO CULTURAL DA JUSTIÇA FEDERAL NO RN

Nome veterano nas artes plásticas no Rio Grande do Norte, Wagner Di Oliveira​, artista assuense, terá suas obras expostas, entre os dias 10 e 25 de outubro, de segunda a sexta, das 9h às 17h, no Espaço Cultural da JFRN.

Traduzindo-se em uma profusão de cores e tons, característica visível no estilo de Wagner, óleo e acrílica sobre tela serão as técnicas aplicadas à maioria dos trabalhos expostos, retratando cenas delicadas e sensíveis do cotidiano da cidade de Assu, terra natal do pintor.

Autodidata, Wagner Di Oliveira teve o primeiro contato com as artes plásticas aos sete anos, por meio de revistas e livros com pinturas de Leonardo da Vinci, Monet, Picasso e Van Gogh. Mas a principal influência veio dos quadrinhos dos anos 80, notadamente Mozart Couto, Eugênio Colonnese, Edmundo Rodrigues e Flávio Colin.

Aos 12 anos desenhou a revista “Festolândia” como conteúdo voltado ao público jovem. Experimentava as possibilidades expressivas da caneta esferográfica preta como material de desenho, substituto do nanquim. 

Em 1998 enviou uma história para a produção de Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica com um pedido de trabalho, teve uma resposta impressa da produção da revista aconselhando-o a buscar outras referências pelo apelo “adulto” impresso em seus traços.

Wagner expôs pela primeira vez em 2004, no Assu Mix. Daí em diante, galerias, festivais, salões e demais espaços culturais tem recepcionado seus trabalhos. Entre os dias 20 e 23 de outubro, Wagner estará em Paris, a convite da Divine Academie Française des Arts Lettres et Culture, expondo no Carrousel Du Louvre, acrescentando mais este feito à sua carreira artística.

...serviço...

Cores & Tons
Wagner Di Oliveira
Espaço Cultura da JFRN
10 a 25 de outubro, 9h às 17h, segunda a sexta
Justiça Federal RN
Rua Dr. Lauro Pinto - 245 - Lagoa Nova Natal/RN

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setembro 16, 2017

PINACOTECA POTIGUAR: UMA HERANÇA CULTURAL

 

PINACOTECA POTIGUAR

Um palácio que guarda a história e herança cultural do estado

Via
Fundação José Augusto

Você sabia que a atual Pinacoteca do Rio Grande do Norte já foi o Palácio do Governo Estadual? A maior expressão da arquitetura neoclássica em Natal foi inaugurado em 1873. Em 1902, em ato do governador Alberto Maranhão, foi transformado em sede do Governo Estadual, permanecendo como centro da vida política do RN até 1995. Atualmente é um importante centro cultural, com exposições permanentes das obras mais relevantes do acervo da Pinacoteca Potiguar.

A construção do Palácio Potengi aconteceu entre os anos de 1865 e 1873. O engenheiro responsável pelo projeto foi Ernesto Augusto Amorim, instituído pelo então chefe da província de Natal, Olindo José Meira. A intenção de criar o prédio foi para que ele servisse como Tribunal do Júri e também como Assembleia Legislativa.

Quando foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), passou a ser um centro cultural muito importante não apenas para Natal, mas para o país inteiro. O Palácio Potengi conta com um acervo com mais de 500 obras registradas e expostas. Além de tais, o local ainda dispõe de temporadas exclusivas com exposições especiais.

Atualmente o espaço é um importante centro cultural, com exposições permanentes das obras mais relevantes do acervo da  das artes visuais pertencentes ao Governo do Estado. Com uma reunião de obras de arte tanto de artistas locais, nacionais e internacionais. Entre estes: Volpi, Tarsila do Amaral, Cícero Dias e Fayga Ostrower. Dos nossos, Maria do Santíssimo, Newton Navarro, Dorian Gray e Abraham Palatnik.

No aspecto museológico, a Pinacoteca Potiguar tem dois grandes destaques: Uma escultura do Budda do Laos, uma raridade do final do século 12, procedente do Laos, na Ásia. A peça é de chumbo e banhada em ouro. Foi doada pelo colecionador suíço que morou em Natal, Fritz Alain Gegauf.

O objetivo de manter uma pinacoteca no Palácio Potengi veio da necessidade de expor, incentivar e também conservar as artes visuais do estado do Rio Grande do Norte. Ao todo são seis núcleos voltados para esta ação com salas reservadas exclusivamente para exposição de artistas locais. Além do acervo e do espaço, todo o conjunto mobiliário do Palácio Potengi foi mantido para deixar a pinacoteca ainda mais grandiosa. Durante suas férias na cidade, não deixe de visitar o espaço e conhecer um pouquinho mais da herança cultural que a cidade de Natal tem para oferecer.

...visitação...
Terça a Domingo, das 8h às 17h

...endereço...
Praça 7 de Setembro, SN, Cidade Alta, Natal/RN
Ponto de referência: ao lado da Assembléia Legislativa.

...contato...
(84) 3231.3498 | (84) 3211.7056

pinacotecarn@gmail.com

...fotografia...
FJA/Informática

...fonte...
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setembro 13, 2017

INSTÂNCIA DAS ARTES - EDIÇÃO SETEMBRO


INSTÂNCIA DAS ARTES BRINDARÁ A CHEGADA DA
 PRIMAVERA COM MÚSICA DE QUALIDADE

Por

ASCOM/JFRN

Setembro chegou e com ele logo, logo a primavera! O Instância das Artes, projeto cultural da Justiça Federal no RN, recepcionará uma das mais lindas estações do ano com música e alegria. Dodora Cardoso e Choro da Terra são os convidados de honra do projeto musical que tem edição agendada para o dia 28/09, uma quinta-feira, às 11 horas, hall de entrada da Justiça Federal, Natal/RN.

DODORA CARDOSO

Dodora Cardoso comemora conosco os seus 40 anos de atuação no cenário musical potiguar. Natalense e filha de caicoenses, atualmente com cinco CDs gravados, comprova seu sucesso com mais de cinco mil cópias vendidas (mesmo sem patrocínio, produtor e empresário) e uma agenda preenchida em muitos palcos do estado, incluindo o palco do Instância das Artes.

CHORO DA TERRA

O grupo tem feito uma trabalho de pesquisa e valorização do chorinho, gênero musical tipicamento brasileiro, apresentando um repertório dedicado aos grandes compositores nacionais e regionais. Formado por Anchieta Menezes (violão 7 cordas), Jonathas Marques (clarinete), David Silva (pandeiro), Cesar Sampaio (cavaquinho) e Joedson Silva (sax alto e tenor).

INSTÂNCIA DAS ARTES

Projeto cultural iniciado em 24 de abril de 2014, suas apresentações são abertas ao público jovem e adulto, contemplando as vertentes do vocal e do instrumental potiguar, iniciando-se pontualmente às 11 horas, sempre na última quinta-feira de cada mês.

O Instância das Artes recentemente foi contemplado com Menção Honrosa no II Prêmio AJUFE - Associação dos Juízes Federais do Brasil, concorrendo ainda ao XIV Prêmio Innovare.

O projeto surge como mais uma alternativa no cenário musical potiguar ,unindo a arte e cultura regional nas dependências da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, proporcionando, assim, a aproximação do Judiciário Federal com a sociedade local.

O projeto Instância das Artes conta com o poio cultural da Assejuf/RN, Sintrajurn, Sicoob Judiciário e Restaurante Natalis.

...serviço...

Justiça Federal RN
Projeto Cultural Instância das Artes
Rua Dr. Lauro Pinto - 245, Lagoa Nova, Natal/RN
28/SET, 11 horas

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setembro 12, 2017

SALVE O CASARÃO DOS GUARAPES


CASARÃO GUARAPES - MACAÍBA/RN
Fotografia: Canindé Soares

SALVEM O CASARÃO DOS GUARAPES

Por

 Eliana Lima 
 Tribuna do Norte

O casarão dos Guarapes, em Macaíba, marco da economia potiguar do século 18, continua em ruínas. Enquanto isso, o recurso de R$ 1 milhão do Ministério do Turismo para a recuperação, que estava na Caixa Econômica desde 2015 a espera das providências do governo estadual, já foi devolvido a Brasília.

O grito pela restauração do casarão partiu de Valério Mesquita, conselheiro do TCE. “Se disserem que isso ocorreu por contingenciamento de despesa, a declaração não cala porque há quase oito anos o projeto sofreu “embargo de gaveta na Fundação José Augusto, Prefeitura de Macaíba, etc”.

“Fabrício continuará donatário da Capitania de Macaíba e capataz dos ministérios circundantes dos Guararapes. Ele haverá de entender que o Rio Grande do Norte, hoje, está muito pior do que aquele do seu tempo”, lastima Mesquita.

Em dezembro de 2015,Valério Mesquita, estão presidente do Instituto Histórico e Geográfico do RN, parabenizou a matéria na Revista Bzzz, assinada pela jornalista Adriana Brasil, sobre as ruínas do Casarão dos Guarapes, e lembrou que no dia 11 daquele mês o Ministério do Turismo liberou R$ 1 milhão do Prodetur para o início, em janeiro, das obras de restauração, “coroando uma luta de longa espera (15 anos)”.

Certamente o governador Robinson Faria tomará providência para reverter tal situação. Logo agora que ele está conquistando reconhecimento do gestor que resgata a história a cultura do RN.

De acordo com a matéria na Bzz, o Casarão do Guarapes fica “no alto de uma colina na divisa entre os municípios de Natal e Macaíba, às margens da BR-226”. Elo perdido da história do comércio do potiguar, está “numa localidade carente, escondido pela vegetação, no bairro que leva o mesmo nome do casarão, onde os índices de violência são altos”.

O Imóvel – em ruínas – que um dia foi impotente está à mercê de aventureiros e vândalos. Foi construído pelo visionário comerciante Fabrício Pedroza, que transformou a realidade da área, antes inexpressiva, que por pouco não disputou com Natal o posto de capital da província do RN, diante do prestígio e da visão do patriarca daquelas terras.

Ruínas da maior casa comercial até hoje implantada em solo de potis-desmemoriados, em 1858. Segundo o historiador Anderson Tavares de Lyra, Guarapes foi o centro comercial onde se exportava e importava diretamente da Europa e Estados Unidos. “Navios subiam o Rio Potengi carregados de açúcar, algodão, couros”, disse à Bzzz.

Os navios passavam direto do porto de Natal e entravam no Guarapes, carregados. “E de lá saiam ainda mais carregados de mercadorias do que Natal”. Fabrício Pedroza, muito influente, cogitou, juntou a Oliveira Junqueira, então presidente da província potiguar, mudar a capital do RN para o Guarapes, levando em conta que Natal era “um tabuleiro cercado por dunas, sem condições de alavancar grande um comércio”.

A propriedade foi comprada em 1899, por Juvino Barreto, casado com Inês Maranhão, neta de Fabrício e irmã de Alberto Maranhão. Depois foi herdada pelo filho Pio Barreto que vendeu a Nizário Gurgel; que negociou para Manoel Duarte, casado com a famosa viúva Machado. Posteriormente, foi vendida ao alemão Gerold Gerppert, que nos anos 70 incluiu o terreno em um grande loteamento. O local já estava desocupado e abandonado.

O arquiteto Paulo Heider Feijó, especializado em patrimônio, traçou o projeto de restauração para transformar as ruínas do empório comercial no museu do comércio e da indústria potiguar. Mas, continua no papel. Além de refazer as estruturas do casarão tais como antes, seriam construídos estacionamentos, praças, etc. Pode ser um marco para o turismo. Afinal, histórias interessantes atraem bons turistas. Exemplo do que acontece na Europa.

Anderson Tavares defende também que a revitalização homenageie com um memorial o aviador Augusto Severo, que foi neto de Fabrício Pedroza e criado em Guarapes (assim como Alberto Maranhão, neto e ex-governador). “Era um apaixonado pelo local”, diz.

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