maio 16, 2011

RIBEIRA VELHA DE SEMPRE...

Avenida Duque de Caxias, bairro Ribeira, em Natal, anos 1950. Foto de Jaecy
RIBEIRA VELHA DE SEMPRE
Por
Ségio Vilar

Mesmo sendo um dos bairros mais antigos de Natal, a Ribeira ainda não se encontrou. Atravessou fases distintas em aproximados quatro séculos e hoje vive dividida entre a herança histórica, a vocação portuária e comercial, o potencial cultural em ascendência e a demanda ainda ínfima de moradias residenciais. O poder público também procura um sentido para o bairro; ainda sente dificuldade em direcionar investimento. Agentes culturais procuram reerguer os tempos áureos pelo viés da cultura e boemia. E nos últimos meses é este o desenho pintado no bairro, em constante conflito com um conjunto heterogêneo de valores da "Ribeira Velha de Guerra".

Muitos apontam futuro promissor ao bairro. Investimentos estrangeiros já miram o crescimento de bares e pubs no corredor cultural. Tudo estimativa. Por enquanto, o futuro está presente na arquitetura de prédios seculares em ruínas, como máquinas do tempo enferrujadas. A antiga boate Arpege - a maior da época áurea do bairro, ancoradouro de marinheiros e americanos à procura das prostitutas ribeirinhas - está próxima de ruir. É o retrato de um tempo distante de prosperidade quando a Ribeira irradiava desenvolvimento como centro cultural e social da cidade no início do século passado até o fim da Segunda Grande Guerra.

Estudio de Giovanni Sérgio na Rua Chile, um antigo e belo casarão na Ribeira
O tempo hoje na Ribeira ainda caminha devagar. É a aura do bairro, impregnada em cada parede embolorada dos comércios antigos, repartições públicas e prédios abandonados. Mas uma turma de agentes culturais, filhos do Blackout tentam compensar o esquecimento do poder público com a oferta de serviços e cultura. É a tentativa de incutir vida ao bairro. Todos os dias. Tornar a Ribeira além da boemia e do preconceito. E antes que entusiastas daqueles chãos históricos abandonem o barco. "Mantenho estúdio na Ribeira há 15 anos. Mas não aguento mais o descaso. Já penso em sair", lamenta o fotógrafo Giovanni Sérgio.

Fachada em ruínas do antigo palácio do Governo, no Bairro da Ribeira
As tentativas de restauração da parte do poder público são politiqueiras. Isso há décadas. O bairro vive, literalmente, de fachada: pintada, bonita. Enquanto o interior acumula lixo, podridão e abandono - locais perfeitos ao consumo de drogas. "Daí parte o preconceito contra o bairro. Falta iluminação, segurança e limpeza. Então, a imagem de quem vê de fora é essa: um ambiente sinistro. Mas o conteúdo é diferente. Quem conhece, sabe. A vocação da Ribeira é artística. Forçar uma vocação residencial é inviável. Quem quer morar perto de bares e casas de show?", opina um dos diretores da Casa da Ribeira, Henrique Fontes.

O músico Paulo Souto morou na Ribeira praticamente na única unidade residencial do bairro: o histórico Edifício Bila, na avenida Duque de Caxias. As críticas do músico recaem apenas na falta de alguns serviços. "É um bairro sossegado. Nunca fui assaltado. É perto de bancos, comércios e da boemia. O entretenimento aqui bomba. Nem preciso sair muito longe pra me divertir. É um bairro saneado. Tem seu charme histórico... Mas faltam farmácias e bons restaurantes. No mais, sinto as mesmas carências de outros bairros,a exemplo de Pirangi, onde moro hoje".
  

O Edifício Bila, construído na década de 1950, no então próspero bairro da Ribeira
Nalva Melo trabalha na Ribeira há 17 anos. Luta junto a outros agentes culturais para reerguer o bairro. Já mais experiente, nutre também alguma desilusão. Mas se articula junto a outras instituições para reverter o quadro. São entidades corporativas, empresariais e institucionais que enxergam no local tão somente a necessidade de cuidado. "A prefeitura se preocupa em pintar de amarelo o meio-fio pra nos multar, sem apresentar soluções pro bairro. Por isso ainda sinto forte o preconceito com o bairro. Acham que aqui só tem prostituta e ladrão. Quem frequenta são pessoas que sabem valorizar a cultura".

Nalva Café Salão e a tentativa de reerguer o bairro da Ribeira
No Nalva Café Salão, a proprietária mantém uma minibiblioteca só com autores potiguares. Também estão espalhadas peças de artes visuais. "É um atrativo. Se existissem outros lugares que funcionassem com esse intuito na Ribeira, todos os dias, a realidade aqui seria diferente", acredita Nalva. E essa filosofia de oferta de serviços e arte todos os dias na tentativa de reerguer a Ribeira por esse viés foi o mote para um dos projetos culturais mais ousados da cidade, encabeçado por algumas das casas mais antigas do bairro: O Centro Cultural Dosol e a Casa da Ribeira. 

A análise geral é de que a Ribeira evoluiu culturalmente, enquanto as carências urbanísticas permaneceram. Ser um bairro residencial criaria conflito com a vocação boêmia da Ribeira, unir o potencial cultural ao turístico seria viável. "Temos um porto na nossa frente. Mas quando os turistas descem encontram uma fila de táxi brigando pelo passageiro, prostitutas atrás de clientes e a sujeira do bairro", reclama Henrique Fontes.

O número 52 da Rua Frei Miguelinho aponta para a Casa da Ribeira
 O Circuito Ribeira procura essa solução sustentável. "Atraímos 10 mil pessoas em cada uma das duas edições. Isso prova que há pessoas que querem frequentar o bairro", comenta Edson Silva, diretor da Casa da Ribeira. E explica que uma tendência mundial é criar espaço público ao pedestre. "É o que Jaime Lerner chama de 'acupuntura urbana'. São pontos de serviços e arte. O Circuito oferece isso".

O intuito é o cidadão apreciar o lugar e criar curiosidade em conhecer melhor a história. Para isso se oferecem atrativos. "Por outro lado, se não houver iluminação, limpeza pública, segurança, essas pessoas não voltam. Ou voltam apenas no dia do Circuito, e não pra Ribeira, de fato. Não é essa nossa intenção. Queremos uma cultura viva, diariamente. Já me perguntaram o porquê de o Circuito ser feito na Ribeira e não em Ponta Negra", disse Edson Silva. E conclui: "A Ribeira não é velha; é histórica."

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Sérgio Vilar

maio 15, 2011

TREMOR NA CORDILHEIRA MESO-OCEÂNICA

Terremoto de magnitude 6 é registrado na costa de Natal
POSTAGEM ESPECIAL

Um terremoto de magnitude 6 foi registrado neste domingo no Oceano Atlântico na costa do Brasil, informou o centro de pesquisa geológica dos Estados Unidos.

O tremor aconteceu às 10h08 no horário de Brasília e foi localizado a 1.277 quilômetros a leste-nordeste de Natal. O centro de pesquisa americano informou que o terremoto aconteceu a uma profundidade de nove quilômetros, mas não há indicações de tsunami.

O tremor chegou ao conhecimento da defesa civil do Rio Grande do Norte no início da tarde, depois que a notícia se espalhou acompanhada de boatos da possibilidade de um tsunami. Todas as unidades do Corpo de Bombeiros da capital e da defesa civil estadual foram acionadas e ficaram em prontidão.

TREMOR NA CORDILHEIRA MESO-OCEÂNICA
NÃP PROVOCARÁ TSUNAMI NO RIO GRANDE DO NORTE 

O laboratório sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) foi acionado e às 15h35 o governo do Estado divulgou no seu site uma nota registrando a ocorrência do tremor e tranquilizando a população para a impossibilidade de um tsunami. A ação dos bombeiros já havia, então, sido normalizada.

"Não há essa possibilidade (de tsunami)", informou a nota explicando que o tipo de movimento do sismo foi transcorrente. "Para gerar um tsunami é necessário que o movimento seja vertical, quando a água do mar pode ser empurrada ou descida abruptamente e isso não aconteceu", explicou o coordenador do laboratório sismológico da UFRH, Joaquim Mendes.

De acordo com Mendes, o centro de pesquisa geológica americano identificou a ocorrência em tempo real porque eles monitoram tudo o que ocorre 24 horas por dia. Não é essa a realidade das estações sismológicas instaladas em Riachuelo e Pau dos Ferros (RN) e Gravatá (PE), sob a coordenação do laboratório sismológico da UFRN. Ele reconheceu que, se tivesse havido um tsunami, todos teriam sido pegos de surpresa. A estação de Riachuelo (RN) faz parte da rede global de acompanhamento de atividades sísmicas, de acordo com o pesquisador.

O abalo sísmico na costa brasileira aconteceu às 10h08, mas apenas às 12h45min o Corpo de Bombeiros da capital do RN foi informado. Caso ocorresse um tsunami, dada a distância entre Natal e o epicentro do tremor, as ondas gigantes chegariam à costa da capital às 13h30min. Ou seja, as autoridades teriam apenas 45 minutos para evacuar a região costeira.

Conforme o pesquisador, até agosto um total de 15 estações estarão instaladas na região Nordeste - do Piauí à Bahia. Quatro já estão instaladas. O investimento é de mais de R$ 4 milhões, financiado pela Petrobras. "Com isso vamos ter uma ideia melhor de onde ocorrem os tremores", prevê.

Os Estados do Rio Grande do Norte e do Ceará têm registrado o maior número de tremores no Brasil.

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maio 13, 2011

EM CADA ESQUINA UM PREÁ


REVISTA CULTURAL PREÁ
NOVAS EDIÇÕES EM  UMA NOVA LINHA EDITORIAL

A poesia potiguar e seus personagens são os nortes para onde aponta a bússola da nova edição da revista cultural Preá, que volta a circular no Rio Grande do Norte após entressafra editorial da Fundação José Augusto.

Com nova linha editorial, onde um tema é eleito para ser abordado sob vários prismas, a edição número 23 da Preá ‘saiu da toca’ nesta última  terça-feira, na Pinacoteca do Estado, centro de Natal. Durante o lançamento da revista, também houve a  abertura da exposição fotográfica “Em cada esquina um poeta”, de Giovanni Sérgio e Giovanna Hackradt, e divulgação do edital para o Salão Nordeste de Arte Popular “Chico Santeiro”.

A 23ª edição da Preá encerra um hiato de mais de um ano sem a publicação do periódico. O número da retomada é inteiramente dedicado à poesia potiguar, com matérias sobre poetas, mercado editorial e sobre o 14 de março, comemorado com grande festa pela Secretária Extraordinária de Cultura, além de ensaios, artigos e poemas inéditos. 

Este é o primeiro número assinado pelo jornalista Mário Ivo Cavalcanti, que aponta algumas mudanças “radicais” para esta nova fase: “Os projetos gráfico e editorial são as principais mudanças. Além de um visual mais moderno, teremos edições temáticas. Neste primeiro momento, por questões de recursos, não teremos reportagens em municípios do interior do Estado”, adianta o editor. “Outro ponto que deve ser enfatizado é o maior espaço destinado à fotografia, pois nossa intenção é estimular os leitores a encarar a foto como obra de arte”, disse. Além da distribuição descentralizada dos mil exemplares impressos, a Preá também estará disponível na internet.

Algumas sessões já vistas em edições anteriores permanecem, como as entrevistas: “Conversamos com Diva Cunha e Ada Lima, duas gerações de poetisas, e nosso papel foi mais de facilitador do papo que propriamente entrevistadores”, informa Ivo. O novo editor também aposta no clima de ‘dar margem para as coisas fluírem’ naturalmente, postura que rendeu liberdade aos fotógrafos Giovanni Sérgio e Giovanna Hackradt na concepção do ensaio “Em cada esquina um poeta”. “Elegemos apenas o mote do ensaio, sem elencar nomes ou critérios. Ou seja, os poetas clicados não são os mais importantes nem os melhores”, avisa. 

Para 2011, a Preá terá periodicidade quadrimestral, mas, segundo os planos do editor, em 2012 a pretensão é ser trimestral. “Será ótimo se pudermos lançar um novo número a cada dois meses, mas vamos trabalhar primeiro para ela ser trimestral”, planeja. 

 Civone Medeiros é uma das personagens do ensaio fotográfico
  EM CADA ESQUINA UM POETA

O ensaio fotográfico publicado e assinado por Giovanna Hackradt e Giovanni Sérgio -  retratando 11 poetas nas esquinas de Natal -  na revista Preá  ficará em cartaz durante todo o mês de maio na Pinacoteca do Estado, e o ponto de partida foram os versos “Rio Grande do Norte capital Natal: em cada esquina um poeta, em cada rua um jornal”. Essa quadrinha, publicada no início dos anos 1900, ironizava a quantidade de poetas e jornais que circulavam na pequena província. “A partir desse tema, elencamos poetas de várias fases, de vários estilos, e alargamos o conceito de esquina”, explicou Giovanni Sérgio. “Há uma certa irmandade entre as letras e as imagens”, garante o fotógrafo, também movido pela intenção de mostrar os poetas que a cidade insiste em esconder. “Poucos conhecem o trabalho de Jarbas Martins, autor de um dos poemas mais intensos sobre o Rio Potengi que tenho conhecimento”, aposta.

Ora juntos, a “quatro olhos”, ora independentes, a dupla de fotógrafos (pai e filha) clicou nomes como Deífilo Gurgel, Carlos Gurgel, Volonté, Paulo de Tarso, Sanderson Negreiros, Civone Medeiros, Ada Lima, Diva Cunha, Marise Castro, entre outros.

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ensaio fotográfico
"EM CADA ESQUINA UM POETA"
Pinacoteca do Estado
Praça Sete de Setembro, Centro, Natal-RN
entrada gratuita

maio 10, 2011

A SONORIDADE POTIGUAR EM REDE NACIONAL

ROBERTA SÁ
A SONORIDADE POTIGUAR EM REDE NACIONAL
 ARTISTAS LOCAIS  TEM VISIBILIDADE EM NOVELAS DE SUCESSO

Por
Sérgio Vilar

A música da jerimunlândia tem invadido as novelas da TV brasileira. Três potiguares são autores de trilhas sonoras de novelas atuais. Duas são consagradas pela mídia nacional: Roberta Sá e Marina Elali. E o terceiro, um paraibano de família natalense e radicado na província cascudiana desde 2000, Erick von Sohsten. Na recém finalizada novela Araguaia, o potiguar Babal teve sua canção O amanhã é distante interpretada por Zé Ramalho.

Na novíssima Morde & Assopra, no horário das sete horas da TV Globo, uma canção é conhecida na voz do rei do baião, Luiz Gonzaga. O que a maioria dos potiguares desconhece é que Ovo de codorna - que ajudou a resgatar a carreira de Gonzagão - é composição do caicoense Severino Ramos, com registro de nascimento em Campina Grande e descoberto potiguar na identidade graças ao trabalho da pesquisadora Leide Câmara, que mantém o Instituto Leide Câmara - Acervo da Música Potiguar.


DORGIVAL DANTAS
Talvez o sucesso mais emblemático tenha sido do potiguar nascido em Olho D'água dos Borges. Difícil saber quem é? Basta tocar: "Você não vale nada, mas eu gosto de você..." e a imagem de Norminha vem à lembrança, junto com o nome de Dorgival Dantas. Mas apesar do momento inédito à música de Poti, a história das trilhas sonoras de novelas já ouviu mais de 25 canções potiguares. E essa história começou em 1979, na novela global Marrom Glacê.

Alguém deve lembrar da música cujo refrão dizia assim: "Eu queria ter na vida simplesmente/ Um lugar de mato verde/ Pra plantar e pra colher/ Ter uma casinha branca de varanda/ Um quintal e uma janela/ Para ver o sol nascer". Foi nessa Casinha branca, canção do potiguar Gilson, onde nasceu a história potiguar nas trilhas sonoras de novela. A música era tema de Otávio (Paulo Figueiredo), na novela de Cassiano Gabus Mendes.


Gilson emplacaria no ano seguinte a música A mesma porta, na novela Plumas & Paetês, também de Cassiano Gabus Mendes. Nesta mesma novela, outro potiguar, Gilliard, interpretaria a canção Fracasso, de Fagner. Gilson seria convidado mais uma vez, em 1998, para trilha de novela. E Gilliard se transformaria no potiguar com maior número de trilhas em novelas. Foram sete ao total, com seis participações globais e uma novela no SBT.


As informações foram colhidas no Instituto Leide Câmara. Segundo a pesquisadora, Gilliard participaria também da trilha das novelas Final Feliz (1982), Pão Pão Beijo Beijo (1983), Champagne (1983/1984), Partido Alto (1984), Festa dos Insetos (1984, pelo SBT), e Cambalacho (1986). Se novelas são vitrines para hits, em nenhuma delas figuraram seus maiores sucessos: Aquela nuvem, Pouco a pouco, Não diga nada e Pensamento.

MARINA ELALI
 TRILHAS TAMBÉM EM FILMES, MINISSÉRIES E PROGRAMAS

Quem toma proveito da exposição diária da novela é a cantora e compositora Marina Elali. Praticamente iniciada na TV Globo, no programa Fama, a neta do parceiro de Gonzagão, Zé Dantas, já acumula seis músicas em novelas, praticamente consecutivas, e já recebeu convite para gravar trilha da próxima novela global. A cantora também gravou Sabiá para trilha da minissérie Amazônia; e Vem dançar, tema do especial Casos e Acasos, também na Globo.


A trajetória começou com a interpretação da música Habib, na novela O Clone (2001/2002), onde também atuou. Em seguida, a música Você, tema da novela América (2005). One last cry veio depois, na novela Páginas da Vida (2006). A versão do Xote das meninas, All she wants, foi tema de Duas Caras (2007/2008). A última foi Viver a Vida (2010), com a música Lost inside your heart.

A carreira de Marina Elali também tem se pautado na trilha de filmes. Já gravou Hipnotizar você e Mulheres gostam, ambas para o filme Se Eu Fosse Você (Globo Filmes). No filme de ação Segurança Nacional, Marina Elali participou como atriz e na gravação das trilhas Conselhos e Talvez, esta última canção sendo composição sua em parceria com Dudu Falcão. Também atuou e gravou no filme Didi o Cupido Trapalhão, com a música Sem você eu vou.

Na tarde de quinta-feira, Marina Elali viajava para Nova Iorque onde daria entrevista exclusiva a uma emissora de TV para comentar participação em um filme ainda inédito, produzido por um brasileiro residente nos Estados Unidos, com participação de Giovana Antonelli. "Quando ela voltar já conversa com a produção da Globo para acertar esse convite para gravar uma trilha sonora pra próxima novela", se orgulha o pai, o empresário Sami Elali.

Segundo o empresário, o trabalho de composição de Marina Elali aos poucos se iguala ao da intérprete. "Ela tem colocado suas músicas aos poucos nos CDs. Começou com duas, depois três e no próximo serão seis músicas suas: a metade do álbum". Dessa forma, os convites da produção global para gravar trilhas chegam à intérprete. A exceção foi a canção Eu vou seguir, versão portuguesa com letra de Marina Elali e Dudu Falcão, tema da novela Sete Pecados (2011).

"Os convites chegam de forma variada. Às vezes pedem pra ela escolher a música para o tema tal. Ora já pedem um estilo musical. Varia. Mariozinho Rocha pediu uma versão portuguesa para uma música gravada em inglês e ela compôs Eu vou seguir", comenta Sami Elali. "É uma posição fantástica pra ela. A Globo é a primeira emissora do país. Mas é mais uma abertura conseguida, como também são os CDs, DVDs, shows, mídia em jornal e rádio. E sempre levando a bandeira de Natal e do Rio Grande do Norte". 

ERICK VON SOHSTEN
FAMA QUE VEIO POR ACASO  
 
São 29 de anos de carreira e tentativas de ingresso na vitrine nacional da música. É a história de 99% dos compositores potiguares. Mas o acaso - alguns chamam de sorte e outros, de destino - trouxe a boa nova ao músico Erick Von Sohsten quando menos esperava. "Já tinha tentado de tudo: gravei vários CDs, enviei material a produtores e jornalistas, liguei, participei de festivais e nunca aconteceu. Quando estava quieto no meu cantinho, o produtor da novela Rebelde (da Record) me liga. Pensei em trote. Mas era verdade".

Os caminhos até chegar à ligação poderiam ser os comuns: o produtor escuta um dos milhares de CDs enviados, gosta da música e entra em contato. Poderia ter sido assim. Mas tudo começou numa sala burocrática de departamento. "Minha mulher comentou meu CD com uma amiga de trabalho. Ela pediu pra escutar. No outro dia ela entregou o CD e ficou nisso. Acontece que essa colega de trabalho é filha do produtor da novela, que é até irmão do Fábio Jr. Ele escutou, gostou e ligou pra mim em seguida".

Erick já vive outra rotina após um mês de exibição da novela. "Minha música já recebeu mais de 48 mil acessos no Youtube. Respondo vários e-mails de fãs de várias partes do Brasil..." O CD com a trilha sonora da novela ainda será lançado. A repercussão, por hora, ainda está presa ao mundo virtual. "A expectativa é que a música chegue às rádios do Sul após o CD da novela". E pra isso, Erick já iniciou processo de gravação de um novo CD puxado pela canção-tema da novela, intitulada Do meu lado (composta em parceria com Adriana Pessoa), escolhida para o casal Silvia e Leonardo.

"O CD que chegou às mãos do produtor era uma espécie de coletânea com cinco músicas retiradas de três CDs anteriores. Fiz uma tiragem mínima desse CD para divulgação, pra não ficar sem nada em mãos para apresentar. Entreguei a alguns jornalistas e produtores, apenas. Mas foi justo este que me deu essa visibilidade", comentou. Erick também trabalha na produção de um DVD também para pegar carona na música, produzido com imagens retiradas de cinco shows e já com viabilidade aprovada em leis de incentivo.
  
...fonte...
www.dnonline.com.br


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Roberta Sá - crédito: Felipe Souto Maior 
Dorgival Dantas - crédito: acervo do músico
Marina Elali - crédito: Canindé Soares
Erick Von Sohsten - crédito: acervo do músico

maio 06, 2011

A ARTE DE UM POTIGUAR MULTFACETADO

Acrílica sobre tela -  Unidade Médica Humanitare Dr. Flaubert Senna, Currais Novos/RN
 
ASSIS COSTA 
UM ARTISTA POTIGUAR QUE EXALTA A BELEZA ATRAVÉS DA SIMPLICIDADE

O artista plástico Assis Costa, nasceu em Currais Novos/RN, onde possui a sua Galeria de Artes. Inicia o seu desenvolvimento artístico na década de 1990, com o Curso de Desenho e pintura ministrado pelo artista João Antônio. Contudo, desde 2002, passa temporadas no Rio Grande do Sul (Gramado, Nova Petrópolis e Pelotas) no cargo de diretor artístico nos Eventos Culturais como a Chocofest, Natal Luz e Fenadoce através da Empresa Zeca Zenner.

Acrílica sobre tela -  Unidade Médica Humanitare Dr. Flaubert Senna, Currais Novos/RN

A sua obra como artista plástico é multifacetada, o mesmo desenvolve além da pintura em tela, (técnicas: Óleo ou/Acrílica), também a escultura, orbitando no universo das artes pelas suas diversas expressões como a poesia, a música e os quadrinhos. 

Acrílica sobre tela

Assis Costa em sua estética artística moderna versa sobre temáticas que aludem ao cotidiano, a cultura popular, as figuras emblemáticas de São Francisco de Assis, Dom Quixote e Sancho, buscando sempre um traço próprio que diretamente o liga a paisagem do seridó, região onde vive. 

Parque temático da Caracol Chocolates - Gramado/RS

ASSIS COSTA POR ILKA PIMENTA 

Um lugarzinho, o calor da gente que se banha de sol, envolto em serras verdes, de antigas lendas... Os riscos e des-riscos dessa tela-terra.  Colorido que dá volume a forma enchendo de chama os olhos.

Esta é uma das pinceladas de Assis Costa, artista que usa a estética modernista para compor os relevos culturais: os símbolos regionais e universais. É a casa, é o jogo de cores luminosos, metáfora do sentido da vida.

Assis Costa pinta o cotidiano seridoense, re-cria e potencializa o lugar dando-lhe ares nobres, exaltando a beleza através da simplicidade. 

...fonte... 
 
...obras do artista nesta postagem...
"MATERNIDADE II"
"LIBERTAÇÃO"
"PARELHAS"
"GUERREIRO ASTECA"

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Galeria de Artes Assis Costa
Av: Capitão Mor-Galvão, nº05- Centro, Currais Novos/RN.
Em frente a Matriz de Sant'Ana. Fones: (84) 9607-9884 / (84) 9611-1089

 "Em todas as artes, em todos os estilos, qualquer que seja o enfoque, mágico, místico, religioso, visionário, sensual, racional, expressando conteúdos líricos, épicos, irônicos, satíricos, alegres, melancólicos... Ela nos revela antes de mais nada a realidade de nosso vivenciar". (OSTROWER, 1995)

A RENOVAÇÃO DE UM MUSEU POPULAR

  MUSEU DE CULTURA POPULAR DJALMA MARANHÃO
REABERTO AO PÚBLICO COM MAIS DE DUAS MIL PEÇAS EM EXPOSIÇÃO

A Prefeitura Municipal do Natal, por meio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) retoma nesta sexta-feira, (6), as atividades do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão. Fechado à visitação há um mês, para realização de trabalhos internos de manutenção, o museu reabre com seu acervo com mais de duas mil peças em exposição, das mais diversas expressões populares do Rio Grande do Norte.

Após os trabalhos de manutenção, o Museu será aberto e pronto para ser redescoberto pelos visitantes que poderão encontrar uma renovada exposição permanente. O acervo recebeu cuidados especiais e as peças passaram pelo processo de limpeza e higienização, além da dedetização do espaço físico e reorganização do espaço e do acervo.

Para o chefe do Departamento de Patrimônio Cultural da Funcarte, Vatenor de Oliveira, a paralisação das atividades para os trabalhos internos de manutenção é de fundamental importância para a conservação das peças, além de possibilitar uma melhor apresentação do valioso acervo da arte popular aos visitantes.

“Buscamos melhorar as condições para que o museu possa receber bem os visitantes. Tendo em vista que o museu possui a maior coleção popular do estado’’, Ressalta Vatenor.
 
O MUSEU

Localizado no antigo prédio da Rodoviária de Natal, no bairro da Ribeira, o museu reúne um acervo expressivo da Cultura Popular Potiguar. E contempla elementos que remetem ao contexto da religiosidade, das brincadeiras, danças, esculturas em madeira e barro, artes plásticas e um acervo de documentários que mostra as práticas culturais produzidas pelos potiguares.

Em termos de apresentação de acervo, projeto expográficos, é considerado um dos museus de Cultura Popular mais moderno do Brasil. A exposição permanente é formada por elementos da religiosidade, danças, bonecos de João Redondo, brinquedos, esculturas, cordéis e exibição de vídeos documentários dos fazeres e saberes do homem potiguar. As instalações são totalmente climatizadas; possui um auditório com capacidade para quarenta e cinco pessoas, com equipamentos de projeção; elevador e banheiros adaptados para pessoas com necessidades especiais.
 
...fonte... 
www.natal.rn.gov.br

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Walter Leite

Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão
 (84) 3232-8149
Praça Augusto Severo, Ribeira, Natal RN
visitações acontecem de terça a domingo com entrada gratuita

maio 05, 2011

UM CASARÃO DE FAMA E PODER... NO PASSADO

CENTRO COMERCIAL DE FAMA E PODER
 CASARÃO DOS GUARAPES

Construído no ano de 1859 no alto de uma colina, pelo comerciante Fabrício Gomes Pedroza, para ser a sede do seu complexo comercial, o qual aglutinava escritórios, almoxarifados, capela e escola. Embaixo da colina, ficavam os armazéns, “que tudo guardavam e vendiam...” de 1869 a 1870, mais de vinte navios os quais ultrapassavam 500 toneladas, aportaram em Guarapes vindos diretamente da Europa a fim de carregarem as mercadorias exportadas por Fabrício.

Na margem fronteiriça, estava os armazéns e a vila de moradores, era a Carnaubinha, que também possuia um porto. Já o aterro que possibilitou o porto de Guarapes, era chamado de "A Conceição", nome da padroeira do lugar e que posteriormente, Fabrício Pedroza e as filhas consagraram à Macaíba. 

Sinônimo de riqueza no século XIX, residência que deu origem ao bairro deve ser transformada em complexo cultural. Tombada em 1990 e adquirido pelo Governo do Estado em 2002, casa nunca passou por reformas e encontra-se em ruínas.

 
 CASARÃO DOS GUARAPES SERÁ RECUPERADO
 Por
Alex Costa

Antes tarde do que nunca. O Casarão dos Guarapes, localizado em uma das regiões mais pobres da Grande Natal, finalmente passará pelo tão esperado processo de restauração e reforma. Um grupo de arquitetos e engenheiros contratados pela Secretaria Extraordinária de Cultura e pela Fundação José Augusto (FJA) visitou o local e reavivou as expectativas da Prefeitura Municipal de Macaíba e do grande entusiasta e levantador dessa ação, Valério Mesquita, para ver a concretização de mais de 15 anos de luta. Os investimentos do Governo do Estado estão previstos na ordem de R$ 800 mil.

Tombado em 1990 pelo Patrimônio Histórico Estadual e em 2002 adquirido pelo Governo do Estado, o casarão nunca passou por reformas. O local era residência do comerciante Fabrício Gomes Pedroza e é considerado um dos principais marcos da economia da Província do Rio Grande. O casarão deu origem ainda ao bairro Guarapes. "Existe o contraponto entre restaurar ou manter a beleza das ruínas, mas a reforma completa garantirá mais beleza ao local e poderá sediar um centro histórico-cultural do comércio potiguar", afirmou Marcelo Augusto, secretário de cultura de Macaíba.

São mais de 100 mil hectares de terras que pertenciam a Fabricio Pedroza e hoje se encontra em meio ao matagal. À mercê da ação do tempo, de vândalos e posseiros, repousam na cota de um morro as ruínas da edificação que, paradoxalmente, testemunhou um período de prosperidade e poder econômico responsável, durante o Segundo Império, pelo desenvolvimento do comércio e indústria da província do RN.

"O brilho do lugar, a beleza da paisagem, associado ao projeto que a FJA tem de criar um cinturão histórico-cultural entre os pontos turísticos de Macaíba só nos fazem vislumbrar com alegria a certeza da preservação de um ícone histórico de tão grande importância para o RN", afirmou Marcelo Augusto. "Imagine o quanto levantaria a auto-estima da comunidade dos Guarapes, se o local fosse transformado em um complexo cultural associado ao turismo. Teríamos história, lazer e retomada do desenvolvimento para a região", completou.

A equipe de reportagem do Diário de Natal procurou saber mais detalhes a respeito da reforma e prazos para início das obras com a Secretaria Extraordinária de Cultura e com a Fundação José Augusto, porém, ambas entidades não atenderam as ligações até o fechamento desta edição.

EXPECTATIVAS

Os residentes do bairro conhecem o Casarão do Guarapes como o "museu velho". Residindo na margem esquerda da BR-226, na entrada do acesso às ruínas, Francisco Sousa, 60, afirmou, desacreditado: "Difícil crer que Guarapes já foi sinônimo de riqueza. A realidade de hoje leva a acreditar que depois que a pobreza chegou ela ficará aqui para sempre". Valério Mesquita, escritor, pesquisador e membro da Academia Norte-Rio-grandense de Letras, foi o autor do projeto que solicitava o tombamento da Casa de Guarapes quando era membro do Conselho Estadual de Cultura.

Durante todos esses anos defendeu a restauração imediata do casarão associada a um plano de revitalização da área para que seja implantado no local um memorial da história do comércio e indústria no RN, algo nos moldes da reforma que foi feita no engenho de Ferreiro Torto, também em Macaíba, em 1977. Para justificar a ideia de restauração do velho casarão, Valério Mesquita lembra que do alto das ruínas contempla-se um bela paisagem desenhada pelo rio Potengi, que ele descreve como um verdadeiro "corredor histórico". Em instantes, ativa-se na cabeça do visitante uma espécie de "máquina do tempo" que por impulsos cognitivos projeta na mente imagens da época gloriosa de Fabrício Pedroza.

CENTRO COMERCIAL DE FAMA E PODER

De 1858 a 1870, sob o comando do Major Fabrício Gomes Pedroza, Guarapes foi um grande centro comercial de repercussão, fama e poder. Incentivou e desenvolveu a indústria açucareira com novas técnicas, popularizou as primeiras faturas, divulgou novidades de escrituração. Segundo Valério Mesquita, o fundador de Guarapes foi o responsável pela emancipação do município de Macaíba, além de ser o patriarca da família que gerou Alberto Maranhão e Augusto Severo. Doente, Major Fabrício deixou a direção dos negócios em 1871, indo para o Rio de Janeiro. Em 22 de janeiro de 1872, faleceu em Santa Tereza e foi sepultado no cemitério de São João Batista. Fundado por Fabrício na segunda metade do século 19, a Casarão dos Guarapes foi residência e sede do maior entreposto comercial da Província e contava com um complexo de armazéns à beira do rio Guarapes (nome dado aquele trecho do rio Potengi), onde foi construído um porto com ancoradouro para embarcações de até 500 toneladas.

O pequeno mascate que negociava pelos arredores da cidade acabou se encantando pela região que chamou de Guarapes, em Coité (hoje Macaíba), onde herdou por casamento algumas terras. No alto de uma colina, ponto estratégico à margem esquerda do sentido Natal/Macaíba, Fabrício Pedroza ergueu a Casa de Guarapes, uma capela, escola e casas de empregados. Em baixo, à beira do Potengi, construiu armazéns de taipa e um porto com ancoradouro quase tão extenso e profundo quanto o de Natal, capaz de receber embarcações de até 500 toneladas.

Algodão, sal, peles, especiarias e quase todo açúcar produzido pelos engenhos potiguares eram escoados para o interior do Estado e até para o exterior. O entreposto comercial dos Guarapes, administrado por apenas um homem, chegou a desbancar o comércio da capital da Província. Para se ter uma ideia, de 1869 a 1870 vinte navios carregaram produtos para fora do país, enquanto Natal, no mesmo período, com todo o prestígio de capital, carregou 21 embarcações. 

...fonte...
Alex Costa 
Especial para o Diário de Natal 

maio 04, 2011

...E SE A ARTE INVADISSE A SUA VIDA?

"BALAIO"  - ÓLEO SOBRE TELA - ASSIS COSTA
  08 DE MAIO
DIA DO ARTISTA PLÁSTICO COMEMORADO EM NATAL

Em comemoração ao Dia do Artista Plástico, que transcorre em 8 de maio, a Prefeitura Municipal do Natal, por meio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) preparou uma programação com exposições, oficinas e intervenções urbanas. O evento tem início no dia 9 e segue até 22 de maio.

Seguindo a idéia de descentralização da cultura e democratização da arte, o Núcleo de Artes Visuais da Funcarte, promoverá ações na capital potiguar e aposta na tendência do fazer artístico dos grandes centros, que tiram a arte do lugar comum para que a sociedade de maneira geral possa vivenciar a sua beleza e seus efeitos transformadores.

Dentro de uma realidade vivenciada por diversas cidades do mundo, a proposta do Núcleo de Artes Visuais, coordenado por Marcílio Amorim, é promover exposições e intervenções artísticas nos quatro cantos da Natal.

A programação tem início com a oficina de Arte Naif, ministrada pelo artista plástico Djalma Paixão. A Galeria Newton Navarro recebe no dia 10 a exposição do artista Assis Marinho.

Duas exposições simultâneas irão acontecer em dois Shoppings Center da cidade, locais de grande circulação, com reproduções gigantes de obras de artistas plásticos potiguares. A exposição ficará exposta entre os dias 16 e 22, e receberá obras de Vatenor Oliveira, Flávio Freitas, Ítalo Trindade, Roberto Medeiros, Dorian Gray, Cristiana Jácome, Madé Weiner, Arruda Sales, Fábio Eduardo, Djalma Paixão, Fernando Galvão, Fernando Gurgel, Sônia Jacome, Francisco Eduardo, Ammer Jácome, Carlos Sérgio Borges. Além das obras o público terá acesso ao histórico do artista, e contará com o auxílio de um monitor.

Além disso, quatro grandes painéis serão pintados por artistas grafiteiros no Viaduto do Baldo, devidamente autorizada pela Semurb, em uma ação envolvendo dez jovens artistas. As intervenções em pintura respondem a uma pergunta: “E se a arte invadisse a sua vida?”.

Além de popularizar os trabalhos dos artistas plásticos potiguares, a proposta do dia 8 de maio na capital potiguar é tornar o fazer artístico, acessível a toda a população e  no dia 13 de maio haverá o show na Funcarte com Simona&Gadelha. Na oportunidade a participação de grafiteiros e apresentação de Break.

...serviço...
  E se a arte invadisse a sua vida?
Comemoração do dia 08 de maio – Dia do Artista Plástico
De 09 a 22 de maio de 2011
Via Direta, Norte Shopping, Capitania das Artes e Viaduto do Baldo.

...programação...
  Dias 09, 11 e 13 de maio – Funcarte
14h – Oficina de Arte Naif com o artista plástico Djalma Paixão.

Dia 10 de maio
19h – Abertura da exposição de Assis Marinho - Galeria Newton Navarro.

Dias 10, 12 e 13 de maio - Funcarte
14h – Oficina de Extêncio com o artista grafiteiro Pedro Ivo.

Dia 13 de maio – Show – Funcarte
20h - Shows com Talma&Gadelha e participação de grafiteiros e grupos de break.

Dias 14 e 15 de maio – Viaduto do Baldo
Intervenção urbana com artistas grafiteiros, no Viaduto do Baldo.

Dia 16 de maio a 22 de maio – Via Direta e Norte Shopping
10h às 22h – Exposições de reproduções de telas de artistas potiguares.

...fonte...

...ilustração... 
"BALAIO"  - ÓLEO SOBRE TELA - ASSIS COSTA
www.assiscostaartistapotiguar.blogspot.com

...você sabia?... 
O Dia do Artista Plástico foi escolhido como uma homenagem ao pintor José Ferraz de Alencar Junior, nascido no dia 8 de maio de 1851, na cidade de Itu, em São Paulo. O artista teve uma carreira rica, estudou na Academia Imperial de Belas-Artes, onde foi aluno de Victor Meireles. Obteve, também, formação na Escola Superior de Belas-Artes de Paris e faleceu, tragicamente, no dia 13 de novembro de 1899, em Piracicaba-SP.

maio 03, 2011

A FANTÁSTICA ARTE DE FÁBIO EDUARDO

"LAMPIÃO E MARIA BONITA"
A  FANTÁSTICA ARTE DE FÁBIO EDUARDO
Por
 Alexandro Gurgel 

Em cenas bucólicas, podemos ver um carro de boi carregado da cana-de-açúcar, um pasto florido da última invernada e um vaqueiro em primeiro plano, mostrando os detalhes do gibão pelas costuras no couro; a indumentária do Boi de Reis em movimento, refletindo nuanças pelos espelhos que explode luz nas tiras de sedas dos galantes; meninos soltando pipa na beira de uma praia distante e o colorido dos papeis de seda, estampado nas pipas; o azul do mar, a vila de pescadores... Todas essas imagens, impregnadas de lirismo, são frutos da arte fantástica que está representada nos quadros do artista plástico natalense Fábio Eduardo.

Quem vê a qualidade das pinturas de Fábio Eduardo, não imagina que o artista começou ainda no jardim de infância do Padre Thiago, no bairro de Igapó, onde despertou sua veia artística quando coloria as capas das provas e trabalhos escolares. Durante as primeiras letras, as professoras perceberam o talento do jovem Fábio e começaram a incentivar o talento com cadernos de desenho, material para colorir e outros mimos.

Hoje, aos 37 anos, Fábio Eduardo lembra como começou sua carreira artística, quando aos nove anos, fazendo o primário, recebeu um convite para participar de um concurso “Mural Cidade da Criança”, em 1979. Na escola estadual Ary Parreiras, no Alecrim, através da disciplina “Educação para o trabalho”, aprendeu a fazer talha em madeira, pintura em vidro, em azulejo, em tecido, entre outras atividades artísticas.

Vendo um caminho lucrativo com sua arte, começou a fazer pinturas em camisas e vender na escola. Observando o talento de Fábio, um amigo o chamou para trabalhar numa serigrafia, fazendo arte final para estampas de camisetas com motivos marinhos: praia, sol, surf, garotas, ondas...

Na sua adolescência, entre o intervalo intelectual na escola Augusto Severo, o jovem artista-surfista gostava de deslizar nas ondas da Praia dos Artistas com sua prancha parafinada. Na Rua Campos Sales, descobriu o “Atelier Central” que viria a mudar sua vida. Fábio começou a estudar arte e desenvolver seu talento tendo como primeiros mestres João Natal, Jayr Peny, Alcides Sales, Luís Élson e Jomar Jackson.

"RABEQUEIRO"
 De acordo com Eduardo, a identidade maior pela pintura foi despertada quando passou a freqüentar o atelier pessoal do artista Jayr Penyr, em Mirassol, onde aprendeu as primeiras pinceladas profissionais.

A partir de 1987, participou de salões de arte e concursos como uma forma de mostrar seu trabalho para a crítica especializada. Montou um atelier no bairro Passo da Pátria, formando um grupo de arte chamado “Passo a passo”, onde também participavam o artista plástico Luiz Anísio, o fotógrafo Adrovando Claro, o artista plástico Jaelson Júlio, o poeta João Andrade e o poeta Alexandre Tavares.

Entre outros trabalhos, o grupo fez uma série de exposições coletivas itinerantes, cujo título era “Papel e Tela”, onde havia a junção de artes plásticas e literatura. O grupo chegou a fazer uma exposição no Museu Assis Chateaubriant, em Campina Grande. Em Natal, o Passo a Passo mostrou seus trabalhos na Galeria Criare, Galeria Newton Navarro, Fundação Hélio Galvão, entre outros locais.

No inicio dos anos 90, na procura de novas perspectivas, Fábio Eduardo encontrou acolhimento para sua carreira “solo” na “Oficina Viva”, do designer e artista plástico Venâncio Pinheiro, onde teve incentivo para fazer sua primeira exposição individual intitulada “Corpo e Movimento”, na galeria de arte da Biblioteca Câmara Cascudo.

Apresentando as obras de Fábio Eduardo entre as pessoas de sua influência, Venâncio Pinheiro abriu portas para o mercado das belas artes natalenses, através de Chico Miséria, na Gleria Hombre.

Naquela época, Fábio conheceu o marchand Isaac, na “Taba Galeria de Arte”, passando a vender obras na própria galeria e participar de exposições promovidas pelo marchand. Seu trabalho despertou também a atenção de outros conhecidos empresários especializados em obras de artes. Entre eles, Antônio Marques, que dispõe de uma ampla galeria no Centro de Turismo, onde coleciona um acervo contendo os principais artistas plásticos potiguares.

"CHEGADA DO CIRCO"
 Em 2003, Fábio Eduardo fez sua segunda exposição individual chamada “Aquarelas”, na Sparta Book & Store, produzida por Dorian Lima. Durante essa fase de maturidade artística, Fábio encantou o modernista, poeta, escritor e pintor, Dorian Gray Caldas, um dos papas do cenário literário e artístico norte-riograndense, que escreveu: “Uma arte tonal desenhada, plana, de belas figuras idealizadas sem o estorvo das pompas artísticas ou o excesso de conteúdo histórico. Fábio pinta quadros para serem vistos, contemplados na intenção descritiva”.

Atualmente, no trabalho de Fábio Eduardo há traços cubistas e futuristas, com uma temática figurativa, sobretudo regional, baseada no folclore e na literatura de escritores como José Lins do Rego, Jorge Amado, Graciliano Ramos e Ariano Suassuna. Suas telas exploram o universo dos teatros de bonecos, dando aos personagens uma estampa cibernética num misto de homens e andróides.

Nos quadros de Fábio Eduardo, as personagens tradicionais são compostas dentro da visão de um futuro lúdico, trazendo influências da Escola Fantástica em telas a óleo ou aquarelas. Usando uma linguagem figurativa, o artista busca humanizar a fantasia, de uma maneira simples e ao mesmo tempo sofisticada, capaz de evocar a fusão da arte contemporânea com lampejos estéticos de vanguarda.

Hoje em dia, sua obra já está espalhada pelas galerias de artes brasileiras e européias. Em Natal, Fábio Eduardo trabalha no projeto “Danças Folclóricas”, com uma série de 15 painéis em óleo sobre tela, esperando ser aprovado pelas Leis de Cultura.

O homem do campo no seu dia a dia, as brincadeiras de crianças, as danças folclóricas, as festas populares, os santos padroeiros, os heróis, os bandidos, os cangaceiros e toda a fauna do repertório popular nordestino estão presentes no imaginário de Fábio Eduardo, um natalense que desperta reconhecimento no cenário das artes pela identidade universalista impressa nos seus quadros. Apreciando a arte de Fábio, temos a certeza que estamos diante de um artista fantástico.

...fonte... 
  Alexandro Gurgel

 ...contato artista...
"Fábio Eduardo destaca-se pelo rigor na composição de suas obras.Elaboradas em tons neutros usando o claro-escuro com equilíbrios tonais". (Dorian Gray Caldas)

maio 01, 2011

UMA LUZ NA FOTOGRAFIA POTIGUAR

APHOTO  tem sede no Mercado de Petropolis - Natal/RN
ASSOCIAÇÃO POTIGUAR DE FOTOGRAFIA
UMA LUZ NA FOTOGRAFIA POTIGUAR

A Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) tem por objetivo reunir e representar os profissionais com interesses comuns, promovendo e defendendo a imagem, o trabalho e os direitos dos associados, bem como a defesa dos direitos autorais, morais e materiais de suas obras de acordo com as leis vigentes, melhorando qualquer aspecto negativo relacionado à profissão.

 De acordo com seu estatuto, a Aphoto é uma entidade civil, sem fins econômicos, políticos ou outros, que se destina, exclusivamente, a zelar pelos interesses morais, culturais e materiais dos fotógrafos potiguares, independente da formação acadêmica. "A Aphoto pretende sensibilizar órgãos, entidades e a opinião pública sobre a importância cultural e econômica da fotografia no Rio Grande do Norte", enfatizou o jornalista Alexandro Gurgel, presidente da entidade.

 A profissão de "fotógrafo" ainda não foi regulamentada pelo Congresso Nacional. Em geral, sem nenhum critério, são usadas produções fotográficas sem ao menos informar a autoria, o que é reconhecido e protegido por Lei. A fotografia é técnica, arte e trabalho, embora seu reconhecimento como profissão passe por estudos nos meios administrativos e políticos. No momento, prevalece a atuação e o conhecimento do profissional no seu dia-a-dia como reconhecimento do bom profissional.


A Aphoto vem de encontro ao preenchimento de lacunas próprias do “informalismo” da profissão, dando identidade, definindo de forma apropriada e assessorando a atividade. "A aplicação de saídas associativas e a personalização da profissão ainda é muito nova, vai depender da sua própria história, experiências, erros e acertos como milhares de atividades já consolidadas. Vamos fazer uma grande campanha para a regulamentação da profissão junto aos nossos políticos e outras associações afiliadas", completou o presidente.

 Segundo o jornalista Alexandro Gurgel, a Aphoto reconhece que a profissão de fotógrafo é conquistada no dia-a-dia, nas mais diversas circunstâncias, na captura experiente da imagem, conseguida após muito trabalho e dedicação. “Não é pretensão da Aphoto estabelecer critérios elitistas ou se fundamentar em estrelismo, mas sim agregar quem é realmente fotógrafo atuando em território potiguar”, disse o presidente.

HISTÓRIA

A Associação Potiguar de fotografia foi reformulada e teve uma nova fundação no dia 26 de setembro de 2006, através de uma reunião com fotógrafos profissionais e amadores na sede do curso Practical Idiomas, em Natal(RN). O fato se deve a falta de estrutura da entidade para ter funcionalidade e atuação junto as propostas da fotografia potiguar, como cursos, oficinas, passeios, eventos e parcerias publicas e privadas para articular a fotografia no Rio Grande do Norte.

A Aphoto, nova sigla da Associação Potiguar de Fotografia, tem sede no Mercado de Petropolis, numa parceria com a Prefeitura Muncipal de Natal onde vai funcionar por tempo indeterminado. Toda a documentação e acervo da entidade foi preservada e servirá para continuidade do trabalho, incluindo o cadastro informal de pessoas, tanto amadores como profissionais, realizado em eventos, cursos e oficinas desde da primeira iniciativa em janeiro de 2003. Uma nova composição da Associação Potiguar de Fotografia foi eleita na ocasião da reunião de reativação da entidade, em 2006, determinando como titulares nos seguintes cargos: Alex Gurgel(Presidente), Roberto Dias(Vice-Presidente), Katarina Mendes(Secretária), Adrovando Claro(Tesoureiro), Hugo Macedo(Diretor Cultural), Álvaro Pereira(Diretor de Comunicação) e Richardson Sant’Anna(Diretor de Pesquisa e Documentação).


As primeiras providencias da entidade foi o registro jurídico(em 2008) e a filiação junto a Confederação Brasileira de Fotografia. Ficou ainda acertado como datas comemorativas oficiais da associação: Dia do Fotógrafo(8 de janeiro) e o Dia Mundial da Fotografia(19 de agosto). Nestas duas datas sempre haverá exposições e eventos através da iniciativa da entidade e de acordo com as possibilidades financeiras da associação, dando destaque especial a participação dos associados.

Uma carteira de associado também foi instituída através de uma anuidade para as duas categorias de associados: profissional(trabalhador comprovado na área) e amador(autor que utiliza a fotografia como lazer e atividade artística) . Uma série de parcerias serão ainda implantadas para beneficiar o quadro de sócios. Uma pesquisa também vai sendo conduzida para melhorar o conhecimento da Associação acerca das atividades de interesse dos associados no Estado, incluindo a criação de representações nas regiões e municípios Potiguares.

...fonte... 
  
...contato...
84 3211-5436 - 8896 5436

...fotografia... 
Nei Douglas 
acervo APHOTO