agosto 27, 2011

CONCURSO DE FOTOGRAFIA NIL 2011

Fotografe sutilmente de 1º de agosto a 16 de setembro de 2011

"SUTILEZA"
A ARTE DA FOTOGRAFIA EM CONCURSO
 
A Revista Nil é uma publicação gratuita, impressa e eletrônica  que promove, em sua segunda edição, o Concurso de Fotografia Nil. Criada com o objetivo de trazer informação de qualidade e divulgar nomes e tendências na cena artística e cultural, com foco especial no Distrito Federal e cidades do entorno, publicando também artistas nacionais. O leque de temas abordados abrange diversas áreas de arte e cultura - literatura, fotografia, artes plásticas, cinema, moda, teatro, gastronomia, música, dança e outros.

O Concurso de Fotografia Nil 2011 terá o tema "Sutileza" e irá propor ao artista um exercício amplo sobre a contemporaneidade, sugerindo um olhar que encontre a delicadeza em meio ao excesso e velocidade de imagens e informações. As inscrições para a seleção de trabalhos de artistas (individual ou coletiva) que atuam com fotografia estão abertas de 1º de agosto a 16 de setembro deste ano. 

O site da Revista apresenta a versão digital disponível para download, além de um blog atualizado diariamente com notícias locais, nacionais e internacionais em arte e cultura.Tal qual a proposta da Revista, o Concurso divulga o universo artístico-cultural nacional, promovendo a arte da Fotografia e colaborando com a carreira de artistas emergentes. A Revista Nil e o concurso são financiados pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC).

Serão selecionados três trabalhos julgados como os de melhor qualidade artística e técnica, os quais serão premiados com o valor bruto de R$ 3.000,00 cada, do qual serão deduzidos os descontos legais. A Comissão também escolherá 7 trabalhos para menções honrosas. Estes trabalhos não receberão prêmio em dinheiro.

Para se inscrever basta enviar a ficha de inscrição e até 3 fotografias reveladas em papel fotográfico. Todas as fotos deverão ter tamanho mínimo de 15 cm x 21 cm e máximo de 20 cm x 30 cm, e devem ser enviadas no prazo.

Necessariamente, um dos vencedores será um fotógrafo ou coletivo de Brasília, no intuito de estimular o mercado brasiliense. Os 10 trabalhos serão expostos na terceira edição da revista Nil, versão digital.
 
...SERVIÇO... 
Concurso de Fotografia NIL
CAIXA POSTAL 2445
CEP 70842-970
Brasília – DF

1º de agosto a 16 de setembro de 2011 

...edital e a ficha de inscrição...
  http://nilrevista.com/concursodefotografia.html
 
...fotografia...
Rodrigo de Oliveira
 
...visite...
www.nilrevista.com

agosto 25, 2011

A MAGIA E LEVEZA DE UMA FADA POTIGUAR

Dos palcos do RN, Fada ganha vida nas sapatilhas de Laura

UMA FADA BONECA
 ALUNA DO CONTEMPORÂNEO DESTACA-SE NA ARTE DO  BALÉ

Num mundo oculto, onde bonecas ganham vida, Fada - a boneca encantada - traça seus passos na forma mais clássica do balé. Sob a ponta de seus dedos delicados, a bailarina traz leveza e magia a esse universo paralelo, presenciado apenas por um indivíduo. Leveza e magia transmitidas por Laura Vasconcelos, 11, bailarina desde os seis anos de idade, que recria a técnica e a coreografia de Fada, personagem do balé "The Fairy Doll".

Recentemente, a coreografia foi apresentada no V Passo de Arte Norte/Nordeste, na cidade de Fortaleza (CE), onde Laura obteve o segundo lugar, com variação de repertório. Ela foi a única representante do balé infantil, do estado do Rio Grande do Norte, indicada a participar da seletiva do Youth America Grand Prix 2011(YAGP), que acontecerá em Santos (SP), dos dias 21 a 25 de setembro.

De acordo com o site, o YAGP é a maior competição de balé estudantil do mundo, e consiste na formação de jovens dançarinos concedendo bolsas aos selecionados para estudo em cidades, como Nova Iorque, "agindo como um trampolim para uma carreira profissional de dança."

TRAJETÓRIA

Laura é aluna da companhia de dança do Teatro Alberto Maranhão há quatro anos. Desde muito jovem, a aluna do Contemporâneo que também praticou ginástica rítmica no colégio, já demonstrava interesse pelo balé. "Desde os dois anos, ela já andava de ponta de pé.", afirma a mãe de Laura, Lidiane Maria. E como toda mãe-coruja, Lidiane torce pela sua filha. "Eu quero que ela passe na etapa de São Paulo, mas, claro, que o coração fica apertado".

O coração está apertado devido à viagem que Laura fará a São Paulo, junto com sua professora, Márcia Suênia. O temor também abriga a ansiedade graças ao alto nível dos competidores. Entretanto, Laura dedica boa parte da sua rotina aos estudos da dança e sempre busca conseguir aperfeiçoar a sua técnica, tanto nos ensaios do colégio quanto no teatro.

Todavia, mesmo sendo bastante responsável com a dança, Laura não renuncia o seu lado menina e não abdica de brincar com sua boneca Barbie, como frisa sua mãe.

Agora, Laura vai ao Teatro Municipal Brás Cubas (em Santos) dançar para grandes nomes como Tadeuzs Matacz (Alemanha), Tara Mitton Catão (EUA) e Luca Masala (Mônaco), além do brasileiro Luis Arrieta.

...fonte... 

...fotografia...
Divulgação CEC

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agosto 23, 2011

PALHAÇO: O FACILITADOR DE SORRISOS

Um palhaço batizado por Luiz Gonzaga: "Palhaço Facilita"

  A OUTRA FACE DO PALHAÇO

José Milton Mariano Silva, 57 anos, nasceu nas Alagoas, mas foi o Rio Grande do Norte que ele escolheu como lar. Aqui, há exatos 38 anos, escolheu uma difícil profissão: a de fazer as pessoas sorrirem. Em meio ao calor do sertão potiguar, José Milton deu vida a um personagem muito famoso na infância de muitos potiguares, inclusive em Mossoró. Afinal, quem nunca na década de 80 ouviu falar do Circo do Palhaço Facilita? Pois é, ambos - José Milton e Facilita - são as mesmas pessoas e muitas vezes se confundem como única.

Agora, um documentário em vídeo conta a história do palhaço. Intitulado "O circo do Palhaço Facilita", o vídeo foi lançado na última quinta-feira, 18, em Natal, e é considerado um filme de média-metragem, haja vista que tem 29 minutos de duração e deverá ser mostrado em Mossoró posteriormente, segundo seus colaboradores. "Tive essa ideia a partir de uma visita que fiz ao circo, isso há três anos, e desde então tenho um caso de amor com a história do palhaço", conta Érica Lima, diretora do documentário.

As histórias "universais" citadas pela diretora podem ser vistas já na sinopse da produção, que resume o nascimento de "Facilita" em razão do fascínio que a figura do palhaço sempre encantou o menino alagoano José Mariano da Silva, que aos 13 anos, contrariando seu pai, fugiu com um circo em busca do seu sonho: tornar-se uma figura da qual admirava. Entretanto, a busca desse sonho não veio fácil. Segundo Érica Lima, no início ele vigiava a cerca, trabalhava na limpeza e vendia pipoca. Aos poucos, conquistou seu espaço e tornou-se o palhaço Facilita. O batismo ocorreu em pleno picadeiro, pelo cantor Luiz Gonzaga. 

Idealizado há três anos pela diretora Érica Lima, o documentário em média-metragem
"O Circo do Palhaço Facilita" conta a trajetória do picadeiro mais tradicional do RN

"Fui pego de surpresa com o convite de contarem minha história", diz Facilita, que atualmente se encontra com seu circo no conjunto Panatis - zona norte de Natal. "Eu imaginava que um dia minha vida pudesse ser contada de alguma forma, mas assim com um filme e com pessoas da terra, estou muito feliz", diz ele, que reclama das dificuldades que hoje tem em fazer as pessoas sorrirem. "O mundo tem muita pornografia e a inocência, de certa forma, acabou. Mas quem é um bom palhaço nunca perde a majestade", argumenta. 

Com problemas de saúde, o palhaço faz questão de ressaltar sua ligação com Mossoró: "Tenho filhos que nasceram em Mossoró; eu quero muito voltar à cidade." Entretanto, ele explica que, devido a sua saúde, viajar tornou-se tarefa mais difícil e, por isso, as apresentações de seu circo se restringem a maior parte na Região Metropolitana de Natal, onde passa cerca de 20 dias em cada localidade. 

"O circo do Palhaço Facilita" é uma produção do "Coletivo Caminhos Comunicação & Cultura", com o patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura de Natal (FIC). O projeto contempla, também, a produção de cem cópias de DVD para distribuição gratuita. Baseado em depoimentos do próprio palhaço e de pessoas próximas a ele, Trata-se de um roteiro em que "todos vão se identificar". "É uma história universal, tem suas peculiaridades, afinal é uma história de vida. No entanto, as dificuldades ali mostradas são universais", enfatiza Érica Lima.
 
O documentário foi produzido e finalizado em um período de cinco meses, com o acompanhamento de espetáculos, do cotidiano do circo e momentos especiais, como o aniversário de Facilita, comemorado no circo, e o reencontro com uma filha que também é artista de circo. O cantor potiguar Fernando Luiz faz uma participação especial no filme com uma canção que compõe a trilha original do documentário.
  
Érika Lima e o produtor Jéferson Rocha, da 'Caminhos Comunicação'
contabilizam, pelo menos, quatro documentários

IMAGENS DA VIDA DE PALHAÇO
Por
Yuno Silva

Jornalista e radialista, Érica trabalha como diretora de produção da TV Universitária e faz questão de dividir os créditos do documentário com a equipe do Coletivo Caminhos Comunicação & Cultura: "Nosso grupo já realizou outros projetos audiovisuais e todos trabalhamos juntos, independente de quem esteja na direção", frisa - na produção estão Alexandre Santos e Jeferson Rocha, também responsáveis pela edição do documentário.

COLETIVO AUDIOVISUAL

O Coletivo ganhou forma em 2006, durante as filmagens do curta-metragem "Com quantas Ave Marias se faz uma Santa", e de lá para cá realizaram o conceitual e inclusivo "Mais que um filme legendado" (2007), realizado com pessoas surdas, e a série "Almas da Rua" (2009). vale registrar que os recursos para a produção do documentário "O Circo do Palhaço Facilita" incluem 100 cópias em DVD que serão distribuída em escolas e instituições de forma gratuita.

REENCONTRO

"Queremos mostrar com este filme um pouco do cotidiano de um pequeno circo, que como tantos outros sobrevive de forma precária,  mas sempre com muita esperança, bom humor e força de vontade. Também ficamos muito satisfeitos de ter proporcionado o reencontro de facilita com sua filha e o genro, e espero ter conseguido mostrar na tela o homem que existe por trás do personagem", disse a diretora, para quem a realização do documentário representa a concretização de um projeto que há muito tempo estava em forma de sonho. "O lançamento do documentário proporciona uma sensação de dever cumprido por poder contribuir para chamar atenção sobre a importância da arte do circo e, principalmente, da figura do palhaço, que tem uma tarefa tão grandiosa de levar alegria para as pessoas", conclui Érica Lima.
 

COTIDIANO  

Atualmente montado na zona Norte de Natal, próximo a área de lazer do conjunto Panatis, o Circo do Palhaço Facilita é formado por 15 pessoas que se dividem para desempenhar todas as tarefas: artistas que trabalham tanto na montagem da lona, quanto na bilheteria, no carrinho de pipocas e no picadeiro. A trupe apresenta 14 números, entre eles performances de malabarismo, contorcionismo, trapézio e mágica. Mas é o Palhaço e a macaca Xuxa, há 22 anos parceira do artista, as grandes atrações da humilde lona que começou como empanada.

...fonte...
 A OUTRA FACE DO PALHAÇO
www.defato.com

 IMAGENS DA VIDA DE PALHAÇO
Yuno Silva
www.tribunadonorte.com.br

...fotografias... 
Rodrigo Sena - Alexandre Santos - Adriano Abreu  

 ...informações sobre o documentário...
 Dayana Oliveira
84.9138-7111 
Érica Lima
84.8805-5468 / 84.9176-5095 
 
...O circo do Palhaço Facilita... 
Trailer/YouTube

...visite...
http://www.olharcultural.com/

...DEPOIMENTO...
Por
Paulo Fonseca

No início do ano de 1988, em fevereiro precisamente, eu fazia parte de um "Grupo de Serviços" conhecido como Ordem DeMolay. É uma instituição internacional patrocinada pela Maçonaria que tem várias sedes no Estado, inclusive em Natal. Hoje não integro mais a instituição mas, naquele ano, realizamos uma campanha para os desabrigados das chuvas no Estado do Acre, que ficou conhecida como S.O.S. ACRE. Organizamos tudo, divulgamos durante uma semana, conseguimos vários patrocinadores (Café São Braz - com o empréstimo de um carro de som; Exército Brasileiro - com diversas barracas; DNER - um caminhão; FAB - avião para encaminhamento dos donativos para o Acre; a rede de Supermercados Nordestão - que autorizou fosse a campanha divulgada na porta das suas lojas; a Prefeitura do Natal - que nos entregou o Estádio do Palácio dos Esportes para servir como ponto central de arrecadação; Fábrica do Rei dos Colchões, entre outros). Mas qual a relação do Palhaço Facilita com a nossa campanha? surpreendentemente, ele, sem nem nos consultar nem avisar, de livre e espontânea vontade, encampou a nossa ideia e, por várias vezes vimos uma Kombi estacionar na frente do Estádio do Palácio dos Esportes e desembarcar volumes e mais volumes de donativos... ao perguntarmos quem havia tido tamanha boa vontade em doar tanto, fomos informados de que o Palhaço Facilita havia divulgado a nossa campanha em seu circo durante toda a semana e que aquelas doações foram feitas pela comunidade carente onde o circo estava montado naquele dia. O presente relato é apenas um depoimento de RECONHECIMENTO merecido 23 anos depois, a este homem que, chamado de PALHAÇO por toda a sua vida, com seu coração, fez da arte uma maravilhosa expressão de amor ao próximo.


* * *
"O circo vai existir enquanto houver crianças na plateia"
Palhaço Facilita

agosto 20, 2011

O HABITANTE DA BIBLIOTECA

 AMÉRICO DE OLIVEIRA COSTA
Um escritor múltiplo e apaixonado pela cultura potiguar e francesa

HABITANDO A MEMÓRIA DE AMÉRICO
Por
Maria Betânia Monteiro

"Voinho, está tudo bem?" A frase entoada por João Eduardo comovia o escritor Américo de Oliveira Costa, seu avô. A convivência entre eles teve o tempo da infância de João, exatamente dez anos. Mas a herança deixada pelo construtor de ideias em livros e na prosa embalsamada por seus familiares, amigos e alunos tornaram o tempo relativo. A partir de depoimentos coletados em entrevistas e documentos pesquisados, João Eduardo pode dizer quem foi e o que fez o seu avô em seus 85 anos dedicados à vida, no livro "O Habitante da Biblioteca: 100 anos de Américo de Oliveira Costa".

"Escrever esta biografia de Américo de Oliveira Costa constituiu-se num desejo sem precedentes, cujas explicações fogem da órbita do racional", escreveu João, na introdução do seu livro, lançado em 2010,  em comemoração ao centenário de nascimento do avô, 22 de agosto de 1910, na cidade de Macau. Segundo ele, a razão talvez, esteja na imensa admiração que tem por seu saudoso avô, aliado à ânsia de deixar registrado, na literatura, uma biografia dessa personalidade multifacetária: escritor, cronista, cônsul honorário da França, Sócio Fundador da Aliança Francesa, Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, membro do Pen Clube do Brasil, membro do Sabadoyle, professor, jornalista, promotor e procurador do estado.

A biografia de Américo foi escrita com o apoio de seus filhos e netos, sendo Vitória dos Santos Costa a mais atuante entre eles. Vitória foi profunda admiradora de seu pai e a partir de seu depoimento, o retrato do escritor potiguar pode ser pitando com traços hiperrealistas. "Às vezes eu acho que ele se escondia por trás dos mosaicos de informações contidos em seus vários livros. Ele colocava todo mundo em primeiro plano, mas não se revelava", disse Vitória. Para ela, a biografia escrita por seu sobrinho é uma grande homenagem. "É curioso o fato do neto mais jovem ter tido esta vontade de pintar o retrato do avô numa postura proustiana de busca pelo tempo passado. Ao mesmo tempo considero uma alegria saber que João se coloca como interessado pelas letras", disse Vitória.
  
LIVRO APRESENTA AMÉRICO EM OITO CAPÍTULOS

O Habitante da Biblioteca: 100 anos de Américo de Oliveira Costa está dividido em oito partes. A primeira delas fala da vida de Américo, que como uma espécie de judeu errante buscou o lugar ideal para edificar seus projetos de vida, passando por Macau, Mossoró e Natal; e em seguida por Pernambuco, nas cidades de Recife e Agrestina. Depois do longo percurso, Américo decidiu ancorar em Natal, onde exerceu diversas funções, como Chefe de Gabinete, Diretor do Departamento de Estatística, Secretário Geral do Estado nos governos de Dix-Sept Rosado Maia e de Silvio Pyzza Pedroza, Procurador Fiscal, Juiz do Tribunal Eleitoral, e também professor do Colégio Diocesano de Mossoró, do Sete de Setembro, da Escola Doméstica, da Escola Normal, das Faculdades de Direito e de Jornalismo. Na vida pessoal foi casado 60 anos com a pernambucana Josefa dos Santos Costa, mulher de fina educação, uma grande companheira, uma professora de artes culinárias, especialista em bolos artísticos, que ajudou a aumentar o orçamento familiar. Juntos eles tiveram cinco filhos, sendo quatro homens e uma mulher, a quem deu o nome de sua mãe, Vitória. Américo foi um apaixonado pela França e desde jovem lia e escrevia na língua de Descartes.

Chegou a realizar um sonho de jovem, pois durante um mês estudou em Paris, como convidado do Governo Francês, hospedando-se na Aliança Francesa. Viajou a bordo de navios franceses e depois participou de um dos voos inaugurais do avião Concorde, em 1975. Foi o início de muitas viagens para a Europa, Estados Unidos, Canadá e México. A Aliança Francesa de Natal foi fundada por ele e Dr. Aldo Fernandes Raposo de Melo, em 1957.

A segunda parte do livro traz depoimentos dos confrades da Academia Brasileira de Letras, do Conselho Estadual de Cultura, de amigos, de ex-alunos e de familiares. A terceira parte traz alguns escritos de Américo, como discursos, saudações e artigos publicados.

A parte seguinte reúne uma série de textos - alguns dedicados ao biografado - duas histórias contadas por Américo e entrevistas. Relata aspectos pessoais, como a devoção de Américo por Nossa Senhora da Conceição, seu afeto pelos gatos e a história da "Palmeira Marroquina". Depois, textos de João Eduardo. A sexta é composta pelo discurso que foi feito, em nome da família, pela filha do escritor, por ocasião do necrológio da Academia de Letras, quando é decretada a vaga da cadeira do ocupante e é aberta a sucessão. A sétima parte traz algumas fotos de Américo em suas viagens. E a oitava parte, enfim, trata dos livros de Américo, das condecorações e homenagens recebidas. O seu primeiro livro foi sobre Aurélio Pinheiro, seu patrono na Cadeira 27 da ANL. A seguir vieram "A Viagem ao Universo de Câmara Cascudo", que era sua devoção, "A Seleta Luís da Câmara Cascudo", "A Biblioteca e seus Habitantes", em duas edições de 1971 e de 1983, resultado de quarenta anos de leituras e de anotações. Escreveu ainda "O Comércio das Palavras", em quatro volumes.

LEGADO DO  INTELECTUAL É ESQUECIDO NO DIA DO FOLCLORE

 Américo e o Mestre Câmara Cascudo

"Américo influenciou a nossa maneira de escrever e pensar. Era um modernista", afirmou o escritor e artista plástico Dorian Gray Caldas, ex-aluno e admirador do jurista e escritor Américo de Oliveira Costa (1910-1996). Macauense de nascimento e errante por opção, circulou por cidades do interior do RN e por PE antes de se fixar em Natal, cidade onde passou a maior parte de sua vida e manteve uma relação íntima. Foi aqui que deixou seu maior legado: as pesquisas sobre a obra de Câmara Cascudo, do qual é o principal biógrafo. Por uma feliz coincidência do destino nasceu em 22 de agosto, Dia Mundial do Folclore, e nesta próxima segunda-feira completaria 101 anos - mas a data não será devidamente lembrada, fato que incomoda a filha Vitória dos Santos Costa e o neto João Eduardo de Carvalho Costa.

"Meu pai fez o principal livro sobre a obra de Cascudo - 'Viagem ao Universo de Câmara Cascudo' (1969) -, mas não mereceu uma única citação durante as homenagens que registraram a passagem dos 25 anos da morte de Cascudo", ressente-se Vitória. "Eu não quero nada de ninguém, só não posso deixar sua memória ser descartada", emenda. Vitória lembra que seu pai dá nome a uma biblioteca na zona Norte "muito visitada, mas abandonada. Até a placa de identificação caiu".

Autor do biografia "O Habitante da Biblioteca: 100 anos de Américo de Oliveira Costa", João Eduardo acredita que, pelo extenso currículo do avô, ele merecia ser lembrado. "É um compromisso com a memória da cidade, do estado e por não dizer do Brasil", acredita. Na capital potiguar, Américo exerceu a função de professor universitário, foi promotor e procurador do Estado, ocupou a cadeira 27 da Academia Norte-riograndense de Letras, figura entre os sócios fundadores da Aliança Francesa e colaborou como cronista nos principais jornais da cidade, e sua relação com o principal folclorista do Brasil. "Merecia bem mais", completa Vitória.

...fonte...
www.tribunadonorte.com.br 

...veja...

...fotografia... 
Acervo Família

agosto 17, 2011

CONCURSO DE FOTOGRAFIA PRIX PHOTO WEB

10 MIL REAIS É O PRÊMIO DO CONCURSO DA ALIANÇA FRANCESA

CONCURSO DE FOTOGRAFIA 
PRIX PHOTO WEB ALIANÇA FRANCESA

O PRIX PHOTO WEB ALIANÇA FRANCESA é um concurso de fotografia promovido pela Aliança Francesa do Brasil e a Câmara de Comércio França-Brasil, objetivando estimular a expressão artística por meio da fotografia, registrando, através de imagens, o olhar crítico e contemporâneo da cultura franco-brasileira, além de promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e a França.

VIVER NA FRANÇA E VIVER NO BRASIL   
 

VIVER NA FRANÇA E VIVER NO BRASIL é o tema deste segundo concurso, que privilegia o olhar sobre a essência desses dois países para além dos cartões postais.

Inspirado nos registros de BRASSAÏ, renomado fotógrafo húngaro que adotou Paris como sua cidade, o concurso busca esse olhar investigador da vida cotidiana e espontânea, mas nem por isso menos intensa, que se camufla na paisagem das metrópoles, mas também nos cenários mais recônditos. O concurso premiará três fotógrafos: dois serão eleitos pelo júri oficial e um escolhido pelo júri popular.

HOMENAGEADO 2011: BRASSAÏ 
 
BRASSAÏ: O FOTÓGRAFO POR TRÁS DA LENTE

Um dos mais celebrados fotógrafos do século 20, que adotou Paris como cidade natal, Brassaï, pseudônimo de Gyula Halász (1899-1984), também trafegou pela pintura, a escultura, o desenho, o cinema e as letras.

Como fotógrafo, capturou a irreverência de Paris em imagens preto-e-branco que registram sua vida noturna sem glamour, em meio à penumbra. Ao revelar os anônimos habitantes de uma Paris que mais se assemelha a um cenário de filme noir, Brassaï expõe sua realidade para aqueles que conseguem enxergar para além do banal.

No trabalho desse artista de origem húngara, o espaço urbano é habitado pelo insólito e pelo desconhecido, pelo diferente e pelo proibido, enfim, por todos aqueles que se escondem nas sombras da Cidade-Luz.

...serviço...


...regulamento...

...fonte...
www.confoto.art.br

...visite...

agosto 16, 2011

TALENTO POTIGUAR NO FESTIVAL SESI MÚSICA

ETAPA ESTADUAL
O TALENTO DO TRABALHADOR NO RITMO DA INDÚSTRIA

  SESI ABRE INSCRIÇÕES PARA FESTIVAL DE MÚSICA

Estão abertas as inscrições para a etapa estadual do Festival SESI Música 2011. O Festival pretende promover a cultura entre trabalhadores das indústrias do Rio Grande do Norte. A iniciativa inclui a participação de compositores, interpretes, poetas e artistas, valorizando, fomentando e difundindo a produção musical do país, fortalecendo a indústria como participante ativo na formação cultural do trabalhador.

O Projeto oferece oportunidade de integração, sensibilização pela arte e cultura musical, além de crescimento e desenvolvimento das habilidades e competências profissionais levando para as indústrias do Rio Grande do Norte os valores da música e seus reflexos diante das organizações através de workshop, oficinas, cursos e palestras. 


 O Festival SESI Música terá as seguintes categorias: “Composição Inédita” (letra e música) e “Interpretação” (músicas já gravadas e editadas). Nas duas categorias, só serão aceitas músicas brasileiras, de qualquer época ou estilo.

Poderão participar do Festival SESI Música, em qualquer uma das categorias, trabalhadores das indústrias instaladas no estado do Rio Grande do Norte (industriários e empresários) e seus dependentes diretos: cônjuges e filhos, a partir de 16 anos de idade.

A documentação necessária para inscrição está disponível no site do SESI. Para se inscrever o candidato deve preencher e se encaminhar ao Centro Cultural Solar Bela Vista, na Av. Câmara Cascudo, 417 – Centro – Natal/RN. Mais informações pelo telefone 84.3212-1904.

...fonte...
www.nominuto.com

...inscrições...

agosto 13, 2011

AO GOSTO DA FOTOGRAFIA POTIGUAR

“Você não fotografa com sua máquina. Você fotografa com toda sua cultura.”
Sebastião Salgado

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19 DE AGOSTO
DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA

Em um mundo completamente imagético como é o nosso hoje, a fotografia está presente em todos os momentos. Seja de câmeras comuns, digitais, de celulares, a imagem se tornou um elemento central nesse mundo midiatizado.

Mas se hoje a fotografia tem esse lugar de destaque, podendo ser alterada, transformada e manipulada, muito se deve aos inventores deste conceito.

Dois franceses merecem destaque nessa descoberta: Joseph Nicéphore Niépce e Jean Jacques Mandé Daguerre. Niépce foi o precursor, unindo elementos da química e da física, criou a héliographie em 1926. Nesse invento ele aliou o princípio da “câmara obscura”, empregada pelos artistas desde o século XVI, à característica fotossensível dos sais de prata. Após a morte de Niépce, Daguerre aperfeiçoou o invento, rebatizando-o como daguerreótipo.
                                                                                                      
Por essa época um francês radicado no Brasil, Hércules Florence, desenvolvia também experimentos que levariam ao mesmo resultado. Mas o advento da fotografia foi anunciado ao mundo oficialmente, em Paris, na Academia de Ciências da França, consagrando o Daguerreótipo, em 19 de agosto 1839.

De lá pra cá a fotografia evoluiu muito e foi a grande responsável por “apresentar o mundo” à humanidade. Mesmo com o surgimento de outras formas de exibição de imagens (cinema, televisão, computador) a fotografia continua sendo a única "capaz de captar a alma humana". Ou, como diria Henri Cartier-Bresson, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos "fotografar é captar o momento decisivo".

AGOSTO AO GOSTO DA FOTOGRAFIA POTIGUAR

FOTOGRAFIA: HÉLIO DUARTE
 O blog POTIGUARTE comemora  junto com você!
Em Natal, algumas homenagens ocorrem paralelas à data. Vejamos:

 FUNCARTE DIVULGA RESULTADO CONCURSO
 "NATAL EM FOCO"

 
O repórter fotográfico da TRIBUNA DO NORTE Rodrigo Sena (1º lugar)  , Marco Túlio Rêgo ( 2º lugar) e Jean Lopes (3º lugar) foram os contemplados do Prêmio "Natal em Foco", promovido pela Fundação Capitania das Artes para celebrar o Dia Mundial da Fotografia.  O prêmio foi anunciado durante o coquetel na noite de ontem, com presença do Presidente da Funcarte Roberto Lima e da Prefeita Micarla de Souza.

O primeiro lugar levou o prêmio de R$ 3 mil, o segundo o R$ 2 mil e o terceiro a quantia de R$ 1 mil. O júri responsável pela escolha dos trabalhos que serão expostos é formado pelo Marcelo Mariz, Ângela Almeida, Marcílio Amorim, Henrique José, Tácito Costa e Marcelo Barreto, sob a coordenação de Marcos Sá  de Paula. 

No total foram entregues à Capitania das Artes 238 fotografias. Dentre elas, foram escolhidas 20 para a exposição e destas saíram os três primeiros lugares.

Os fotógrafos finalistas que estão expondo  na galeria Newton Navarro são Alenuska, Evaldo Gomes, Argemiro Lima, Rodrigo Sena, Cláudio Marques, Vlademir Alexandre, Jean Lopes, Hênio Bezerra, Adauto Harley, Marco Túlio, Emerson Moraes, Vilma Vitor, Israel Trajano e Dario Macedo.

 "VAQUEIROS TRADICIONAIS DO SERIDÓ"
SOLAR BELA VISTA 


Alex Fernandes e Pablo Pinheiro mergulharam durante cerca de um ano, entre idas e vindas,  em pesquisas, vivências, ensaios; convivendo e fotografando  o cotidiano dos tradicionais vaqueiros do Seridó, no Rio Grande do Norte. O resultado deste brilhante trabalho poderá ser conferido em uma exposição fotográfica no Solar Bela Vista, em Natal, que  ficará em  cartaz até o dia  25 de agosto. 

O acervo inicial faz parte de uma série de documentação intitulada Ensaios Potiguares de Fotografia. O primeiro projeto dessa série chama-se Vaqueiros Tradicionais do Seridó e, como primeiro resultado deste projeto, temos a série que estar sendo  exibida, Fragmentos de uma tradição, um belo registro do cotidiano desses personagens, os elementos de sua cultura e o ambiente onde desenvolvem sua atividade. 

"MARIAS DE ANCHIETA XAVIER"
TEATRO DE CULTURA POPULAR

 

A fé serviu de inspiração para o fotógrafo natalense Anchieta Xavier. As suas lentes captaram imagens que retratam as muitas Marias espalhadas pelo nordeste. A exposição é uma das atrações do projeto cultural "Agosto da Alegria".

As fotografias mostram a fé, a paixão, a devoção da mulher potiguar, que acende velas, reza, pede a nossa senhora pela família, por saúde, por felicidade. São as Marias de Anchieta, do fotógrafo Anchieta Xavier. A exposição é resultado de um ano meio de trabalho. Nela, todas as personagens se chamam Maria, inclusive a mãe do fotógrafo, que aparece na foto de abertura da mostra.

Aos 20 anos de carreira, Anchieta já expôs na Argentina, Chile e até mesmo na vizinha Parnamirim. Esta é a primeira vez que ele mostra seu trabalho na cidade onde nasceu. As Marias de Anchieta fazem parte do Agosto da Alegria. A mostra pode ser vista no Teatro de Cultura Popular, Tirol, em Natal.


...serviço... 

 NATAL EM FOCO
Galeria Newton Navarro
Capitania das Artes

VAQUEIROS TRADICIONAIS DO SERIDÓ
Solar Bela Vista

MARIAS DE ANCHIETA XAVIER
Teatro de cultura Popular Chico Daniel
Rua Jundiaí - 641 - Tirol - Natal/RN
 10/08 a 02/09 - 08 às 17h
  
* * * * * * * *
A câmera não faz diferença nenhuma. 
Todas elas gravam o que você está vendo.
Mas você precisa VER.

agosto 09, 2011

VAQUEIROS TRADICIONAIS DO SERIDÓ

Alex Fernandes e Pablo Pinheiro mergulharam durante cerca de um ano,
entre idas e vindas, em pesquisas, vivências, ensaios; convivendo e
fotografando  o cotidiano dos tradicionais vaqueiros do Seridó

VAQUEIROS TRADICIONAIS DO SERIDÓ
FRAGMENTOS DE UMA TRADIÇÃO

Por 
Alcides Mafra

Fenômeno relativamente recente na fotografia contemporânea, a reunião de fotógrafos em torno dos chamados coletivos torna-se cada algo vez mais comum. Cia. de Foto, Garapa são dois dos mais conhecidos representantes do segmento, que vê surgir no Rio Grande do Norte mais um representante, o coletivo Byreçá Foto Potiguar, que tem exposição marcada para o Mês da Fotografia, no Solar Bela Vista, em Natal.


A exposição, em cartaz de 9 a 25 de agosto, é parte de uma série de documentação intitulada Ensaios Potiguares de Fotografia. O primeiro projeto dessa série chama-se Vaqueiros Tradicionais do Seridó e, como primeiro resultado deste projeto, temos a série que será exibida, Fragmentos de uma tradição, que faz um registro do cotidiano desses personagens, os elementos de sua cultura e o ambiente onde desenvolvem sua atividade. Durante cerca de um ano, os fotógrafos Alex Fernandes e Pablo Pinheiro, membros do coletivo (que conta ainda com Tiago Lima), visitaram o município de Acari, na região do Seridó, para compor o ensaio. 

 
Segundo os autores, o Seridó escolhido como cenário desse documentário fotográfico em função de sua natureza agreste, peculiar, na qual a tradição vaqueira ganha contornos icônicos, nas vestimentas, nos instrumentos de lida e nas práticas tradicionais, tais como a “apartação”, os “derrubadores” e o “arrebanho”.   


Inaugurado no começinho deste ano, o Byreçá ainda está em processo embrionário, explica Alex Fernandes, fotógrafo carioca que vive na capital potiguar. O nome escolhido para batizá-lo vem da língua tupi. Trata-se da junção de byr (levantar-se, erguer-se) e eçá (ver, olhar).

Vaqueiros do Seridó 
 exposição fotografia
Solar Bela Vista 
Av. Junqueira Aires, 417 – Cidade Alta – Natal / RN
  09 a 25 de agosto de 2011 -   8hs às 12hs e 14hs às 18hs

Alex Fernandes 
contato@alexfernandes.com.br
Pablo Pinheiro 
contato@pablopinheiro.com.br  
 
...fonte...
Alcides Mafra 
http://photos.uol.com.br
 
  ...fotografia... 
coletivo Byreçá Foto Potiguar

agosto 07, 2011

ETNIA E MAGIA NOS TRAÇOS DE UM POTIGUAR


AMMER JÁCOME 
ETNIA E MAGIA NOS TRAÇOS DE UM POTIGUAR
 Natural de Natal RN, Nordeste do Brasil, o artista plástico Ammer Jácome 
pinta desde os 13 anos de idade, em sua maioria figuras humanas, 
que formam a mistura étnica brasileira.

O SER HUMANO VALORIZADO EM TRAÇOS

Cores e formas de etnias brasileiras. Quadros que se sobressaem pela peculiar característica de transmitir sentimentos de figuras em primeiro plano. Os muitos negros, índios e nordestinos retratados por Ammer Jácome em suas obras, se misturam a formas inusitadas e materiais em alto relevo. Esse artista gosta mesmo é de gente e se emociona ao relatar esse fato.


 Ammer Jácome é um homem simples como o ser humano que descreve em suas pinturas. De sorriso largo e ar tímido, começou a mostrar o seu talento aos 13 anos. Do curso de pintura e desenho no Solar Bela Vista, Ammer passou a aluno da Irmã Miriam, no Colégio das Neves, onde estudava, e foi lá onde  se encantou "até com o cheiro da tinta". O dia em que aprendeu a pintar foi marcante e inusitado: "Foi quando a irmã não me deu aula e eu pude apenas observá-la pintando e misturando tintas", relata.


Aos 20 anos, Ammer decidiu seguir o dom com os pincéis e entrou para o curso de licenciatura em artes plásticas , na UFRN, onde começou a ministrar aulas de pintura. Estas não duraram muito, pois o artista, que sempre quis estudar Belas Artes, decidiu focar no aperfeiçoamento de sua técnica. Por sugestão de um professor, Ammer pintou três quadros de índios, que entraram para o Salão de Artes do Estado. A partir daí, as representações de etnias passaram a ser a marca do seu trabalho.


Os traços mais fortes, os detalhes em super close e as famosas faixas monocromáticas, técnica que o pintor denomina de Cores e Representações, surgiram com a série de quadros retratando a tribo Xingu. Para o artista, "cada etnia é uma descoberta, pois são utilizadas matizes diferentes de cores para cada representação". Novos materiais foram incorporados aos quadros, como o café, a madeira e o pó de mármore.


Ammer busca retratar a beleza e a felicidade em suas obras, para que elas transmitam bons sentimentos aos admiradores das artes. Segundo ele, "as pessoas já têm tantos problemas, veem tantas desgraças que, ao chegar em casa, é importante que apreciem algo que traga alegria". Sobre o futuro o artista pontua: "Não sei o que vou fazer futuramente. O que sei é que pinto hoje com mais amor à tela, ela é como um filho, você vai criando para que ele vá para o mundo".


As obras de Ammer valorizam a figura humana dentro de um contexto cultural próprio de cada representação, sejam índios com suas penas coloridas e rostos pintados ou uma bela negra de sorriso estonteante e tecidos vibrantes. É a multiplicidade de cores traduzidas em sentimentos e traços originais do cotidiano.

...fonte...
Natal Decor - edição 07 - Ago/2010

...ilustrações...
Obras de Ammer Jácome
 
...visite...
www.ammer.com.br
+55 (84) 9431.1779
ammerjacome@hotmail.com

agosto 04, 2011

LUZ, CÂMERA, AÇÃO... UMA POTIGUAR

A produtora potiguar Isabelle Cabral é diretora da Pipa Filmes,  
distribuidora de  filmes do mercado independente

 UMA POTIGUAR NO FRONT DO CINEMA INDIE BRASILEIRO

 Por
Yuno Silva

Seja curta ou longa-metragem, com alguma verba, um bom roteiro e um elenco preparado se vai longe certo? Nem tanto. Desde que o acesso à tecnologia digital barateou o processo e os editais públicos serviram de alavanca para  viabilizar novas produções cinematográficas, o maior calo no sapato do cinema brasileiro é ser visto. Principalmente quando o assunto é cinema independente. "A distribuição desse material em um país de proporções continentais ainda é o maior obstáculo a ser superado - principalmente pelos independentes", afirma a potiguar Isabelle Cabral, diretora executiva da distribuidora Pipa Produções, que no começo da carreira chegou a divulgou filme até usando um estandarte na praia, como ambulante. Hoje, ela conta com 22 filmes distribuidos e 54 promovidos pelo Brasil a fora.

Morando no Rio de Janeiro desde o início da década de noventa, ela encontrou uma forma criativa de se destacar no meio da multidão de filmes que busca um lugar na sala escura. "Temos uma maneira diferente de abordagem que chamamos de distribuição criativa, onde consideramos como base para conquistar espaço três pilares fundamentais: primeiro estabelecemos estratégias diferenciadas de marketing para cada filme, em seguida buscamos fortalecer a rede exibidora e por fim potencializamos a base de consumidores", resume. Desde 2002 no mercado, ela diz que sua empresa é uma das menores distribuidoras do país, mas nem por isso "deixa de ter espaço".

Natural de Parnamirim, filha de militar aviador, ela não esconde suas origens: "Adoro Natal, tenho muito orgulho da minha terra, e o nome da produtora tem tudo a ver com a praia de Pipa. Também traz o simbolismo de voar, de alcançar outros horizontes", entusiasma-se. "Portanto, só com criatividade podemos fazer frente a filmes como Harry Potter, que chega ao país com mil cópias. Como temos pouco mais de 2,4 mil salas de cinema no Brasil, dá para imaginar o tamanho da disputa por espaço", verifica Isabelle, que trabalha com uma média de 15 cópias em 35 mm por filme.

NOVOS BAIANOS

Responsável pela distribuição de filmes como o recém-lançado documentário "Filhos de João, o admirável mundo novo baiano", do diretor Henrique Dantas, recorte que remonta a trajetória da banda Novos Baianos em cartaz na sala 3 do Moviecom do Praia Shopping; e a premiada comédia "Elvis & Madona", de Marcelo Laffitte, que faturou seis prêmios no FestNatal 2010; e pela promoção dos longas "Tapete Vermelho" e o conceitual "Cinema, Aspirinas e Urubus", a Pipa Produções se diferencia por diversos fatores que a credenciam como alternativa certeira para realizadores que tem pouca verba para promover e divulgar.

"Além da distribuição criativa, que se sustenta a partir de uma rede de produtores parceiros espalhada pelo Brasil, também criamos o vale cinema - ingresso promocional gratuito que utilizamos para potencializar o boca a boca, que na minha opinião é a forma mais importante e eficiente de divulgação quando se trata de uma produção independente", garante. De acordo com Isabelle Cabral, essas estratégias são negociadas com os próprios realizadores dos filmes: "É uma relação de parceria, onde todos saem ganhando: público, distribuidor e cineasta", disse.  

REDE DE PARCEIROS

Esses ingressos são distribuídos através de parcerias com projetos sociais, escolas públicas e universidades. "Procuramos até as escolas particulares de bairros nobres, pois sabemos que os adolescentes vão ao cinema com frequência mas não para ver filmes nacionais", analisa. Segundo ela, o público consome pouco o cinema brasileiro por falta de contato com as produções. "Se o produto cultural é feito com recursos públicos, nada mais justo que parte dos ingressos serem gratuitos", aposta.

Cabral lembra que esse papo de distribuição criativa e vale cinema começou há cerca de dez anos. "Em 2000, fiz um plano de divulgação especial para o primeiro filme Tainá e o resultado foi super bacana. No ano seguinte, o diretor Fernando Meirelles (Cidade de Deus), ainda em início de carreira, veio com quatro cópias da comédia 'Domésticas' e a ideia embrionária do vale cinema. Como já fazia parte de uma rede nacional de produtores parceiros, formada na época que estive à frente do projeto 'Cinema BR em Movimento', juntamos tudo isso com uma ação de marketing barata e bem planejada e a coisa fluiu", recorda. Depois Isabelle trabalhou na promoção de um filme de Carla Camurati, e uma coisa foi puxando outra até surgir a Pipa Produções. "Só entrei no ramo da distribuição em 2005, até então estava mais ligada às campanhas promocionais".

Atualmente a produtora esta com três longas em circulação: o documentário sobre os Novos Baianos; "O Gringo", sobre o jogador de futebol sérvio Petkovic; e "Belair", que conta a história produtora cinematográfica criada em 1970 por Júlio Bressane e Rogério Sganzerla. Vale registrar que essas três produções foram beneficiadas pelo edital da Petrobras para distribuição de filmes. Neste segundo semestre, a Pipa Produções leva às salas de cinema mais três filmes: a comédia "Elvis & Madonna" e os longas "Galinha Preta", de Brasília, e "Ponto Final", este último integrante da programação oficial do Festival de Cinema de Gramado.

A distribuidora mantém seu foco voltado para produções nacionais, e os filmes que estão no catálogo da Pipa Produções são garimpados, principalmente, em festivais. "Foi assim com 'Elvis e Madonna', estava em Natal acompanhando o documentário 'Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado' onde conheci o (diretor) Marcelo Laffitte", disse.

ACIDENTE MUDOU A CARREIRA

Graduada em Biologia Marinha pela UFRN, Isabelle acabou seguindo outro rumo quando chegou no Rio de Janeiro. "Comecei a fazer teatro e já era uma espectadora assídua de filmes. Foi no cinema que encontrei minha turma", lembra a potiguar. O mergulho na sétima arte deu-se devido acidente que a deixou quase um ano de molho.Quebrou as duas pernas durante uma trilha radical nas matas cariocas. "Passei um ano estudando cinema por conta própria. Como tinha experiência na área de marketing, acabei indo trabalhar na universidade Gama Filho como programadora da sala de cinema de lá. Era a retomada do cinema nacional e promovi mostras e debates com diretores. Depois disso não parei mais", comemora.

...fonte...
Yuno Silva
repórter

 ...Isabelle Cabral...
Lançou no mercado o conceito de promoção criativa para cinema. Nos últimos dez anos idealizou os Projetos ProsocialCinema e Distribuição Criativa, coordenou o circuito comunitário do Cinema BR em Movimento 2002, dirigiu o lançamento promocional e distribuiu diversos longas-metragens (clique aqui para ver o catálogo).

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