junho 16, 2011

DOCUMENTÁRIOS FREE... BAIXE E USE

VÍDEOS PROMOCIONAIS
TV CÂMARA LANÇA O CATÁLOGO BAIXE E USE

O Baixe e Use foi criado para suprir as demandas da comunidade escolar e acadêmica, que solicita cópias dos programas da TV Câmara para uso em sala de aula. Ele oferece material didático de boa qualidade para baixar gratuitamente.

São mais de 220 documentários e reportagens especiais divididos por temas, disponíveis na página da TV Câmara. As produções abordam assuntos como cidadania, direitos humanos e história política brasileira, sempre relacionados com os conteúdos programáticos dos ensinos médio e fundamental.

CATÁLOGOS E VÍDEOS EM ALTA RESOLUÇÃO

A TV Câmara e a Comissão de Educação e Cultura oferecem ao grande público o catálogo de vídeos Baixe e Use, composto por produções originais da TV Câmara disponíveis para download gratuito na internet. O catálogo será disponibilizado para mil escolas de todos País, que poderão utilizar os vídeos como material didático. 

O catálogo de vídeos Baixe e Use oferece material didático de boa qualidade para download rápido e gratuito. O serviço já está disponível na internet, e versões impressas do catálogo serão enviadas para mil escolas de todo o país, em uma parceria entre a Comissão de Educação e Cultura e a TV Câmara.

São mais de 220 documentários e reportagens especiais disponíveis para download no Baixe e Use da TV Câmara. Os vídeos são divididos por temas e codificados com as tecnologias mais recentes de forma a garantir ótima resolução de vídeo sem comprometer o tempo de download.

O Baixe e Use foi criado para suprir a constante demanda da comunidade escolar e acadêmica, que mensalmente solicita cópias dos programas da TV Câmara para uso em sala de aula. As produções abordam assuntos como cidadania, direitos humanos e história política brasileira, sempre relacionados com os conteúdos programáticos dos ensinos médio e fundamental.

O download é gratuito e qualquer pessoa pode fazê-lo sem necessidade de qualquer tipo de inscrição. Basta aceitar os termos da Licença Geral Pública, que restringe o uso do material para fins didáticos.

TV CÂMARA

A TV Câmara produz vídeos sobre uma enorme diversidade de temas. Entre os produtos já disponíveis estão documentários como Brasília: Projeto Capital , Chico Mendes – Cartas da Floresta , Florestan Fernandes – o Mestre , Memória Política – Raquel de Queiroz , e Carta Mãe (sobre a Constituição Brasileira).

“Todos os vídeos são de interesse público e a maioria tem boa aderência aos conteúdos da escola”, explica o diretor da TV Câmara, Getsemane Silva. Ele acredita na disseminação dessas produções para além da transmissão de TV. “Por isso, o canal resolveu investir no serviço. Vamos multiplicar o uso do conteúdo produzido com recursos públicos”, completa.

Além de oferecer o Baixe e Use, a TV Câmara é a única emissora a disponibilizar toda a sua produção, integralmente, na internet, para assistir e para guardar em baixa resolução. São mais de 27 mil vídeos, com novos arquivos sendo alimentados diariamente. A expectativa é que o acervo receba sempre cerca de dez novos vídeos por mês.

TECNOLOGIA

Os vídeos do catálogo foram recodificados usando tecnologia h.264 com empacotadores avi, que rodam na maioria dos softwares de vídeo como Itunes, Windows Media Player e Media Player Classic.

No site há indicações de outros softwares gratuitos que tocam as tecnologias mais recentes e orientações sobre como copiar exibir os vídeos em computador, projetores, equipamentos portáteis e até montar um DVD para rodar em qualquer aparelho.

...fonte...
www2.camara.gov.br


...relação de todos os vídeos....

...imagem...
meramente ilustrativa
Imagem obtida do documentário NALU
onde o surfista Everaldo Pato e sua mulher, a cinegrafista Fabiana Nigol, 
criam a filha Isabelle Nalu, viajando pelo mundo

junho 09, 2011

ENTRE O AGRESTE E O SERTÃO... UM CASTELO

UM SONHO ERGUIDO NO MEIO DO SERTÃO POTIGUAR
O menino apanhava lenha próximo ao Serrote dos Caboclos, em Pedro Avelino, quando apareceu a bela imagem de mulher vestida em uma roupa de tecido azulado transparente sobre o monte. Era a Virgem Maria. Ela indicava na rocha estranhos desenhos que só poderiam ser decifrados pelo garoto de 11 anos. A mensagem deixada por ela foi de que a Deus dá-se o nome de rocha. E toda a sabedoria estava no monte.

 SÍTIO NOVO
O "REINADO" DO VISIONÁRIO ZÉ DOS MONTES

 Por
Ana Luiza Cardoso

A história surreal não é reconhecida pela Igreja Católica, nem faz parte de ficção tirada dos livros. É contada pelo menino que viveu a fantástica experiência. Hoje, aos 67 anos, chama-se José Antônio Barreto. Na década de 60 passou a pregar no interior do Nordeste o poder das rochas e ganhou o apelido de Zé dos Montes.

Prefere ser chamado pelo apelido. Para perpetuar a sua missão tornou famosos treze pontos na região, onde, ou fez castelos ou encontrou belas formações rochosas onde juntava romeiros interessados em suas histórias.

O homem franzino, de 53 quilos, tem poder de persuasão no discurso de pregação. Visionário, profeta, marqueteiro. É difícil adjetivar quando trata-se de uma figura controversa como Zé dos Montes. Sua história de realismo fantástico concretizou-se através de lugares que são boa opção para visitas.

O castelo da Serra da Tapuia, em Sítio Novo, encravado no agreste, chama atenção por suas inúmeras torres brancas contrastando com o cinza dos serrotes do lugar.

Desafiando os arquitetos urbanos, ele teve a idéia de construir um castelo em meio as rochas. A capela, localizada no centro da construção, é a área de convergência de três grandes pedras. Numa delas, Zé dos Montes mandou esculpir um altar para homenagear Nossa Senhora.

Na sala, munido de um inseparável cajado, prega para os romeiros ou visitantes. O cetro é lembrança de uma das suas inúmeras viagens que ele diz ter feito ao exterior.

Como ele construiu os castelos é mais um dos seus mistérios. "O povo se admira como eu consigo fazer sozinho tudo isso". Zé não gosta de falar, mas no passado, já foi militar e hoje está aposentado.

É difícil decifrar se Zé é um personagem criado para tornar o castelo mais interessante ou se aconteceu a fusão do simples mortal com o homem das forças divinas. Sobre a própria vida, Zé dos Montes diz ter a explicação "que é simples e difícil ao mesmo tempo." Por nada no mundo diz onde nasceu. "Isso não é importante para história".

Em meio aos seus inúmeros mistérios de vida, Zé leva a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE para um passeio entre o chamado labirinto do castelo. O nome sugestivo não é para menos. Uma passada pelos locais escuros e estreitos pode fazer o visitante se perder caso não tenha guia.

Em alguns trechos é preciso ter preparo físico e disposição pois o chão de terra pode ser escorregadio. Sobre a idéia do labirinto, Zé dos Montes diz: "É novidade. Fiz porque o povo que visita gosta de novidade." O castelo foi construído em 1984, mas sempre tem uma reforma a ser feita. Há cinco anos Zé dos Montes fez a casa onde permanece por vários dias no "reinado" que construiu. Agora, os carrinhos de mão e material de construção dão pistas de que novos cômodos estão sendo erguidos. No local mais alto da construção toma forma uma torre. Posteriormente, Zé quer passar dias nessa parte do castelo.

Não há energia elétrica, nem água encanada no castelo. "Aqui é só vela". Próximo ao castelo fica uma casa simples onde mora o caseiro do lugar. Crianças vestidas com camisas estampadas com a foto de Zé dos Montes estão sendo treinadas por ele para tornarem-se no futuro perpetuadoras da sua visão e pelo amor a Deus, Nossa Senhora e aos montes.


VALE VERDE É O CARTÃO DE VISITAS DO CASTELO

O visitante do Castelo da Serra da Tapuia, em Sítio Novo, ganha logo no acesso ao pitoresco prédio uma paisagem bonita do agreste. A cidade de Sítio Novo, distante 118 quilômetros de Natal, fica bem próxima a várias serras, inclusive a de São Pedro, da Pitombeira, da Dona Inês. A cordilheira de serras deixa ainda mais bela a paisagem. O açude da cidade espraiado em meio ao verde completa o cenário.

O acesso a Serra da Tapuia foi melhorado e permite a descida e subida de carros. É necessário ter cuidado porque a elevação é íngreme. No trajeto até o castelo o visitante pode observar várias residências. As pessoas do lugar vivem, essencialmente, do plantio de fruteiras. As pinheiras carregadas podem ser vistas por várias partes.

A vida calma do lugar só é quebrada durante à noite. Acontecem muitas festas regadas a forró. Já existe iluminação em cima da serra. A partir do povoado da Serra da Tapuia se tem o acesso para o castelo. Em cima do monte, os moradores criam gado, cabras e galinhas.

 

CASA DE ZÉ DOS MONTES TAMBÉM É UM CASTELO 

A frente da casa de Zé dos Montes nas Quintas, é um castelo de gosto duvidoso, colorido e com vários paramentos de ferro. Ele foi construído em 1960, é ponto de referência do bairro, mas não é considerado por ele como um dos 13 pontos de atração para suas pregações. "É só casa de morada". No lugar ele guarda uma pedra de 23 quilos e 800 gramas que diz ter sido apresentada pela Virgem Maria durante a aparição. 

Os chamados pontos de atração — lugar onde ele recebe "toques" sobrenaturais onde ele fez pregações — incluem alguns lugares no Rio Grande do Norte. Entre eles, o chamado Serrote Coberto em Taipu e rochas subterrâneas em Igapó. Existe também um castelo em Serra da Rainha na Paraíba. Os demais "pontos" têm rochas mas são simples. 

Um destes lugares é a chamada Casa de Pedra no município de Jardim de Angicos. A serra que parece ter sido cortada a mão para permitir a entrada dos homens desafia a imaginação humana ao se manter em pé. 

Há 20 anos, Zé dos Montes fazia pregação no lugar. Hoje, ainda existem vários ex-votos e inscrições na pedra que louvam a Deus. A história da Casa de Pedra não é mais lembrada pelos poucos habitantes mais velhos de Jardim de Angicos. 

Os roteiros pelo interior do Nordeste escassearam a medida que a idade foi avançando para Zé dos Montes. Hoje, ele restringi-se mais ao eixo Natal/Serra da Tapuia. Entretanto, o "rei" do Agreste, faz questão de dar provas de coragem. 

Enquanto passeava no castelo, foi a um ponto alto, circundou uma torre desafiando o precipício. Para provar sua humildade, quebrou uma melancia jogando-a contra o serrote e comeu a fruta metendo as mãos na polpa. "Não gosto de faca. Só gosto de comer fruta rasgando com os dentes."

...fonte... 
 
...fotografia... 
Henrique Faria

junho 08, 2011

O CORDEL (EN)CANTADO DE UM CORONÉ

Artista popular conhecido em Currais Novos lança novo trabalho
cheio de humor, forró e poesia matuta
  UM CORONÉ DEFENSOR DA CULTURA
 Por
Sérgio Vilar
 
"Sou artista popular com dez anos de sofrimento nesse país escroto que não investe na arte que o povo mais fala e canta". Assinado: Coroné Cafuçu. O poeta "coroné" (sobre)vive do cordel cantado, poetizado. O humor quase folclórico nos trajes, trejeitos e poesias rende algum reconhecimento na Currais Novos arcaica das lembranças de outrora. É pouco pela estrada percorrida, pelos obstáculos ultrapassados e para quem cresceu com uma viola e uma enxada na mão.

Raimundo Ferreira Campos alcançou a patente de coroné após anos de combate nas trincheiras da poesia matuta. Não é militar, mas militante. Um soldado da arte popular mais genuína; das manias do sertão; dos costumes do caboclo, do vaqueiro. É o que se vê no CD Humor, Forró e Poesia, que tenta divulgar em Natal. E se faz numeroso como uma tropa de elite na divulgação dessa cultura popular no programa independente de grande audiência na rádio AM (1360) de Currais Novos, ou na TV, Canal 40, com o programa Vivência Sertaneja.

Como todo artista popular, Raimundo é autodidata. Sua escola foi a roça, os cenários rústicos de pedras e plantações do município de Luís Gomes, no Oeste potiguar. Na agricultura plantava sonhos de artista desde menino besta. E os frutos só colheu aos 20 anos, quando arrendou um programa no rádio de Currais Novos. "Peitei mesmo o dono com essa cara de rapariga que eu tenho e disse que queria um programa. Em três anos eu era diretor da Rádio Ouro Branco, a mais ouvida da cidade", se orgulha.

E o orgulho vai além: "Nos meus programas ensino o ouvinte ou o telespectador a aplaudir a verdadeira cultura; a cultura que deveria ser encarada com seriedade". E na contramão da mídia de massa e suas ofertas de entretenimento consumido como comida: esquecido, e substituído por um novo prato, Coroné Cafuçú - personagem criado em 1984 - inicia o dia na rádio às 5h25 com um café da manhã que alimenta a alma sertaneja ou os apreciadores da cultura popular e do forró pé-de-serra.

O Coroné também apresenta sua poesia matuta recheada de repentes, causos, tiradas humorísticas e ironias contra os mandos e desmandos políticos em eventos pelo interior potiguar e outros chãos do Nordeste. Já são três CD's lançados. No primeiro já foi convidado a apresentar seus poemas em vários veículos da imprensa nordestina. Os poemas "Zé Brocoió", que aborda o dia-dia do homem matuto; "Me enganei na eleição", uma crítica política com muito humor; e "Com medo de Lampião", foram os mais destacados.

Após o sucesso deste, logo em seguida veio o segundo CD, com poemas novos e um teor ainda mais descontraído, consagrando o sucesso do personagem. Poemas como: "Casamento de Chica", "Nas unhas do delegado", "Com medo de Zé Lotero", todos com uma trilha sonora bem selecionada e adequada ao estilo nordestino, repetiram o grande sucesso do primeiro CD.

Em 2010, Coroné Cafuçú inovou e uniu as belezas das suas poesias à música no terceiro CD, intitulado "Humor, Forró e Poesia". Foi a união da poesia matuta à sofisticação musical. Nos arranjos e parcerias musicais Raimundo recebeu o talento do violonista, compositor e saudoso Tico da Costa, e de um dos mais conhecidos maestros do Rio Grande do Norte, Bembém Dantas. E a tropa reunida fez de Forró do Coroné e das poesias Uma prece para São José, Cacimba Doce e Meu Juazeiro, sucessos no interior. 

 ...fonte...
Sérgio Vilar

 Raimundo Ferreira Campos
(Coroné Cafuçú)
84 8831-3067 / 84 9694-6295 / 84 3431-1596

junho 07, 2011

POTIGUAR PREMIADO EM EVENTO NACIONAL

Macedo -  trovador e poeta capaz de fazer um verso em poucos minutos
POTIGUAR É PREMIADO EM EVENTO NACIONAL

A trova, forma poética de quatro versos e rimas alternadas surgida na França em plena Idade Média, está devidamente representada no Rio Grande do Norte por nomes como Francisco Neves de Macedo. Editor do periódico "O Trovador" e membro da Academia de Trovas do RN, o potiguar acaba de ser premiado no 15º Jogos Florais de Santos, para onde segue nesta próxima sexta-feira (10). Há oito anos como acadêmico, Macedo faturou dois prêmios no evento promovido em abril no litoral paulista, cujo nome remete as competições literárias da antiguidade, quando a deusa Flora era homenageada e os vencedores ganhavam pedras preciosas com formato de flores.

"Isso foi antigamente, onde os prêmios eram apenas simbólicos", informa. "Já participei de vários eventos e concursos de trovas, inclusive em Portugal, e estou muito animado para participar da solenidade de premiação pois será a segunda vez que presenciarei uma missa celebrada em trova", comemora Francisco de Macedo. Ainda na batalha para emitir as passagens aéreas, ele explicou que a celebração de missas em trova não são comuns e necessitam de autorização prévia do bispo responsável pela paróquia da localidade. 

Ocupante da cadeira número 14, Macedo contou que um dos desejos dos membros da Academia de Trovas do RN, umas das três em atividade no Brasil ao lado do Rio de Janeiro e Minas Gerais, é promover missa semelhante aqui em Natal: "A primeira vez que acompanhei uma missa em trova foi em 2006, quando estive em São Paulo para receber outro prêmio", lembra o editor do "O Trovador", informativo criado em 1966 que passará a ser bimestral até o fim deste ano - interessados podem adquirir exemplares na Casa do Cordel ou no café São Luiz, ambos no centro da capital potiguar.

Concorrendo na categoria Lírica-filosófica com quase mil trovadores, de 20 estados brasileiros e nove países, Macedo enviou três trovas para o tema "destino": emplacou duas.

A trova surgiu no século 11, quando os poemas passaram a ter acompanhamento musical. 'Prima mais velha' do Cordel e do repente, a trova literária segue características específicas quanto à sua construção: precisa ser uma quadra, onde cada um dos versos tem sete sílabas poéticas (fonemas), e a informação deve ter um sentido completo, uma ideia autônoma. "Logo no início, o termo era aplicado a qualquer poema ou canção. Com o passar dos tempos é que a trova passou a designar apenas certo tipo de composição, com características fixas próprias", ressalta Macedo.

Segundo o potiguar, há dois gêneros de trova: a lírico-filosófica, que abrange temas morais, religiosos, políticos e sentimentais; e a trova humorística, que pendem para o lado da sátira e da anedota. Os concursos e festivais, conhecidos como Jogos Florais, são realizados pela União Brasileira de Trovadores desde a década de 1960. "Todo trovador é poeta, mas nem todo poeta é trovador. Nem todos poetas sabem metrificar, fazer o verso medido. Poeta para ser poeta precisa saber metrificação, saber contar o verso", escreveu o baiano Jorge Amado.

...fonte...

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Divulgação

junho 03, 2011

VOLTZ - SURGE UM SUPER-HERÓI POTIGUAR

A  fuga de um soldado espião e sua tentativa de resgatar uma fonte de energia vital  para o tempo em que ele vive
 VOLTZ, O HEROI POTIGUAR
Por
Yuno Silva

Em um futuro não muito distante, quando homens e máquinas estarão convivendo de maneira ainda mais próxima, fontes de energia serão alvo de grande conflito planetário. E, para tentar recuperar um pouco do que restou de um poderoso manancial energético, eis que surge o herói Voltz, um soldado espião infiltrado em uma base inimiga que luta para escapar das mãos do vilão Escarlate. À exceção do 'Escarlate' - o nome foi uma licença criativa  desta reportagem, pois o arquiinimigo de Voltz ainda não foi batizado - o enredo acima traduz o clima apresentado pelo curta metragem em 3D criado e produzido pelo publicitário natalense Abraão Carlos Freitas de Araújo, 24.

Voltz, meio homem meio máquina, foi apresentado como trabalho de final de curso na escola Melies de Cinema, 3D e animação de São Paulo, onde Abraão estudou durante o ano passado, surgiu a pouco mais de um ano inspirado em games de ação e em personagem como Homem de Ferro, Tron e Snake Eyes da equipe G.I. Joe (conhecida no Brasil a partir dos bonecos comandos em ação, muito populares nos anos 1980). "Quando estava em pleno processo criativo, pensando em vários nomes relacionados a energia e potência, soltei nossa gíria 'votsss' e decidi adaptar a expressão com a intenção de tornar o nome mais atrativo e forte. Além de homenagear o Nordeste, percebi que a pequena palavra poderia sintetizar o que pretendia", lembra Abraão.


O publicitário contou que, logo no início do curso em São Paulo, os colegas "zoaram" bastante: "Chamaram de 'Voltz, o herói nordestino', mas depois perceberam o potencial do nome", comemora. Mas nem adianta procurar o curta metragem de três minutos e meio na internet, Abraão e a escola Melies querem lançar Voltz em grande estilo: uma página eletrônica está sendo criada sob medida para dar visibilidade adequada ao personagem. Para a TN, ele liberou trecho da cena 4 (ver na TN on line) "Depois que o site estiver no ar, o passo seguinte é inscrever o curta em festivais nacionais e internacionais", planeja o rapaz, cujo sonho é trabalhar com cinema. "Acredito que o caminho até lá passa por muita publicidade. A criação de games, com o Volts claro, também estão nos planos. Quero continuar produzindo curtas, e também sei que muita coisa no roteiro deste primeiro curta precisa ser explicada", adianta.

TRILHA SONORA

Realista, Abraão sabe que para desdobrar a saga de Voltz depende de apoio e patrocínios, pois a produção de animação em 3D demanda tempo e dinheiro. Até o resultado final, o publicitário trabalhou dez meses: oito de produção 3D (modelagem e animação), mais dois meses para pós-produção e sonorização. Para dar vida ao personagem, utilizou os programas Autodesk Softimage, After Effects, Adobe Premiere, Z-brush, Photoshop e Illustrator, e contou com ajuda de mais três amigos: os potiguares Reinir Barreto, envolvido na pós-produção, mais Willames Costa e Eli Santos, compositores da trilha sonora original.  Eli também foi responsável pelos efeitos sonoros e mixagem de som.

Abraão  cria sua  primeira produção audiovisual de animação  3D
 PRIMEIRA SAFRA DE BACHARÉIS EM CINEMA SAI ESTE ANO

Formado em 2008 no curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Potiguar (UnP), Abraão Araújo não chegou a alcançar a abertura da habilitação em Cinema, oferecida pela instituição a partir de 2010. "Abraão foi meu aluno em Publicidade, e sempre se interessou pelo segmento audiovisual. No começo imaginei que iria trabalhar nessa área dentro de alguma agência, mas fico muito satisfeito de ver que está buscando qualificação para atuar direto com cinema", disse Fábio DeSilva, diretor do curso de Cinema da UnP.

Segundo DeSilva, a 'colheita' da primeira safra de cineastas potiguares está prevista para o fim de 2013, e só agora a turma está partindo para a prática. "Tudo faz parte de um processo gradativo de construção da linguagem cinematográfica, e neste semestre estamos entramos na fase de produção de curtas metragens", explicou o professor. "Ainda este ano teremos resultados para mostrar, por exemplo, dentro do projeto interdisciplinar 'Cinedoc', onde as disciplinas de Produção Audiovisual e Cinema Documento estão desenvolvendo o tema cinema potiguar com os alunos. A meta é criar uma mostra para exibir esse material", adianta.

Para Fábio, que se formou em Publicidade por ser um curso próximo à sétima arte, a grade curricular foi montada para abarcar todas as fases: desde roteiro, linguagem, figurino, maquiagem e fotografia, até montagem, captação de áudio, elaboração de projetos e crítica cinematográfica. "Participei, agora em março, na FAAP-SP, do ForCine (Fórum Brasileiro do Ensino do Cinema e Audiovisual) e cada vez fica clara a mudança no comportamento dos profissionais e do próprio setor. Foi-se o tempo de se trabalhar apenas com o instinto, hoje o cinema brasileiro passa por um período de amadurecimento com o advento desses cursos por todo o país", analisa.

Um vilão e sua personalidade maquiavélica não poderia ficar de fora
ANALÓGICO AO DIGITAL

De acordo com o professor, apesar do curso na UnP ter uma câmera analógica (película), não dá para ignorar o avanço do cinema digital. "Seria uma utopia histérica não considerar essa nova tecnologia. Até por que muitas universidades já estão deixando de usar o filme tradicional, bem mais custoso", verifica Fábio, que chegou a cursar cinema na Universidade Popular de Roma, Itália, e acumula no currículo trabalhos como diretor de VTs publicitários, de vídeo clipes e do documentário "Sangue do Barro" (realizado em parceria com a jornalista Maryland Brito), contemplado pelo DOC TV IV onde conta o trágico episódio ocorrido em São Gonçalo do Amarante quando Genildo França, conhecido como "Neguinho de Zé Ferreira", matou 14 pessoas em menos de 24h em maio de 1997. Também foi assistente de direção do longa metragem "Federal" (2009), com Selton Melo e Carlos Alberto Riccelli.

Atualmente está envolvido na criação de um coletivo audiovisual para viabilizar produções como o curta "A Pizza", ao lado de nomes como Buca Dantas, Jota Marciano, Maryland, Geraldo Cavalcanti e Mathieu Duvignaud. "Vem novidade por aí", avisa.

...fonte...
Yuno Silva
www.tribunadonorte.com.br

Potiguar disponibiliza curta-metragem Voltz

...contato...
(11) 8171-2766
...visite...
www.melies.com.br/blogs/voltz/

...fotografias... 
divulgação

junho 02, 2011

NATAL É O FOCO EM CONCURSO DE FOTOGRAFIA


"NATAL EM FOCO"
CONCURSO DE FOTOGRAFIA PROMOVIDO PELA FUNCARTE
 
A Prefeitura Municipal do Natal, por meio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), promove o Concurso de Fotografia “Natal em Foco”. O tema do concurso é voltado para os registros fotográficos de monumentos, paisagens e manifestações culturais da cidade do Natal. A inscrição tem início nesta quarta-feira, 1º de junho, e segue até o dia 29 de julho.

O concurso é aberto à participação de fotógrafos profissionais e amadores. Cada participante pode concorrer com no máximo três fotografias, em papel fosco, no tamanho de 20 x 30 em formato de retrato ou paisagem. Não serão aceitas fotografias que já tenham sido publicadas ou premiadas.

No dia 15 de agosto, data em que se comemora o Dia Nacional da Fotografia, haverá uma exposição com as 20 melhores fotografias. Na oportunidade serão divulgados os vencedores e acontece também a solenidade da premiação.

Aos vencedores serão oferecidos os prêmios no valor de R$ 3 mil para o 1º lugar, R$ 2 mil para o 2º e R$ 1 mil para o 3º colocado. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site da Prefeitura  e no blog da Funcarte www.funcarte.blogspot.com.

A ficha de inscrição preenchida junto com as fotografias deve ser entregue no setor de protocolo da Funcarte de segunda a sexta-feira, das 8 às 13h, ou encaminhadas pelo correio. As fotografias enviadas pelo correio devem ser endereçadas a: “Concurso de Fotografia da Cidade do Natal - Funcarte’’ – Av. Câmara Cascudo, 434 – Cidade Alta Natal / RN. CEP: 59025 – 280. A data limite para o recebimento das fotografias será no dia 29 de julho.

NATAL
...CIDADE DO SOL...
 
Natal é a capital do estado do Rio Grande do Norte, cidade com cerca de 800 mil e que recebe anualmente 2 milhões de visitantes por ano que vêm de todos os lugares do mundo para respirar o “ar mais puro”das Américas, visitar o maior cajueiro do mundo, conhecer as mais de 20 praias com paisagens paradisíacas de dunas e mar límpido e tranqüilo.

Natal está entre os  destinos mais procurados da região Nordeste do Brasil, favorecida pela sua localização, mas principalmente por suas belezas naturais e infra-estrutura de lazer que encantam os visitantes. A Cidade do Sol é ainda palco de muitas festividades e riqueza cultural, realiza o maior carnaval fora de época do país (o Carnatal), possui em sua história o traço da colonização holandesa e mercado imobiliário, a Cidade do Sol é a mistura perfeita entre lazer, qualidade de vida e oportunidade de negócio. Bom pra visitar, melhor pra viver, ideal para crescer.

Natal possui diversas praias urbanas que oferecem além de sol e mar, opções de lazer e bem-estar, além de uma grande rede de bares e restaurantes para todos os gostos. A Praia de Ponta Negra, emoldurada pelo Morro do Careca, um dos principais cartões postais da cidade, se destaca pela vida noturna agitada e maior rede de hospedagem e lazer. Ao Norte, atravessando a Ponte Newton Navarro, a praia da Redinha se destaca pela culinária, onde se come a famosa ginga com tapioca e por ser porta de acesso ao Litoral Norte do Estado.

  ...fonte..
Paula Braga
www.jorbras.com.br

...fotografia...
Hélio Duarte

...visite... 

REFLEXOS POR TODA A NOSSA VIDA


A IMPORTÂNCIA DA FOTOGRAFIA EM NOSSA VIDA

A fotografia há décadas é considerada uma forma de expressão, foi assim que o homem encontrou o melhor e mais perfeito jeito, de gravar e transmitir suas idéias. A imagem mais do que nunca, vem ganhando sua importância, e hoje vivemos em um mundo mais visual, e a fotografia está ao alcance de todos. Com esta facilidade, as tecnologias permitem uma foto ser manipulada e modificada, nos fazendo assistir o verdadeiro objetivo da fotografia se afundar, quando era mostrar a verdade e reproduzir o real.

No jornalismo completa, e às vezes fala mais que a própria notícia, nas revistas de fofoca revela a vida dos famosos, na publicidade vende o produto, ilustra os livros, sites, entre tantas outras utilidades. A televisão e o cinema só estão aqui hoje, graças aos avanços tecnológicos desde a origem da fotografia.

Surgindo na metade do século XIX, a fotografia levantou as artes visuais. Um dos responsáveis foi o grande Leonardo Da Vinci, quem começou com a câmera escura, onde através de um orifício, uma luz refletida em um objeto projeta a imagem no interior de uma caixa escura. Em cima disso, ao longo de anos, muitos artistas recriaram e simplificaram o trabalho de Da Vinci, até a câmera ser o que é hoje. A fotografia é uma das responsáveis por apresentar ao mundo, a humanidade e o próprio mundo, e transformou em foto, a criatividade e a audácia de artistas, em verdadeiras obras de artes.

Desde analógica, mais do que fotografar e guardar o momento, a câmera vai além, e é uma das poucas que transpassam nossa alma, sendo que na era digital, a rapidez dos dados fotográficos tem o poder de unir pessoas em longas distâncias, seja por uma lembrança ou uma imagem Imagine uma vida sem fotografia, as histórias dos livros, apenas com textos sem registros fotográficos do que aconteceu em certa época em nosso passado.

Nossa história é contada por fotos, por memórias, formadas de imagens, por fotografias. Ainda que manipulada, a foto tem sua mensagem, e nada é tão característica como a imagem, que não seria completa sem as palavras, e vice e versa. Mais que encher um site de fotos, ou então uma rede social, a realidade que existe em uma fotografia, nos complementa com a verdade, e está tão presente e necessária em nossa vida como o ar que respiramos.


...crônica...
www.citypenha.com.br

...fotografia...
José Carlos da Silva
potiguarte@hotmail.com

junho 01, 2011

LAMENTO DE UM CORDELISTA


LAMENTO DE UM CORDELISTA
 Por
Itaércio Porpino 

O poeta popular, cordelista, escritor e compositor Erivaldo Leite de Lima, o Abaeté, era menino na cidade pernambucana de Sertânia, região do Moxotó, e já gostava de literatura de cordel. Ele ia sempre à feira, perto de casa, para comprar os livretos e admirar os cantadores. De leitor e colecionador, logo passou a escritor.

Hoje, é também uma das pessoas que mais ajudam a difundir esse tipo de literatura. Há três anos, Abaeté abriu na Cidade Alta, à rua Vigário Bartolomeu, a Casa do Cordel, onde - segundo ele - está o maior acervo de cordeis do Brasil. “São mais de cinco mil títulos”, diz.


A Casa vende também belíssimas xilogravuras na imburana e impressas em papel. Boa parte é feita pelo filho de Abaeté, Erick Lima, mestre nesse ofício. “Ele aprendeu sozinho, da necessidade que a gente tinha de botar as capas nos cordeis, porque cordel sem capa de xilogravura não é cordel”, diz Abaeté, que põe o menino entre os grandes xilogravuristas do Brasil.

Além do material exposto, do espaço ainda saem cordel e xilogravura por encomenda, ao gosto do cliente. Pode ser qualquer imagem - o retrato da família, por exemplo. Uma vez por mês, o local vira um ateliê onde as pessoas vão para aprender xilogravura. Ah, e se quiser ir qualquer dia só para conversar e saber mais sobre cultura popular e cordel, a porta está sempre aberta. Para Abaeté, é um enorme prazer.

...fonte... 
Itaércio Porpino

...visite... 
CASA DO CORDEL
Rua Vigário Bartolomeu, 578 - Cidade Alta - Tel. 84.8809 5178