maio 06, 2011

A ARTE DE UM POTIGUAR MULTFACETADO

Acrílica sobre tela -  Unidade Médica Humanitare Dr. Flaubert Senna, Currais Novos/RN
 
ASSIS COSTA 
UM ARTISTA POTIGUAR QUE EXALTA A BELEZA ATRAVÉS DA SIMPLICIDADE

O artista plástico Assis Costa, nasceu em Currais Novos/RN, onde possui a sua Galeria de Artes. Inicia o seu desenvolvimento artístico na década de 1990, com o Curso de Desenho e pintura ministrado pelo artista João Antônio. Contudo, desde 2002, passa temporadas no Rio Grande do Sul (Gramado, Nova Petrópolis e Pelotas) no cargo de diretor artístico nos Eventos Culturais como a Chocofest, Natal Luz e Fenadoce através da Empresa Zeca Zenner.

Acrílica sobre tela -  Unidade Médica Humanitare Dr. Flaubert Senna, Currais Novos/RN

A sua obra como artista plástico é multifacetada, o mesmo desenvolve além da pintura em tela, (técnicas: Óleo ou/Acrílica), também a escultura, orbitando no universo das artes pelas suas diversas expressões como a poesia, a música e os quadrinhos. 

Acrílica sobre tela

Assis Costa em sua estética artística moderna versa sobre temáticas que aludem ao cotidiano, a cultura popular, as figuras emblemáticas de São Francisco de Assis, Dom Quixote e Sancho, buscando sempre um traço próprio que diretamente o liga a paisagem do seridó, região onde vive. 

Parque temático da Caracol Chocolates - Gramado/RS

ASSIS COSTA POR ILKA PIMENTA 

Um lugarzinho, o calor da gente que se banha de sol, envolto em serras verdes, de antigas lendas... Os riscos e des-riscos dessa tela-terra.  Colorido que dá volume a forma enchendo de chama os olhos.

Esta é uma das pinceladas de Assis Costa, artista que usa a estética modernista para compor os relevos culturais: os símbolos regionais e universais. É a casa, é o jogo de cores luminosos, metáfora do sentido da vida.

Assis Costa pinta o cotidiano seridoense, re-cria e potencializa o lugar dando-lhe ares nobres, exaltando a beleza através da simplicidade. 

...fonte... 
 
...obras do artista nesta postagem...
"MATERNIDADE II"
"LIBERTAÇÃO"
"PARELHAS"
"GUERREIRO ASTECA"

...galeria...
Galeria de Artes Assis Costa
Av: Capitão Mor-Galvão, nº05- Centro, Currais Novos/RN.
Em frente a Matriz de Sant'Ana. Fones: (84) 9607-9884 / (84) 9611-1089

 "Em todas as artes, em todos os estilos, qualquer que seja o enfoque, mágico, místico, religioso, visionário, sensual, racional, expressando conteúdos líricos, épicos, irônicos, satíricos, alegres, melancólicos... Ela nos revela antes de mais nada a realidade de nosso vivenciar". (OSTROWER, 1995)

A RENOVAÇÃO DE UM MUSEU POPULAR

  MUSEU DE CULTURA POPULAR DJALMA MARANHÃO
REABERTO AO PÚBLICO COM MAIS DE DUAS MIL PEÇAS EM EXPOSIÇÃO

A Prefeitura Municipal do Natal, por meio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) retoma nesta sexta-feira, (6), as atividades do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão. Fechado à visitação há um mês, para realização de trabalhos internos de manutenção, o museu reabre com seu acervo com mais de duas mil peças em exposição, das mais diversas expressões populares do Rio Grande do Norte.

Após os trabalhos de manutenção, o Museu será aberto e pronto para ser redescoberto pelos visitantes que poderão encontrar uma renovada exposição permanente. O acervo recebeu cuidados especiais e as peças passaram pelo processo de limpeza e higienização, além da dedetização do espaço físico e reorganização do espaço e do acervo.

Para o chefe do Departamento de Patrimônio Cultural da Funcarte, Vatenor de Oliveira, a paralisação das atividades para os trabalhos internos de manutenção é de fundamental importância para a conservação das peças, além de possibilitar uma melhor apresentação do valioso acervo da arte popular aos visitantes.

“Buscamos melhorar as condições para que o museu possa receber bem os visitantes. Tendo em vista que o museu possui a maior coleção popular do estado’’, Ressalta Vatenor.
 
O MUSEU

Localizado no antigo prédio da Rodoviária de Natal, no bairro da Ribeira, o museu reúne um acervo expressivo da Cultura Popular Potiguar. E contempla elementos que remetem ao contexto da religiosidade, das brincadeiras, danças, esculturas em madeira e barro, artes plásticas e um acervo de documentários que mostra as práticas culturais produzidas pelos potiguares.

Em termos de apresentação de acervo, projeto expográficos, é considerado um dos museus de Cultura Popular mais moderno do Brasil. A exposição permanente é formada por elementos da religiosidade, danças, bonecos de João Redondo, brinquedos, esculturas, cordéis e exibição de vídeos documentários dos fazeres e saberes do homem potiguar. As instalações são totalmente climatizadas; possui um auditório com capacidade para quarenta e cinco pessoas, com equipamentos de projeção; elevador e banheiros adaptados para pessoas com necessidades especiais.
 
...fonte... 
www.natal.rn.gov.br

 ...fotografia... 
Walter Leite

Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão
 (84) 3232-8149
Praça Augusto Severo, Ribeira, Natal RN
visitações acontecem de terça a domingo com entrada gratuita

maio 05, 2011

UM CASARÃO DE FAMA E PODER... NO PASSADO

CENTRO COMERCIAL DE FAMA E PODER
 CASARÃO DOS GUARAPES

Construído no ano de 1859 no alto de uma colina, pelo comerciante Fabrício Gomes Pedroza, para ser a sede do seu complexo comercial, o qual aglutinava escritórios, almoxarifados, capela e escola. Embaixo da colina, ficavam os armazéns, “que tudo guardavam e vendiam...” de 1869 a 1870, mais de vinte navios os quais ultrapassavam 500 toneladas, aportaram em Guarapes vindos diretamente da Europa a fim de carregarem as mercadorias exportadas por Fabrício.

Na margem fronteiriça, estava os armazéns e a vila de moradores, era a Carnaubinha, que também possuia um porto. Já o aterro que possibilitou o porto de Guarapes, era chamado de "A Conceição", nome da padroeira do lugar e que posteriormente, Fabrício Pedroza e as filhas consagraram à Macaíba. 

Sinônimo de riqueza no século XIX, residência que deu origem ao bairro deve ser transformada em complexo cultural. Tombada em 1990 e adquirido pelo Governo do Estado em 2002, casa nunca passou por reformas e encontra-se em ruínas.

 
 CASARÃO DOS GUARAPES SERÁ RECUPERADO
 Por
Alex Costa

Antes tarde do que nunca. O Casarão dos Guarapes, localizado em uma das regiões mais pobres da Grande Natal, finalmente passará pelo tão esperado processo de restauração e reforma. Um grupo de arquitetos e engenheiros contratados pela Secretaria Extraordinária de Cultura e pela Fundação José Augusto (FJA) visitou o local e reavivou as expectativas da Prefeitura Municipal de Macaíba e do grande entusiasta e levantador dessa ação, Valério Mesquita, para ver a concretização de mais de 15 anos de luta. Os investimentos do Governo do Estado estão previstos na ordem de R$ 800 mil.

Tombado em 1990 pelo Patrimônio Histórico Estadual e em 2002 adquirido pelo Governo do Estado, o casarão nunca passou por reformas. O local era residência do comerciante Fabrício Gomes Pedroza e é considerado um dos principais marcos da economia da Província do Rio Grande. O casarão deu origem ainda ao bairro Guarapes. "Existe o contraponto entre restaurar ou manter a beleza das ruínas, mas a reforma completa garantirá mais beleza ao local e poderá sediar um centro histórico-cultural do comércio potiguar", afirmou Marcelo Augusto, secretário de cultura de Macaíba.

São mais de 100 mil hectares de terras que pertenciam a Fabricio Pedroza e hoje se encontra em meio ao matagal. À mercê da ação do tempo, de vândalos e posseiros, repousam na cota de um morro as ruínas da edificação que, paradoxalmente, testemunhou um período de prosperidade e poder econômico responsável, durante o Segundo Império, pelo desenvolvimento do comércio e indústria da província do RN.

"O brilho do lugar, a beleza da paisagem, associado ao projeto que a FJA tem de criar um cinturão histórico-cultural entre os pontos turísticos de Macaíba só nos fazem vislumbrar com alegria a certeza da preservação de um ícone histórico de tão grande importância para o RN", afirmou Marcelo Augusto. "Imagine o quanto levantaria a auto-estima da comunidade dos Guarapes, se o local fosse transformado em um complexo cultural associado ao turismo. Teríamos história, lazer e retomada do desenvolvimento para a região", completou.

A equipe de reportagem do Diário de Natal procurou saber mais detalhes a respeito da reforma e prazos para início das obras com a Secretaria Extraordinária de Cultura e com a Fundação José Augusto, porém, ambas entidades não atenderam as ligações até o fechamento desta edição.

EXPECTATIVAS

Os residentes do bairro conhecem o Casarão do Guarapes como o "museu velho". Residindo na margem esquerda da BR-226, na entrada do acesso às ruínas, Francisco Sousa, 60, afirmou, desacreditado: "Difícil crer que Guarapes já foi sinônimo de riqueza. A realidade de hoje leva a acreditar que depois que a pobreza chegou ela ficará aqui para sempre". Valério Mesquita, escritor, pesquisador e membro da Academia Norte-Rio-grandense de Letras, foi o autor do projeto que solicitava o tombamento da Casa de Guarapes quando era membro do Conselho Estadual de Cultura.

Durante todos esses anos defendeu a restauração imediata do casarão associada a um plano de revitalização da área para que seja implantado no local um memorial da história do comércio e indústria no RN, algo nos moldes da reforma que foi feita no engenho de Ferreiro Torto, também em Macaíba, em 1977. Para justificar a ideia de restauração do velho casarão, Valério Mesquita lembra que do alto das ruínas contempla-se um bela paisagem desenhada pelo rio Potengi, que ele descreve como um verdadeiro "corredor histórico". Em instantes, ativa-se na cabeça do visitante uma espécie de "máquina do tempo" que por impulsos cognitivos projeta na mente imagens da época gloriosa de Fabrício Pedroza.

CENTRO COMERCIAL DE FAMA E PODER

De 1858 a 1870, sob o comando do Major Fabrício Gomes Pedroza, Guarapes foi um grande centro comercial de repercussão, fama e poder. Incentivou e desenvolveu a indústria açucareira com novas técnicas, popularizou as primeiras faturas, divulgou novidades de escrituração. Segundo Valério Mesquita, o fundador de Guarapes foi o responsável pela emancipação do município de Macaíba, além de ser o patriarca da família que gerou Alberto Maranhão e Augusto Severo. Doente, Major Fabrício deixou a direção dos negócios em 1871, indo para o Rio de Janeiro. Em 22 de janeiro de 1872, faleceu em Santa Tereza e foi sepultado no cemitério de São João Batista. Fundado por Fabrício na segunda metade do século 19, a Casarão dos Guarapes foi residência e sede do maior entreposto comercial da Província e contava com um complexo de armazéns à beira do rio Guarapes (nome dado aquele trecho do rio Potengi), onde foi construído um porto com ancoradouro para embarcações de até 500 toneladas.

O pequeno mascate que negociava pelos arredores da cidade acabou se encantando pela região que chamou de Guarapes, em Coité (hoje Macaíba), onde herdou por casamento algumas terras. No alto de uma colina, ponto estratégico à margem esquerda do sentido Natal/Macaíba, Fabrício Pedroza ergueu a Casa de Guarapes, uma capela, escola e casas de empregados. Em baixo, à beira do Potengi, construiu armazéns de taipa e um porto com ancoradouro quase tão extenso e profundo quanto o de Natal, capaz de receber embarcações de até 500 toneladas.

Algodão, sal, peles, especiarias e quase todo açúcar produzido pelos engenhos potiguares eram escoados para o interior do Estado e até para o exterior. O entreposto comercial dos Guarapes, administrado por apenas um homem, chegou a desbancar o comércio da capital da Província. Para se ter uma ideia, de 1869 a 1870 vinte navios carregaram produtos para fora do país, enquanto Natal, no mesmo período, com todo o prestígio de capital, carregou 21 embarcações. 

...fonte...
Alex Costa 
Especial para o Diário de Natal 

maio 04, 2011

...E SE A ARTE INVADISSE A SUA VIDA?

"BALAIO"  - ÓLEO SOBRE TELA - ASSIS COSTA
  08 DE MAIO
DIA DO ARTISTA PLÁSTICO COMEMORADO EM NATAL

Em comemoração ao Dia do Artista Plástico, que transcorre em 8 de maio, a Prefeitura Municipal do Natal, por meio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) preparou uma programação com exposições, oficinas e intervenções urbanas. O evento tem início no dia 9 e segue até 22 de maio.

Seguindo a idéia de descentralização da cultura e democratização da arte, o Núcleo de Artes Visuais da Funcarte, promoverá ações na capital potiguar e aposta na tendência do fazer artístico dos grandes centros, que tiram a arte do lugar comum para que a sociedade de maneira geral possa vivenciar a sua beleza e seus efeitos transformadores.

Dentro de uma realidade vivenciada por diversas cidades do mundo, a proposta do Núcleo de Artes Visuais, coordenado por Marcílio Amorim, é promover exposições e intervenções artísticas nos quatro cantos da Natal.

A programação tem início com a oficina de Arte Naif, ministrada pelo artista plástico Djalma Paixão. A Galeria Newton Navarro recebe no dia 10 a exposição do artista Assis Marinho.

Duas exposições simultâneas irão acontecer em dois Shoppings Center da cidade, locais de grande circulação, com reproduções gigantes de obras de artistas plásticos potiguares. A exposição ficará exposta entre os dias 16 e 22, e receberá obras de Vatenor Oliveira, Flávio Freitas, Ítalo Trindade, Roberto Medeiros, Dorian Gray, Cristiana Jácome, Madé Weiner, Arruda Sales, Fábio Eduardo, Djalma Paixão, Fernando Galvão, Fernando Gurgel, Sônia Jacome, Francisco Eduardo, Ammer Jácome, Carlos Sérgio Borges. Além das obras o público terá acesso ao histórico do artista, e contará com o auxílio de um monitor.

Além disso, quatro grandes painéis serão pintados por artistas grafiteiros no Viaduto do Baldo, devidamente autorizada pela Semurb, em uma ação envolvendo dez jovens artistas. As intervenções em pintura respondem a uma pergunta: “E se a arte invadisse a sua vida?”.

Além de popularizar os trabalhos dos artistas plásticos potiguares, a proposta do dia 8 de maio na capital potiguar é tornar o fazer artístico, acessível a toda a população e  no dia 13 de maio haverá o show na Funcarte com Simona&Gadelha. Na oportunidade a participação de grafiteiros e apresentação de Break.

...serviço...
  E se a arte invadisse a sua vida?
Comemoração do dia 08 de maio – Dia do Artista Plástico
De 09 a 22 de maio de 2011
Via Direta, Norte Shopping, Capitania das Artes e Viaduto do Baldo.

...programação...
  Dias 09, 11 e 13 de maio – Funcarte
14h – Oficina de Arte Naif com o artista plástico Djalma Paixão.

Dia 10 de maio
19h – Abertura da exposição de Assis Marinho - Galeria Newton Navarro.

Dias 10, 12 e 13 de maio - Funcarte
14h – Oficina de Extêncio com o artista grafiteiro Pedro Ivo.

Dia 13 de maio – Show – Funcarte
20h - Shows com Talma&Gadelha e participação de grafiteiros e grupos de break.

Dias 14 e 15 de maio – Viaduto do Baldo
Intervenção urbana com artistas grafiteiros, no Viaduto do Baldo.

Dia 16 de maio a 22 de maio – Via Direta e Norte Shopping
10h às 22h – Exposições de reproduções de telas de artistas potiguares.

...fonte...

...ilustração... 
"BALAIO"  - ÓLEO SOBRE TELA - ASSIS COSTA
www.assiscostaartistapotiguar.blogspot.com

...você sabia?... 
O Dia do Artista Plástico foi escolhido como uma homenagem ao pintor José Ferraz de Alencar Junior, nascido no dia 8 de maio de 1851, na cidade de Itu, em São Paulo. O artista teve uma carreira rica, estudou na Academia Imperial de Belas-Artes, onde foi aluno de Victor Meireles. Obteve, também, formação na Escola Superior de Belas-Artes de Paris e faleceu, tragicamente, no dia 13 de novembro de 1899, em Piracicaba-SP.

maio 03, 2011

A FANTÁSTICA ARTE DE FÁBIO EDUARDO

"LAMPIÃO E MARIA BONITA"
A  FANTÁSTICA ARTE DE FÁBIO EDUARDO
Por
 Alexandro Gurgel 

Em cenas bucólicas, podemos ver um carro de boi carregado da cana-de-açúcar, um pasto florido da última invernada e um vaqueiro em primeiro plano, mostrando os detalhes do gibão pelas costuras no couro; a indumentária do Boi de Reis em movimento, refletindo nuanças pelos espelhos que explode luz nas tiras de sedas dos galantes; meninos soltando pipa na beira de uma praia distante e o colorido dos papeis de seda, estampado nas pipas; o azul do mar, a vila de pescadores... Todas essas imagens, impregnadas de lirismo, são frutos da arte fantástica que está representada nos quadros do artista plástico natalense Fábio Eduardo.

Quem vê a qualidade das pinturas de Fábio Eduardo, não imagina que o artista começou ainda no jardim de infância do Padre Thiago, no bairro de Igapó, onde despertou sua veia artística quando coloria as capas das provas e trabalhos escolares. Durante as primeiras letras, as professoras perceberam o talento do jovem Fábio e começaram a incentivar o talento com cadernos de desenho, material para colorir e outros mimos.

Hoje, aos 37 anos, Fábio Eduardo lembra como começou sua carreira artística, quando aos nove anos, fazendo o primário, recebeu um convite para participar de um concurso “Mural Cidade da Criança”, em 1979. Na escola estadual Ary Parreiras, no Alecrim, através da disciplina “Educação para o trabalho”, aprendeu a fazer talha em madeira, pintura em vidro, em azulejo, em tecido, entre outras atividades artísticas.

Vendo um caminho lucrativo com sua arte, começou a fazer pinturas em camisas e vender na escola. Observando o talento de Fábio, um amigo o chamou para trabalhar numa serigrafia, fazendo arte final para estampas de camisetas com motivos marinhos: praia, sol, surf, garotas, ondas...

Na sua adolescência, entre o intervalo intelectual na escola Augusto Severo, o jovem artista-surfista gostava de deslizar nas ondas da Praia dos Artistas com sua prancha parafinada. Na Rua Campos Sales, descobriu o “Atelier Central” que viria a mudar sua vida. Fábio começou a estudar arte e desenvolver seu talento tendo como primeiros mestres João Natal, Jayr Peny, Alcides Sales, Luís Élson e Jomar Jackson.

"RABEQUEIRO"
 De acordo com Eduardo, a identidade maior pela pintura foi despertada quando passou a freqüentar o atelier pessoal do artista Jayr Penyr, em Mirassol, onde aprendeu as primeiras pinceladas profissionais.

A partir de 1987, participou de salões de arte e concursos como uma forma de mostrar seu trabalho para a crítica especializada. Montou um atelier no bairro Passo da Pátria, formando um grupo de arte chamado “Passo a passo”, onde também participavam o artista plástico Luiz Anísio, o fotógrafo Adrovando Claro, o artista plástico Jaelson Júlio, o poeta João Andrade e o poeta Alexandre Tavares.

Entre outros trabalhos, o grupo fez uma série de exposições coletivas itinerantes, cujo título era “Papel e Tela”, onde havia a junção de artes plásticas e literatura. O grupo chegou a fazer uma exposição no Museu Assis Chateaubriant, em Campina Grande. Em Natal, o Passo a Passo mostrou seus trabalhos na Galeria Criare, Galeria Newton Navarro, Fundação Hélio Galvão, entre outros locais.

No inicio dos anos 90, na procura de novas perspectivas, Fábio Eduardo encontrou acolhimento para sua carreira “solo” na “Oficina Viva”, do designer e artista plástico Venâncio Pinheiro, onde teve incentivo para fazer sua primeira exposição individual intitulada “Corpo e Movimento”, na galeria de arte da Biblioteca Câmara Cascudo.

Apresentando as obras de Fábio Eduardo entre as pessoas de sua influência, Venâncio Pinheiro abriu portas para o mercado das belas artes natalenses, através de Chico Miséria, na Gleria Hombre.

Naquela época, Fábio conheceu o marchand Isaac, na “Taba Galeria de Arte”, passando a vender obras na própria galeria e participar de exposições promovidas pelo marchand. Seu trabalho despertou também a atenção de outros conhecidos empresários especializados em obras de artes. Entre eles, Antônio Marques, que dispõe de uma ampla galeria no Centro de Turismo, onde coleciona um acervo contendo os principais artistas plásticos potiguares.

"CHEGADA DO CIRCO"
 Em 2003, Fábio Eduardo fez sua segunda exposição individual chamada “Aquarelas”, na Sparta Book & Store, produzida por Dorian Lima. Durante essa fase de maturidade artística, Fábio encantou o modernista, poeta, escritor e pintor, Dorian Gray Caldas, um dos papas do cenário literário e artístico norte-riograndense, que escreveu: “Uma arte tonal desenhada, plana, de belas figuras idealizadas sem o estorvo das pompas artísticas ou o excesso de conteúdo histórico. Fábio pinta quadros para serem vistos, contemplados na intenção descritiva”.

Atualmente, no trabalho de Fábio Eduardo há traços cubistas e futuristas, com uma temática figurativa, sobretudo regional, baseada no folclore e na literatura de escritores como José Lins do Rego, Jorge Amado, Graciliano Ramos e Ariano Suassuna. Suas telas exploram o universo dos teatros de bonecos, dando aos personagens uma estampa cibernética num misto de homens e andróides.

Nos quadros de Fábio Eduardo, as personagens tradicionais são compostas dentro da visão de um futuro lúdico, trazendo influências da Escola Fantástica em telas a óleo ou aquarelas. Usando uma linguagem figurativa, o artista busca humanizar a fantasia, de uma maneira simples e ao mesmo tempo sofisticada, capaz de evocar a fusão da arte contemporânea com lampejos estéticos de vanguarda.

Hoje em dia, sua obra já está espalhada pelas galerias de artes brasileiras e européias. Em Natal, Fábio Eduardo trabalha no projeto “Danças Folclóricas”, com uma série de 15 painéis em óleo sobre tela, esperando ser aprovado pelas Leis de Cultura.

O homem do campo no seu dia a dia, as brincadeiras de crianças, as danças folclóricas, as festas populares, os santos padroeiros, os heróis, os bandidos, os cangaceiros e toda a fauna do repertório popular nordestino estão presentes no imaginário de Fábio Eduardo, um natalense que desperta reconhecimento no cenário das artes pela identidade universalista impressa nos seus quadros. Apreciando a arte de Fábio, temos a certeza que estamos diante de um artista fantástico.

...fonte... 
  Alexandro Gurgel

 ...contato artista...
"Fábio Eduardo destaca-se pelo rigor na composição de suas obras.Elaboradas em tons neutros usando o claro-escuro com equilíbrios tonais". (Dorian Gray Caldas)

maio 01, 2011

UMA LUZ NA FOTOGRAFIA POTIGUAR

APHOTO  tem sede no Mercado de Petropolis - Natal/RN
ASSOCIAÇÃO POTIGUAR DE FOTOGRAFIA
UMA LUZ NA FOTOGRAFIA POTIGUAR

A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) tem por objetivo reunir e representar os profissionais com interesses comuns, promovendo e defendendo a imagem, o trabalho e os direitos dos associados, bem como a defesa dos direitos autorais, morais e materiais de suas obras de acordo com as leis vigentes, melhorando qualquer aspecto negativo relacionado à profissão.

 De acordo com seu estatuto, a Aphoto é uma entidade civil, sem fins econômicos, políticos ou outros, que se destina, exclusivamente, a zelar pelos interesses morais, culturais e materiais dos fotógrafos potiguares, independente da formação acadêmica. "A Aphoto pretende sensibilizar órgãos, entidades e a opinião pública sobre a importância cultural e econômica da fotografia no Rio Grande do Norte", enfatizou o jornalista Alexandro Gurgel, presidente da entidade.

 A profissão de "fotógrafo" ainda não foi regulamentada pelo Congresso Nacional. Em geral, sem nenhum critério, são usadas produções fotográficas sem ao menos informar a autoria, o que é reconhecido e protegido por Lei. A fotografia é técnica, arte e trabalho, embora seu reconhecimento como profissão passe por estudos nos meios administrativos e políticos. No momento, prevalece a atuação e o conhecimento do profissional no seu dia-a-dia como reconhecimento do bom profissional.


A Aphoto vem de encontro ao preenchimento de lacunas próprias do “informalismo” da profissão, dando identidade, definindo de forma apropriada e assessorando a atividade. "A aplicação de saídas associativas e a personalização da profissão ainda é muito nova, vai depender da sua própria história, experiências, erros e acertos como milhares de atividades já consolidadas. Vamos fazer uma grande campanha para a regulamentação da profissão junto aos nossos políticos e outras associações afiliadas", completou o presidente.

 Segundo o jornalista Alexandro Gurgel, a Aphoto reconhece que a profissão de fotógrafo é conquistada no dia-a-dia, nas mais diversas circunstâncias, na captura experiente da imagem, conseguida após muito trabalho e dedicação. “Não é pretensão da Aphoto estabelecer critérios elitistas ou se fundamentar em estrelismo, mas sim agregar quem é realmente fotógrafo atuando em território potiguar”, disse o presidente.

HISTÓRIA

A Associação Potiguar de fotografia foi reformulada e teve uma nova fundação no dia 26 de setembro de 2006, através de uma reunião com fotógrafos profissionais e amadores na sede do curso Practical Idiomas, em Natal(RN). O fato se deve a falta de estrutura da entidade para ter funcionalidade e atuação junto as propostas da fotografia potiguar, como cursos, oficinas, passeios, eventos e parcerias publicas e privadas para articular a fotografia no Rio Grande do Norte.

A Aphoto, nova sigla da Associação Potiguar de Fotografia, tem sede no Mercado de Petropolis, numa parceria com a Prefeitura Muncipal de Natal onde vai funcionar por tempo indeterminado. Toda a documentação e acervo da entidade foi preservada e servirá para continuidade do trabalho, incluindo o cadastro informal de pessoas, tanto amadores como profissionais, realizado em eventos, cursos e oficinas desde da primeira iniciativa em janeiro de 2003. Uma nova composição da Associação Potiguar de Fotografia foi eleita na ocasião da reunião de reativação da entidade, em 2006, determinando como titulares nos seguintes cargos: Alex Gurgel(Presidente), Roberto Dias(Vice-Presidente), Katarina Mendes(Secretária), Adrovando Claro(Tesoureiro), Hugo Macedo(Diretor Cultural), Álvaro Pereira(Diretor de Comunicação) e Richardson Sant’Anna(Diretor de Pesquisa e Documentação).


As primeiras providencias da entidade foi o registro jurídico(em 2008) e a filiação junto a Confederação Brasileira de Fotografia. Ficou ainda acertado como datas comemorativas oficiais da associação: Dia do Fotógrafo(8 de janeiro) e o Dia Mundial da Fotografia(19 de agosto). Nestas duas datas sempre haverá exposições e eventos através da iniciativa da entidade e de acordo com as possibilidades financeiras da associação, dando destaque especial a participação dos associados.

Uma carteira de associado também foi instituída através de uma anuidade para as duas categorias de associados: profissional(trabalhador comprovado na área) e amador(autor que utiliza a fotografia como lazer e atividade artística) . Uma série de parcerias serão ainda implantadas para beneficiar o quadro de sócios. Uma pesquisa também vai sendo conduzida para melhorar o conhecimento da Associação acerca das atividades de interesse dos associados no Estado, incluindo a criação de representações nas regiões e municípios Potiguares.

...fonte... 
  
...contato...
84 3211-5436 - 8896 5436

...fotografia... 
Nei Douglas 
acervo APHOTO

abril 28, 2011

UM SALTO DO ABANDONO À EXPECTATIVA

 
OPERAÇÃO RAMPA 
Por
Yuno Silva

Cenário de extrema importância no contexto da aviação mundial entre as décadas de 1920 e 40, a desmemoriada Natal poderá reviver esse período de grande movimentação, e quem sabe, finalmente, tirar algum proveito turístico desse período histórico, se o novo projeto do Centro Cultural Rampa for materializado. Apresentado na tarde da última terça-feira (26), durante encontro organizado pela Secretaria Estadual de Turismo (Setur), no Teatro de Cultura Popular/FJA, o projeto de 11 mil metros quadrados leva assinatura da empresa pernambucana CL Engenharia e Urbanismo e contempla espaço para implantação de museu, memorial da aviação, área de lazer e auditório, mais local para eventos culturais e cursos técnicos de restauração e museologia.

Atualmente, sob os cuidados do Governo do RN, o prédio onde funcionou a rampa para hidroaviões da PanAir (sucursal da norte-americana PanAm), localizado no bairro de Santos Reis às margens do Rio Potengi, está fechado e abandonado. Entre 2000 e 2005, então sob a guarda da Aeronáutica, chegou a funcionar no local um museu organizado pela Fundação Rampa.


“Iniciamos o planejamento do Centro Cultural Rampa em janeiro de 2010, após vencermos a licitação aberta pelo Governo Estadual em 2009, e o projeto final, com todo o detalhamento técnico e executivo, será entregue até julho”, informou a arquiteta Evelyn Schor, coordenadora do projeto. Segundo Schor, “o conceito do CCR reúne cerca de 25 itens, como arquitetura, paisagismo, acessibilidade, museologia, museografia, viabilidade econômica e gestão, entre outros, e para o plano museológico ter êxito é fundamental a implementação dos programas propostos”, explicou a arquiteta por telefone de seu escritório no Recife. A proposta apresentada pela CL Engenharia, de acordo com o próprio edital, custou R$ 380 mil.


Sobre o parco acervo disponível em Natal, resumido principalmente à fotografias e material audiovisual da época, a arquiteta mostrou algumas possibilidades como permuta ou comodato com outros museus. “Vamos propor uma campanha pública para as pessoas colaborarem com o acervo”, disse a professora Isaura Rosado, secretária Extraordinária de Cultura/Fundação José Augusto. “Teremos que incluir o museu no circuito nacional, fechar parcerias, participar de editais”, pondera. Enquanto se discute como preencher o museu, se irão trazer ou não do Rio de Janeiro o jipe que transportou os presidentes Vargas e Roosevelt (EUA), motores  originais de aeronaves usadas durante a Segunda Guerra estão no pátio da empresa de ônibus do jornalista e empresário Augusto Maranhão. São motores, hélices e âncoras de barcos, que segundo pesquisas apontam  que pertencem a barcos e aviões daquela época.

Após a apresentação da arquiteta, foi facultada participação do público presente e o veterano Pery Lamartine, 84, que pilotou aviões híbridos modelo Catalina e atracou na rampa, demostrou satisfação com a preservação do conjunto arquitetônico, mas lembrou que a torre de comando original foi trocada de lugar – “Tivemos que optar por essa solução por razões de acessibilidade, para oferecer melhores condições às pessoas com problemas de mobilidade”, justificou Evelyn. O projeto prevê a construção de uma sala de controle  nos moldes da Segunda Guerra: “A torre original será apenas um lugar para contemplação do Potengi”, adiantou.

TURISMO CULTURAL 
O projeto básico do CCR foi entregue à Setur em dezembro de 2010, e só foi apresentado agora devido necessidade de análise e aprovação tanto por parte do governo do RN quanto do agente financeiro, no caso o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). “A licitação para execução da obra deverá sair no segundo semestre de 2011, e nossa estimativa inicial de custo é R$ 7 milhões – depois do projeto ser detalhado é que teremos como fechar o orçamento”, disse Ramzi Elali, secretário Estadual de Turismo. “Esperamos que até 2013 o CCR seja aberto ao público”, planeja.


Para Elali, o Centro Cultural Rampa deverá incrementar o turismo cultural na cidade, atraindo, inclusive, atenção de estrangeiros  interessados no período histórico da Segunda Guerra – veteranos e familiares serão potenciais visitantes. “Ainda não fizemos contato com operadoras de turismo, mas isso deverá acontecer”, disse o secretário. Para Ramzi, em primeiro lugar, o espaço deve atender o natalense – “Turismo cultural será conseqüência”, garante.

Porém, o projeto exposto pela arquiteta Evelyn Schor limita-se à recuperação do edifício sede, construção de outros equipamentos do Centro Cultural, e adequação urbana dentro dos limites do terreno onde funcionou a rampa da extinta PanAir – objeto da licitação. Questionado sobre a necessidade de se urbanizar o entorno, como melhorar os acessos viários que ligam a Rampa às Rocas/Ribeira e à Praia do Forte, e ampliar o atendimento do transporte público que cobre a área, o secretário Ramzi Elali frisou que “no momento estamos trabalhando apenas no Centro Cultural Rampa”.

Ainda não há previsão para parceria com a inciativa privada ou as Forças Armadas (principalmente Marinha e Aeronáutica), e também não há estudos sobre a presença dos pescadores do Canto do Mangue, já espremidos pelas obras de ampliação do porto, e o contato com a população que mora no local também foi superficial – ‘pequenos’ detalhes que precisam ser considerados para potencializar o êxito do espaço cultural. A sustentabilidade é outro ponto fraco, pois a arquiteta Evelyn Schor deixa bem claro que apenas a cobrança de ingressos e a possibilidade de alugar auditório e outros espaços, não irá garantir a manutenção do CCR.


A RAMPA 
A Rampa é uma antiga estação de passageiros e de transporte de correspondências, utilizada como base para receber hidroaviões. Seu posicionamento estratégico, em Natal, a tornou de indubitável valor durante o transcorrer da Segunda Guerra Mundial, quando veio a se tornar a primeira base a operar missões da guerra na América do Sul. Atualmente, sedia um museu da Aviação e da Segunda Guerra.

HISTÓRIA 
No início da história da aviação, devido à precariedade mecânica das aeronaves e à raridade das pistas de pouso, era comum a utilização de hidroaviões, principalmente nas rotas aéreas que cruzavam longos trechos de oceanos e mares. Por sua proximidade com a África e a Europa, Natal foi escolha natural para sediar uma base. À época, grande parte dos vôos entre a Europa e a América do Sul faziam escala no local.

Em 1930 foi construído o prédio atual. Operavam no local as companhias aéreas Pan American, Pan Air do Brasil e Lufthansa. No final da década de 1930 foi construído o declive que deu nome ao local, a rampa, para facilitar o acesso dos hidroaviões.

Getúlio Vargas (centro) e Roosevelt (à direita)
ambos de chapéu panamá - em Natal. Janeiro de 1943. Agência Brasil
No dia 29 de janeiro de 1943, o presidente americano na época da Segunda Guerra, Franklin Delano Roosevelt, e o presidente brasileiro Getúlio Vargas visitaram a Rampa e celebraram no local a Conferência do Potengi. O encontro resultou na transformação da Rampa em uma base aérea militar utilizada durante a Segunda Guerra Mundial sendo utilizada até 1944.

O MUSEU
A área do Sitio Histórico da Rampa é de 23 mil metros quadrados. O terreno foi cedido pelo Patrimônio da União à Marinha, que cedeu ao Governo do Estado a área de 11 mil metros quadrados, onde será implantado o museu com  uma ampliação do que já existe e funcionará no antigo prédio da Rampa.   O projeto de recuperação conserva as feições originais da edificação e leva o visitante a contemplar o pôr-do-sol à beira do Potengi, trazendo as lembranças de uma época em que ali pousava e decolavam hidroaviões.

...fontes... 

abril 27, 2011

DANÇA CONTEMPORÂNEA POTIGUAR EM BERLIM

  DANÇARINOS CONTEMPORÂNEOS DE NATAL
JOVENS POTIGUARES SÃO PREMIADOS EM BERLIM

 Por
Chico Moreira Guedes

Um amigo comentou outro dia no twitter que era mais fácil um espetáculo de dança de Natal ir para a Alemanha do que se apresentar no teatro Riachuelo. Eu contestei lembrando que o público local para esse tipo de arte não costuma encher nem o pequeno TCP, da Fundação José Augusto, quem dirá o novo teatrão do Midway, que embora eu não conheça além da imponente fachada envidraçada deve ser bem grandinho por dentro.

Sem citar diretamente, o amigo e eu pensávamos na Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, dirigido pela professora e coreógrafa Wanie Rose, que participou em Berlim entre 16 e 20 de fevereiro da oitava edição do Tanzolymp (traduzível como Olimpo da dança). O festival recebeu este ano mais de 600 bailarinos jovens de 30 países diferentes, que foram lá mostrar do balé clássico à dança contemporânea, passando por jazz, pop, e dança folclórica.

O convite para o festival surgiu no ano passado quando a companhia participou do 18º Paço da Arte, em Indaiatuba, SP, e foi premiada em várias categorias. Um dos juízes presentes era Oleg Bessmertni, fundador e organizador do Tanzolymp, que se encantou com o talento dos nossos jovens batalhadores dessa arte de público escasso e apoio oficial limitado.

Aliás, dizer que a Cia. de Dança do TAM viajou a Berlim é só meia-verdade. Foram com Wanie Rose apenas oito dos dezesseis bailarinos que compõem a trupe: os oito que conseguiram pagar do próprio bolso as passagens aéreas que um amigo conseguiu com desconto especial para o grupo. Para ajudar nas outras despesas por lá foram realizadas uma sessão especial do Circo Groc, com renda generosamente doada aos viajantes, e uma apresentação com passagem de chapéu no Buraco da Catita.

Porque se esses dedicados rapazes e moças insistem em dançar o fazem movidos, sobretudo, por amor à arte, se virando como podem por fora. É que embora a Cia. do TAM seja ligada à Fundação José Augusto os bailarinos não recebem remuneração pelo seu trabalho. Aqui e acolá conseguem ajuda pontual do Estado para viagens e participação em eventos. Mas como as providências para ir a Berlim coincidiram com a mudança de governo, o realismo ditou que era melhor nem tentar apoio oficial.

A ótima notícia é que o esforço e a determinação deles foram amplamente compensados: Os bailarinos da Cia. do TAM foram classificados em primeiro lugar na categoria dança contemporânea pelo conjunto das três coreografias que adaptaram e ensaiaram exaustivamente para as germanicamente precisas exigências de tempo do Tanzolymp. Isso rendeu também o privilégio de uma apresentação extra na noite de gala que encerrou o festival.

Além disso, a professora Wanie Rose foi convidada a voltar à Alemanha em abril para dar uma palestra no Move Berlin, evento internacional de dança que incluirá a participação de outro grupo potiguar, o Giradança.

Oxalá a divulgação desse sucesso internacional dos dançarinos da Cia. de Dança do TAM ajude a abrir os olhos do público e das nossas autoridades da área de cultura!

......fonte... 

Blog da Cia. De Danças

abril 24, 2011

HISTÓRIAS MUDANDO A HISTÓRIA

PROGRAMA ITAÚ CRIANÇA - FUNDAÇÃO ITAÚ SOCIAL
DISTRIBUIÇÃO DE 8 MILHÕES DE LIVROS INFANTIS
PEÇA JÁ O SEU!

Todos os anos, junto com a Fundação Itaú social, o Itaú Unibanco busca reforçar a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente através de ações voltadas à educação. Neste ano, a ação convida toda a sociedade a contribuir para o desenvolvimento dessas crianças através de um gesto simples: a leitura para crianças de até 6 anos. Para isso, o banco vai distribuir gratuitamente 8 milhões de livros.

A coleção Itaú de Livros infantis é feita de quatro volumes, para você ler e reler com seus filhos, sobrinhos, netos ou alunos. Você assume o compromisso de ler um livro para uma criança e de repassar esse livro para outra pessoa fazer o mesmo.

O Itaú Unibanco acredita que investir no desenvolvimento pleno das crianças é uma maneira de contribuir para o crescimento do próprio país, pois o futuro da sociedade brasileira é construído no presente, no cuidado que a nação tem com suas novas gerações. Por isso, criou em 2006 o Itaú Criança, baseado na premissa que só é possível garantir os direitos da criança e do adolescente conhecendo-os.

Neste ano, o foco do programa é o estímulo à leitura para crianças de até 6 anos de idade. É nesta faixa etária que se forma a personalidade e se criam as preferências e os hábitos. Assim, a relação das crianças com a leitura nesse período é fundamental para o seu desenvolvimento cognitivo e afetivo.

No site www.itau.com.br/lerfazcrescer, no ícone Peça seu Kits, todos os interessados em aderir à mobilização podem solicitar 1 (um) kit por CPF, sendo que cada kit contém 4 livros infantis, 1 folheto com dicas de leitura e 1 adesivo para ajudar a disseminar a causa; não há custos para envio do kit.

O site e os dados pessoais serão utilizados exclusivamente para o cadastro e envio do kit. Nos casos em que houver interesse em uma quantidade maior, sugerimos procurar a agência Itaú mais próxima e conversar com seu gerente. Devido o grande sucesso da campanha, os estoques estão esgotados. Sendo assim, serão produzidos novos kits, e o prazo para entrega é de até 45 dias. Portanto, anime-se e peça já o seu kit... não vai demorar tanto tempo assim, não é mesmo? É só preencher o cadastro e recebê-los na sua casa, em qualquer lugar do Brasil! Boa leitura!

...fonte...
Ana Maria Carminato
Programa Itaú Criança - Fundação Itaú Social
www.itau.com.br/lerfazcrescer

...informações adicionais....
...reflexão...
"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história " Bill Gates

abril 21, 2011

UM POTIGUAR EXPÕE A BELEZA DA CAATINGA

A CAATINGA É O BIOMA MAIS FRAGILIZADO DO BRASIL
 CAATINGA IMAGÉTICA
Por
Yuno Silva

Fotografar a natureza pode até parecer uma coisa simples, mas capturar e traduzir a magia de um lugar com apenas um clique é o desafio que move o fotógrafo potiguar João Vital Evangelista Souto, especialista em registrar a Caatinga, seus habitantes e sua cultura. Bioma típico da região Nordeste do Brasil, quando se fala em Caatinga vem logo à mente aquela paisagem pedregosa, árida, cheia de espinhos e vegetação retorcida. Não deixa de ser isso também, mas é muito mais: há toda uma gama de possibilidades imagéticas que podem perfeitamente passar despercebidas ao olhar menos atento.

Profissional há 25 anos, dos quais 22 são voltados para revelar as diversas faces do único ecossistema exclusivamente brasileiro, João Vital embarca nos próximos dias para Brasília, onde participa da exposição coletiva “Caatinga: Belezas e Riquezas”, ao lado de nomes consagrados como Araquém Alcântara. Em cartaz no Espaço Mário Covas, anexo 2 da Câmara dos Deputados, entre os dias 25 e 29 de abril, “a mostra faz parte de uma série de atividades promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), cujo intuito é chamar atenção para o desmatamento deste bioma que ocupa cerca de 10% de todo o território brasileiro (850 mil km²),que inclui os nove estados nordestinos mais o norte de Minas Gerais”, informa Vital.

Ao todo serão 20 fotos em formato grande, sete do potiguar, alusivas às comemorações da Semana da Caatinga – dia 28 de abril é celebrado o Dia da Caatinga. Paralela à mostra, haverá audiência pública com o objetivo de implementar instrumentos para o controle do desmatamento e pressionar o poder legislativo para aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe transformar Cerrado e Caatinga em patrimônios nacionais. “O uso insustentável dos recursos naturais, ao longo de centenas de anos de ocupação, associado à imagem de local pobre e seco, fazem com que a Caatinga esteja bastante degradada. Contrario essa visão restrita com imagens”, afirma. “É o bioma mais fragilizado do Brasil”, garante.

A exposição em Brasília conta com parceria do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema, da ong The Nature Conservancy – TNC e do Núcleo Caatinga  do MMA.

ONU
De acordo com o fotógrafo, esta é a quinta vez que participa de eventos do gênero: “Tenho um grande banco de imagens sobre o tema, acumulado ao longo dessas duas décadas de fotografia, e posso dizer que meu trabalho já é visto como referência nacional”, orgulha-se. Também funcionário público do Estado, lotado no Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente – Idema, João contou que sua paixão pelas imagens sertanejas ganhou força após participar de um programa patrocinado pelas Nações Unidas (PNUD). “Durante mais de 13 anos documentei os hábitos de vida das pessoas do sertão, o dia a dia vivido por diversas comunidades quilombolas do Nordeste dentro do projeto Gef-Caatinga (Fundo Global para o Meio Ambiente, na sigla em inglês)”, explica.

PROJETOS
Os cliques de João Vital foram registrados no “Atlas da Biodiversidade das florestas do Brasil”, lançado em 2007/2008, um livro que, segundo o fotógrafo, não chega por aqui: “Essa publicação custa em torno de 250 reais e só circula nos grandes centros do Sudeste e em Brasília. Nem em Recife consigo encontrar”, disse.

E há outros títulos engatilhados, alguns no aguardo do andamento de trâmites burocráticos: “Há pelo menos oito livros fotográficos com imagens minhas para sair, cada um em um lugar diferente: ‘Águas e Terras do Rio São Francisco’ aguarda liberação do MMA para ser publicado pela Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco)”, exemplifica. “As Florestas Nacionais do Brasil” e “A Lenha”, que trata do uso sustentável da madeira enquanto fonte energética, são outros dois também prontos.

Em Pendências (RN), através da parceria com a Fundação Félix Rodrigues (Ponto de Cultura), João Vital adianta que logo estará nas prateleira “O mundo varzeano de Manoel Rodrigues de Melo” (1907 - 1996), com fotos dele e textos de Salete Queiroz sobre advogado, escritor e pesquisador macauense.

O fotógrafo potiguar ainda participou das mostras “Iniciativas Sustentáveis no Bioma Caatinga”, na embaixada da Suíça no Recife, em 2008; e “Produção Florestal Sustentável da Caatinga: Garantia de Sobrevivência”, exposição comemorativa aos 20 anos do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais), no Paço da Alfândega, também na capital pernambucana, no ano passado.

...fonte... 
Yuno Silva

...fotografia...
João Vital Evangelista Souto