setembro 11, 2011

FERNANDO CAMPOS: A ARTE IMITA A VIDA

Pedro Tergolina (direita), interpreta Felipe, personagem criado pela autora
Ingrid Zavarezzi (centro), que se inspirou em Fernando Campos (esquerda) 

FERNANDO PAIVA CAMPOS
UMA HISTÓRIA VIVA NA CAPITAL POTIGUAR  PARA A REDE GLOBO

... EDIÇÃO ESPECIAL ...

Fernando Paiva Campos, cuja história motivou a criação da Casa Durval Paiva, em foco nesta postagem, continua dando frutos. Sua experiência serviu de inspiração para um personagem que é  interpretado pelo ator Pedro Tergolina, na novela “Malhação” da Rede Globo. Sua visita ao Projac foi registrada pelo Vídeo Show no mês passado. A edição online da Tribuna do Norte deste domingo (11.09.11), em uma brilhante matéria feita pelo repórter Isaac Ribeiro, trouxe à tona um pouco do universo e do cotidiano deste jovem que, agora,  você passa a conferir adiante. Tenha uma excelente leitura!

VISÃO DE FUTURO

Por
Isaac Ribeiro

Ao ser avisado que a equipe de reportagem do TN Família já o aguardava na sala, o estudante de Jornalismo e ator Fernando Paiva Campos, 18 anos, desce as escadas em ritmo acelerado, esbanjando simpatia ao cumprimentar a todos e guiando o pessoal para um sofá onde concederia a entrevista. Mas qual o motivo? Sua história de vida! Ele perdeu a visão aos dois anos, devido a um câncer nos olhos, mas isso nunca o impediu - e nem impede - de fazer praticamente tudo que qualquer outro garoto de sua idade faz: vai a shows e ao cinema, cursa faculdade, adora televisão, escreve roteiros e navega muito na internet. Tudo isso inspirou Ingrid Zavarezzi, autora da nova temporada de "Malhação" (Rede Globo) a criar um personagem inspirado nele, Felipe, interpretado pelo ator gaúcho Pedro Tergolina.

Para compor o personagem, Pedro veio a Natal e passou um final de semana observando o comportamento e as reações de Fernando em casa, com a família e com os amigos. É o que chamam de laboratório.

O próprio Fernando era candidato a uma vaga para o papel; chegou a fazer um teste, mas não foi aprovado. Ele conta que Ingrid Zavarezzi o conheceu quando veio visitar uma tida dele, amiga de longas datas da autora. Ao saber de sua história, se interessou e criou o personagem.

Bem-humorado e perseverante, Fernando não deixou-se abalar e se prepara para retomar suas aulas de teatro. "A Ingrid disse para eu não desistir da carreira de ator. Eu disse: Então não desista de mim também não!" (risos) Questionado sobre a possibilidade de ainda entrar na trama global como amigo de Felipe, o personagem cego, ele comenta: "Eu preferia ser o vilão mesmo! Já que não consegui pegar o personagem, entraria para fazer mal a ele." (muitos risos).

Fernando conta que sempre gostou de teatro, desde os tempos de Marista, só parando na época do pré-vestibular. "Estou gostando do curso de Jornalismo, mas o meu negócio realmente é atuar", confessa.

 
Fernando e Pedro posam para fotos no cenário de 'Malhação'

"MAS, QUEM NÃO TEM DIFICULDADES?"

O dia a dia de Fernando Campos é o mais próximo possível da normalidade e da tranquilidade, como ele mesmo define. Estuda, faz os trabalhos da faculdade, interage com amigos tanto presencialmente quanto no mundo virtual. "Adoro internet; sou muito viciado no Twitter. Se quiserem me seguir é @fernandopcampos." Para navegar, ele usa um programa de leitor de tela no computador, que transforma em som o que está digitado. "Mas tudo demanda um tempo a mais para eu aprender. Eu tenho que ir desvendando. Uso Skype, Orkut, MSN. Hoje, eu sei fazer tudo no Twitter, mas no Facebook ainda não sei. Inclusive agora eu fui mencionado no Twitter (toca um bip no celular)."

Com relação à forma com que a deficiência visual interfere em sua vida, Fernando diz lidar bem com sua condição, com as pessoas à sua volta, os amigos, a família. Como perdeu a visão muito cedo,  ele diz não perceber barreiras ou ter dificuldades para adaptações e superações. "Todos sempre me trataram como uma pessoa normal, com capacidade para fazer qualquer coisa. Não vou mentir e dizer que nunca houve um momento de eu estar triste com isso. Já houve sim! Mas se eu for ficar pensando nisso o tempo todo... Sinto que o que eu faço me deixa muito feliz."

Tudo é uma questão de costume, ele afirma ao ser indagado sobre a forma desenvolta com que cruza os cômodos de sua casa. "Aqui, sou totalmente adaptado. Mas ainda não me sinto preparado para andar sozinho na rua.", confessa Fernando. Ao se despedir da equipe, ele não deixa de mandar um recado a quem não vive a vida em sua plenitude por causa de alguma deficiência física. "Acordem, pois esse pensamento não está com nada. É difícil, tem suas dificuldades, mas quem não tem dificuldades?"

Ele sorri e sobe correndo a escada para seu quarto. Só que dessa vez com o laptop na mão.

Ivete Sangalo

AMIZADE CONQUISTADA EM LIÇÕES ESPECIAIS 

"O ceguinho mais engraçado que você já conheceu" - É assim que o deficiente visual Fernando Campos, que inspirou o Felipe da nova temporada de 'Malhação', se define no Twitter. O Vídeo Show acompanhou  a sua visita guiada ao Projac, onde ele encontrou a cantora Ivete Sangalo.

A cantora baiana Ivete Sangalo dirigia um dos carros elétricos do Projac, no Rio de Janeiro, quando encontrou um velho amigo. Na hora, ela freou o veículo no meio da rua e correu ao encontro dele, abraçando-o com carinho. Era Fernando Campos, o jovem de 18 anos que inspirou o personagem Felipe da nova temporada de "Malhação".

Ele fazia uma visita guiada às instalações da TV Globo na última quinta-feira e ficou radiante com o acaso. Vidrado em redes sociais, micareteiro e viciado em TV, Fernando não enxerga, mas isso está longe de ser o que mais chama a atenção nele. "Sou o ceguinho mais engraçado que você já conheceu", define o próprio em seu perfil no Twitter. "Ivete é um amor antigo", brinca.

"Comecei ir aos shows dela com 9 anos e nunca parei. Como eu ficava lá na frente, acabamos nos conhecendo." Bem mais recente é a sua amizade com Pedro Tergolina, que interpreta o papel inspirado no deficiente visual. Em julho, o ator passou três dias na casa de Fernando, que mora em Natal, para conhecer o dia a dia do personagem.

Além de conversar bastante, os dois saíram com os amigos de Fernando para ir ao cinema, onde Pedro teve de explicar o filme cena a cena para o colega. Eles foram também a um almoço de família e assistiram ao empate do Brasil com o Paraguai, em 9 de julho. 

"Eu observei o comportamento dele em todas as situações. Certos detalhes como o modo de usar a bengala e de ser guiado, a gente só percebe com atenção", comenta Pedro, que também reparou no modo como Fernando usa o computador e o celular adaptados para poder tuitar.

Fernando estudou teatro na escola e aproveitou o contato com Pedro para viver um laboratório ao inverso, entendendo melhor o ofício de ator. Ele chegou a fazer o teste para interpretar o personagem inspirado nele, mas não passou, o que não quer dizer que desistiu: "Da próxima vez que voltar ao Projac, espero que seja para trabalhar", fala ele, que também está escrevendo uma minissérie.

A amizade com a autora de "Malhação", Ingrid Zavarezzi, é antiga. Sobrinho de uma amiga de infância da roteirista, ele a conheceu via internet. "É incrível como as redes melhoram a vida dele. Até esqueço que é cego", conta a autora, que usará o bom humor de Fernando para explorar a leveza do personagem nessa temporada.

 Pai e filho em uma trajetória de luta e superação

 CASA DURVAL PAIVA DE APOIO À  CRIANÇA COM CÂNCER

São notórios os serviços prestados pela Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva na luta contra a doença. Além de buscar a cura o projeto também contribui para a restauração da cidadania, dignidade e qualidade de vida. 

Em 1994, Rilder Campos, descobriu que o seu filho, Fernando Paiva Campos, de um ano, tinha retinoblastoma, um tumor ocular identificado por uma mancha na pupila do olho, também conhecido como “reflexo do olho de gato”. Durante o tratamento, percorreram uma longa trajetória. Nos Estados Unidos, a família conheceu uma Casa de Apoio mantida pela Rede McDonald, onde durante um ano receberam todo o suporte para o tratamento do seu filho. Ele obteve a cura e a família um grande projeto: criar uma casa em Natal para apoiar crianças e adolescentes em tratamento do câncer, vindas de todo o Rio Grande do Norte.

O avô materno de Fernando, doou uma casa para começar o novo projeto e com muita força de vontade e dedicação a família e alguns amigos, começaram uma trajetória de conquistas pela vida. Em 11 de julho de 1995 foi fundada a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, uma homenagem ao bisavô de Fernando. Crianças e adolescentes de todo o Estado começaram a receber atendimento com dignidade e a ter esperança de dias melhores. 

A Casa oferece acolhimento às crianças e seus familiares no momento da investigação e diagnóstico da doença; hospedagem e alimentação para os pacientes advindos do interior do Estado, juntamente com seus acompanhantes; mediação do tratamento médico hospitalar; encaminhamentos e transporte para exames e consultas; além de promoção do bem estar, numa perspectiva de saúde integral, com apoio multiprofissional – psicológico, social, nutricional, fisioterápico, odontológico, farmacêutico, pedagógico, arte terapêutico e terapêutico ocupacional.  

Durante os 16 anos de atividades, a Instituição já beneficiou 1.303 pacientes. Números de julho de 2011 registram que a Casa possui 712 pacientes cadastrados, sendo que 511 estão em tratamento. A cada mês são distribuídas cerca de 300 cestas básicas e fornecidas mais de 3.600 refeições. Outras ações e projetos são desenvolvidos visando o bem estar dos pacientes e familiares. O blog Potiguarte pesquisou estas informações no site da Revista Idéias e Negócios, onde - Rilder Campos -  presta uma comovente e esclarecedora entrevista à equipe do peiódico e que você poderá conferir na íntegra no link apontado logo abaixo.

....fonte....

...fotografia...
Roberto Moreyra / Agência O Globo
acervo família

...visite...
Casa Durval Paiva
APOIO A CRIANÇA COM CÂNCER

...twitter...
Fernando Paiva Campos
@FernandoPCampos  natal

...Visão de Futuro...
vídeo-entrevista para a Tribuna do Norte
YouTube

setembro 09, 2011

UM POTIGUAR FAZENDO ARTE COM A BOLA

Artilheiro André é um dos destaques da seleção no mundial 2011 da Fifa

BEACH SOCCER
ATLETA POTIGUAR É DESTAQUE NA SELEÇÃO BRASILEIRA 

A  exemplo de muitos garotos, André sonhava em brilhar nos campos de futebol do Rio Grande do Norte. Garoto, no Bairro de Mãe Luiza, Natal/RN, ele percorreu o caminho que todos fizeram e ainda fazem. Tentou treinar em categorias de bases dos dois principais clubes de futebol do Estado - ABC e América. Não gostou da forma como foi tratado e, em 1999, recebeu uma boa chance de brilhar na areia. Um dos destaques do  Beach Soccer no Brasil.

 POTIGUAR ANDRÉ  NASCIMENTO  É DESTAQUE NO SITE DA FIFA

"Liderando em silêncio". Esse é o título da matéria publicada nesta sexta-feira (9) no site da Fifa destacando a atuação do potiguar André na seleção brasileira de beach soccer. De acordo com o texto, André poderia passar despercebido em qualquer partida da seleção no mundial da categoria "não fosse por um singelo motivo: ele joga muita bola". 

Leia abaixo a íntegra do texto publicado no site da Fifa.

O atacante André passaria absolutamente despercebido em qualquer partida da Seleção Brasileira não fosse por um singelo motivo: ele joga muita bola. A situação pode ser de tensão máxima, decepção por gols sofridos ou comemoração: o potiguar de 34 anos mantém exatamente o mesmo semblante. Você não vai vê-lo batendo no peito depois de marcar um gol, reclamando com a arbitragem ou lamentando chances perdidas. É como se o fato de estar ali, à vista de todos, parecesse incomodá-lo. E, então, o camisa 9 se limita a fazer o estritamente necessário: jogar muito.


"É algo que vem de mim. Sou calmo, tranquilo e gosto de ficar na minha. Antes do jogo fico ali, pensando no que devo fazer e em como devo fazer. Então, quando entro no campo, procuro executar as coisas com calma", disse André ao FIFA.com num tom baixo e tímido, que em nada lembra o de alguém que acaba de anotar nada menos do que cinco gols numa partida apertada de quartas de final de Copa do Mundo. "Sou feliz por ser assim. Mesmo na hora do "aperreio", das dificuldades, eu tento manter a tranqulidade. Acho que resolvo as coisas melhor assim."


Que ele resolve as coisas bastante bem, não há dúvida. Mesmo não sendo a priori um dos nomes mais badalados do elenco dos tetracampeões, André Álvaro Batista do Nascimento tem sido a principal válvula de escape do Brasil na vitoriosa - embora dura - campanha em Ravena até aqui. Tanto que, após a performance magistral nos 10 a 8 sobre os nigerianos na prorrogação, o atacante subiu para a segunda posição na lista de artilheiros da competição com oito gols, só dois a menos do que o português Madjer, com quem estará frente a frente na semifinal deste sábado.

 
Com base na sua atitude sossegada, pode não parecer, mas o camisa 9 é, sim, à sua maneira, um dos líderes do grupo. "É mais ou menos o mesmo caso do Sidney: são dois dos meus caras de confiança já há cinco anos", confirma ao FIFA.com o técnico Alexandre Soares, que mal sabe por onde começar a desfiar elogios para o potiguar. "O André é um grande artilheiro. É, hoje, um atacante completo. Sempre que a coisa apertar para o nosso lado, pode ter certeza de que ele vai estar em campo. Tem sido assim e ele vem resolvendo."


Boa parte dessa confiança que o treinador deposita vem justamente do temperamento pacato. Alexandre sabe que, na hora em que precisar de alguém para estufar o peito e dar uma bronca nos companheiros, André não será a pessoa. Mas sabe exatamente o que esperar dele, venha a bronca que vier; a situação que for dentro ou fora de campo. "Como pessoa, ele é uma maravilha e, como jogador, um craque. O que mais é que eu, como técnico, poderia pedir?", sorri Alexandre. "É um jogador para termos no grupo até o dia em que ele não quiser mais".
  
  

...fotografia... 
Getty Images 
Fifa.com/divulgação

* * * 
 
 “Criei uma proximidade com o futebol de praia por ter sido criado em Mãe Luiza,
Onde os garotos jogavam e brincavam muito nas areias.
Foi uma brincadeira que depois ficou séria.”
André Nascimento

setembro 06, 2011

FOTOGRAFANDO E BRINCANDO


PELAS LENTES DE YASMIM
 
As crianças de hoje fazem parte de uma geração que desde cedo se familiariza rapidamente com as tecnologias quando tem acesso a elas. Mas certamente, com tantas opções de diversão entre games, aparelhagens, celulares, computadores, tablets, querer mexer com a máquina fotográfica do pai não é a escolha mais comum. Porém, essa é a melhor das diversões para a pequena Yasmim Loia, seis anos, filha do fotógrafo Pacífico Medeiros.

No começo parecia só um interesse natural em experimentar fotografar. "Ela pegava a máquina compacta digital e saia fotografando. Esse ano ela começou a pedir a máquina maior e desde então sempre que a gente sai ela pede logo pra levar a máquina dela. O olhar de Yasmim para a fotografia tem me surpreendido muito. A mim e até a outros profissionais que percebem que ela tem facilidade para aprender o que levamos mais tempo", explica o pai.

Pacífico ressalta que para Yasmim fazer fotos é uma brincadeira e não há a pressão para que ela entenda técnicas de fotografia e como mexer na máquina. Tudo tem sido espontâneo e por isso a escolha dos enquadramentos já demonstra uma sensibilidade para entender que a fotografia não é apenas uma imagem estática, mas transmite sentimentos, registra momentos especiais.    


PREDILEÇÃO

Yasmim gosta de fotografar paisagens e a espontaneidade de seus familiares. Mas não espera muito para fazer os cliques. Os dedos clicam acelerados tudo o que lhe chama a atenção. Como a maioria das crianças, se mostra impaciente se algo atrapalha a "brincadeira" para que ela registre a foto como pensa.

Já tem guardadas mais de 500 fotos e o resultado é realmente belo. Tanto que o irmão de Yasmim criou um blog para as postagens das melhores fotos feitas por ela - www.yasmimloia.blogspot.com e que podem ser conferidas.

"Minha foto preferida é a de um passarinho no fio. Ele estava longe, no fio, mas gostei muito da foto", explica Yasmim. 

 
 TAL PAI, TAL FILHA

A pergunta que toda criança ouve - "O que você quer fazer quando crescer?" - obtém de Yasmim a resposta pronta: "Fotografar". A sinceridade já denota que ela reconhece a sua aptidão para fotografia. E é fácil entender de onde vem essa aptidão. Observando o ambiente que cerca Yasmim não é de surpreender seu gosto pelas imagens.

Além do pai, sua maior inspiração, na casa da avó, Albetiza Leite, que é artista plástica, há várias pinturas e expressões que estimulam a uma boa percepção do visual.

"Acho que o ambiente favorece, mas meu outro filho não se interessou em fotografar, se interessa mais na parte de edição no computador. Ela não, demonstrou interesse desde cedo em pegar a máquina. Yasmim coloca o que ela quer nas suas fotos. O que se vê nas fotos são totalmente dela, não tem nenhuma influência minha. O que modifico é alguma coisa na iluminação já depois que passo ao computador, para melhorar a qualidade. O senso crítico e as escolhas são feitas por ela. Se isso não mudar teremos uma grande fotógrafa em casa", explica o pai coruja que ressalta que a fotografia vem sendo instrumento de uma aproximação maior com a filha, com seu universo e tem colaborado para mudar o seu comportamento tímido.

"Ela quer me acompanhar nos ensaios, nos eventos em que estou trabalhando e explico que não dá para levá-la sempre. Mas Yasmim tem sido uma companhia mais frequente", ressalta. 


EXPOSIÇÃO

Yasmim deve realizar ano que vem a sua primeira exposição fotográfica, com a seleção das melhores imagens dessa brincadeira, pois já tem fotos suficientes, no entanto ela quer fazer mais.

Se depender de vontade e de apoio, o talento de Yasmim será revelado em papel e em cores, em um evento em grande estilo.

...fonte...
www.defato.com
Mossoró/RN

...fotografia...
Yasmim Loia

...autorretrato...
Pacífico Medeiros 
Yasmim Loia

...visite...

setembro 04, 2011

A ARTE E CULTURA POTIGUAR NA TELINHA

O produtor Gustavo Wanderley, o videomaker Gabriel Souto e o Mestre Dedé Veríssimo

A TEVÊ PAPA-JERIMUM

 Por
Yuno Silva

 "Pensar global e agir local". O célebre conselho de John Lennon continua a reverberar quase quarenta anos depois e é colocado em prática pelo projeto "DôMóValô", idealizado pelo produtor cultural Gustavo Wanderley e pelo videomaker Gabriel Souto.

Apresentado oficialmente no mês passado, durante sessão na Casa da Ribeira,  os seis primeiros micro-programas da série audiovisual chegará à televisão aberta a partir de 12 de setembro. Os temas apresentados em primeira-mão são focados no Patrimônio Vivo, nomenclatura que está substituindo o conceito já conhecido como Patrimônio Imaterial, são eles: Literatura de Cordel, Ginga com Tapioca, Boi de Reis, João Redondo, Araruna e Newton Navarro. "Esta é só a primeira remessa", avisam os produtores Gustavo Wanderley e Gabriel Souto, respectivamente à frente da House cultura & cidadania e da produtora de vídeo Pixel Agogo.

A iniciativa de evidenciar aspectos e detalhes culturais que estão, e sempre estiveram aí para todo mundo ver é simples; a diferença está no formato. Com "padrão tipo exportação", os filminhos prezam não só pela qualidade do conteúdo como também pela embalagem do produto. Sequência de 24 programas com um minuto de duração cada, a primeira etapa do projeto "DôMóValô" compreende a produção de dez programas - que serão exibidos às segundas-feiras, de 12 de setembro a 14 de novembro, durante o intervalo do programa jornalístico RNTV1 (Rede Inter TV Cabugi/TV Globo). Essa primeira leva foi garantida a partir do patrocínio da Cosern e Governo do Estado através da Lei de incentivo Câmara Cascudo.

 Programa de TV é uma realização da House cultura & Cidadania
e  Pixel a Gogo com patrocínio da Cosern por meio da Lei Câmara Cascudo

PROJETO NASCEU A PARTIR DA UNESCO

A ideia de produzir conteúdo audiovisual próprio surgiu em 2008, logo depois de Gustavo acompanhar os desdobramentos da Conferência de Diversidade promovida, em 2007, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - Unesco, que lançou a proposta preocupada com a hegemonia de certas culturas nas produções audiovisuais.

"A partir daí começamos a trabalhar na proposta", lembra Gustavo, co-diretor da série. "Por isso nosso intuito é criar as condições necessárias de produção e veiculação de conteúdos próprios, que considerem a diversidade cultural presente no RN e que, sobretudo, alie o maior meio de comunicação da atualidade, que é a TV, a esses objetivos", explica.

Para ele, não adianta lutar contra os grandes conglomerados de comunicação, "o melhor a fazer é nos aliarmos a eles oferecendo um produto de qualidade, capaz de fazer com que as pessoas se reconheçam. A sensação de pertencimento a determinada cultura é reflexo de uma conquista, é acreditar que também pode ser interessante, e isso tem a ver com a auto-estima das pessoas", aposta Wanderley.

 Fortaleza dos Reis Magos na pauta do DôMóValô

PRÓXIMOS DOCUMENTÁRIOS: PATRIMÔNIO MATERIAL

Os próximos assuntos programas com o "DôMóValô" abordarão temas relacionados ao Patrimônio Material (Fortaleza dos Reis Magos e Feira do Alecrim, por exemplo) e haverá um aprofundamento do viés gastronômico. "Esse nome tem tudo a ver com nossa maneira de falar, o jeito do potiguar dizer que gosta de algo. Faz com que as pessoas se identifiquem, além de gerar curiosidade", arrisca Gustavo Wanderley.

Para Gabriel, além de criar conteúdos próprios, "queremos dar visibilidade a cultural tão importantes e tão ricas. Mostras essas temas na televisão é importante para deixar o potiguar orgulhoso de si mesmo".
 
 Xilogravura no Cordel - assunto abordado no DôMóValô com o artista Erick

Enquanto Gustavo cuida da produção executiva, Gabriel Souto se responsabiliza pela parte técnica: "Cada episódio custou em média oito mil reais, e trabalhamos com uma equipe enxuta - de três ou quatro pessoas, no máximo", lembrou Gabriel, que assumiu às rédeas na captação das imagens, e dividiu as tarefas de pesquisa e edição. "Como os programas tem um tom meio de documentário, as pesquisas serviram para conduzir as entrevistas, ou seja, o roteiro foi construído durante as próprias filmagens", afirmou. 

 O saudoso poeta Zé Saldanha - falecido mês passado  aos 93 anos - 
recita alguns dos seus versos em uma das ediçõs do DôMóValô na internet 

Além dos mini-programas, que entrarão na grade da emissora de televisão aberta, uma página eletrônica (www.domovalo.com) foi criada para atender a curiosidade do público. "Como os assuntos abordados renderam um bom material, há vídeos exclusivos no site dando continuidade e desdobramento ao temas apresentados. É impossível contar tudo em um minuto, por isso disponibilizamos esse conteúdo para atender o interesse das pessoas e aprofundar ", avisa Gabriel.

O próximo passo da dupla é buscar novos parceiros para viabilizar a segunda fase do projeto, que no papel se chama RN Atitude (DôMóValô é nome fantasia). "Estamos muito satisfeitos com a parceria firmada com a TV, que gostou do material finalizado e achou a proposta tão interessante que incluiu na grade comercial da emissora", comemora Gustavo. "Mas não podemos esquecer que ainda temos 14 programas para produzir".

...fonte...
Yuno Silva 

...fotografia...
Alberto Leandro
Produtores do DôMóValô
Josuá Carlos
 Fortaleza dos Reis Magos

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agosto 31, 2011

RISO GRANDE DO NORTE

DAVID CUNHA - O ESPANTA
Uma trajetória marcada por muito sucesso

‘‘Espanta’’ foi o codinome que o humorista David Cunha Alves pediu a Deus para fazer sucesso. O nome artístico, fora de qualquer convencionalismo, funcionou como um imã ou mecanismo de marketing que elevou seu talento para o Brasil. É notório o celeiro de humoristas produzidos no Nordeste. Mas em Natal os nomes que conseguem  sucesso são  poucos. E David Cunha foi o maior deles. Morreu como o maior humorista do Rio Grande do Norte.

BOM HUMOR NAS TERRAS DE POTI
Apesar de tímida, cena humorística no Rio Grande do Norte 
tem conquistado espaços, público e adeptos por esse Brasil afora

Por
Sérgio Vilar

O porquê de o Ceará exportar tantos humoristas permanece um mistério tão insondável quanto a vida em Plutão. No Rio Grande do Norte, a cadeia produtiva do humor tem crescido em ritmo lento. Está muito aquém dos vizinhos mais engraçados. Ainda são poucas as oportunidades por aqui. Menos ainda os humoristas qualificados para abraçar os espaços cedidos nos poucos bares abertos ao gênero. É um cenário ainda amador, mas o melhor e mais promissor, na visão dos principais humoristas da cidade.

Durante a Bienal do Livro do Ceará, em 2008, a reportagem perguntou ao mestre do humor, Chico Anysio, qual seria o motivo de tanto humorista no Ceará. Ele respondeu: "O Ceará tem muitos problemas. Não existe bons humoristas suecos, holandeses, suiços. Nenhum humorista conserta nada, mas denuncia tudo". O repórter insistiu e questionou a falta de humoristas em outros estados nordestinos sofridos: "Natal não tem as caatingas, o sertão duro que o Ceará tem. É com certeza o Estado mais sofrido do Brasil".

Humorista  Mafaldo Pinto

 FESTIVAL DE HUMOR POTIGUAR

Fato é que o Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará ou qualquer estado nordestino sofre com a seca e pobreza. Na visão do humorista potiguar Mafaldo Pinto, para a cena do humor natalense se igualar à de Fortaleza é preciso iniciativa. "Temos muita gente. Mas falta segurança à maioria porque também falta coragem para montar um show completo e se apresentar, dar a cara a bofete nos bares, teatros. Banquei minha primeira apresentação.

Mafaldo é hoje um dos humoristas mais prestigiados do Estado. Fará em outubro o 1º Festival de Humor Potiguar SolRiso, no TAM. Inscrições aos humoristas amadores ou profissionais já estão abertas (8824-7208 ou 9902-1804). "Já sei de antemão que pouca gente vai se inscrever. E mesmo sendo apenas seis os selecionados para se apresentarem, se não houver qualidade, reduzo o número", disse o humorista, que fará parte da banca julgadora com mais dois integrantes.

A intenção do Festival é descobrir, dar oportunidade e valorizar os humoristas potiguares. Muitos vendem CDs repletos de piadas gravadas nos bares da Zona Sul. Abordam clientes, contam piadas e tentam comercializar o produto. "Esse Festival servirá para o público ver quem tem segurança em cima do palco. Uma coisa é contar piada em bar. Outra é se manter dez, vinte minutos no palco. O público paga e é exigente. Ninguém ri forçado. E poucos humoristas seguram a onda quando o público não ri".

  Humorista Gibran Torres adota a linha da imitação

O IMITADOR DE NATAL

O radialista e jornalista de formação Gibran Torres adota a linha da imitação. Começou a carreira em 2006 no grupo Humor Bagaço, junto com Mafaldo, François Carízio, Flavio Café, Junior Cloner e Tázio Nery. Desses, apenas Mafaldo, ele e François continuaram. Participou esse ano do concurso "Os maiores imitadores do Brasil", no programa de Ana Hickman, na Record. Das cinco etapas, ficou na segunda. Segundo Mafaldo, Gibran é um talento que ainda precisa montar um show completo e se apresentar.

É o que ele está fazendo. "Tenho me apresentado pouco em bares porque estou montando meu show agendado para novembro, no Teatro de Cultura Popular". O pouco tempo é porque Gibran leva o humor como hobby. São poucos os que vivem apenas da profissão de humorista. Em Natal, entre os humoristas mais experientes se destacam além, de Mafaldo e Gibran, os cearenses radicados em Natal Butuca e Bisteca, Karlberg, Geraldo Maia, e Seu Dedé, o mais antigo e talvez o único a se alimentar apenas do humor.

 João Ricardo e seu personagem: Seu Dedé

DUAS DÉCADAS DE PROFISSÃO

O personagem Seu Dedé talvez seja hoje o mais conhecido dos natalenses. É também o ganha-pão de João Ricardo Costa da Silva, 41, o mais antigo humorista em atividade. João começou na época de Davi Cunha, o Espanta. É dos poucos no Estado que vivem só da profissão. Foi o primeiro a sugerir e participar de um projeto de humor em Natal: a Quinta do Humor, na antiga Pizzaria Orla Grill, na Praia do Meio. Hoje é um dos humoristas do principal espaço de humor da cidade: o restaurante e pizzaria Páprika, em Ponta Negra.

João lembra que há 20 anos a situação era bem pior. Pouca gente acreditava no produto Humor para atrair clientes. "Hoje qualquer programa de TV tem um quadro de humor. E os comerciantes sabem que essa realidade deu certo em Fortaleza e pode ser uma boa sacada também pra cá". Mas infelizmente, as tentativas têm dado erradas. Afora o Páprika, que mantém convênio com hotéis e sempre lota as quartas-feiras do humor, outros bares desistem mesmo quando atraem um público razoável.

"Participei do projeto noBar Original (na Prudente de Morais). Mas o dono achou que precisava lotar sempre e desistiu. Em Parnamirim, o bar Cai Pedaço também abriu espaço, mas também não seguraram. E tem sido assim". Mas Seu Dedé também atende convite de empresas. É de onde retém a maior parte do orçamento para alimentar a prole de seis filhos. "O pessoal pergunta se eu não tinha TV em casa. Claro que tenho, mas o intervalo do programa dura uns três minutos, né?", brinca.
  
 Raimundo, o criador do Cafuçú, é defensor ferrenho da cultura nordestina 

CORONÉ CAFUÇÚ

O Nordeste se destaca por um tipo de humor peculiar à região, ligado à poesia popular, ao cordel, ao repente e cantorias; à cultura sertaneja. O nome mais expressivo é o paraibano Jessier Quirino. Nairon Barreto, o Zé Lezin, também é encarna a figura do matuto. No Rio Grande do Norte, o assuense Paulo Varela também apresenta versos metrificados. Mas é em Currais Novos de onde se conhece a autoridade no assunto. "Ótoridade" de patente militar e tudo: o Coroné Cafuçu.

Paletó, óculos escuro tomando metade do rosto, chapéu, barba pintada e calça vermelha (ele diz que a cor vermelha só serve para vestir mulher e doido). É a indumentária do "coroné" Raimundo Ferreira Campos. Se tem patente verídica, é a de sertanejo criado na roça com uma enxada na mão e uma ideia na cabeça: ser poeta. E da poesia matuta reconhecida entre músicos renomados como Joca Costa e o maestro Bembem, Raimundo incutiu o humor repleto de causos de um sertão que lhe é conhecido e vivido.

"O humor é o que carrega meu trabalho. É o que vende mais. Quando abro a boca e recito meus versos, quem tá perto se bola de rir. E sem dizer palavrão ou frase de duplo sentido, porque é uma ferramenta perigosa: pode onstranger a família que vai lhe assistir". Raimundo se acha humorista por vocação porque o sertanejo tem no humor o seu alimento. "Três coisas salvam o sertanejo e o mantém vivo: cuzcuz, rapadura e humor. É o alimento que lhe tira o sofrimento diário; as vitaminas do Sertão".

Raimundo toca no improviso um programa de Rádio de grande audiência em Currais Novos. O personagem Coroné Cafuçu ele leva aos interiores e capitais nordestinas, junto com o último CD Humor, Forró e Poesia. Essa semana se apresentou em Cajazeiras, na Paraiba, e nos municípios Riacho da Cruz e Luís Gomes, terra onde nasceu. "Às vezes penso que o Coroné sou eu mesmo. Sou um sertanejo natural, matuto, e por isso, humorista nato, de carne e alma".

...fonte...
Sérgio Vilar
www.diariodenatal.com.br


...crédito fotografia Mafaldo Pinto...
Ana Silva

agosto 28, 2011

O ARTISTA INVISÍVEL DO SEMÁFORO

São malabaristas, são palhaços, são equilibristas...

SINAL VERMELHO

 ARTISTA CIRCENSE SOBREVIVE FAZENDO MALABARISMO NAS RUAS
A arte do malabarista Josinaldo Tavares, um potiguar

Por
Ana Karla Farias

A mudança de cor do farol é a deixa para o artista entrar em cena: o sinal passa de verde a vermelho e ele ganha a extensão da rua fazendo malabarismo ao jogar clavas por entre o semáforo.

A arte do malabarista Josinaldo Tavares, natural de Jucurutu, serve de uma breve fuga da realidade e escapismo da rotina estressante a que estão submetidos os condutores de veículos que percorrem apressados pelas ruas da cidade. O sorriso estampado no semblante dos motoristas serve de recompensa para o artista. "A maioria das pessoas admira meu trabalho e me incentiva a continuar. Eu trabalho em meio ao semáforo porque geralmente as pessoas passam estressadas por causa do trânsito e a arte alivia essa sobrecarga", revelou Josinaldo.

Contudo, ainda há aqueles que discriminam o ofício do malabarista. "É uma minoria que não apóia meu trabalho, alguns fazem cara feia ou me mandam ir trabalhar, mas é isso que estou fazendo", declarou.


Além do esforço para equilibrar as cinco e até seis clavas lançadas ao ar, Josinaldo também faz malabarismos, literalmente, para garantir a sobrevivência. Da arte que nasce nos cruzamentos da cidade, ele obtém sua fonte de renda e da família, composta por esposa e de um bebê que está por vir. Laborando todos os dias debaixo de um sol escaldante, das 7h às 12h e das 14h às 20h, o artista percorre as principais avenidas do Centro de Mossoró divertindo os transeuntes.

Ao fim do dia, a renda diária alcançada é em torno de R$ 30,00. É uma quantia exígua para prover as necessidades vitais básicas de uma família, mas ele não reclama do orçamento apertado. "Eu agradeço a solidariedade do povo que me retribui pela arte que eu faço. O que eu ganho é pouco, mas é um trabalho honesto e eu nunca volto para casa sem nenhum tostão", confessou.

Autodidata, Josinaldo aprendeu sozinho a equilibrar as claves, a habilidade é decorrência da dedicação à arte circense. "Trabalhei durante 10 anos em um circo onde aprendi a fazer malabarismo só ao observar os artistas praticando. Eu comecei a treinar com limões, depois passei a usar bolinhas e então as claves. Há cinco anos eu faço a arte do malabarismo", contou o artista da rua, acrescentando que tamanha é a sua paixão pela arte, capaz de fazê-lo recusar ofertas de emprego formal. "Já recebi propostas de trabalhar de carteira assinada fazendo outras funções, mas não aceitei porque eu gosto da arte. Isso aqui é minha vida", relatou.


Os riscos de sofrer acidentes em meio ao trabalho no semáforo e a rotina exaustiva no final do dia, não afetam o encantamento que Josinaldo sente pelo malabarismo. "É perigoso trabalhar assim na rua por causa dos riscos de acidente, também é cansativo ficar tanto tempo em pé e exposto ao sol, mas minha paixão pela arte supera tudo. Eu gosto do que faço e pretendo fazer até morrer", afirmou o malabarista, destacando que diante da falta de apoio à arte circense, não se descarta a possibilidade de extinção da atividade, mas ele pretende fazer sua parte para o malabarismo não existir somente na lembrança ou no esquecimento das pessoas. "Eu espero um dia poder ensinar essa arte a meus filhos e netos", comentou.

Parando numa e noutra cidade, Josinaldo já atravessou quase todo o Nordeste brasileiro, mostrando ao público a sua arte. "Já fiz malabarismo nas ruas de João Pessoa, Recife, Fortaleza, etc e continuo viajando agora pelo estado, como Caicó, Assú, Currais Novos e Natal", alertou.

A única ambição que o malabarista possui é perpetuar a arte circense. "Sonho um dia em montar uma escola de malabarismo para ensinar aos jovens o meu trabalho. O bom do meu ofício é estar no mundo, livre, aprendendo sempre. A rua tem muito o que ensinar. Foi nela que a arte do circo nasceu", concluiu Josinaldo.

...fonte...
Ana Karla Farias

...créditos das fotografias nesta postagem...
Guy  Blanc

O fotógrafo francês Guy Blanc - atraído pela plasticidade das performances, pela abstração e composição dos elementos contidos no trabalho dos malabaristas de rua,  flanou, durante um ano e meio, pelas ruas e cruzamentos de Brasília, capturando imagens - algumas ilustrando esta postagem - para compor sua mais nova exposição, “Sinal Vermelho”. A exposição, que tem o apoio da Embaixada da França e da Aliança Francesa, pode ser visitada  até o dia  10 de setembro  na Aliança Francesa - Brasília/DF.

agosto 27, 2011

CONCURSO DE FOTOGRAFIA NIL 2011

Fotografe sutilmente de 1º de agosto a 16 de setembro de 2011

"SUTILEZA"
A ARTE DA FOTOGRAFIA EM CONCURSO
 
A Revista Nil é uma publicação gratuita, impressa e eletrônica  que promove, em sua segunda edição, o Concurso de Fotografia Nil. Criada com o objetivo de trazer informação de qualidade e divulgar nomes e tendências na cena artística e cultural, com foco especial no Distrito Federal e cidades do entorno, publicando também artistas nacionais. O leque de temas abordados abrange diversas áreas de arte e cultura - literatura, fotografia, artes plásticas, cinema, moda, teatro, gastronomia, música, dança e outros.

O Concurso de Fotografia Nil 2011 terá o tema "Sutileza" e irá propor ao artista um exercício amplo sobre a contemporaneidade, sugerindo um olhar que encontre a delicadeza em meio ao excesso e velocidade de imagens e informações. As inscrições para a seleção de trabalhos de artistas (individual ou coletiva) que atuam com fotografia estão abertas de 1º de agosto a 16 de setembro deste ano. 

O site da Revista apresenta a versão digital disponível para download, além de um blog atualizado diariamente com notícias locais, nacionais e internacionais em arte e cultura.Tal qual a proposta da Revista, o Concurso divulga o universo artístico-cultural nacional, promovendo a arte da Fotografia e colaborando com a carreira de artistas emergentes. A Revista Nil e o concurso são financiados pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC).

Serão selecionados três trabalhos julgados como os de melhor qualidade artística e técnica, os quais serão premiados com o valor bruto de R$ 3.000,00 cada, do qual serão deduzidos os descontos legais. A Comissão também escolherá 7 trabalhos para menções honrosas. Estes trabalhos não receberão prêmio em dinheiro.

Para se inscrever basta enviar a ficha de inscrição e até 3 fotografias reveladas em papel fotográfico. Todas as fotos deverão ter tamanho mínimo de 15 cm x 21 cm e máximo de 20 cm x 30 cm, e devem ser enviadas no prazo.

Necessariamente, um dos vencedores será um fotógrafo ou coletivo de Brasília, no intuito de estimular o mercado brasiliense. Os 10 trabalhos serão expostos na terceira edição da revista Nil, versão digital.
 
...SERVIÇO... 
Concurso de Fotografia NIL
CAIXA POSTAL 2445
CEP 70842-970
Brasília – DF

1º de agosto a 16 de setembro de 2011 

...edital e a ficha de inscrição...
  http://nilrevista.com/concursodefotografia.html
 
...fotografia...
Rodrigo de Oliveira
 
...visite...
www.nilrevista.com

agosto 25, 2011

A MAGIA E LEVEZA DE UMA FADA POTIGUAR

Dos palcos do RN, Fada ganha vida nas sapatilhas de Laura

UMA FADA BONECA
 ALUNA DO CONTEMPORÂNEO DESTACA-SE NA ARTE DO  BALÉ

Num mundo oculto, onde bonecas ganham vida, Fada - a boneca encantada - traça seus passos na forma mais clássica do balé. Sob a ponta de seus dedos delicados, a bailarina traz leveza e magia a esse universo paralelo, presenciado apenas por um indivíduo. Leveza e magia transmitidas por Laura Vasconcelos, 11, bailarina desde os seis anos de idade, que recria a técnica e a coreografia de Fada, personagem do balé "The Fairy Doll".

Recentemente, a coreografia foi apresentada no V Passo de Arte Norte/Nordeste, na cidade de Fortaleza (CE), onde Laura obteve o segundo lugar, com variação de repertório. Ela foi a única representante do balé infantil, do estado do Rio Grande do Norte, indicada a participar da seletiva do Youth America Grand Prix 2011(YAGP), que acontecerá em Santos (SP), dos dias 21 a 25 de setembro.

De acordo com o site, o YAGP é a maior competição de balé estudantil do mundo, e consiste na formação de jovens dançarinos concedendo bolsas aos selecionados para estudo em cidades, como Nova Iorque, "agindo como um trampolim para uma carreira profissional de dança."

TRAJETÓRIA

Laura é aluna da companhia de dança do Teatro Alberto Maranhão há quatro anos. Desde muito jovem, a aluna do Contemporâneo que também praticou ginástica rítmica no colégio, já demonstrava interesse pelo balé. "Desde os dois anos, ela já andava de ponta de pé.", afirma a mãe de Laura, Lidiane Maria. E como toda mãe-coruja, Lidiane torce pela sua filha. "Eu quero que ela passe na etapa de São Paulo, mas, claro, que o coração fica apertado".

O coração está apertado devido à viagem que Laura fará a São Paulo, junto com sua professora, Márcia Suênia. O temor também abriga a ansiedade graças ao alto nível dos competidores. Entretanto, Laura dedica boa parte da sua rotina aos estudos da dança e sempre busca conseguir aperfeiçoar a sua técnica, tanto nos ensaios do colégio quanto no teatro.

Todavia, mesmo sendo bastante responsável com a dança, Laura não renuncia o seu lado menina e não abdica de brincar com sua boneca Barbie, como frisa sua mãe.

Agora, Laura vai ao Teatro Municipal Brás Cubas (em Santos) dançar para grandes nomes como Tadeuzs Matacz (Alemanha), Tara Mitton Catão (EUA) e Luca Masala (Mônaco), além do brasileiro Luis Arrieta.

...fonte... 

...fotografia...
Divulgação CEC

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