novembro 23, 2011

UMA POTIGUAR EXCLUIDA DA HISTÓRIA

JÚLIA AUGUSTA DE MEDEIROS
A comovente história de uma mulher à frente do seu tempo

ROCAS-QUINTAS
O TRISTE FIM DE JÚLIA AUGUSTA DE MEDEIROS

Por
Itaércio Porpino

Natal, década de 60, em algum lugar entre os bairros das Rocas e Quintas. Garotos se divertem provocando uma senhora trôpega, suja e maltrapilha. Os meninos fazem coro: "Rocas-Quintas"! E ela, com o dedo em riste, revida: "Me respeitem, que eu tive vida importante"! A zombaria continua, e a mulher, que se tornou folclórica por fazer todo santo-dia, a pé, o mesmo itinerário da linha de ônibus Rocas-Quintas (daí o apelido), retoma as passadas ligeiras e nervosas, parando sempre para catar lixo e restos de coisas podres.

Caicó, final da década de 50. Júlia Augusta de Medeiros, uma das mulheres pioneiras no jornalismo e na educação no Rio Grande do Norte nos anos 20, feminista, mulher de idéias avançadas, com participação destacada na vida pública e política do RN, tendo sido uma das primeiras mulheres a votar no Estado e exercido dois mandatos como vereadora, começa a apresentar lapsos de memória e a perder a sanidade mental. O estado de saúde vai se agravando e ela, que desafiara a sociedade assumindo uma postura ousada, termina seus últimos anos deprimida em Natal, no mais completo ostracismo, perambulando pelas ruas feito mendiga.

Júlia Medeiros, educadora e jornalista que um dia teve lugar cativo nas rodas de intelectuais, gozando da amizade e apreço de gente como Câmara Cascudo e Palmira Wanderley, é a mesma Rocas-Quintas. Em um minucioso trabalho investigativo, o jornalista natalense Manoel Pereira da Rocha Neto, conseguiu unir os dois capítulos extremos dessa história e contá-la na íntegra pela primeira vez. "Júlia teve um passado obscuro, que ficou perdido, pois enquanto Rocas-Quintas ela falava quem tinha sido e ninguém acreditava. As pessoas a insultavam e a depreciavam", diz Manoel.

O objetivo de sua tese de doutorado no Departamento de Educação da UFRN, dentro da base de pesquisa Gênero e Práticas Culturais, era (e foi) falar das práticas pedagógicas de Júlia enquanto educadora, mas o jornalista acabou também mergulhando fundo na vida da personagem à medida que descobriu história tão rica e dramática.  

 
Centro de Caicó/RN, década de 20 do século XX. Foto: Manoel Ezelino

O autor, além de conseguir conceito máximo com a tese, acabou quitando uma dívida com a memória de Júlia Medeiros. "Em cinco anos de pesquisa, não encontrei quase nada em livro, a não ser algumas poucas citações, e também uma monografia do curso de História, em Caicó, sobre Júlia, mas muito superficial. A casa em que ela morou em Caicó foi demolida e no lugar existe atualmente uma boutique. Já a casa em que ela viveu em Natal, na rua da Misericórdia, Cidade Alta, foi demolida para a construção de uma praça. Até o túmulo e seus restos mortais, no Cemitério Parque, em Caicó, foram violados e extraviados. Ela não tem direito sequer a ser lembrada como cidadã no Dia de Finados. Em sua cidade natal, deu nome a uma rua e a uma escola. Foi só", fala. 

Imagem antiga do Mercado Público de Caicó - inaugurado em 23/02/1918

A história de Júlia Medeiros, do nascimento à morte (1896 a 1972), foi totalmente reconstituída pelo jornalista Manoel Pereira da Rocha Neto e contada com riqueza de detalhes em seu trabalho. A maior parte das informações ele coletou com pessoas que foram vizinhas de Júlia, em Caicó e em Natal, e com os ex-alunos dela. "Foi uma pesquisa difícil. A família dela ofereceu muita resistência. Somente uma sobrinha sua, Julieta Dantas, que vive em Caicó, ajudou, cedendo inclusive um farto material fotográfico", conta Manoel, que chegou a pagar para conseguir uma cópia do atestado de óbito de Júlia Medeiros/Rocas-Quintas.

"A família não quis ceder, então fui até o 4º Ofício de Notas e paguei por uma cópia", conta Manoel. O laudo deixa em dúvida se Júlia cometeu suicídio, mas o jornalista acredita que ela tenha mesmo se matado. "Acho que o ostracismo e a depressão contribuíram para isso. Há um detalhe importante: Júlia morreu na madrugada do dia seguinte ao seu aniversário. Acho que em sua loucura ela pode ter tido um momento de lucidez e lembrado a data". 

 "O vestir-se bem - desejo de distinção social na Caicó de 1939"

E esse não teria sido o único momento de lucidez em sua fase de loucura e mendicância. Certa vez, conta Manoel, ela ficou parada observando por bastante tempo a vitrine de uma loja de roupas. Quase foi presa ao tentar entrar. Isso só não aconteceu porque na hora passou uma pessoa de Caicó que a conhecia e contornou a situação. "Penso que ela estava recordando sua época de moça. As moças da alta sociedade caicoense só vestiam as roupas feitas por Maria do Vale Monteiro, costureira mais famosa da cidade. Mas antes Júlia tinha que vestir e aprovar. Por causa do corpo bem feito, ela era uma espécie de manequim no município".

O jornalista conta que, antes disso, Júlia havia adquirido uma máquina Singer pensando em fazer os próprios vestidos, como forma de relembrar a época áurea. Ela comprou em dez vezes sem juros, na Loja Natal, o que já era um sinal também de sua fragilidade financeira.

"Júlia veio para Natal já doente e, aposentada e deprimida, começou a perambular pelas ruas, levando sempre junto ao corpo um monte de penduricalhos. A cada dia seu estado mental ia se agravando. Ela já não cuidava da higiene, catava lixo e andava com roupas em trapos. Ninguém acreditava quando dizia ter sido uma pessoa importante", diz Manoel.

A aposentada Lúcia Bruno Damasceno mora na rua da Misericórdia, onde Rocas-Quintas viveu de 1960 até 1972, e confirma a informação do jornalista: "Ela vivia na rua catando coisas e entulhava tudo num porão em casa. Costumava dizer que foi uma mulher de destaque em Caicó, mas ninguém acreditava".

Participação ativa na vida pública - Julia Medeiros votando em Caicó/RN

EXCLUIDA DA SOCIEDADE E DA HISTÓRIA

Exceção entre as meninas de seu tempo, Júlia Medeiros teve a sorte de pertencer a uma família abastada e de visão pedagógica diferente da maioria das famílias do início do século 20. O pai, Antônio Cesino Medeiros, detentor de grandes propriedades de terra em Caicó, sendo a maior e mais próspera delas a fazenda Umari, onde Júlia nasce no dia 28 de agosto de 1896, cuida desde cedo para que a filha tenha acesso à educação. A menina aprende as primeiras letras em casa com um mestre-escola e depois é mandada para estudar em Natal.

Júlia deixa Caicó no ano de 1910. Com 13 anos, enfrenta uma jornada de oito dias em lombo de burro. Era uma comitiva em que estavam outras duas moças, Olívia Pereira e Maria Leonor Cavalcanti. A futura feminista hospeda-se em uma casa na Ribeira - a do professor de português João Vicente - e passa a estudar no Colégio Imaculada Conceição, onde conclui o ginásio. Em 1920, faz a seleção para a Escola Normal de Natal. 

Antiga praça Jose Augusto e o colegio Senador Guerra - Caicó/RN

Forma-se em 1925 e, um ano depois, volta a morar em Caicó, passando a lecionar no Grupo Escolar Senador Guerra, a mais conceituada instituição de ensino do município. A essa época já escrevia para o "Jornal das Moças", periódico que logo passa a redigir sozinha com a saída da fundadora, Georgina Pires. A publicação, um marco no jornalismo feminino no Rio Grande do Norte, dura de 1926 a 1932.
Júlia Medeiros também já participava ativamente da vida pública de Caicó, envolvida com a elite intelectual e política da cidade. Ela foi amiga, entre outros, de Juvenal Lamartine, senador e governador em meados da década de 20, e de José Augusto Bezerra de Medeiros, governador que dominou a política no RN até 1930. 
Antiga Prefeitura de Caicó/RN  

Considerada exímia oradora, Júlia notabiliza-se por questionar, em seus discursos de improviso, a condição da mulher da década de 20 - cuja vida resumia-se aos afazeres domésticos. Em suas falas em público, exigia, principalmente, o direito à educação e à cidadania. Sua amizade com a feminista Berta Lutz e suas idas ao Rio de Janeiro - onde tomava conhecimento da modernidade - fortaleciam ainda mais seus ideais. Júlia choca a sociedade caicoense com seu comportamento avançado. Ela passa a usar roupa preta - cor condenável a não ser em ocasião de luto - calça jeans e costas nuas. Ao aparecer nas ruas dirigindo um automóvel - um ford 29 (baratinha) que compra no Rio de Janeiro com dinheiro do próprio trabalho - promove um escândalo. Choca mais uma vez a sociedade ao recusar um pedido de casamento e ao ir morar sozinha, na casa de número 157 da rua Seridó.
O preço da "ousadia" acaba sendo alto. Júlia passa a ser excluída e alvo de preconceito. Na rua, é perseguida pelas crianças, que entoam uma cantoria assim: "Júlia Medeiros no seu carro ford, virou a princesa do caritó".
Antes de aposentar-se como professora, em 1958, se candidata a vereadora, sendo eleita para dois mandatos, de 1951 a 1954 e de 1954 a 1957. É nesse período que começa a apresentar lapsos de memória e a ficar perturbada mentalmente. Em 1960, a família a leva para Natal, entendendo ser essa a melhor opção. Júlia passa a morar sozinha, por vontade própria, em uma casa de frente para o rio Potengi, na rua da Misericórdia. Seu quadro de saúde vai se agravando e, na madrugada do dia 29 de agosto de 1972, aos 76 anos, morre como a mendiga Rocas-Quintas. Louca, pobre, esquecida e insultada; excluída da sociedade e da história.

...fonte...
Itaércio Porpino
(jornal Tribuna do Norte em  edição de 18 de setembro de 2005)


...saiba mais...

novembro 20, 2011

UM ROQUEIRO CONVERTIDO AO BREGA

 
COMEMORAÇÃO
FERNANDO LUIZ - DO ROCK AO BREGA - 40 ANOS DE CARREIRA

 Por
Sérgio Vilar

Fernando Luiz é um roqueiro convertido ao brega. E na música popular descobriu caminhos fáceis à felicidade. Mas para estreitar esse percurso, o autor do clássico Garotinha ralou muito. São 40 anos de carreira, de causos, de sucessos e insucessos, resumidos no prestígio do público, no desprestígio persistente dos gestores locais e no sorriso fácil no rosto pela vida estabilizada, no âmbito profissional e pessoal.

Essa história começa em 21 de janeiro de 1952, quando a mãe, parteira, dá à luz o filho único que nunca conheceu o pai militar. Infância no Areal das Rocas, nos campos verdes de Ceará-Mirim ou onde a mãe recebia melhor proposta de trabalho e migrava de cidade. E foi em Nova Cruz onde assistiu o show do cantor mirim Iraquitan Brito, no Comercial Atlético Clube, que tudo começou.

Fernando Luiz em festa solidária ao GACC
Grupo de Apoio à Criança com Câncer

"O menino era da minha idade, 11 anos, era sucesso. Eu já gostava de cantar em casa. Sabia que tinha ritmo. Eu só era muito tímido. Mas pedi ao diretor do clube pra cantar também. E nãoparei mais", lembra Fernando Luiz. Vieram os convites para shows e para integrar a banda Regional do Tenente Freitas, por três anos. Até terminar o ginásio e vir a Natal morar com a tia e cursar o clássico.

Encantado com o programa de auditório Sabatina da Alegria, na Rádio Poti e depois no Cine São Luiz, logo receberia o primeiro lugar entre os calouros. "Não tinha cachê, mas era bom demais". Da vitrine do programa veio o convite da banda Os Apaches, quando tinha apenas 17 anos. "Natal tinha as melhores bandas de baile do Norte e Nordeste. E com Os Apaches eu cantei de tudo. Foi um aprendizado".


Paralelo à carreira de cantor, Fernando Luiz trabalhava de diskjóquei na AM Rádio Nordeste. "Só tocava internacional. Estava influenciado pela época. Tinha horror ao brega. Eu ficava invocado quando me chamavam de cantor popular". Mas sem audiência, o programa mudou de horário e programação. "Fui obrigado a tocar brega, meus ídolos de infância".

O período colegial terminara. "Enrolei dois anos pra fazer o vestibular e migrei para o Rio de Janeiro. Eu queria ser um astro da música. Em dezembro de 1973, participei do concurso de calouros do Chacrinha. Em janeiro saí vencedor". Um episódio curioso foi que a jurada Araci de Almeida taxou Fernando Luiz de desafinado. "Chacrinha expulsou Araci do júri".

O genro ator Murilo Rosa e a filha Top Model Fernanda Tavares

Fernando Luiz passou a cantar na noite carioca. Estreitou laços com cantores populares. "Foram três anos de sofrimento. Cheguei a pedir dinheiro na rua, com a carteira de músico na mão". Em 1975, casou. Dividia a carreira na noite com o trabalho de vendedor de livros da Abril Cultural. "Foram quatro anos. Cheguei à gerência, me estabilizei e cantava mais esporadicamente".

Em 1979, venceria novamente o concurso no Chacrinha de melhor intérprete de Roberto Carlos. "Me empolguei e decidi cantar novamente". Em 1980, o então comunicador Carlos Alberto de Sousa convidou Fernando Luiz para assinar contrato com a RGE. "Larguei a Abril e voltei a Natal. Nada deu certo. O cantor gravaria um compacto em 1982, bancado pelo deputado Osvaldo Garcia.


  A GAROTINHA DOS OLHOS

Em Natal, Fernando Luiz dividia o trabalho de locutor de rádio e shows em circos pelo interior potiguar. Mas ainda voltaria ao Rio de Janeiro com as duas músicas do compacto simples gravado para tentar contrato na Odeon, por intermédio de Miguel Plopschi, conhecido do programa do Chacrinha. "Me lançaram como cantor na linha de Carlos Alexandre. Vendi 1.600 cópias. Me senti artista pela primeira vez". Mas Miguel saiu da Odeon e demitiram Fernando. "Voltei pra Natal de novo. Passei a me dedicar à rádio. Tinha quase desistido quando Otávio Abreu, diretor da Gravason, do Pará, procurou um substituto pra um álbum já pago e me chamou. Gravei o LP Vou Voltar P'ro Meu Amor (1984)". E nesse álbum, viria o divisor de águas da carreira do cantor: o sucesso Garotinha e nove mil cópias vendidas.

Fernando Luíz integrou o time de cantores do forró brega do Brasil: Alípio Martins, Zé Orlando, Carlos André, Eliane... Fez shows lotados no Norte e Nordeste e pelo Rio-São Paulo por cinco anos. Até o divórcio, em 1989. "Minha ex-mulher levou os filhos para o Rio e voltei pra lá. Mas o que acabou a carreira dos cantores de forró brega foi o forró eletrônico. O público permaneceu e permanece, mas perdemos a mídia".

 algumas capas Lps da discografia

O cantor natalense ainda lançou mais dois discos por gravadoras e outros de forma independente. Produziu muitos discos de artistas potiguares, a exemplo do primeiro LP de Glorinha Oliveira, em 1988. Hoje, Fernando Luiz divide seu tempo entre o programa de TV, projetos culturais voltados à música da periferia (a exemplo do guia Talento Potiguar), shows pelo interior do Estado e trabalhos paralelos ao lado da esposa Joelma.

Fernando Luiz construiu uma carreira de sucesso regional consolidado. Foram 20 discos gravados, entre dois compactos, sete LPs, sete CDs, um DVD e três coletâneas. Leva a missão de incentivar e promover a cultura musical popular como filosofia de vida. "É um dever meu. Pelo que passei na vida, posso fazer isso. E hoje sou realizado. Foi nessa estrada que descobri que ser feliz é fácil; difícil é saber que é fácil ser feliz".


...fonte...
www.dnonline.com.br 
 
...fotografia...
Canindé soares
Acervo Pessoal

novembro 18, 2011

RIO GRANDE LINDO DO NORTE

Pôr-do-sol em São Miguel do Gostoso/RN

REDE RECORD
BELEZAS DO RN EXIBIDAS EM EMISSORA NACIONAL

As belezas do Rio Grande do Norte irão ser destaque em matéria nacional na Rede Record de Televisão. Uma equipe do Programa Tudo é Possível, da apresentadora Ana Hickman, estará em terras potiguares na próxima semana para registrar vários pontos turísticos de nosso Estado. O Governo do estado, através da Emprotur, em parceria com a ABIH-RN e a Avianca Linhas Aéreas são parceiros nesta ação de divulgação turística.

A matéria irá ao ar no quadro “Missão Verão” em que as repórteres Dani Bolina e Lizzi Benites, a Piu Piu, vão para os pontos turísticos mais famosos do Brasil e do mundo, nesta época de calor, mostrando a cultura, os passeios, as baladas, as mais belas praias, e dão dicas de viagem nos destinos escolhidos. No cronograma de filmagens estão incluídas Natal, Pipa, Barra de Cunhaú e São Miguel do Gostoso.

De acordo com o presidente da Emprotur e secretário de turismo do RN, Ramzi Elali, esta exposição do destino veio em boa hora, pois irá reforçar a divulgação publicitária que já está sendo realizada nacionalmente. “Esta ação será muito importante para a divulgação do RN em um programa de grande audiência nacional. O Governo do RN não poupou esforços para conseguir trazer esta equipe para cá. A parceria com a ABIH-RN e a Avianca foram imprescindíveis, pois juntos conseguimos viabilizar tudo que a produção do programa solicitou”, explicou Ramzi.

Ponta Negra - Natal/RN

SBT
BELEZAS DO RN DESTAQUE  EM  PROGRAMA NACIONAL

Com o apoio da Emprotur, o governo do RN apoio a visita da equipe de reportagem do Programa Domingo Legal/SBT durante as gravações que ocorrem nas terras potiguare. O Quadro Especial "As aventuras de David Brazil", pretendem mostrar diversos atrativos turisticos presentes no RN.

De acordo com Francisco Barbosa, uma parceria do Governo do Estado com a Avianca viabilizou a compra das passagens para a vinda da equipe do SBT para a gravação do programa que será exibido na TV em dezembro. "Esta será uma importante oportunidade de divulgar o RN mostrando seus atrativos a nível nacional num dos programas de maiores audiências da televisão brasileira", explica Barbosa.

Os telespectadores irão poder conferir vários passeios diferentes para curtir nos dias de sol e mar do Estado. Barra do Cunhaú, e a praia de Ponta Negra são alguns dos locais filmados pela equipe, além de mostrar o famoso forró e um belo voo panorâmico pelo litoral potiguar.  

 Jenipabu/RN

RIO GRANDE DO NORTE
MOSTRARÁ ATRATIVOS NO FESTIVAL DE TURISMO DE GRAMADO

O Governo do Rio Grande do Norte, através de ação desenvolvida pela Emprotur, divulga as potencialidades turísticas do Estado para um público de 14 mil profissionais de turismo no 23º Festival do Turismo de Gramado (Festuris) que começou  nesta  quinta-feira (17), em Gramado, No Rio Grande do Sul.

O estande potiguar possui 20m² e tem  uma localização privilegiada, no meio da via principal de circulação do evento. O espaço tem duas fachadas e conta com fotos que destacam cinco dos principais atrativos turísticos do Estado. "O nosso estande é  ilustrado por fotos que mostram a Praia de Ponta Negra, em Natal; a Praia do Amor, em Pipa; a Lagoa de Jenipabu; os Parrachos de Maracajaú e a estátua de Santa Rita, de Santa Cruz", destaca o vice-presidente da Emprotur, Francisco Barbosa de Albuquerque.

Santa Rita de Cássia - O maior monumento católico do mundo - Santa Cruz (RN)

Uma equipe da Emprotur  coordena os trabalhos de promoção do Estado neste evento que deverá  reunir 1,8 mil marcas e tem 360 estandes, sendo 25 companhias aéreas, 60 operadores e 40 destinos internacionais. "O espaço também será ocupado pelos empresários do trade turístico potiguar que irão participar conosco da ação. Os visitantes poderão saborear iguarias potiguares como a castanha de caju e irão receber folheteria informativa sobre os nossos roteiros turísticos além de DVD e CD com imagens de nosso destino", afirma Barbosa. Ele destaca também a importância da participação do Estado nesta promoção por causa da internacionalização cada vez maior do evento. "A forte presença do mercado internacional é confirmada com as caravanas de agentes de viagens, operadores e imprensa da Europa, América do Norte, América Central e América do Sul o que resulta numa grande oportunidade de fazer bons negócios e captar mais turistas para o RN", finaliza.

Com o intuito de capacitar e atualizar os profissionais do trade turístico de todo o país sobre as novidades e tendências do mercado, durante os dias 18 e 19 também serão realizados congressos e workshops no Festuris. Com compradores internacionais confirmados entre os participantes, a Rodada de Negócios também envolverá segmentos específicos do mercado: e-commerce e tecnologia, turismo de pesca amadora, turismo religioso e enoturismo.

...fonte...
SETUR/EMPROTUR

...fotografias...
Canindé Soares
Hélio Duarte
Vlademir Alexandre

...visite...

novembro 17, 2011

A MAGIA DE UM EDUCADOR POTIGUAR

 JOSIVAN RIBEIRO DO MONTE
Utilização de métodos lúdicos, aliados a arte com princípio educativo

 PROFESSOR DO RIO GRANDE DO NORTE ADAPTA OBRAS LITERÁRIAS
...E TORNA AULAS MAIS CRIATIVAS

Por
Erta Souza

Adotar e ser adotado. Essas têm sido práticas constantes na vida de Josivan Monte, professor de literatura. Apesar de ter somente 45 anos, ele perdeu a conta de quantos "filhos" têm. Dessa imensa "família" fazem parte seus atuais e ex-alunos. O ato de adotar os adolescentes como membros da família se intensificou nos últimos anos devido à proximidade dos jovens com o professor que usa a arte para cativar os jovens.

Atuando como educador desde os 18 anos ainda em sua terra natal, São Bento do Norte, Josivan percebeu dois anos depois que a metodologia usual da gramática e da Literatura não surtiam efeito para prender a atenção dos adolescentes. "Vi muitas vezes o professor entrar na sala de aula e os alunos saírem". Ao assistir cenas como essas, o jovem percebeu que precisava fazer algo diferente para despertar o interesse dos estudantes pela disciplina considerada segundo plano na preparação para o vestibular, ao contrário de português, matemática e física, por exemplo.

Professor adapta obras literárias e promove encenações para alunos

Como se considera um fascinado pelas diversas manifestações artísticas, intuitivamente Josivan percebeu que essa seria a forma da literatura conquistar os alunos. A técnica foi aprimorada a partir de 1999 quando as obras literárias passaram a ser exigidas no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A música, o teatro e a dança passaram a fazer parte cada vez mais das aulas.

E foi na elaboração de textos das peças teatrais que descrevem a história dos livros solicitados no vestibular que o contato entre mestre e alunos se tornou intenso. Como dá aulas em nove instituições da rede privada de ensino para 60 turmas concluintes do Ensino Médio e cursinho pré-vestibular, Josivan tem aproximadamente dois mil alunos.

O contato estreito entre alunos e mestre durante todo o ano ultrapassa as barreiras das salas de aula. Hoje Josivan - apesar de ser ainda jovem - não sabe ao certo quantos filhos adotou. Na verdade, em muitos casos, ele foi adotado como pai. Atitudes como pegar e deixar os alunosna escola, curso de inglês ou até mesmo em uma balada se tornou mais freqüente na vida do professor que se considera uma pessoa que "gosta de cuidar dos outros". Josivan acredita que a perda de seu pai aos 12 anos de idade teve forte influência nessa vontade de cuidar do próximo. "Somos seis irmãos. Então e minha irmã mais velha absorvemos a responsabilidade de ajudar nossa mãe com as outras crianças", lembra.


CHEIO DE HISTÓRIAS

Josivan não se considera um professor. "O professor se limita a exercer o ofício e passar conteúdo, já o educador tem um trabalho mais amplo porque se preocupa com as necessidades e diferenças dos alunos", explica. Mas sua paixão pela atividade teve que dividir a atenção do jovem com a segurança pública. Aos 23 anos, Josivan se tornou policial federal. Dez anos depois resolveu fazer direito e prestou concurso para a corregedoria do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ/RN). A dedicação à educação não o deixou concluir o curso nem assumir o novo cargo a que tinha sido aprovado. "Não me via como um burocrata e resolvi abrir mão, mesmo sonhando com a estabilidade do serviço público".

Ele se tornou educador ainda em São Bento do Norte, onde ensinou várias disciplinas, mas foi com a Língua Portuguesa e Literatura que ele disse ter se encantado ainda no início da adolescência, terminando por ser aprovado no vestibular para Letras em 1987. "Eu era um menino muito ativo, participava de grupos de jovens e ajudava as freiras. Elas me incentivavam a ler e contraditoriamente me fizeram desistir da ideia de ser padre porque diziam que tinha outra missão na vida. Hoje agradeço porque elas contribuíram tanto na minha formação política quanto religiosa", disse.

Ainda aos 15 anos, Josivan era chamado de menino comunista porque discursava nos comícios de um candidato da oposição que queria tirar o poder de um grupo político que há mais de 30 anos comandava a administração em São Bento do Norte. O jovem resolveu entrar para a política e exerceu dois mandatos de vereador. Nessa época, inclusive, ajudou a criar o município vizinho de Caiçara do Norte. Mas o jovem vereador decidiu abandonar a política. Desde 1993 atua somente como professor de Literatura.


DOIS EM UM: PROFESSOR E ATOR

Josivan participa das encenações como um mero ator, depois retorna ao palco para explicar detalhes do livro que podem ser questionados na prova. "Os alunos lêem a obra e a partir daí identificam quem será esse ou aquele personagem, inclusive o meu papel é escolhido por eles", conta. Embora ache importante a participação dos jovens no processo de criação do texto e atuação no espetáculo, ele deixa os alunos livres para definirem se desejam participar do projeto.

Mesmo sendo impossível a participação direta de todos, os que assistem são beneficiados com a criação e atuação dos colegas. "E isso tem facilitado na hora da prova e na vida. Hoje vários dizem que a atuação no trabalho ou mesmo na escola melhorou por causa da diminuição da timidez", relata. Se engana quem pensa que somente as peças teatrais são produzidas pelos alunos. Durante todo ano são feitos vários eventos que trabalham a literatura. Tem feijoada, fondue e ciclo de apresentações no Teatro Alberto Maranhão (TAM) onde são apresentados os resumos das obras.

Com a proximidade do vestibular, Josivan percebeu a necessidade dos alunos em participar das últimas aulas e estudar para as provas, por isso desde o ano passado o aulão especial em que todas as cinco obras são apresentadas e discutidas por atores profissionais


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Carlos Santosl/DN/D.A Press
 www.diariodenatal.com.br 

 "Toda a arte de ensinar é apenas a arte de acordar a curiosidade natural
nas mentes jovens, com o propósito de serem satisfeitas mais tarde."
Anatole France

novembro 15, 2011

...E O CORDEL CAIU NO SAMBA, HEIN?

 Salgueiro vai levar o cordel para a avenida em 2012

CORDEL VIROU SAMBA

Por
Jornal DeFato

A literatura de cordel, rica em detalhes e beleza de versos e rima, sempre foi um dos símbolos do Nordeste. Mas, está cada vez mais atraindo a atenção de brasileiros de outras regiões que veem uma brasilidade sem igual nos versos dos poetas populares.

No ano que vem, o cordel será traduzido para a linguagem própria do Carnaval e estará presente em fantasias, alegorias e no ritmo do samba. A escola de samba Salgueiro do Rio de Janeiro virá com samba-enredo dedicado à literatura de cordel, com o tema "Cordel branco e encarnado", e a escola de samba paulistana Gaviões da Fiel fará uma homenagem ao ex-presidente Lula, com o tema "Verás que um filho fiel não foge à luta".

Crispiniano Neto presenteia o ex-presidente Lula com exemplar de cordel

O jornalista, escritor e cordelista Crispiniano Neto, na última semana, esteve no galpão da escola paulistana Gaviões da Fiel, em Bom Retiro, convidado pela direção e pelo carnavalesco Ígor Carneiro, para conhecer as fantasias que serão utilizadas na exibição da escola. 

A relação de Crispiniano com a escola começou quando a Gaviões teve acesso ao seu livro "Lula na Literatura de Cordel" e, diante do desejo de dedicar o tema ao ex-presidente, foi o livro do escritor que serviu de inspiração para o enredo e para a elaboração das alas que vão compor a apresentação da Gaviões.

"Fiquei muito honrado com o convite e, mesmo não sendo ligado ao futebol nem ao carnaval, desloquei-me a São Paulo, a convite da Escola Gaviões da Fiel. Fui convidado a descrever cada fantasia apresentada naquela ocasião em versos da literatura de cordel. A estrutura da escola Gaviões da Fiel é grandiosa e tem tudo para ganhar o carnaval paulista de 2012. Esse casamento do cordel com o samba está dando certo", explica Crispiniano.

 
 A novela das seis ainda impulsionou a grade de programação noturna da Globo

DISSEMINANDO CORDÉIS

Para Crispiniano Neto, a repercussão em um dos eventos mais importantes do país, como o Carnaval do Rio e São Paulo, mostra o bom momento da literatura de cordel, que vem ampliando a sua presença em eventos literoculturais.

"O cordel já está ganhando espaços específicos nas principais bienais do país fora da região Nordeste, sem falar que as escolas estão aplicando e estudando os folhetos nas escolas e há mais de vinte editoras nacionais (sem citar as editoras artesanais) que estão publicando o cordelismo, ou seja, a literatura de cordel em formato de livros ilustrados", ressalta Crispiniano.
 
Muito desse momento o escritor atribui à mídia televisiva. "Não podemos negar a força da mídia televisiva, que durante oito meses neste ano, diariamente, veiculou o nome cordel e os elementos do cordel em uma telenovela. Isso gerou uma curiosidade e interesse maior ainda pelo cordel", reforça.

 
Cicero Cleber de Oliveira, 9, à direita, vestido como Padre Cícero,
acompanha garotas vestidas como anjos em frente a imagem do padre no CE

PROJETOS

Atualmente, Crispiniano Neto tem ampliado os trabalhos no Sudeste, a partir dos seus livros, e também vem produzindo cordéis para ações educativas e culturais. Recentemente, elaborou cordéis com os temas "Bulling", "Nanotecnologia" e "Assédio Moral", temas da atualidade que, no cordel, ajudam a esclarecer de forma poética e em linguagem clara.

No momento, Crispiniano também está concluindo alguns projetos para publicação em breve. Um dos títulos conta a história de Juazeiro do Norte (CE) e a força do padre Cícero Romão e deve ser lançado em 2012. "Em toda casa no Juazeiro há uma imagem de padre Cícero", ressalta Crispiniano Neto, sobre a força da imagem do religioso ainda nos dias atuais.

Outro trabalho é a pesquisa "A Obra da Escravidão", que fala sobre os aspectos que ainda permanecem na sociedade atual aos descendentes de negros no país, como a discriminação, pobreza e exclusão.

Enquanto as obras não ganham as livrarias, vale a pena acompanhar o crescimento da literatura de cordel, um pouco do Nordeste, mais brasileiro do que nunca, na mídia e nas expressões de maior destaque, como o Carnaval, sendo disseminadas mundo afora.
   
 Para alguns, o cordel é a “cara do nordeste”. Para outros, a “cara do Brasil”

LITERATURA DE CORDEL: MEIO NOTÍCIA , MEIO JORNAL

 Por
Juliana Dias

Histórias de pessoas, interpretações de fatos políticos, crítica social e uma dose de humor que não poupa ninguém. Apesar de todas essas características, não estamos falando sobre o jornalismo político ou do caderno de opinião. Pelo menos, não no tradicional do formato de jornais ou revistas: é sobre literatura de cordel, aquele livreto pendurado nas cordas cujo conteúdo é a poesia oral popular.

Existente no Brasil desde o final do século XIX, o cordel é uma espécie de folheto noticioso, que conta histórias por meio de rimas e métricas próprias. Ele segue a proximidade do jornalismo em sua forma mais profunda: é do povo e para o povo. O cordelista mostra sua versão dos acontecimentos mais marcantes do país e mundo, com uma única condição, de que o fato seja relevante para a comunidade, cidade ou estado que reside. Daí, nada escapa.

Por meio da linguagem regional, o cordel mostra a sua versão das eleições, corrupções, escândalos financeiros… transformando tudo isso em histórias literárias, onde presidentes são cavaleiros maravilhosos, a corrupção é um dragão, os maus governantes são encarnações do diabo e o povo luta em batalhas imaginárias para superar as diferenças sociais. Ao lado desse realismo fantástico, vem a opinião do cordelista, reflexo da opinião do próprio povo. O resultado dessa mistura é a leitura de muitas histórias divertidas e míticas, mas com uma forte crítica social em seu pano de fundo.

Para alguns, o cordel é a “cara do nordeste”. Para outros, a “cara do Brasil”. Hoje em dia, com a globalização, podemos afirmar que é os dois. O cordelista utiliza os fatos que vê in loco ou nos noticiários para dar a sua própria cobertura. Até a internet ele usa, para divulgar os seus cordéis. Já leu seu jornal popular hoje?

...fonte...
http://www.defato.com
http://diasderesenha.wordpress.com

...fotografias...
coletas via internet

...veja...
"O MATUTO NO CINEMA"
 Um causo de Jessier Quirino
Ilustração e design Rebecca Agra, Animação e edição Marcus Hora
...YouTube...

novembro 11, 2011

KHRYSTAL - SIMPLES, ASSIM!

 Cantora e compositora. Simplesmente... Khrystal

KHRYSTAL SEM  RÓTULOS

Por
Yuno Silva

Reconhecida pelo grande público por ter atualizado o coco de embolada imortalizado por Chico Antônio, a cantora e compositora Khrystal Saraiva é muito que isso - e faz questão de deixar claro que foge de rótulos como quem foge da cruz. Atravessando a melhor fase de sua carreira até o momento, ela colhe os frutos de seu talento: foi destaque de vários programas de televisão em rede nacional nos últimos dois anos, participou do Festival de Inverno de Garanhuns, acabou de encarnar uma cangaceira no longa-metragem de Alceu Valença, está preparando o lançamento de seu primeiro DVD junto com álbum duplo 

Sobre essa fixação pela imagem da nordestina arretada que toca coco com pandeiro na mão ela é, como sempre, direta: "Muitas pessoas fixaram essa imagem e ainda não perceberam que já passei daquela fase de fazer coco. Foi apenas a forma que encontrei para começar, e nada melhor que ir buscar algo que nos pertencia", disse a cantora durante entrevista ao VIVER. "Antes eu nem havia me descoberto como compositora", sentencia. Não adianta, e nem precisa, enquadrar a música de Khrystal, ela transita entre o regional, o samba, a MPB e o rock com desenvoltura e rapidez.

Sua veia compositora explodiu pra valer durante o período que participou do projeto Retrovisor. Ao lado de Valéria Oliveira, Simona Talma, Luiz Gadelha e Ângela Castro, descobriu como é divertido e prazeroso interpretar um repertório autoral. "São as várias fases da vida e da carreira, não dá pra ficar parada", disse. "O mais importante é estar próximo desse grupo, continuar compondo com  eles até hoje", emenda Khrystal, que brilha o olho com a possibilidade de desmistificar essa imagem regional diante de um público mais jovem que o de costume. "Quero atingir pessoas que geralmente não vão aos meus shows. É importante levar minha música até essa galera", acredita.

 
 Khrystal Saraiva
Reconhecida pelo grande público por ter atualizado o coco de embolada

EP NOVO NA ÁREA

Antes de lançar DVD e o novo disco duplo (um ao vivo e outro de estúdio), previstos para maio de 2012, Khrystal aproveita a entressafra entre os finalmentes da temporada do show "Trem" para apresentar EP com oito músicas, todas autorais e inéditas. E não pensem que ela estará adiantando material, são todas exclusivas para este projeto.

Apesar de ter lançado o EP "Seis por Meia Dúzia", em 2005, este "tem um tratamento mais caprichado, participação de amigos como Valéria Oliveira, Simona Talma, Luiz Gadelha, Ricardo Baia (guitarra), Zé Fontes (baixo) e vai entrar na minha discografia", garante.

Ela está adicionando o EP nesse meio, "antes do lançamento 'à vera' em maio", por causa da demora em viabilizar um projeto através de lei de incentivo: "tem que enquadrar em lei, esperar  as coisas acontecerem, captar... aí o dinheiro acaba, e espera de novo. Nessa vou colocando dinheiro do próprio bolso", informou. "Apesar do material estar gravado (CDs e DVD), preferi aprontar esse EP em novembro para deixar as coisas bem organizadas até o próximo ano. Quero que tudo sair do jeito que estou planejando".

A respeito do disco duplo, Khrystal contou ser de personalidades bem distintas: "o gravado em estúdio é todo autoral, já o ao vivo será de intérprete. Coloquei nesse CD ao vivo todas aquelas músicas que funcionaram nos meus shows, mas que ainda não tinham sido gravadas por mim como "Candeeiro encantado" (Lenine), "Cara do Brasil" (Vicente Barreto e Celso Viáfora), "Carcará" (João do Vale), entre outras que as pessoas cobravam e que já ligavam ao meu nome".

 Khrystal no Set de "A Luneta do Tempo" - Uma produção de Alceu Valença

CINEMA POR ACASO

A participação da potiguar no filme "A Luneta do Tempo", com texto e direção de Alceu Valença, foi obra do acaso - ela estava no lugar certo na hora certa: "Conheci Alceu gravando o Som Brasil (TV Globo). Ele estava procurando uma atriz para encarnar a cangaceira Nair Brilhante Ferreira, me viu cantando e tocando pandeiro (minha personagem toca no filme) e fez o convite: 'Vem cá, está faltando uma pessoa para fazer a cangaceira do meu filme, você não quer fazer?' Disse que não era atriz, mas ele insistiu - 'tem problema não, vai dar certo'", recordou.

A cantora achava que era brincadeira, mas 15 dias depois a produção ligou. "Me chamaram para fazer um teste. Perguntaram: 'tu vem?' e eu 'só se for agora!' Fiz a mala e passei uma semana em Pernambuco fazendo testes. Chorando de manhã, de tarde e de noite, não aguentava mais. Disse que quando saísse de lá iria ser feliz pra sempre de tanto que eu chorei. Enfim, passei no teste, e já terminei as gravações de minha participação. Passei quatro meses em São Bento do Una, sertão pernambucano. Meu personagem tem um filho no meio do filme, e esse filho é que vai determinar muita coisa no desenrolar do filme, que tem previsão para ser lançado em 2012".

Acredita que se Alceu não fosse músico sua participação poderia ser inviabilizada. Continuava tocando, fazendo shows. Arrochava daqui e dali, chegava cansada, dormia três horas, acordava cedo pra ir pro set. Mas deu tudo certo! Depois do filme, passou a encarar o trabalho de ator com muito mais respeito do que já tinha.

...fonte...
...fotografia  início  postagem... Júnior Santos www.tribunadonorte.com.br  ...música...Zona Norte / Zona Sul ...ouvir...

...visite... 
www.alceuvalenca.com.br 

DE QUE LADO MORA O SEU PRECONCEITO?

"Khrystal  é a mãe de LINDA e de JACKSON. É uma mulher extraordinária. Uma filha exemplar e uma amiga sincera. A vida quase derrota ela, quando a mesma perambulava pelas ruas do centro da cidade e que - após várias batalhas nos bares da vida -  tive o prazer de conhecê-la e trabalhar com ela. Eu, que era um bom produtor, virei o marido de KHRYSTAL. Deixe seu preconceito de lado e vá a um show dela ou escute seu disco...  Você  irá respeitá-la como uma grande artista deste estado."
Zé Dias 
Produtor Cultural