junho 27, 2011

PALAVRAS QUE CATIVAM O CORAÇÃO

  PALAVRAS QUE CATIVAM

Por
Cíntia Braga

Seja pela importância social ou pela popularidade que proporcionam, os programas religiosos estão ocupando mais espaço nas rádios do país. O programa "Experiência de Deus" chegou a Natal no dia 21 de fevereiro, sendo transmitido das 10 às 11h da manhã, de segunda a sábado, apresentado pelo Padre Reginaldo Manzotti e transmitido pela Rádio Clube FM, 97.9. Atualmente, cerca de 750 rádios retransmitem ao vivo o programa no Brasil e em outros países. Uma média de 100 mil pessoas por minuto nas grandes cidades ouvem a evangelização.

Desde 2003, o padre apresenta o programa via satélite para todo o território nacional. Trata-se de oração e de formação onde ele abre o microfone para os ouvintes interagirem com partilhas de vida, pedidos de orações, orientações pessoais ou até mesmo para agradecerem as bençãos recebidas. Para o padre Reginaldo Manzotti, este momento é importante por "ser um resgate e volta à prática religiosa. Trata-se de uma conversa com os ouvintes e de uma catequese diária".

O padre informou que o objetivo do programa é evangelizar por meio da comunicação, possibilitando a informação e formação a todas as pessoas, inclusive as não católicas. "As pessoas querem formação e informação. Precisamos ser ousados na evangelização. E os meios de comunicação nos dão esta condição", comentou. Mais de 750 rádios retransmitem ao vivo o programa no Brasil, além de outros países, como Paraguai, Bolívia, Inglaterra, EUA e Espanha. São em média 100 mil ouvintes nas grandes cidades.

Reginaldo Manzotti também comanda os programas de televisão Evangeliza Show, Momento de Oração, Oração da Tarde e Santa Missa Dominical exibidos para mais de 78 emissoras e reproduzidos em 140 canais para cerca de 1.300 cidades brasileiras. Na discografia, possui cinco trabalhos. Seus três primeiros discos - Deus é presença real, No poder da sua oração e a Tempestade vai passar, lhe renderam a venda de mais de 50 mil cópias cada e três discos de ouro. Além disso, publicou em 2010 o livro "10 respostas que vão mudar sua vida - Histórias reais para inspirar o leitor a superar obstáculos e manter a fé", bestseller que já vendeu mais de 100 mil exemplares.

Sobre a inovação com a presença do programa na emissora, o gerente da Rádio Clube, Nilson Pinheiro, destacou que o rádio vem colocando uma pitada de programas religiosos com o tempo. "Além da importância social, tem dado resultado com a popularidade por cativar o ouvinte de uma forma mais próxima", declarou. "A gente já trabalhava essa ideia há um bom tempo e agora é o momento certo de colocar isso em prática", acrescentou.

DESTAQUE

Mais de 750 emissoras de rádio retransmitem o programa "Experiência de Deus" no Brasil e em outros países. Em Natal, o programa estar no ar desde o  dia 21 de fevereiro na Rádio Clube FM, 97.9, das 10 às 11h da manhã. O padre paranense apresentador  do programa  é conhecido por arrastar multidões. O programa vem conquistando premiações nacionais como o Troféu "Microfone de Prata" concedido pela União de Radiodifusão Católica (UNDA Brasil), apoiado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na categoria melhor Programa Religioso de 2010.

 
PERFIL

O padre Reginaldo Manzotti nasceu em 25 de abril de 1970 em Paraíso do Norte, noroeste do estado do Paraná. Tem 15 anos de sacerdócio e é pároco da Igreja Nossa Senhora de Guadalupe em Curitiba, além de idealizador e coordenador da Associação Evangelizar é Preciso que surgiu em 2003. O padre também é diretor da Rádio Evangelizar. Na TV, comanda os programas: Evangeliza Show, Momento de Oração, Oração da Tarde e Santa Missa Dominical. Na discografia possui cinco trabalhos.Além disso, publicou em 2010 o livro "10 respostas que vão mudar sua vida - Histórias reais para inspirar o leitor a superar obstáculos e manter a fé". 

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Cíntia Braga
Especial para o Diário de Natal

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junho 26, 2011

COMIDA PRA QUEM PRECISA DE COMIDA


JOSÉ GRAZIANO DA SILVA
UM BRASILEIRO
O NOVO CHEFE DA LUTA CONTRA A FOME NO MUNDO

O brasileiro José Graziano da Silva, 61, foi escolhido neste domingo (26) para ser o diretor-geral da FAO (o órgão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla em inglês), cujo maior desafio é o combate à fome no mundo. A informação foi confirmada pelo Itamaraty, em nota à imprensa.

Ele recebeu 92 dos 180 votos válidos na disputa. A escolha aconteceu hoje em Roma (Itália), onde fica a sede do órgão, durante sua 37ª conferência. Graziano iniciará seu mandato no dia 1º de janeiro de 2012 e ficará no cargo até 31 de julho de 2015.

Idealizador do Fome Zero e ex-ministro no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o brasileiro é especialista em segurança alimentar e já ocupava o cargo de subdiretor da FAO. Neste sábado (25), ele disse que o mundo precisa de uma FAO forte e eficaz, agora mais do que nunca.

- Houve um longo período de negligência na agricultura, pesca, florestas e desenvolvimento rural e segurança alimentar.  A atual crise econômica global e a de alimentos é uma ligação para despertar. Para nos lembrar como estamos interligados, e é mais evidente na alimentação e na agricultura.

Para ele, uma nação só pode fazer muito para estimular sua agricultura e garantir seu acesso aos alimentos.  Outros temas têm de ser tratados em grande escala, incluindo a segurança alimentar, doenças transnacionais, a conservação dos bancos de pesca nos oceanos e o impacto da mudança climática.

Graziano disse que membros da FAO chamaram a uma maior cooperação técnica em novas áreas. Antes de saber do resultado da eleição ele disse que, caso fosse eleito para a presidência da organização, tentaria aumentar a cooperação internacional.

- Estamos de acordo que FAO tem muito por fazer para melhorar sua eficácia e livrar-se da burocracia. A organização deve descentralizar-se, mas não de modo que "em uma caibam todas". Estou feliz porque muitos governos, principalmente da América Latina, Ásia e África, tenham demonstrado interesse em aprofundar seus trabalhos com a FAO para melhorar a situação da mulher.

PRIORIDADE

Graziano afirmou que a África tem de continuar sendo a maior prioridade da FAO. Aludiu ao novo conceito de "economia azul" para a conservação dos recursos marítimos e aos países que enfrentam a falta de água na Ásia Central, Oriente Médio e Norte da África e que veem na FAO um papel fundamental para solucionar o problema.


SAIBA QUEM É O NOVO DIRETOR DE ÓRGÃO DA ONU

O brasileiro José Graziano da Silva, 61, eleito neste domingo (26) diretor-geral da FAO, foi um dos idealizadores e responsáveis no Brasil pelo Programa Fome Zero. O programa foi lançado em 2003, primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva

Na época, Graziano era ministro da Segurança Alimentar e do Combate à Fome. A pasta foi extinta no ano seguinte, mas foi o berço de outros programas sociais do governo Lula, como o Bolsa Família e ações de incentivo à agricultura familiar

A atuação de Graziano no Fome Zero foi crucial para a sua eleição como diretor-geral da FAO. Em artigo publicado em junho no britânico The Guardian, Lula defendeu a candidatura de Graziano, dizendo que a experiência brasileira mostrou que "superar a fome exige ações coordenadas, vontade política e participação de toda a sociedade"

O trabalho de Graziano na luta contra a fome começou em 1977. Após o trabalho no Fome Zero, ele assumiu, em 2006 o cargo de subdiretor da FAO e representante regional da organização para América Latina e Caribe.

José Graziano é agrônomo pela USP (Universidade de São Paulo), mestre em Economia e Sociologia Rural pela mesma universidade e doutor em Ciências Econômicas pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Fez dois pós-doutorados, um sobre América Latina na University College of London e outro em Estudos Ambientais na Universidade de Santa Cruz, na Califórnia


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Divulgação

junho 20, 2011

HERÓIS POTIGUARES NA II GUERRA MUNDIAL

HERÓIS DA RESISTÊNCIA
Severino Gomes, Cleantho Homem de Siqueira, Geraldo Seabra
  EX-COMBATENTES
HOMENS E HISTÓRIAS DE GUERRA E PAZ

Por
Valdir Julião

"Heróis da Resistência". Não se trata de nenhuma alusão à extinta banda de rock carioca. Mas é assim que se pode chamar os 37 ex-combatentes ou "pracinhas" do Rio Grande do Norte, ainda vivos, que participaram das ações militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em solo italiano, durante a 2ª Guerra Mundial (1939/1945).

"Mas os que ainda podem se locomover sem ajuda de ninguém são uns oito" contabiliza o veterano de guerra e capitão da reserva do Exército Brasileiro, Severino Gomes de Souza, 87 anos, a respeito dos 301 potiguares que integraram a FEB, dos quais somente seis tombaram em solo europeu.

"Todo ex-combatente tem algum tipo de neurose", chegou a brincar o capitão Severino de Souza, que atualmente preside a Associação dos Ex-combatentes do RN, que depois de funcionar durante muitos anos, na avenida Rio Branco, na chamada subida do Baldo, agora está instalada numa sala do 16º Regimento de Infantaria (16 RI), na avenida Hermes da Fonseca, no Tirol.

Na sala ampla, existem algumas maquetes sobre o cenário dos campos da Itália, fotos dos combatentes mortos durante as operações de guerra e outros documentos. Até um capacete alemão foi doado por um colega de Souza para a Associação: "O capacete alemão é de ferro puro, o nosso como o do americano tinha fibra por dentro", contou ele.

A remuneração dos soldados era dividida em três partes, uma o próprio soldado recebia na Itália, outra parte ia para a família no Brasil e uma terceira era depositado numa poupança no Banco do Brasil. O capitão Souza conta que no decorrer do período pós-guerra muitas leis foram feitas para amparar o veterano de guerra ou o ex-combatente, aqueles que não foram para a zona de guerra, mas participaram do patrulhamento costeiro do Brasil, principalmente no Rio Grande do  Norte, onde havia a base americana de Parnamirim.

Mas, logo ao fim da guerra, segundo ele, muitos "pracinhas" tiveram dificuldades de voltar à vida civil, "porque não tinham preparação psicológica", e nem formação profissional, inclusive para conseguirem empregos. Ele conta até um episódio de um "praça" seu conhecido, que ao desembarcar no país e não encontrar trabalho de imediato, "gastou tudo o que tinha na zona do baixo meretricio", que era o que mais existia nas áreas portuárias. O capitão Souza está escrevendo um livro de memórias, mas não pretende publicá-lo: "Vou deixar isso para os meus filhos, se eles quiserem".

Em 25 de agosto deste ano, os ex-combatentes comemoram os 65 anos da vitória da FEB na Itália, e recentemente, eles foram homenageados pelo 16º Regimento de Infantaria Motorizada 16 RI), sediado na avenida Hermes da Fonseca, no Tirol, com a inauguração, em  24 de Maio,  no "Dia da Infantaria", de um monumento onde foram apostados os nomes de heróis de guerra do Rio Grande do Norte, mortos ou desaparecidos em combate em guerras das quais o Brasil participou, como a Guerra do Paraguai (1864/1870).

BAR FUNDADO HÁ 55 ANOS CONSERVA HISTÓRIA DA FEB

Uma das reminiscências da vida civil dos veteranos de guerra do RN ainda desafia o tempo na antiga avenida 15, no cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho: o Bar Ex-combatente, fundado há 55 anos.

O prédio já esteve à venda, mas agora é parte do inventário do seu fundador, o veterano de guerra José Soares da Silva, que foi para Itália, noivo. O filho dele, José Geraldo Soares da Silva conta que o bar faz parte da sua vida: "Desde menino que estou aqui, comecei a trabalhar com oito anos". E diz que vai ficar com o bar até fechar as suas portas.

Prateleiras vazias e com as instalações necessitando de reparos, o Bar Ex-combatente ainda tem uns raros e assíduos fregueses, como o motorista de ônibus aposentado há 11 anos, Luiz Farias da Silva: "Só saio daqui quando fechar".

Irmão de Geraldo, o artista plástico Edvaldo Soares tem um atelier em outro prédio que pertenceu ao pai, vizinho ao Bar Ex-combatente. Ele conta que está preparando uma exposição para homenagear seu pai. "Vou passar para aquarela todas as fotografias dele e dos seus amigos na Itália", disse ele.

O acervo depois de concluído, segundo Edvaldo Soares, "vai ficar para a família", que ao todo são oito irmãos vivos.

Enquanto não termina o inventário do Bar Ex-combatente,  a esquina oposta à área do IFRN vai se transformando "num corredor cultural", pois além das reminiscências da Segunda Guerra Mundial e do atelier de pintura que Edvaldo divide com o artista plástico Assis Marinho, mais uma casa à frente fica o sebo de livros de Jácio Torres, transferido pra lá depois do incêndio que consumiu todo o acervo do sebo  "Cata Livros", em Nova Descoberta.

VETERANO QUER  ESCREVER LIVRO

O veterano da FEB, capitão da reserva Cleantho Homem de Siqueira, 89 anos, é uma espécie de "presidente de honra" da Associação dos Ex-combatentes de Guerra: "Cada um de nós tem uma história diferente para contar".

Cleantho Siqueira conta que desde menino sempre sonhou com a caserna e, para isso, teve o apoio da mãe. Ao fim da guerra, segundo ele, o presidente Getúlio Vargas assinou a dissolução da FEB e todos os "pracinhas" deveriam voltar à vida civil.

No caso de Siqueira, o acalentado sonho da infância não se desvaneceu e ele não desistiu de continuar no Exército. "Eu era o único datilógrafo da minha infantaria", disse ele, que se incorporou ao 11º RI, o Regimento Tiradentes, sediado em São João Del Rey, Minas Gerais.

Como datilógrafo, Siqueira foi incumbido de redigir a lista de todos os "pracinhas" que iam ser licenciados: "Quando chegou a vez do meu nome, parei".

Siqueira conta, então, que falou com o seu comandante, que era um capitão, sobre o seu desejo de continuar no Exército. O capitão mandou que falasse com o sargento, mandando que o retirasse da lista. A contragosto, continuou Siqueira, o sargento não quis obedecer as ordens, porque estava no dormitório e não queria "se vestir de novo" para falar com o oficial superior.

Ai, finalizou Siqueira, foi que voltou para a máquina de datilografia e a despeito do sargento não ter gostado, ele mesmo tirou seu nome da lista de dissolução dos combatentes da FEB.

Alguns ex-combatentes ainda passaram dificuldades financeiras hoje, porque embora amparados por lei, aposentaram-se pela previdência social com os proventos de quando estavam trabalhando e isso foi achatando através dos anos. Os veteranos que ainda continuaram na carreira militar, têm um vencimento melhor.

Outros, como Geraldo Seabra, 91 anos, o "Ceará", que foi um voluntário da FEB  no RJ, era da Marinha Mercante, eram exceção. Quando voltou da Guerra, foi estivador no porto do Rio, "porque se ganhava mais", e onde se aposentou com um salário razoável. Isso o permitiu se aposentar com o salário superior, mas que ele diz ter perdido pelo menos 50% por causa dos planos econômicos e achatamento da previdência.

Autor do livro "Guerreiros Potiguares - o RN na Segunda Guerra", Cleantho Homem de Siqueira prepara um livro de memórias, que ele pretende publicar até o fim de 2012.

MEMÓRIA

Combatentes do RN mortos na Itália:

Soldado Luiz Viana Barbosa, 12.dez.1944

Soldado Belarmino Ferreira da Silva, 26.fev.1945

Soldado José Varela, 14.dez.1945

Soldado Manoel Lino Paiva, 14.abr.1945

Soldado Cosme Fontes Lira, 23.abr.1945

Sargento Rodoval Cabral da Trindade, 6.jun.1945

...fonte... 
 Valdir Julião 

...fotografia...
Adriano Abreu

junho 16, 2011

DOCUMENTÁRIOS FREE... BAIXE E USE

VÍDEOS PROMOCIONAIS
TV CÂMARA LANÇA O CATÁLOGO BAIXE E USE

O Baixe e Use foi criado para suprir as demandas da comunidade escolar e acadêmica, que solicita cópias dos programas da TV Câmara para uso em sala de aula. Ele oferece material didático de boa qualidade para baixar gratuitamente.

São mais de 220 documentários e reportagens especiais divididos por temas, disponíveis na página da TV Câmara. As produções abordam assuntos como cidadania, direitos humanos e história política brasileira, sempre relacionados com os conteúdos programáticos dos ensinos médio e fundamental.

CATÁLOGOS E VÍDEOS EM ALTA RESOLUÇÃO

A TV Câmara e a Comissão de Educação e Cultura oferecem ao grande público o catálogo de vídeos Baixe e Use, composto por produções originais da TV Câmara disponíveis para download gratuito na internet. O catálogo será disponibilizado para mil escolas de todos País, que poderão utilizar os vídeos como material didático. 

O catálogo de vídeos Baixe e Use oferece material didático de boa qualidade para download rápido e gratuito. O serviço já está disponível na internet, e versões impressas do catálogo serão enviadas para mil escolas de todo o país, em uma parceria entre a Comissão de Educação e Cultura e a TV Câmara.

São mais de 220 documentários e reportagens especiais disponíveis para download no Baixe e Use da TV Câmara. Os vídeos são divididos por temas e codificados com as tecnologias mais recentes de forma a garantir ótima resolução de vídeo sem comprometer o tempo de download.

O Baixe e Use foi criado para suprir a constante demanda da comunidade escolar e acadêmica, que mensalmente solicita cópias dos programas da TV Câmara para uso em sala de aula. As produções abordam assuntos como cidadania, direitos humanos e história política brasileira, sempre relacionados com os conteúdos programáticos dos ensinos médio e fundamental.

O download é gratuito e qualquer pessoa pode fazê-lo sem necessidade de qualquer tipo de inscrição. Basta aceitar os termos da Licença Geral Pública, que restringe o uso do material para fins didáticos.

TV CÂMARA

A TV Câmara produz vídeos sobre uma enorme diversidade de temas. Entre os produtos já disponíveis estão documentários como Brasília: Projeto Capital , Chico Mendes – Cartas da Floresta , Florestan Fernandes – o Mestre , Memória Política – Raquel de Queiroz , e Carta Mãe (sobre a Constituição Brasileira).

“Todos os vídeos são de interesse público e a maioria tem boa aderência aos conteúdos da escola”, explica o diretor da TV Câmara, Getsemane Silva. Ele acredita na disseminação dessas produções para além da transmissão de TV. “Por isso, o canal resolveu investir no serviço. Vamos multiplicar o uso do conteúdo produzido com recursos públicos”, completa.

Além de oferecer o Baixe e Use, a TV Câmara é a única emissora a disponibilizar toda a sua produção, integralmente, na internet, para assistir e para guardar em baixa resolução. São mais de 27 mil vídeos, com novos arquivos sendo alimentados diariamente. A expectativa é que o acervo receba sempre cerca de dez novos vídeos por mês.

TECNOLOGIA

Os vídeos do catálogo foram recodificados usando tecnologia h.264 com empacotadores avi, que rodam na maioria dos softwares de vídeo como Itunes, Windows Media Player e Media Player Classic.

No site há indicações de outros softwares gratuitos que tocam as tecnologias mais recentes e orientações sobre como copiar exibir os vídeos em computador, projetores, equipamentos portáteis e até montar um DVD para rodar em qualquer aparelho.

...fonte...
www2.camara.gov.br


...relação de todos os vídeos....

...imagem...
meramente ilustrativa
Imagem obtida do documentário NALU
onde o surfista Everaldo Pato e sua mulher, a cinegrafista Fabiana Nigol, 
criam a filha Isabelle Nalu, viajando pelo mundo

junho 09, 2011

ENTRE O AGRESTE E O SERTÃO... UM CASTELO

UM SONHO ERGUIDO NO MEIO DO SERTÃO POTIGUAR
O menino apanhava lenha próximo ao Serrote dos Caboclos, em Pedro Avelino, quando apareceu a bela imagem de mulher vestida em uma roupa de tecido azulado transparente sobre o monte. Era a Virgem Maria. Ela indicava na rocha estranhos desenhos que só poderiam ser decifrados pelo garoto de 11 anos. A mensagem deixada por ela foi de que a Deus dá-se o nome de rocha. E toda a sabedoria estava no monte.

 SÍTIO NOVO
O "REINADO" DO VISIONÁRIO ZÉ DOS MONTES

 Por
Ana Luiza Cardoso

A história surreal não é reconhecida pela Igreja Católica, nem faz parte de ficção tirada dos livros. É contada pelo menino que viveu a fantástica experiência. Hoje, aos 67 anos, chama-se José Antônio Barreto. Na década de 60 passou a pregar no interior do Nordeste o poder das rochas e ganhou o apelido de Zé dos Montes.

Prefere ser chamado pelo apelido. Para perpetuar a sua missão tornou famosos treze pontos na região, onde, ou fez castelos ou encontrou belas formações rochosas onde juntava romeiros interessados em suas histórias.

O homem franzino, de 53 quilos, tem poder de persuasão no discurso de pregação. Visionário, profeta, marqueteiro. É difícil adjetivar quando trata-se de uma figura controversa como Zé dos Montes. Sua história de realismo fantástico concretizou-se através de lugares que são boa opção para visitas.

O castelo da Serra da Tapuia, em Sítio Novo, encravado no agreste, chama atenção por suas inúmeras torres brancas contrastando com o cinza dos serrotes do lugar.

Desafiando os arquitetos urbanos, ele teve a idéia de construir um castelo em meio as rochas. A capela, localizada no centro da construção, é a área de convergência de três grandes pedras. Numa delas, Zé dos Montes mandou esculpir um altar para homenagear Nossa Senhora.

Na sala, munido de um inseparável cajado, prega para os romeiros ou visitantes. O cetro é lembrança de uma das suas inúmeras viagens que ele diz ter feito ao exterior.

Como ele construiu os castelos é mais um dos seus mistérios. "O povo se admira como eu consigo fazer sozinho tudo isso". Zé não gosta de falar, mas no passado, já foi militar e hoje está aposentado.

É difícil decifrar se Zé é um personagem criado para tornar o castelo mais interessante ou se aconteceu a fusão do simples mortal com o homem das forças divinas. Sobre a própria vida, Zé dos Montes diz ter a explicação "que é simples e difícil ao mesmo tempo." Por nada no mundo diz onde nasceu. "Isso não é importante para história".

Em meio aos seus inúmeros mistérios de vida, Zé leva a equipe de reportagem da TRIBUNA DO NORTE para um passeio entre o chamado labirinto do castelo. O nome sugestivo não é para menos. Uma passada pelos locais escuros e estreitos pode fazer o visitante se perder caso não tenha guia.

Em alguns trechos é preciso ter preparo físico e disposição pois o chão de terra pode ser escorregadio. Sobre a idéia do labirinto, Zé dos Montes diz: "É novidade. Fiz porque o povo que visita gosta de novidade." O castelo foi construído em 1984, mas sempre tem uma reforma a ser feita. Há cinco anos Zé dos Montes fez a casa onde permanece por vários dias no "reinado" que construiu. Agora, os carrinhos de mão e material de construção dão pistas de que novos cômodos estão sendo erguidos. No local mais alto da construção toma forma uma torre. Posteriormente, Zé quer passar dias nessa parte do castelo.

Não há energia elétrica, nem água encanada no castelo. "Aqui é só vela". Próximo ao castelo fica uma casa simples onde mora o caseiro do lugar. Crianças vestidas com camisas estampadas com a foto de Zé dos Montes estão sendo treinadas por ele para tornarem-se no futuro perpetuadoras da sua visão e pelo amor a Deus, Nossa Senhora e aos montes.


VALE VERDE É O CARTÃO DE VISITAS DO CASTELO

O visitante do Castelo da Serra da Tapuia, em Sítio Novo, ganha logo no acesso ao pitoresco prédio uma paisagem bonita do agreste. A cidade de Sítio Novo, distante 118 quilômetros de Natal, fica bem próxima a várias serras, inclusive a de São Pedro, da Pitombeira, da Dona Inês. A cordilheira de serras deixa ainda mais bela a paisagem. O açude da cidade espraiado em meio ao verde completa o cenário.

O acesso a Serra da Tapuia foi melhorado e permite a descida e subida de carros. É necessário ter cuidado porque a elevação é íngreme. No trajeto até o castelo o visitante pode observar várias residências. As pessoas do lugar vivem, essencialmente, do plantio de fruteiras. As pinheiras carregadas podem ser vistas por várias partes.

A vida calma do lugar só é quebrada durante à noite. Acontecem muitas festas regadas a forró. Já existe iluminação em cima da serra. A partir do povoado da Serra da Tapuia se tem o acesso para o castelo. Em cima do monte, os moradores criam gado, cabras e galinhas.

 

CASA DE ZÉ DOS MONTES TAMBÉM É UM CASTELO 

A frente da casa de Zé dos Montes nas Quintas, é um castelo de gosto duvidoso, colorido e com vários paramentos de ferro. Ele foi construído em 1960, é ponto de referência do bairro, mas não é considerado por ele como um dos 13 pontos de atração para suas pregações. "É só casa de morada". No lugar ele guarda uma pedra de 23 quilos e 800 gramas que diz ter sido apresentada pela Virgem Maria durante a aparição. 

Os chamados pontos de atração — lugar onde ele recebe "toques" sobrenaturais onde ele fez pregações — incluem alguns lugares no Rio Grande do Norte. Entre eles, o chamado Serrote Coberto em Taipu e rochas subterrâneas em Igapó. Existe também um castelo em Serra da Rainha na Paraíba. Os demais "pontos" têm rochas mas são simples. 

Um destes lugares é a chamada Casa de Pedra no município de Jardim de Angicos. A serra que parece ter sido cortada a mão para permitir a entrada dos homens desafia a imaginação humana ao se manter em pé. 

Há 20 anos, Zé dos Montes fazia pregação no lugar. Hoje, ainda existem vários ex-votos e inscrições na pedra que louvam a Deus. A história da Casa de Pedra não é mais lembrada pelos poucos habitantes mais velhos de Jardim de Angicos. 

Os roteiros pelo interior do Nordeste escassearam a medida que a idade foi avançando para Zé dos Montes. Hoje, ele restringi-se mais ao eixo Natal/Serra da Tapuia. Entretanto, o "rei" do Agreste, faz questão de dar provas de coragem. 

Enquanto passeava no castelo, foi a um ponto alto, circundou uma torre desafiando o precipício. Para provar sua humildade, quebrou uma melancia jogando-a contra o serrote e comeu a fruta metendo as mãos na polpa. "Não gosto de faca. Só gosto de comer fruta rasgando com os dentes."

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Henrique Faria

junho 08, 2011

O CORDEL (EN)CANTADO DE UM CORONÉ

Artista popular conhecido em Currais Novos lança novo trabalho
cheio de humor, forró e poesia matuta
  UM CORONÉ DEFENSOR DA CULTURA
 Por
Sérgio Vilar
 
"Sou artista popular com dez anos de sofrimento nesse país escroto que não investe na arte que o povo mais fala e canta". Assinado: Coroné Cafuçu. O poeta "coroné" (sobre)vive do cordel cantado, poetizado. O humor quase folclórico nos trajes, trejeitos e poesias rende algum reconhecimento na Currais Novos arcaica das lembranças de outrora. É pouco pela estrada percorrida, pelos obstáculos ultrapassados e para quem cresceu com uma viola e uma enxada na mão.

Raimundo Ferreira Campos alcançou a patente de coroné após anos de combate nas trincheiras da poesia matuta. Não é militar, mas militante. Um soldado da arte popular mais genuína; das manias do sertão; dos costumes do caboclo, do vaqueiro. É o que se vê no CD Humor, Forró e Poesia, que tenta divulgar em Natal. E se faz numeroso como uma tropa de elite na divulgação dessa cultura popular no programa independente de grande audiência na rádio AM (1360) de Currais Novos, ou na TV, Canal 40, com o programa Vivência Sertaneja.

Como todo artista popular, Raimundo é autodidata. Sua escola foi a roça, os cenários rústicos de pedras e plantações do município de Luís Gomes, no Oeste potiguar. Na agricultura plantava sonhos de artista desde menino besta. E os frutos só colheu aos 20 anos, quando arrendou um programa no rádio de Currais Novos. "Peitei mesmo o dono com essa cara de rapariga que eu tenho e disse que queria um programa. Em três anos eu era diretor da Rádio Ouro Branco, a mais ouvida da cidade", se orgulha.

E o orgulho vai além: "Nos meus programas ensino o ouvinte ou o telespectador a aplaudir a verdadeira cultura; a cultura que deveria ser encarada com seriedade". E na contramão da mídia de massa e suas ofertas de entretenimento consumido como comida: esquecido, e substituído por um novo prato, Coroné Cafuçú - personagem criado em 1984 - inicia o dia na rádio às 5h25 com um café da manhã que alimenta a alma sertaneja ou os apreciadores da cultura popular e do forró pé-de-serra.

O Coroné também apresenta sua poesia matuta recheada de repentes, causos, tiradas humorísticas e ironias contra os mandos e desmandos políticos em eventos pelo interior potiguar e outros chãos do Nordeste. Já são três CD's lançados. No primeiro já foi convidado a apresentar seus poemas em vários veículos da imprensa nordestina. Os poemas "Zé Brocoió", que aborda o dia-dia do homem matuto; "Me enganei na eleição", uma crítica política com muito humor; e "Com medo de Lampião", foram os mais destacados.

Após o sucesso deste, logo em seguida veio o segundo CD, com poemas novos e um teor ainda mais descontraído, consagrando o sucesso do personagem. Poemas como: "Casamento de Chica", "Nas unhas do delegado", "Com medo de Zé Lotero", todos com uma trilha sonora bem selecionada e adequada ao estilo nordestino, repetiram o grande sucesso do primeiro CD.

Em 2010, Coroné Cafuçú inovou e uniu as belezas das suas poesias à música no terceiro CD, intitulado "Humor, Forró e Poesia". Foi a união da poesia matuta à sofisticação musical. Nos arranjos e parcerias musicais Raimundo recebeu o talento do violonista, compositor e saudoso Tico da Costa, e de um dos mais conhecidos maestros do Rio Grande do Norte, Bembém Dantas. E a tropa reunida fez de Forró do Coroné e das poesias Uma prece para São José, Cacimba Doce e Meu Juazeiro, sucessos no interior. 

 ...fonte...
Sérgio Vilar

 Raimundo Ferreira Campos
(Coroné Cafuçú)
84 8831-3067 / 84 9694-6295 / 84 3431-1596

junho 07, 2011

POTIGUAR PREMIADO EM EVENTO NACIONAL

Macedo -  trovador e poeta capaz de fazer um verso em poucos minutos
POTIGUAR É PREMIADO EM EVENTO NACIONAL

A trova, forma poética de quatro versos e rimas alternadas surgida na França em plena Idade Média, está devidamente representada no Rio Grande do Norte por nomes como Francisco Neves de Macedo. Editor do periódico "O Trovador" e membro da Academia de Trovas do RN, o potiguar acaba de ser premiado no 15º Jogos Florais de Santos, para onde segue nesta próxima sexta-feira (10). Há oito anos como acadêmico, Macedo faturou dois prêmios no evento promovido em abril no litoral paulista, cujo nome remete as competições literárias da antiguidade, quando a deusa Flora era homenageada e os vencedores ganhavam pedras preciosas com formato de flores.

"Isso foi antigamente, onde os prêmios eram apenas simbólicos", informa. "Já participei de vários eventos e concursos de trovas, inclusive em Portugal, e estou muito animado para participar da solenidade de premiação pois será a segunda vez que presenciarei uma missa celebrada em trova", comemora Francisco de Macedo. Ainda na batalha para emitir as passagens aéreas, ele explicou que a celebração de missas em trova não são comuns e necessitam de autorização prévia do bispo responsável pela paróquia da localidade. 

Ocupante da cadeira número 14, Macedo contou que um dos desejos dos membros da Academia de Trovas do RN, umas das três em atividade no Brasil ao lado do Rio de Janeiro e Minas Gerais, é promover missa semelhante aqui em Natal: "A primeira vez que acompanhei uma missa em trova foi em 2006, quando estive em São Paulo para receber outro prêmio", lembra o editor do "O Trovador", informativo criado em 1966 que passará a ser bimestral até o fim deste ano - interessados podem adquirir exemplares na Casa do Cordel ou no café São Luiz, ambos no centro da capital potiguar.

Concorrendo na categoria Lírica-filosófica com quase mil trovadores, de 20 estados brasileiros e nove países, Macedo enviou três trovas para o tema "destino": emplacou duas.

A trova surgiu no século 11, quando os poemas passaram a ter acompanhamento musical. 'Prima mais velha' do Cordel e do repente, a trova literária segue características específicas quanto à sua construção: precisa ser uma quadra, onde cada um dos versos tem sete sílabas poéticas (fonemas), e a informação deve ter um sentido completo, uma ideia autônoma. "Logo no início, o termo era aplicado a qualquer poema ou canção. Com o passar dos tempos é que a trova passou a designar apenas certo tipo de composição, com características fixas próprias", ressalta Macedo.

Segundo o potiguar, há dois gêneros de trova: a lírico-filosófica, que abrange temas morais, religiosos, políticos e sentimentais; e a trova humorística, que pendem para o lado da sátira e da anedota. Os concursos e festivais, conhecidos como Jogos Florais, são realizados pela União Brasileira de Trovadores desde a década de 1960. "Todo trovador é poeta, mas nem todo poeta é trovador. Nem todos poetas sabem metrificar, fazer o verso medido. Poeta para ser poeta precisa saber metrificação, saber contar o verso", escreveu o baiano Jorge Amado.

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