outubro 06, 2011

UM ADEUS AO GÊNIO QUE MUDOU O MUNDO


STEVE JOBS
1955 - 2011

Morreu nesta quarta-feira (5/10) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.

 ... EDIÇÃO ESPECIAL ... 

DISCURSO PARA OS FORMANDOS DE STANFORD

Em um de seus discursos mais famosos, o criador da Apple fala sobre o câncer que havia derrotado e de seu passado de filho adotivo. A mesma enfermidade o venceu esta semana.

Em geral avesso a manifestações públicas que não sejam as dos lançamentos da Apple, Steve Jobs fez um discurso para alunos da Universidade de Stanford em 2005. A fala ficou famosa não apenas pelos conselhos e anedotas (como a estocada na Microsoft, que teria copiado ideias da Apple), mas também porque nela Jobs fala do diagnóstico de câncer no pâncreas, ocorrido um ano antes. "Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder", disse ele. Veja abaixo a íntegra do discurso:   

VOCÊ TEM QUE ENCONTRAR O QUE VOCÊ AMA

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.   

A PRIMEIRA HISÓRIA É SOBRE LIGAR OS PONTOS 

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.  
 
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.   

MINHA SEGUNDA HISTÓRIA É SOBRE AMOR E PERDA 

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa. 

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.  

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue. 

MINHA TERCEIRA HISTÓRIA É SOBRE MORTE

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa. 

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.  

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus. 

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

   "CONTINUE COM FOME, CONTINUE BOBO"

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

    Obrigado.

...fonte...
 http://macmagazine.com.br/  

...tradução do discurso...
João Carlos da Silva Faria

...ilustração... 
Jonathan Mak

outubro 05, 2011

A SUBLIME ARTE DE ROBERTO MEDEIROS

 ROBERTO MEDEIROS
Ele trilhou caminhos diversos, dentro das possibilidades que o 
mundo das artes plásticas pode oferecer, mas só encontrou-se na arte naïf

 * * *

A SUBLIME ARTE  DE ROBERTO MEDEIROS

O Brasil inteiro cabe na tela do artista plástico Roberto Medeiros. Nascido em Macau/RN e radicado em Natal - a capital potiguar, Roberto Medeiros apurou o seu trabalho artístico na cidade de Curitiba, onde estudou na Escola de Pintores Impressionistas. Período em que se tornou discípulo do critico de arte alemão e artista plástico Adam Krüller.

A Burrinha, o Jaraguá e os Galantes - A Dança do Araruna - O Boi Calemba
Crayon sobre papel Cançon 

Amante da cultura popular nordestina e suas manifestações, o artista visual tem como referência em seu trabalho o universo cultural brasileiro. Roberto Medeiros retrata as experiências vividas durante a sua vida, suas lembranças e referências como base de sua obra. Se utilizando de uma vasta gama de cores, formas e temas do folclore brasileiro para explodir em uma arte viva e pulsante.
 
 Côco Zambê  - Maculelê ou Maneiro pau  - Os Pescadores
Crayon sobre papel Cançon

O artista plástico estudou artes plásticas durante três anos em Curitiba, mas já demonstrava talento desde pequeno. “Desde criança já rabiscava, desenhava. Eu recebia o incentivo de professores.” Roberto Medeiros trabalhava anteriormente com o impressionismo e passou 12 anos trabalhando com os mais diversos estilos. Atualmente, com a arte naïf, o artista plástico conquistou colecionadores de suas obras e pessoas que acompanham seu trabalho.

Briga de Galo 
Acrílica sobre tela

Segundo Roberto Medeiros as artes plásticas e, particularmente a arte naïf, têm em Natal um campo fértil para trabalho, pois recebe incentivos para isso. “Há pessoas que contribuem para esse tipo de arte, como Candinha Bezerra, Antônio Marques e Dácio Galvão", diz. A arte naïf ou arte ingênua, ou ainda arte primitiva, se caracteriza por transgredir regras básicas da arte convencional, como perspectiva e volume pelo autodidatismo dos realizadores. 


Bricando na Rua 
Acrílica sobre tela
 
A paixão pela arte naïf é pulsante em Roberto Medeiros. “Eu gosto muito da cultura popular, do regionalismo, de retratar figuras, imagens, festas. A arte naïf cai bem nisso. Acho que me encontrei na arte naïf. Tem a ver com a minha realidade, resgatar nossas crenças, costumes, a ingenuidade do povo, a arte da terra”, revela Medeiros.


Os Noivos - Caboclinhos - Côco de Roda
Crayon sobre papel Cançon

O trabalho de Roberto já foi exposto em diversas galerias do Brasil e do exterior, como: diversas galerias do estado do Paraná, Bibilioteca Pública Francco Giglio - SC, Galeria de Arte Monalisa - PR, Museu Alfred Büfrend Portugal, São Paulo - SP, Rio de Janeiro - RJ, Aracajú - SE, Recife – PE; e em diversos países, entre eles a Polônia, Suécia, Alemanha, França, Canadá, Portugal e Itália. Além de ter obras em instituições públicas do RN, como: Capitania das Artes, Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, Acervo da TV Rede Globo/Rio de Janeiro, Galeria Pública de Limponken Suécia, Consteletion Institution de Défense au Jeune adolescent/Suíça; Ilustrou a da capa da LISTEL (lista telefônica de Aracajú) e ilustrou cenário para a Opera nordestina na escola de música da UFRN. 
 
As Brincantes do Pastoril - Bambelô - A Lavadeira 
Crayon sobre papel Cançon

O artista Waldomiro de Deus, considerado pela crítica nacional como o Portinari da arte Naïf, em passagem por Natal, participando de uma mostra coletiva no estado, ao ver os trabalhos de Roberto Medeiros citou o seguinte texto numa folha: “Tão poético e rico de cores são os trabalhos de Roberto Medeiros, equilibradíssimo e cheio de uma alegria que nos fascina. Os seus traços nos mostram a firme destreza de um artista que brinca e passeia com seus crayons de várias tonalidades, como um raio de sol nascendo no alto das montanhas. Parabéns Roberto, do artista e admirador do seu trabalho...”

Roberto Medeiros é artista plástico, restaurador de antigüidades. É funcionário público e trabalha na Fundação Cultural Capitania das Artes - FUNCARTE, atuando como sub- coordenador do setor de artes visuais. O folclore é a influência primordial nas suas obras. Ama as cores e a riqueza variada da nossa cultura popular.

...fonte...

...contato artista...

setembro 30, 2011

UM JOVEM ESCRITOR DE FICÇÃO CIÊNTÍFICA

Gustavo Diógenes, 17 anos, um pequeno gênio 

GUSTAVO DIÓGENES 
UM JOVEM ESCRITOR DE FICÇÃO CIÊNTÍFICA

Por
Annapaula Freire
Yuno Silva  

Tem escritor novo no pedaço.  A literatura potiguar tem encontro com um livro singular e que marca a estréia de um jovem autor. Saudado no prefácio pelo poeta Sanderson Negreiros como "um pequeno gênio", Gustavo Diógenes, 17 anos, autor da  obra de ficção científica "Acáci Mundo 17", Edição do Autor, 428 páginas, sem preço definido. Um gênero literário ainda muito pouco desbravado pelos escritores potiguares.  

Qual o resultado literário quando se liquidifica Machado de Assis, Stephen Hawking, Graciliano Ramos, Ítalo Calvino, José Saramago, Freud e Dostoiévski? A busca por uma única resposta pode ser ainda mais desafiadora quando se acrescenta preceitos filosóficos, máximas da física quântica e conceitos biológicos. Essa é a fórmula que serve como combustível para "Acáci Mundo 17", obra de ficção científica escrita pelo jovem Gustavo Diógenes.   

O livro "conta uma história sobre os feitos da humanidade e suas conseqüências no espaço-tempo, encobrindo um passado que não pôde ser registrado e um futuro que, dependendo do referencial, pode já existir e que chamamos de presente".       

 Gustavo Diógenes é um leitor voraz desde pequeno

 VIAJEM AO NOVO MUNDO 

Revelação da literatura potiguar, o jovem escritor Gustavo Diógenes se destacaria apenas pela pouca idade: 17 anos. Embora precoce, Gustavo já carrega superlativos dos mais renomados homens das letras locais pela qualidade literária de seu livro de estréia.  

De Dostoiewsky à Física Quântica, o autor buscou inspirações para criar seu universo paralelo dentro do gênero da ficção científica. O poeta Sanderson Negreiros dá a alcunha de “pequeno gênio” ao jovem escritor. 

Segundo prefácio de Negreiros, “são dezenas, milhares de criações em um texto, que revelam, num adolescente de apenas 17 anos, uma vocação milionária a serviço de um talento, que se poderia definir como acima de qualquer mensuração.”   

 Com apenas 17 anos, Gustavo Diógenes lança  obra de ficção científica 

Leitor voraz de qualquer título que dê pistas sobre o funcionamento do universo, e como ele influencia a existência do que convencionou-se chamar de civilização, Gustavo passou dois anos e meio debruçado sobre a volumosa publicação de 428 páginas: "Acáci é um ex-gênero de plantas que deixou de ser usado por não ser mais apropriado. O nome se relaciona tanto com o planeta criado pela humanidade como um experimento científico, quanto com a personalidade dos personagens", adianta o autor. "Faz referência direta a características físicas e psicológicas desses seres não humanos utilizados cobaias nas experiências que visam resolver todos os problemas e tirar todas as dúvidas da humanidade". 

Mas não pense, leitor incauto, que "Acáci Mundo 17" explica tintim por tintim as soluções tecnológicas para viagens espaciais e instalação de ambientes artificiais em um planeta distante. Também não foca em explicar como seres híbridos possuem sentimentos e consciência humana, o que Gustavo está interessado mesmo é na convivência e nos aspectos biológicos e psicológicos dessas figuras. "Há um conflito quando percebem que serão exterminados quando a experiência terminar, é em torno dessa sobrevivência que a história circula".

Gustavo Diógenes, que está concluindo o ensino médio e pretende ser médico, disse que a narrativa não segue uma cronologia temporal ortodoxa, mas garante que o leitor terá pistas para acompanhar o desenrolar da trama. Exigente, foi buscar embasamento científico real para construir sua história: "Apelei para biólogos e físicos para apresentar informações coerentes. Procuramos falhas e não encontramos, e quem quiser apontar erros estou muito interessado em saber quais são", desafia. O livro foi lançado nesta quinta-feira, 29/09, aqui mesmo no planeta Terra, Via Láctea, ou melhor dizendo,  na livraria Siciliano do Midway Mall, Natal/RN.

...fonte...
Annapaula Freire
www.nominuto.com

...contato com o escritor...
gustavo.solanum@gmail.com

setembro 28, 2011

O MENINO PRODÍGIO DA MÚSICA POTIGUAR

 Marlon, menino prodígio, recebeu convite para interpretar os clássicos de  Bob Marley
  
MENINO PRODÍGIO DA MÚSICA POTIGUAR
MARCARÁ  PRESENÇA  EM   REALITY  SHOW  NACIONAL
 
Por
Sérgio Vilar

As cores do reggae potiguar invadirão as telas do SBT. O pequeno Marlon - menino prodígio da música local - foi descoberto nos caminhos labirínticos da internet pela produção do programa Qual é o seu talento? e recebeu o convite para interpretar os clássicos do gênero criado por Bob Marley e enfrentar o crivo implacável dos quatro jurados do programa televisivo. O convite do programa por si só já é inusitado. É que as participações são selecionadas mediante inscrição no site ou cartas e vídeos enviados à produção do Qual é o seu talento. No caso de Marlon, foi a visual diferenciado e a performance artística o atrativo para o interesse e iniciativa da própria produção em convidar o pequeno regueiro de apenas 13 anos para mostrar seu talento.

"Depois de assistirem ao vídeo da internet ainda pediram para a gente gravar um vídeo caseiro. Enviei esse vídeo e mesmo assim quiseram que Marlon cantasse ao celular pra não sei quem ter a certeza que ele cantava mesmo, porque na internet tem muita armação, ne? Assim mesmo ele fez. Agora já estou até com as passagens na mão", indaga a mãe de Marlon, Joana. 

Joana desde cedo incentivou o filho a cultivar um visual diferente, ou pelo menos de acordo com o gosto precoce pelo reggae. A negritude de Marlon, aliada aos "dreads" nos cabelos, chama a atenção nas ruas. "Todo mundo pergunta se é filho de criação ou em qual país ele nasceu. Mas é meu filho legítimo", diz a mãe agalegada, com alguma mágoa pelas dúvidas questionadas na rua e muito orgulho da cria.

O menino prodígio da música reggae potiguar 
participará, em São Paulo, do programa Qual é o seu talento?, do SBT

Marlon é o caçula de dois filhos. Já aos 5 anos subiu pela primeira vez em um palco. Tocou com os maiores nomes do reggae nacional: dividiu palco com as bandas Tribo de Jah, Planta e Raíz e Jah Live. E abriu o show dos brasilienses do Natirutz, Mato Seco, e Edson Gomes. A guitarra que Marlon toca hoje com sua banda foi doada pelo guitarrista da Planta e Raíz, Rafael. "Sempre quando eles vêm aqui eles chamam Marlon pra tocar", se orgulha Joana. Além das participações em shows de bandas nacionais, o pequeno Marlon também se faz presente nos shows de grupos locais e comanda uma banda própria.

Este ano fez várias apresentações no Beco do Reggae - projeto musical idealizado pelo produtor Marcelo Veni para movimentar o reggae local e a cena cultural do Beco da Lama, sempre na noite das sextas-feiras. O vídeo de uma das participações de Marlon nos palcos da cidade, junto com a banda local Naturalmente, foi parar no Youtube. Marlon interpreta o clássico No woman no cry, de Bob Marley. E foi esse vídeo que encantou a produção do programa Qual é o seu talento?. "Vou cantar a mesma música no programa. Vai ser playback, gravado lá". E diz ainda: "Tou nervoso não. Vou fazer o que eu já faço aqui".

VIAGEM

Marlon viaja com a mãe  para São Paulo. Os custos de passagem e hospedagem são pagos pelo programa. "Só não disseram aonde a gente vai ficar nem quando será gravado o programa. Mas a passagem de volta é já na sexta-feira", disse Joana. A produção do Qual é o seu talento? ainda não informou quando exibirá asua participação. O programa é transmitido às segundas-feiras. Provavelmente será já nesta segunda-feria, 3 de outubro.

REALITY SHOW BUSCA NOVOS TALENTOS

O programa Qual é o seu talento é uma espécie de reality show que dá a oportunidade de pessoas talentosas mostrarem sua habilidade na TV em busca de um prêmio milionário em barras de ouro. São pessoas com alguma habilidade artística, ainda desconhecidas. Vale todo tipo de manifestação artística. O que importa mesmo é cativar os quatro jurados: Arnaldo Saccomani, Thomas Roth, Cyz Zamorano e Carlos Miranda.

Os candidatos inscritos pelo site, juntamente com os que participarem das audições promovidas pelo programa, são avaliados pela produção e as melhores atrações são selecionadas e participarão do programa. A partir daí, é a vez de os jurados avaliarem os artistas e eleger a melhor atração do programa. A plateia também participa e ajuda na decisão.

A cada programa, um finalista é escolhido pelos jurados e ganha uma vaga na grande final da temporada. A partir daí, é a vez de os jurados avaliarem os artistas e decidirem quem avança para a próxima fase. Qual é o seu talento? tem três fases: Eliminatórias, Semifinais e Final. O vencedor leva um prêmio milionário em barras de ouro e ganha a chance de mostrar e divulgar o seu talento para todo o país.


...fonte...
Sérgio Vilar 
http://www.diariodenatal.com.br

...postagem...

...fotografia... 
Eduardo Maia/DN/D.A Press

setembro 24, 2011

O MUNDO COLORIDO DE ALICE BRANDÃO

Já são mais de 15 mil quadros pintados por Alice Brandão, ao longo de 44 anos  

O RETRATO DE ALICE 

Por
 Maria Betânia Monteiro

As telas de Alice Brandão são tão comuns nas paredes das casas e comércios em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte,  que os moradores da pequena cidade não conseguiram valorizar o trabalho da artista plástica. Ela precisou sair de sua terra natal para ser reconhecida em São Paulo. A qualidade de sua técnica e a diversidade de sua  obra sugeriram ao artista plástico Dorian Gray um paralelo entre Alice Brandão e Cândido Portinari. "Portinari, assim como Alice, foi um retratista, além de trabalhar com o expressionismo social. Um artista do nível dela, que executa bem o trabalho figurativo, vai se dar bem em tudo o que fizer. O essencial é que ela saiba pintar e isso ela sabe", disse Dorian Gray Caldas. 


Alice conta que em São Bernardo ela é chamada de a Picassiana, por ter feito uma releitura das obras de Picasso. Foram mais de 500 quadros, explorando a fase cubista do pintor espanhol, um número pequeno na frente dos mais de 15 mil quadros pintados por ela, ao longo de 44 anos dedicados às telas. Apesar do sucesso com a releitura da obra do espanhol, foram os retratos de pessoas e paisagens que prenderam a atenção da artista.

 
Alice Brandão mora atualmente na cidade de São Bernardo do Campo. No interior paulista, ela divide a casa com a família e pouco mais de 800 quadros, que vem acumulando nos últimos anos. "Eu durmo num quartinho nos fundos da casa, porque não tem mais espaço dentro", disse Alice. A confecção de telas faz parte de sua vida desde a infância. A sua mãe era artista plástica e se dedicava às paisagens. Como na cidade de Ceará-Mirim não havia quem restaurasse santos ou fizesse pinturas em igrejas e capelas, Alice passou a realizar a tarefa. Aos 14 anos começou a pintar quadros e a atividade era feita com tanta paixão, que a artista calcula ter feito de 1 a 2 quadros por dia. Alice tem hoje 58 anos.


O seu trabalho tornou-se muito popular em sua cidade, tanto que por lá não há paredes sem uma de suas telas. Apesar do número de trabalhos produzidos, o reconhecimento pelo seu talento e por sua dedicação veio na contramão. "Em Ceará-Mirim nunca recebi um título de reconhecimento. Ninguém me dava valor", disse Alice.


Uma realidade bem diferente da que conheceu em São Paulo. Depois de ficado sem o emprego de enfermeira, que é sua profissão, em São Bernardo dos Campos, a potiguar não viu outra saída a não ser dar aulas de artes plásticas. Procurou os ateliês da cidade e se ofereceu como professora. As pessoas aceitaram com desconfiança, mas acabaram descobrindo o talento da artista. "As pessoas ficaram assombradas com o que eu fazia e me incentivavam: você tem que ir pra São Paulo". E foi o que ela fez. Bateu na porta de um dos mais importantes ateliês paulistas, o Villas Boas e foi muito bem recebida pela dona, que dá nome ao ateliê. "A curadora disse que o meu trabalho deveria ser lançado internacionalmente e que não tinha condições de fazer isso por mim". As obras de Alice Brandão ficaram em exposição por dois anos na galeria.

 
E foi a galeria o ponto de virada de Alice. Lá ela fez uma faculdade integrada, onde teve os primeiros contatos com a arte do ponto de vista teórico. O curso foi para garantir à pintora, a capacidade de falar ao público sobre o seu próprio trabalho. Com a exposição e o curso, Alice passou a se valorizar e o suas telas ganharam boa cotação no mercado das artes. Se em Natal/RN a pintura de uma fisionomia rendia à artista, cerca de um salário mínimo, em São Paulo chegou a valer cerca de R$ 2.500,00.


A valorização se deu inclusive, pelas contínuas  exposições. Uma em Portugal e várias em São Paulo. Sendo a do metrô, a mais significativa delas. Alice foi convidada para participar das comemorações do quadragésimo primeiro aniversário de funcionamento do metrô paulista e vários de seus quadros ganharam destaque nas paredes da estação da Sé, a mais movimentada de São Paulo.

 
Uma característica peculiar da artista é não vender os seus quadros, ao menos os que ficam em exposição. Foi assim com a releitura de Picasso, com a releitura de Portinari (que fez na década de 70) e tantos outros. Ela vende apenas os feitos sob encomenda que, aliás, garantem parte de seu sustento.


A outra parte é conseguida com as aulas que ministra em sua casa, onde montou um ateliê. Lá ela disse ser professora dos professores e se orgulha com um de seus alunos, um pintor mexicano, Jaime Colo, de 76 anos. "Ele é uma artista e com esta idade, se dirige a mim e me chama de professora".

 ...fonte...
Maria Betânia Monteiro

...visite...
Galeria Alice Brandão
Picasa

 ...contato/artista...
malice.bezerra@hotmail.com

"Deus emprestou as cores do Arco-Íris p/ colorir meu mundo!"
Alice Brandão

setembro 19, 2011

RODRIGO SENA: O CAÇADOR DE IMAGENS

O premiado fotógrafo e videomaker Rodrigo Sena

 RODRIGO SENA
TALENTO RECONHECIDO
 
Rodrigo César Cortez de Sena, começou a trabalhar como vendedor numa loja de fotografia aos 15 anos. Decidiu ir para  São Paulo e tronar-se técnico de laboratório, mais rentável que a posição de vendedor, para revelar filmes.

Com a chegada das câmeras digitais, a loja de artigos fotográficos e revelação em que trabalhava, não resistiu à mudança e faliu. O dinheiro recebido com a demissão foi revertido para uma câmera digital. A frustração com a má remuneração em eventos, motivou o fotógrafo a iniciar no fotojornalismo. Após três tentativas, é recebido pela editora de fotografia da Tribuna do Norte, Ana Silva e em 2006, Rodrigo Sena inicia no jornal. 

3º lugar - Rodrigo Sena - Cavalo Marinho

Em 2008, recebe duas premiações por fotografias feitas durante pautas no jornal. A fotografia dos palhaços do circo Grock, Spaguetti e Ferrugem é primeiro lugar no prêmio Rubens Lemos e o registro da dança tradicional pernambucana, Cavalo Marinho, é premiada em  3º  no  concurso "Um Olhar Sobre a Cultura Popular Nordestina". Inicia-se um ciclo de conquistas para um olhar atento às cenas do cotidiano. 

NATAL EM FOCO
  
 "O Nosso Potengy" - registro vencedor de Rodrigo Sena

Rodrigo Sena  foi o  vencedor do concurso fotográfico “Natal em Foco” com a foto intitulada “O Nosso Potengy”, promovido pela Prefeitura do Natal por intermédio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte).

O tema do concurso foi voltado para os registros fotográficos de monumentos, paisagens e manifestações culturais da cidade do Natal, feitos por profissionais e amadores. Foram inscritas no concurso 238 fotografias e escolhidas 20 fotos como finalistas e ficaram  expostas na Galeria de Artes Newton Navarro, Funcarte, durante a semana em que comemorou-se o dia internacional da fotografia, em agosto passado.

“Procurei produzir uma imagem que fugisse dos clichês da cidade e que não tivesse o estilo de um cartão postal, mas que fosse fotografia”, definiu o fotógrafo colocado em primeiro lugar, Rodrigo Sena. O registro campeão lhe rendeu  um prêmio de R$ 3 mil.

VITÓRIA DA  DANÇA QUE CURA


O documentário A Cura dirigido por Rodrigo Sena 
selecionado pelo Festival de Cinema Curta Amazônia 2011

Um olhar especial sobre a Companhia Gira Dança e suas apresentações pelo Nordeste captou a atenção do júri do XI Festival do Vídeo Potiguar, realizado entre os dias 3 e 4 de setembro. "A Cura", curta-metragem do fotógrafo  e videomaker Rodrigo Sena, levou  o primeiro lugar.

O vídeo campeão do Festival do Vídeo Potiguar é o registro da turnê nordestina realizada pela Companhia Gira Dança, em abril do ano passado, entre o laboratório dos atores, na rua, e o espetáculo no palco, com imagens feitas em Pernambuco, Maceió e Rio Grande do Norte. A produção, totalmente independente, foi apresentada com boa repercussão na edição passada do Festival Goiamum Audiovisual  e teve convite para exibição na Alemanha.

Sena acompanhou a construção do espetáculo do Gira Dança

Rodrigo Sena registrou a encenação do espetáculo "A cura" em teatros, ruas e praças, bem como as diversas reações do público. Segundo ele, era chocante para algumas pessoas ver um grupo de artistas com diversas deficiências físicas, atuando. O fotógrafo captou o impacto entre as plateias, aliado à mensagem própria do espetáculo. "A Cura" fala sobre a ociosidade das relações sociais contemporâneas e o egoísmo individualista. No palco, o elenco faz uso de  recursos cênicos como muletas, pernas de pau, andaimes e máscaras de oxigênio, além das habituais cadeiras de roda, para sugerir variadas reflexões à plateia.

"A cura" é a primeira investida de Rodrigo Sena como diretor no segmento audiovisual. Como é corrente no meio natalense, fez tudo sem apoio financeiro, contando apenas com colaborações. Para o roteiro e edição, teve o apoio de Maria Clara, editora de imagens da TV Câmara. Outra produção sua também foi inscrita no festival, "Festa de deuses e homens", documentário sobre o cotidiano de uma casa de candomblé em Parnamirim. O curta premiado conferiu ao Rodrigo a premiação de R$ 3.000,00.

UM OLHAR SOBRE A CULTURA POPULAR NORDESTINA 

O fotógrafo Rodrigo Sena desenvolveu projetos pessoais, 
como os registros do Maracatu, durante três anos, na Zona da Mata pernambucana

O colorido das danças, a religiosidade e a tradição da cultura popular ganharam destaque nas fotografias premiadas na segunda edição do concurso fotográfico "Um Olhar sobre a Cultura Popular Nordestina", realizado no ano passado. O Concurso teve a participação de fotógrafos de 17 estados brasileiros, totalizando mais de 400 trabalhos inscritos de fotógrafos profissionais e amadores. 

A rainha do maracatu iluminou o belo cenário captado por Rodrigo Sena

Rodrigo Sena arrebatou o segundo lugar com a imagem "Rainha do brinquedo", um registro feito em Nazaré da Mata no Estado de Pernambuco. "Diferentemente dos personagens da capital, os do interior não fazem pose. Fotografei a rainha do maracatu, seu sorriso e sua simplicidade", disse Rodrigo Sena. 

Rodrigo marcou presença em três edições do concurso e segue deixando sua marca. Na primeira edição ele ficou com o décimo primeiro lugar, em seguida ficou em terceiro e em 2010, emplacou o segundo lugar, prometendo avançar em 2011.

...fonte...
Tádzio frança
www.tribunadonorte.com
www.natal.rn.gov.br

....Vídeo Documentário...
A CURA
YouTube

...visite...
Galeria Rodrigo Sena
flickr

setembro 11, 2011

FERNANDO CAMPOS: A ARTE IMITA A VIDA

Pedro Tergolina (direita), interpreta Felipe, personagem criado pela autora
Ingrid Zavarezzi (centro), que se inspirou em Fernando Campos (esquerda) 

FERNANDO PAIVA CAMPOS
UMA HISTÓRIA VIVA NA CAPITAL POTIGUAR  PARA A REDE GLOBO

... EDIÇÃO ESPECIAL ...

Fernando Paiva Campos, cuja história motivou a criação da Casa Durval Paiva, em foco nesta postagem, continua dando frutos. Sua experiência serviu de inspiração para um personagem que é  interpretado pelo ator Pedro Tergolina, na novela “Malhação” da Rede Globo. Sua visita ao Projac foi registrada pelo Vídeo Show no mês passado. A edição online da Tribuna do Norte deste domingo (11.09.11), em uma brilhante matéria feita pelo repórter Isaac Ribeiro, trouxe à tona um pouco do universo e do cotidiano deste jovem que, agora,  você passa a conferir adiante. Tenha uma excelente leitura!

VISÃO DE FUTURO

Por
Isaac Ribeiro

Ao ser avisado que a equipe de reportagem do TN Família já o aguardava na sala, o estudante de Jornalismo e ator Fernando Paiva Campos, 18 anos, desce as escadas em ritmo acelerado, esbanjando simpatia ao cumprimentar a todos e guiando o pessoal para um sofá onde concederia a entrevista. Mas qual o motivo? Sua história de vida! Ele perdeu a visão aos dois anos, devido a um câncer nos olhos, mas isso nunca o impediu - e nem impede - de fazer praticamente tudo que qualquer outro garoto de sua idade faz: vai a shows e ao cinema, cursa faculdade, adora televisão, escreve roteiros e navega muito na internet. Tudo isso inspirou Ingrid Zavarezzi, autora da nova temporada de "Malhação" (Rede Globo) a criar um personagem inspirado nele, Felipe, interpretado pelo ator gaúcho Pedro Tergolina.

Para compor o personagem, Pedro veio a Natal e passou um final de semana observando o comportamento e as reações de Fernando em casa, com a família e com os amigos. É o que chamam de laboratório.

O próprio Fernando era candidato a uma vaga para o papel; chegou a fazer um teste, mas não foi aprovado. Ele conta que Ingrid Zavarezzi o conheceu quando veio visitar uma tida dele, amiga de longas datas da autora. Ao saber de sua história, se interessou e criou o personagem.

Bem-humorado e perseverante, Fernando não deixou-se abalar e se prepara para retomar suas aulas de teatro. "A Ingrid disse para eu não desistir da carreira de ator. Eu disse: Então não desista de mim também não!" (risos) Questionado sobre a possibilidade de ainda entrar na trama global como amigo de Felipe, o personagem cego, ele comenta: "Eu preferia ser o vilão mesmo! Já que não consegui pegar o personagem, entraria para fazer mal a ele." (muitos risos).

Fernando conta que sempre gostou de teatro, desde os tempos de Marista, só parando na época do pré-vestibular. "Estou gostando do curso de Jornalismo, mas o meu negócio realmente é atuar", confessa.

 
Fernando e Pedro posam para fotos no cenário de 'Malhação'

"MAS, QUEM NÃO TEM DIFICULDADES?"

O dia a dia de Fernando Campos é o mais próximo possível da normalidade e da tranquilidade, como ele mesmo define. Estuda, faz os trabalhos da faculdade, interage com amigos tanto presencialmente quanto no mundo virtual. "Adoro internet; sou muito viciado no Twitter. Se quiserem me seguir é @fernandopcampos." Para navegar, ele usa um programa de leitor de tela no computador, que transforma em som o que está digitado. "Mas tudo demanda um tempo a mais para eu aprender. Eu tenho que ir desvendando. Uso Skype, Orkut, MSN. Hoje, eu sei fazer tudo no Twitter, mas no Facebook ainda não sei. Inclusive agora eu fui mencionado no Twitter (toca um bip no celular)."

Com relação à forma com que a deficiência visual interfere em sua vida, Fernando diz lidar bem com sua condição, com as pessoas à sua volta, os amigos, a família. Como perdeu a visão muito cedo,  ele diz não perceber barreiras ou ter dificuldades para adaptações e superações. "Todos sempre me trataram como uma pessoa normal, com capacidade para fazer qualquer coisa. Não vou mentir e dizer que nunca houve um momento de eu estar triste com isso. Já houve sim! Mas se eu for ficar pensando nisso o tempo todo... Sinto que o que eu faço me deixa muito feliz."

Tudo é uma questão de costume, ele afirma ao ser indagado sobre a forma desenvolta com que cruza os cômodos de sua casa. "Aqui, sou totalmente adaptado. Mas ainda não me sinto preparado para andar sozinho na rua.", confessa Fernando. Ao se despedir da equipe, ele não deixa de mandar um recado a quem não vive a vida em sua plenitude por causa de alguma deficiência física. "Acordem, pois esse pensamento não está com nada. É difícil, tem suas dificuldades, mas quem não tem dificuldades?"

Ele sorri e sobe correndo a escada para seu quarto. Só que dessa vez com o laptop na mão.

Ivete Sangalo

AMIZADE CONQUISTADA EM LIÇÕES ESPECIAIS 

"O ceguinho mais engraçado que você já conheceu" - É assim que o deficiente visual Fernando Campos, que inspirou o Felipe da nova temporada de 'Malhação', se define no Twitter. O Vídeo Show acompanhou  a sua visita guiada ao Projac, onde ele encontrou a cantora Ivete Sangalo.

A cantora baiana Ivete Sangalo dirigia um dos carros elétricos do Projac, no Rio de Janeiro, quando encontrou um velho amigo. Na hora, ela freou o veículo no meio da rua e correu ao encontro dele, abraçando-o com carinho. Era Fernando Campos, o jovem de 18 anos que inspirou o personagem Felipe da nova temporada de "Malhação".

Ele fazia uma visita guiada às instalações da TV Globo na última quinta-feira e ficou radiante com o acaso. Vidrado em redes sociais, micareteiro e viciado em TV, Fernando não enxerga, mas isso está longe de ser o que mais chama a atenção nele. "Sou o ceguinho mais engraçado que você já conheceu", define o próprio em seu perfil no Twitter. "Ivete é um amor antigo", brinca.

"Comecei ir aos shows dela com 9 anos e nunca parei. Como eu ficava lá na frente, acabamos nos conhecendo." Bem mais recente é a sua amizade com Pedro Tergolina, que interpreta o papel inspirado no deficiente visual. Em julho, o ator passou três dias na casa de Fernando, que mora em Natal, para conhecer o dia a dia do personagem.

Além de conversar bastante, os dois saíram com os amigos de Fernando para ir ao cinema, onde Pedro teve de explicar o filme cena a cena para o colega. Eles foram também a um almoço de família e assistiram ao empate do Brasil com o Paraguai, em 9 de julho. 

"Eu observei o comportamento dele em todas as situações. Certos detalhes como o modo de usar a bengala e de ser guiado, a gente só percebe com atenção", comenta Pedro, que também reparou no modo como Fernando usa o computador e o celular adaptados para poder tuitar.

Fernando estudou teatro na escola e aproveitou o contato com Pedro para viver um laboratório ao inverso, entendendo melhor o ofício de ator. Ele chegou a fazer o teste para interpretar o personagem inspirado nele, mas não passou, o que não quer dizer que desistiu: "Da próxima vez que voltar ao Projac, espero que seja para trabalhar", fala ele, que também está escrevendo uma minissérie.

A amizade com a autora de "Malhação", Ingrid Zavarezzi, é antiga. Sobrinho de uma amiga de infância da roteirista, ele a conheceu via internet. "É incrível como as redes melhoram a vida dele. Até esqueço que é cego", conta a autora, que usará o bom humor de Fernando para explorar a leveza do personagem nessa temporada.

 Pai e filho em uma trajetória de luta e superação

 CASA DURVAL PAIVA DE APOIO À  CRIANÇA COM CÂNCER

São notórios os serviços prestados pela Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva na luta contra a doença. Além de buscar a cura o projeto também contribui para a restauração da cidadania, dignidade e qualidade de vida. 

Em 1994, Rilder Campos, descobriu que o seu filho, Fernando Paiva Campos, de um ano, tinha retinoblastoma, um tumor ocular identificado por uma mancha na pupila do olho, também conhecido como “reflexo do olho de gato”. Durante o tratamento, percorreram uma longa trajetória. Nos Estados Unidos, a família conheceu uma Casa de Apoio mantida pela Rede McDonald, onde durante um ano receberam todo o suporte para o tratamento do seu filho. Ele obteve a cura e a família um grande projeto: criar uma casa em Natal para apoiar crianças e adolescentes em tratamento do câncer, vindas de todo o Rio Grande do Norte.

O avô materno de Fernando, doou uma casa para começar o novo projeto e com muita força de vontade e dedicação a família e alguns amigos, começaram uma trajetória de conquistas pela vida. Em 11 de julho de 1995 foi fundada a Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva, uma homenagem ao bisavô de Fernando. Crianças e adolescentes de todo o Estado começaram a receber atendimento com dignidade e a ter esperança de dias melhores. 

A Casa oferece acolhimento às crianças e seus familiares no momento da investigação e diagnóstico da doença; hospedagem e alimentação para os pacientes advindos do interior do Estado, juntamente com seus acompanhantes; mediação do tratamento médico hospitalar; encaminhamentos e transporte para exames e consultas; além de promoção do bem estar, numa perspectiva de saúde integral, com apoio multiprofissional – psicológico, social, nutricional, fisioterápico, odontológico, farmacêutico, pedagógico, arte terapêutico e terapêutico ocupacional.  

Durante os 16 anos de atividades, a Instituição já beneficiou 1.303 pacientes. Números de julho de 2011 registram que a Casa possui 712 pacientes cadastrados, sendo que 511 estão em tratamento. A cada mês são distribuídas cerca de 300 cestas básicas e fornecidas mais de 3.600 refeições. Outras ações e projetos são desenvolvidos visando o bem estar dos pacientes e familiares. O blog Potiguarte pesquisou estas informações no site da Revista Idéias e Negócios, onde - Rilder Campos -  presta uma comovente e esclarecedora entrevista à equipe do peiódico e que você poderá conferir na íntegra no link apontado logo abaixo.

....fonte....

...fotografia...
Roberto Moreyra / Agência O Globo
acervo família

...visite...
Casa Durval Paiva
APOIO A CRIANÇA COM CÂNCER

...twitter...
Fernando Paiva Campos
@FernandoPCampos  natal

...Visão de Futuro...
vídeo-entrevista para a Tribuna do Norte
YouTube

setembro 09, 2011

UM POTIGUAR FAZENDO ARTE COM A BOLA

Artilheiro André é um dos destaques da seleção no mundial 2011 da Fifa

BEACH SOCCER
ATLETA POTIGUAR É DESTAQUE NA SELEÇÃO BRASILEIRA 

A  exemplo de muitos garotos, André sonhava em brilhar nos campos de futebol do Rio Grande do Norte. Garoto, no Bairro de Mãe Luiza, Natal/RN, ele percorreu o caminho que todos fizeram e ainda fazem. Tentou treinar em categorias de bases dos dois principais clubes de futebol do Estado - ABC e América. Não gostou da forma como foi tratado e, em 1999, recebeu uma boa chance de brilhar na areia. Um dos destaques do  Beach Soccer no Brasil.

 POTIGUAR ANDRÉ  NASCIMENTO  É DESTAQUE NO SITE DA FIFA

"Liderando em silêncio". Esse é o título da matéria publicada nesta sexta-feira (9) no site da Fifa destacando a atuação do potiguar André na seleção brasileira de beach soccer. De acordo com o texto, André poderia passar despercebido em qualquer partida da seleção no mundial da categoria "não fosse por um singelo motivo: ele joga muita bola". 

Leia abaixo a íntegra do texto publicado no site da Fifa.

O atacante André passaria absolutamente despercebido em qualquer partida da Seleção Brasileira não fosse por um singelo motivo: ele joga muita bola. A situação pode ser de tensão máxima, decepção por gols sofridos ou comemoração: o potiguar de 34 anos mantém exatamente o mesmo semblante. Você não vai vê-lo batendo no peito depois de marcar um gol, reclamando com a arbitragem ou lamentando chances perdidas. É como se o fato de estar ali, à vista de todos, parecesse incomodá-lo. E, então, o camisa 9 se limita a fazer o estritamente necessário: jogar muito.


"É algo que vem de mim. Sou calmo, tranquilo e gosto de ficar na minha. Antes do jogo fico ali, pensando no que devo fazer e em como devo fazer. Então, quando entro no campo, procuro executar as coisas com calma", disse André ao FIFA.com num tom baixo e tímido, que em nada lembra o de alguém que acaba de anotar nada menos do que cinco gols numa partida apertada de quartas de final de Copa do Mundo. "Sou feliz por ser assim. Mesmo na hora do "aperreio", das dificuldades, eu tento manter a tranqulidade. Acho que resolvo as coisas melhor assim."


Que ele resolve as coisas bastante bem, não há dúvida. Mesmo não sendo a priori um dos nomes mais badalados do elenco dos tetracampeões, André Álvaro Batista do Nascimento tem sido a principal válvula de escape do Brasil na vitoriosa - embora dura - campanha em Ravena até aqui. Tanto que, após a performance magistral nos 10 a 8 sobre os nigerianos na prorrogação, o atacante subiu para a segunda posição na lista de artilheiros da competição com oito gols, só dois a menos do que o português Madjer, com quem estará frente a frente na semifinal deste sábado.

 
Com base na sua atitude sossegada, pode não parecer, mas o camisa 9 é, sim, à sua maneira, um dos líderes do grupo. "É mais ou menos o mesmo caso do Sidney: são dois dos meus caras de confiança já há cinco anos", confirma ao FIFA.com o técnico Alexandre Soares, que mal sabe por onde começar a desfiar elogios para o potiguar. "O André é um grande artilheiro. É, hoje, um atacante completo. Sempre que a coisa apertar para o nosso lado, pode ter certeza de que ele vai estar em campo. Tem sido assim e ele vem resolvendo."


Boa parte dessa confiança que o treinador deposita vem justamente do temperamento pacato. Alexandre sabe que, na hora em que precisar de alguém para estufar o peito e dar uma bronca nos companheiros, André não será a pessoa. Mas sabe exatamente o que esperar dele, venha a bronca que vier; a situação que for dentro ou fora de campo. "Como pessoa, ele é uma maravilha e, como jogador, um craque. O que mais é que eu, como técnico, poderia pedir?", sorri Alexandre. "É um jogador para termos no grupo até o dia em que ele não quiser mais".
  
  

...fotografia... 
Getty Images 
Fifa.com/divulgação

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 “Criei uma proximidade com o futebol de praia por ter sido criado em Mãe Luiza,
Onde os garotos jogavam e brincavam muito nas areias.
Foi uma brincadeira que depois ficou séria.”
André Nascimento