outubro 17, 2011

CIA POTIGUAR DE TEATRO RUMO AO CHILE

 Cia Escarcéu fará apresentação no Chile

 ENCENAÇÕES NO CHILE

Por
Jornal De Fato

Em mais de vinte anos de teatro e da construção de muitos espetáculos premiados e reconhecidos em festivais pelo país, a Cia Escarcéu de Teatro agora se prepara para mostrar, pela primeira vez, o talento dos artistas do grupo fora do país.

A Cia Escarcéu participará pelo programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura do III Encontro Internacional de Teatro "Achupalla" - um cerro de cultura - realizado pelo "Centro Cultural y Colectivo Teatral La Mandrágora" que acontecerá na cidade de Viña del Mar no Chile, entre os dias 7 e 14 de novembro, com os espetáculos "Bagaço do Engenho" e "Ciganos". O convite se deu através de um ex-membro da companhia que já atuou no centro cultural do Chile.

"O festival internacional de teatro Achupalla tem o objetivo de fortalecer o acesso à arte e à educação, com ênfase especial, nos setores mais carentes da sociedade", explica o foco do evento a atriz Lenilda Souza. Com a ida ao Chile, a Cia Escarcéu de Teatro levará o nome de Mossoró para fora do país, mostrando e valorizando o trabalho dos artistas. A companhia viajará dia 6 de novembro, retornando no dia 15 a Mossoró.

"Além do festival, fomos convidados a levar a apresentação para a Universidade de Viña del Mar. Esta será a primeira participação internacional da companhia completa e estamos muito ansiosos por esse momento", explica Lenilda.
 
Cia Escarcéu de Teatro encenando "Bagaço do Engenho"

PRODUÇÕES

A Escarcéu apresentará duas produções artísticas no encontro: Ciganos e o Bagaço do Engenho. O primeiro fala sobre a cultura de um povo rica em costumes e tradições. O segundo ressalta os valores culturais do nordeste brasileiro.

Em Bagaço do Engenho, os atores representam a continuidade e o aprofundamento de experiências estéticas construídas a partir de fragmentos de textos e de experimentos cênicos desenvolvidos pela Cia Escarcéu a partir de diversos gêneros literários como poesias, crônicas, letras de músicas de artistas nordestinos das mais variadas tendências e estilos. Nesse sentido, o espetáculo difunde obras de poetas e compositores contemporâneos, entre os quais destacasse Bráulio Tavares, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Sivuca, Luiz Ramalho, Elomar, Jatobá e Xangai. 

"Buscamos com a montagem do recital Ceno-poético Bagaço do Engenho, explorar o olhar dos autores, já mencionados, sobre o cotidiano da cultura regional do nordeste brasileiro. A apropriação temática será construída com base no hibridismo proporcionado pela junção de textos dramáticos, poemas e letras de músicas", explica a atriz Lenilda Souza. Esteticamente, o espetáculo foi construído com base na técnica corporal presente nas manifestações da cultura popular. O espetáculo "Ciganos" representa a experimentação de novos caminhos e linguagens teatrais. Segundo a companhia, a experiência surge do desejo de falar sobre uma cultura rica em costumes, crenças e tradições. O espetáculo mostra a partir de elementos cênicos a realidade de um povo nômade que caminha pelo mundo afora compartilhando experiências e conhecimentos. O texto é uma produção coletiva baseada em vivências e conhecimentos científicos.

Apresentações de rua e de palco para públicos de  todas as idades
 e a realização de oficinas de teatro para as comunidades 

A ESTRELA DE CINCO PONTAS

O espetáculo Ciganos narra a viagem do povo cigano. O personagem principal Kali recebeu de sua mãe a missão de encontrar e trazer para o seu povo, a Estrela de Cinco Pontas, símbolo sagrado na cultura Cigana, mas para isso ele precisa ouvir os conselhos e seguir algumas recomendações, que ensinarão o caminho a ser percorrido e o seu destino final (Monte Anima), onde encontrará a estrela. 

Kali terá que superar obstáculos e vencer desafios, que contribuirão para o seu amadurecimento. Nesse caminho que ele trilhará até chegar ao Monte, cruzará com o Velho da Encruzilhada, Cigana Rômani, Cigana Luna e o Feiticeiro Cigano, cada um desses contribuirá através de um símbolo ou ensinamento com a sua viagem. Kali consegue chegar ao seu destino final, trazendo para o seu povo o símbolo tão desejado, a estrela de cinco pontas, e reencontra a sua amada, a Cigana Esmeralda.


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Carlos José

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outubro 15, 2011

CODINOME SAX DE DE OURO

 IVANILDO SAX DE OURO
INSTRUMENTISTA PERNAMBUCANO, NATURALIZADO CEARENSE E POTIGUAR POR OPÇÃO

DISCO DE OURO DO REI DO SAX
 
  Por
 Yuno Silva
 
Aos doze anos ele queria mesmo era ser jogador de futebol. Meio campista bom de bola e, como se diz no jargão futebolístico raçudo, queria ser artista dos gramados. Se fosse seguir os planos da mãe, Vando, seu apelido familiar, deveria trilhar a carreira de advogado. Filho de bóias frias pernambucanos, Ivanildo José da Silva estava interno no colégio Salesiano do Recife quando foi apresentado à música -um encontro que mudou sua vida. Hoje, do alto de seus 78 anos oficialmente declarados, o experiente Ivanildo Sax de Ouro, 2º Tenente da reserva da Aeronáutica, está em plena atividade e acaba de concluir a gravação do novo disco comemorativo dos 60 anos de carreira. Com direção musical de Chico Beethoven e Jubileu Filho, é o primeiro gravado em solo potiguar, e Ivanildo aguarda apenas o sinal da gravadora para marcar a data e transformar o material num Sogbook (com partituras).

Com 61 anos de carreira, 29 álbuns gravados, mais de dois milhões de cópias vendidas, um disco de platina e quatro de ouro, o músico lembra com carinho quando foi literalmente convocado para se integrar à banda de música da escola. "Estava na beira do campo quando o professor chegou e disse pra me apresentar na sala de ensaios da banda depois do jogo. Já cantava no Coral, tinha noção de música, e estudei seis meses antes de escolher qual seria meu instrumento", contou o calejado e simpático senhor de camisa florida de seda - uma de suas marcas registradas.

Fã confesso de Charlie Parker e Mozart, Ivanildo nasceu em Amaraji (PE), foi registrado em Aquiraz (CE) e mora há cerca de 36 anos em Parnamirim (RN), município da Região Metropolitana de Natal, em uma espaçosa casa onde guarda com precioso cuidado memórias e lembranças dos tempos do bolachão. "Sou do tempo que para ganhar um disco de ouro tinha que vender 250 mil cópias em 30 dias - platina significa 500 mil nesse mesmo período", orgulha-se, apontando para a parede de seu estúdio/escritório onde as capas dos LPs estão cronologicamente arrumadas.

ACERVO

O espaço já está pequeno para acomodar todas as condecorações, medalhas, fotos, posteres e cartazes, recortes de jornal e sua coleção de suvenires, entre eles uma raridade: Ivanildo ganhou da gravadora carioca CID uma garrafa de uísque distribuída no casamento do Príncipe Charles com Lady Diana, em 1981. "Está lacrada, eu não bebo". De fato, seu escritório tem muitas, todas intactas.
 
Sobre seu apelido, o potiguar (pois Ivanildo recebeu o título de cidadão norte-riograndense oferecido pela Assembleia Legislativa) recorda que Sax de Ouro surgiu quando morava em Fortaleza. "No início dos anos sessenta, tocava muito nos principais clubes da capital cearense e o colunista Bayard, do Correio do Ceará, me chamou em sua coluna pelo codinome Sax de Ouro. O apelido pegou na hora, e a partir de 1979 passei a assinar meus discos dessa maneira", contou.

"ONTEM, HOJE E SEMPRE"

Prestes a lançar seu 11º CD, "Ivanildo O Sax de Ouro - Ontem, Hoje e Sempre. 60 anos de carreira volume 10", o músico ainda está em negociação para renovar seu contrato com a gravadora carioca CID Entertainment Ltda (antiga Companhia Industrial de Discos), da qual é contratado há 33 anos. "O disco já está pronto, mas só posso lançar depois de resolver essa questão. Estão estudando a contraproposta que fiz", adiantou o artista.

O álbum, o primeiro produzido no RN, é composto por 11 faixas - sendo quatro autorais "Mundinha" (parceria com Estênio Campêlo), "Pra ela", "Dona Jú" e "Minha Lúcia", esta última homenagem à esposa Maria Lúcia Sampaio da Silva, com quem tem quatro filhos. "Nenhum seguiu a carreira musical, deixei eles escolherem e hoje estão todos formados, bem encaminhados na vida", disse o orgulhoso Ivanildo.

Este novo álbum, ainda sem data de lançamento e com planos de sair como Song Book, também conta com duas canções da dupla Roberto e Erasmo Carlos, "Emoções" e "A Distância", cuja regravações foram autorizadas pelo próprio Rei.  "Conheço Roberto desde o início da carreira", disse.
 
Foram seis meses de trabalho no estúdio da Beju Produções, e teve direção musical do próprio Sax de Ouro e dos irmãos Jubileu Filho e Chico Bethoven, que também acompanharam o veterano como instrumentistas, e mais Di Stéffano na bateria, Paulo Milton de Oliveira (baixo), Paulo Eduardo (teclado) e Eduardo Taufic (samples de cordas). A ficha técnica completa ainda inclui Eduardo Pinheiro (mixagem), Henrique Pacheco (técnico de gravação), Beta (fotos) e Renan (arte da capa).

"É importante botar o nome de todo mundo aí", frisa o músico. "Inclusive vale registrar que as secretarias de Educação e Cultura de Parnamirim estão me convidando para shows aqui no Estado", comemora. Para Ivanildo, falta valorização local aos artistas potiguares - uma reclamação generalizada, tanto da nova como da velha guarda.

"SÓ FAÇO SHOW ONDE CHEGA AVIÃO"

Ivanildo faz uma média de 5 a 6 shows por mês fora do Estado. "Há doze anos participo do projeto Clube do Choro do Brasil, em Brasília, e continuo me apresentando em Fortaleza e Recife. Também faço bastante festas particulares", lembrou. Pela idade, diz que só faz show onde chega avião: "Esses dias me chamaram para um show no interior de Tocantins, ou seja, dois aviões mais cinco horas de carro. Não dá mais. Estou cansado dessa correria", garante.


...fonte...
Yuno Silva
 
...Ivanildo Sax de Ouro... 

outubro 06, 2011

UM ADEUS AO GÊNIO QUE MUDOU O MUNDO


STEVE JOBS
1955 - 2011

Morreu nesta quarta-feira (5/10) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

 ... EDIÇÃO ESPECIAL ... 

DISCURSO PARA OS FORMANDOS DE STANFORD

Em um de seus discursos mais famosos, o criador da Apple fala sobre o câncer que havia derrotado e de seu passado de filho adotivo. A mesma enfermidade o venceu esta semana.

Em geral avesso a manifestações públicas que não sejam as dos lançamentos da Apple, Steve Jobs fez um discurso para alunos da Universidade de Stanford em 2005. A fala ficou famosa não apenas pelos conselhos e anedotas (como a estocada na Microsoft, que teria copiado ideias da Apple), mas também porque nela Jobs fala do diagnóstico de câncer no pâncreas, ocorrido um ano antes. "Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder", disse ele. Veja abaixo a íntegra do discurso:   

VOCÊ TEM QUE ENCONTRAR O QUE VOCÊ AMA

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.   

A PRIMEIRA HISÓRIA É SOBRE LIGAR OS PONTOS 

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.  
 
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.   

MINHA SEGUNDA HISTÓRIA É SOBRE AMOR E PERDA 

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. 

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.  

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue. 

MINHA TERCEIRA HISTÓRIA É SOBRE MORTE

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. 

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.  

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. 

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

   "CONTINUE COM FOME, CONTINUE BOBO"

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

    Obrigado.

...fonte...
 http://macmagazine.com.br/  

...tradução do discurso...
João Carlos da Silva Faria

...ilustração... 
Jonathan Mak

outubro 05, 2011

A SUBLIME ARTE DE ROBERTO MEDEIROS

 ROBERTO MEDEIROS
Ele trilhou caminhos diversos, dentro das possibilidades que o 
mundo das artes plásticas pode oferecer, mas só encontrou-se na arte naïf

 * * *

A SUBLIME ARTE  DE ROBERTO MEDEIROS

O Brasil inteiro cabe na tela do artista plástico Roberto Medeiros. Nascido em Macau/RN e radicado em Natal - a capital potiguar, Roberto Medeiros apurou o seu trabalho artístico na cidade de Curitiba, onde estudou na Escola de Pintores Impressionistas. Período em que se tornou discípulo do critico de arte alemão e artista plástico Adam Krüller.

A Burrinha, o Jaraguá e os Galantes - A Dança do Araruna - O Boi Calemba
Crayon sobre papel Cançon 

Amante da cultura popular nordestina e suas manifestações, o artista visual tem como referência em seu trabalho o universo cultural brasileiro. Roberto Medeiros retrata as experiências vividas durante a sua vida, suas lembranças e referências como base de sua obra. Se utilizando de uma vasta gama de cores, formas e temas do folclore brasileiro para explodir em uma arte viva e pulsante.
 
 Côco Zambê  - Maculelê ou Maneiro pau  - Os Pescadores
Crayon sobre papel Cançon

O artista plástico estudou artes plásticas durante três anos em Curitiba, mas já demonstrava talento desde pequeno. “Desde criança já rabiscava, desenhava. Eu recebia o incentivo de professores.” Roberto Medeiros trabalhava anteriormente com o impressionismo e passou 12 anos trabalhando com os mais diversos estilos. Atualmente, com a arte naïf, o artista plástico conquistou colecionadores de suas obras e pessoas que acompanham seu trabalho.

Briga de Galo 
Acrílica sobre tela

Segundo Roberto Medeiros as artes plásticas e, particularmente a arte naïf, têm em Natal um campo fértil para trabalho, pois recebe incentivos para isso. “Há pessoas que contribuem para esse tipo de arte, como Candinha Bezerra, Antônio Marques e Dácio Galvão", diz. A arte naïf ou arte ingênua, ou ainda arte primitiva, se caracteriza por transgredir regras básicas da arte convencional, como perspectiva e volume pelo autodidatismo dos realizadores. 


Bricando na Rua 
Acrílica sobre tela
 
A paixão pela arte naïf é pulsante em Roberto Medeiros. “Eu gosto muito da cultura popular, do regionalismo, de retratar figuras, imagens, festas. A arte naïf cai bem nisso. Acho que me encontrei na arte naïf. Tem a ver com a minha realidade, resgatar nossas crenças, costumes, a ingenuidade do povo, a arte da terra”, revela Medeiros.


Os Noivos - Caboclinhos - Côco de Roda
Crayon sobre papel Cançon

O trabalho de Roberto já foi exposto em diversas galerias do Brasil e do exterior, como: diversas galerias do estado do Paraná, Bibilioteca Pública Francco Giglio - SC, Galeria de Arte Monalisa - PR, Museu Alfred Büfrend Portugal, São Paulo - SP, Rio de Janeiro - RJ, Aracajú - SE, Recife – PE; e em diversos países, entre eles a Polônia, Suécia, Alemanha, França, Canadá, Portugal e Itália. Além de ter obras em instituições públicas do RN, como: Capitania das Artes, Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, Acervo da TV Rede Globo/Rio de Janeiro, Galeria Pública de Limponken Suécia, Consteletion Institution de Défense au Jeune adolescent/Suíça; Ilustrou a da capa da LISTEL (lista telefônica de Aracajú) e ilustrou cenário para a Opera nordestina na escola de música da UFRN. 
 
As Brincantes do Pastoril - Bambelô - A Lavadeira 
Crayon sobre papel Cançon

O artista Waldomiro de Deus, considerado pela crítica nacional como o Portinari da arte Naïf, em passagem por Natal, participando de uma mostra coletiva no estado, ao ver os trabalhos de Roberto Medeiros citou o seguinte texto numa folha: “Tão poético e rico de cores são os trabalhos de Roberto Medeiros, equilibradíssimo e cheio de uma alegria que nos fascina. Os seus traços nos mostram a firme destreza de um artista que brinca e passeia com seus crayons de várias tonalidades, como um raio de sol nascendo no alto das montanhas. Parabéns Roberto, do artista e admirador do seu trabalho...”

Roberto Medeiros é artista plástico, restaurador de antigüidades. É funcionário público e trabalha na Fundação Cultural Capitania das Artes - FUNCARTE, atuando como sub- coordenador do setor de artes visuais. O folclore é a influência primordial nas suas obras. Ama as cores e a riqueza variada da nossa cultura popular.

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...contato artista...

setembro 30, 2011

UM JOVEM ESCRITOR DE FICÇÃO CIÊNTÍFICA

Gustavo Diógenes, 17 anos, um pequeno gênio 

GUSTAVO DIÓGENES 
UM JOVEM ESCRITOR DE FICÇÃO CIÊNTÍFICA

Por
Annapaula Freire
Yuno Silva  

Tem escritor novo no pedaço.  A literatura potiguar tem encontro com um livro singular e que marca a estréia de um jovem autor. Saudado no prefácio pelo poeta Sanderson Negreiros como "um pequeno gênio", Gustavo Diógenes, 17 anos, autor da  obra de ficção científica "Acáci Mundo 17", Edição do Autor, 428 páginas, sem preço definido. Um gênero literário ainda muito pouco desbravado pelos escritores potiguares.  

Qual o resultado literário quando se liquidifica Machado de Assis, Stephen Hawking, Graciliano Ramos, Ítalo Calvino, José Saramago, Freud e Dostoiévski? A busca por uma única resposta pode ser ainda mais desafiadora quando se acrescenta preceitos filosóficos, máximas da física quântica e conceitos biológicos. Essa é a fórmula que serve como combustível para "Acáci Mundo 17", obra de ficção científica escrita pelo jovem Gustavo Diógenes.   

O livro "conta uma história sobre os feitos da humanidade e suas conseqüências no espaço-tempo, encobrindo um passado que não pôde ser registrado e um futuro que, dependendo do referencial, pode já existir e que chamamos de presente".       

 Gustavo Diógenes é um leitor voraz desde pequeno

 VIAJEM AO NOVO MUNDO 

Revelação da literatura potiguar, o jovem escritor Gustavo Diógenes se destacaria apenas pela pouca idade: 17 anos. Embora precoce, Gustavo já carrega superlativos dos mais renomados homens das letras locais pela qualidade literária de seu livro de estréia.  

De Dostoiewsky à Física Quântica, o autor buscou inspirações para criar seu universo paralelo dentro do gênero da ficção científica. O poeta Sanderson Negreiros dá a alcunha de “pequeno gênio” ao jovem escritor. 

Segundo prefácio de Negreiros, “são dezenas, milhares de criações em um texto, que revelam, num adolescente de apenas 17 anos, uma vocação milionária a serviço de um talento, que se poderia definir como acima de qualquer mensuração.”   

 Com apenas 17 anos, Gustavo Diógenes lança  obra de ficção científica 

Leitor voraz de qualquer título que dê pistas sobre o funcionamento do universo, e como ele influencia a existência do que convencionou-se chamar de civilização, Gustavo passou dois anos e meio debruçado sobre a volumosa publicação de 428 páginas: "Acáci é um ex-gênero de plantas que deixou de ser usado por não ser mais apropriado. O nome se relaciona tanto com o planeta criado pela humanidade como um experimento científico, quanto com a personalidade dos personagens", adianta o autor. "Faz referência direta a características físicas e psicológicas desses seres não humanos utilizados cobaias nas experiências que visam resolver todos os problemas e tirar todas as dúvidas da humanidade". 

Mas não pense, leitor incauto, que "Acáci Mundo 17" explica tintim por tintim as soluções tecnológicas para viagens espaciais e instalação de ambientes artificiais em um planeta distante. Também não foca em explicar como seres híbridos possuem sentimentos e consciência humana, o que Gustavo está interessado mesmo é na convivência e nos aspectos biológicos e psicológicos dessas figuras. "Há um conflito quando percebem que serão exterminados quando a experiência terminar, é em torno dessa sobrevivência que a história circula".

Gustavo Diógenes, que está concluindo o ensino médio e pretende ser médico, disse que a narrativa não segue uma cronologia temporal ortodoxa, mas garante que o leitor terá pistas para acompanhar o desenrolar da trama. Exigente, foi buscar embasamento científico real para construir sua história: "Apelei para biólogos e físicos para apresentar informações coerentes. Procuramos falhas e não encontramos, e quem quiser apontar erros estou muito interessado em saber quais são", desafia. O livro foi lançado nesta quinta-feira, 29/09, aqui mesmo no planeta Terra, Via Láctea, ou melhor dizendo,  na livraria Siciliano do Midway Mall, Natal/RN.

...fonte...
Annapaula Freire
www.nominuto.com

...contato com o escritor...
gustavo.solanum@gmail.com

setembro 28, 2011

O MENINO PRODÍGIO DA MÚSICA POTIGUAR

 Marlon, menino prodígio, recebeu convite para interpretar os clássicos de  Bob Marley
  
MENINO PRODÍGIO DA MÚSICA POTIGUAR
MARCARÁ  PRESENÇA  EM   REALITY  SHOW  NACIONAL
 
Por
Sérgio Vilar

As cores do reggae potiguar invadirão as telas do SBT. O pequeno Marlon - menino prodígio da música local - foi descoberto nos caminhos labirínticos da internet pela produção do programa Qual é o seu talento? e recebeu o convite para interpretar os clássicos do gênero criado por Bob Marley e enfrentar o crivo implacável dos quatro jurados do programa televisivo. O convite do programa por si só já é inusitado. É que as participações são selecionadas mediante inscrição no site ou cartas e vídeos enviados à produção do Qual é o seu talento. No caso de Marlon, foi a visual diferenciado e a performance artística o atrativo para o interesse e iniciativa da própria produção em convidar o pequeno regueiro de apenas 13 anos para mostrar seu talento.

"Depois de assistirem ao vídeo da internet ainda pediram para a gente gravar um vídeo caseiro. Enviei esse vídeo e mesmo assim quiseram que Marlon cantasse ao celular pra não sei quem ter a certeza que ele cantava mesmo, porque na internet tem muita armação, ne? Assim mesmo ele fez. Agora já estou até com as passagens na mão", indaga a mãe de Marlon, Joana. 

Joana desde cedo incentivou o filho a cultivar um visual diferente, ou pelo menos de acordo com o gosto precoce pelo reggae. A negritude de Marlon, aliada aos "dreads" nos cabelos, chama a atenção nas ruas. "Todo mundo pergunta se é filho de criação ou em qual país ele nasceu. Mas é meu filho legítimo", diz a mãe agalegada, com alguma mágoa pelas dúvidas questionadas na rua e muito orgulho da cria.

O menino prodígio da música reggae potiguar 
participará, em São Paulo, do programa Qual é o seu talento?, do SBT

Marlon é o caçula de dois filhos. Já aos 5 anos subiu pela primeira vez em um palco. Tocou com os maiores nomes do reggae nacional: dividiu palco com as bandas Tribo de Jah, Planta e Raíz e Jah Live. E abriu o show dos brasilienses do Natirutz, Mato Seco, e Edson Gomes. A guitarra que Marlon toca hoje com sua banda foi doada pelo guitarrista da Planta e Raíz, Rafael. "Sempre quando eles vêm aqui eles chamam Marlon pra tocar", se orgulha Joana. Além das participações em shows de bandas nacionais, o pequeno Marlon também se faz presente nos shows de grupos locais e comanda uma banda própria.

Este ano fez várias apresentações no Beco do Reggae - projeto musical idealizado pelo produtor Marcelo Veni para movimentar o reggae local e a cena cultural do Beco da Lama, sempre na noite das sextas-feiras. O vídeo de uma das participações de Marlon nos palcos da cidade, junto com a banda local Naturalmente, foi parar no Youtube. Marlon interpreta o clássico No woman no cry, de Bob Marley. E foi esse vídeo que encantou a produção do programa Qual é o seu talento?. "Vou cantar a mesma música no programa. Vai ser playback, gravado lá". E diz ainda: "Tou nervoso não. Vou fazer o que eu já faço aqui".

VIAGEM

Marlon viaja com a mãe  para São Paulo. Os custos de passagem e hospedagem são pagos pelo programa. "Só não disseram aonde a gente vai ficar nem quando será gravado o programa. Mas a passagem de volta é já na sexta-feira", disse Joana. A produção do Qual é o seu talento? ainda não informou quando exibirá asua participação. O programa é transmitido às segundas-feiras. Provavelmente será já nesta segunda-feria, 3 de outubro.

REALITY SHOW BUSCA NOVOS TALENTOS

O programa Qual é o seu talento é uma espécie de reality show que dá a oportunidade de pessoas talentosas mostrarem sua habilidade na TV em busca de um prêmio milionário em barras de ouro. São pessoas com alguma habilidade artística, ainda desconhecidas. Vale todo tipo de manifestação artística. O que importa mesmo é cativar os quatro jurados: Arnaldo Saccomani, Thomas Roth, Cyz Zamorano e Carlos Miranda.

Os candidatos inscritos pelo site, juntamente com os que participarem das audições promovidas pelo programa, são avaliados pela produção e as melhores atrações são selecionadas e participarão do programa. A partir daí, é a vez de os jurados avaliarem os artistas e eleger a melhor atração do programa. A plateia também participa e ajuda na decisão.

A cada programa, um finalista é escolhido pelos jurados e ganha uma vaga na grande final da temporada. A partir daí, é a vez de os jurados avaliarem os artistas e decidirem quem avança para a próxima fase. Qual é o seu talento? tem três fases: Eliminatórias, Semifinais e Final. O vencedor leva um prêmio milionário em barras de ouro e ganha a chance de mostrar e divulgar o seu talento para todo o país.


...fonte...
Sérgio Vilar 
http://www.diariodenatal.com.br

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Eduardo Maia/DN/D.A Press

setembro 24, 2011

O MUNDO COLORIDO DE ALICE BRANDÃO

Já são mais de 15 mil quadros pintados por Alice Brandão, ao longo de 44 anos  

O RETRATO DE ALICE 

Por
 Maria Betânia Monteiro

As telas de Alice Brandão são tão comuns nas paredes das casas e comércios em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte,  que os moradores da pequena cidade não conseguiram valorizar o trabalho da artista plástica. Ela precisou sair de sua terra natal para ser reconhecida em São Paulo. A qualidade de sua técnica e a diversidade de sua  obra sugeriram ao artista plástico Dorian Gray um paralelo entre Alice Brandão e Cândido Portinari. "Portinari, assim como Alice, foi um retratista, além de trabalhar com o expressionismo social. Um artista do nível dela, que executa bem o trabalho figurativo, vai se dar bem em tudo o que fizer. O essencial é que ela saiba pintar e isso ela sabe", disse Dorian Gray Caldas. 


Alice conta que em São Bernardo ela é chamada de a Picassiana, por ter feito uma releitura das obras de Picasso. Foram mais de 500 quadros, explorando a fase cubista do pintor espanhol, um número pequeno na frente dos mais de 15 mil quadros pintados por ela, ao longo de 44 anos dedicados às telas. Apesar do sucesso com a releitura da obra do espanhol, foram os retratos de pessoas e paisagens que prenderam a atenção da artista.

 
Alice Brandão mora atualmente na cidade de São Bernardo do Campo. No interior paulista, ela divide a casa com a família e pouco mais de 800 quadros, que vem acumulando nos últimos anos. "Eu durmo num quartinho nos fundos da casa, porque não tem mais espaço dentro", disse Alice. A confecção de telas faz parte de sua vida desde a infância. A sua mãe era artista plástica e se dedicava às paisagens. Como na cidade de Ceará-Mirim não havia quem restaurasse santos ou fizesse pinturas em igrejas e capelas, Alice passou a realizar a tarefa. Aos 14 anos começou a pintar quadros e a atividade era feita com tanta paixão, que a artista calcula ter feito de 1 a 2 quadros por dia. Alice tem hoje 58 anos.


O seu trabalho tornou-se muito popular em sua cidade, tanto que por lá não há paredes sem uma de suas telas. Apesar do número de trabalhos produzidos, o reconhecimento pelo seu talento e por sua dedicação veio na contramão. "Em Ceará-Mirim nunca recebi um título de reconhecimento. Ninguém me dava valor", disse Alice.


Uma realidade bem diferente da que conheceu em São Paulo. Depois de ficado sem o emprego de enfermeira, que é sua profissão, em São Bernardo dos Campos, a potiguar não viu outra saída a não ser dar aulas de artes plásticas. Procurou os ateliês da cidade e se ofereceu como professora. As pessoas aceitaram com desconfiança, mas acabaram descobrindo o talento da artista. "As pessoas ficaram assombradas com o que eu fazia e me incentivavam: você tem que ir pra São Paulo". E foi o que ela fez. Bateu na porta de um dos mais importantes ateliês paulistas, o Villas Boas e foi muito bem recebida pela dona, que dá nome ao ateliê. "A curadora disse que o meu trabalho deveria ser lançado internacionalmente e que não tinha condições de fazer isso por mim". As obras de Alice Brandão ficaram em exposição por dois anos na galeria.

 
E foi a galeria o ponto de virada de Alice. Lá ela fez uma faculdade integrada, onde teve os primeiros contatos com a arte do ponto de vista teórico. O curso foi para garantir à pintora, a capacidade de falar ao público sobre o seu próprio trabalho. Com a exposição e o curso, Alice passou a se valorizar e o suas telas ganharam boa cotação no mercado das artes. Se em Natal/RN a pintura de uma fisionomia rendia à artista, cerca de um salário mínimo, em São Paulo chegou a valer cerca de R$ 2.500,00.


A valorização se deu inclusive, pelas contínuas  exposições. Uma em Portugal e várias em São Paulo. Sendo a do metrô, a mais significativa delas. Alice foi convidada para participar das comemorações do quadragésimo primeiro aniversário de funcionamento do metrô paulista e vários de seus quadros ganharam destaque nas paredes da estação da Sé, a mais movimentada de São Paulo.

 
Uma característica peculiar da artista é não vender os seus quadros, ao menos os que ficam em exposição. Foi assim com a releitura de Picasso, com a releitura de Portinari (que fez na década de 70) e tantos outros. Ela vende apenas os feitos sob encomenda que, aliás, garantem parte de seu sustento.


A outra parte é conseguida com as aulas que ministra em sua casa, onde montou um ateliê. Lá ela disse ser professora dos professores e se orgulha com um de seus alunos, um pintor mexicano, Jaime Colo, de 76 anos. "Ele é uma artista e com esta idade, se dirige a mim e me chama de professora".

 ...fonte...
Maria Betânia Monteiro

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Galeria Alice Brandão
Picasa

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malice.bezerra@hotmail.com

"Deus emprestou as cores do Arco-Íris p/ colorir meu mundo!"
Alice Brandão