dezembro 23, 2011

OS TRÊS MENINOS: CONTO DE NATAL


 EDIÇÃO ESPECIAL

OS TRÊS MENINOS: CONTO DE NATAL

 Por
 AjAraújo


Chegava o Natal. 

Aqueles três meninos observavam a correria daquela gente.

O relógio da torre marcava 8 horas da noite, muitas lojas cerravam as portas. Um vento frio fazia tremer o corpo e doíam os ossos. Recostavam-se uns aos outros na espera do pai que tentava (em vão) comprar algo para a ceia.

Tempos ruins aqueles, haviam sido despejados e agora dormiam em um trailer abandonado, com pouca lenha para aquecer nas longas noites de inverno que se anunciavam.

Um dos meninos, que se chamava Juan, olhava para a algazarra de um garoto típico da cidade, escolhendo os presentes mais caros e bonitos que jamais vira, deixava-se levar pelo pensamento, sonhando também tocar aquele presente, momentaneamente parecia-lhe viver aquela cena.

Um de seus irmãos, Rodrigo, parecia ter o olhar perdido na multidão, nada dizia ou gesticulava, contemplava em silêncio uma noite que nada prometia de diferente de outras tantas vividas.

O terceiro e mais velho dos irmãos, Jose, preocupava-se em observar o pai, que em longa confabulação, tentava convencer o dono do armazém a lhe vender algo fiado. Em desespero, o pai mostrava os filhos no frio, ao relento, como última cartada para obter algo para levar para casa.

Nada feito. O pai sai cabisbaixo do armazém, mal podia divisar os olhares de seus filhos, não cabia em si de abatimento e revolta. Quando subitamente, ao atravessar a rua, vê uma criança desprender-se das mãos de sua mãe e postar-se indefesa em frente a um bonde em velocidade.

Trêmula, o medo a impedia de movimentar-se. O pai dos meninos pobres se lança como uma flecha e consegue tirar a menina da frente do bonde, mas o destino cruel lhe reservou uma peça, uma de suas pernas ficou presa nas rodas da composição.

Os meninos correram ao pai e todos os passageiros do bonde e os passantes em solidariedade àquele corajoso homem conseguiram libertá-lo das ferragens do bonde e levaram-no a um hospital.

A criança salva por ironia do destino era nada mais nada menos que a neta do dono do armazém.

Aquele gesto generoso expondo a própria vida, estava prestes a custar à perda da perna do pobre senhor.

Então, eis que subitamente, surge uma senhora de alvos cabelos e tez macia e se oferece para prestar ajuda ao pobre pai.

Durante 7 dias cuidou dos ferimentos, da ameaça de gangrena e o pai já começava a mexer os dedos dos pés, quando ao acordar na véspera do novo ano, ao chamar por tão especial senhora, apenas ouviu de seu filho mais velho:

"Pai, quem cuidou de você foi Nossa Senhora. Ela já se foi pois você está melhor. Quem a chamou foi a menina que você salvou. Ela me disse em sonho para você orar, não entrar em desespero, pois na vida temos provações que são desafios para que mostremos o quanto somos determinados para enfrentá-los com serenidade, fé e determinação."

Ao sair do Hospital, todas as luzes se apagaram e toda a gente da cidade viu um asteróide riscar o céu em belíssima luminosidade.

Enquanto caminhava, todas as pessoas acorriam para ajudá-lo, ofereciam suas casas para a ceia daquela pobre família e brinquedos e roupas para seus filhos.

Um milagre havia acontecido naquela cidade. Um milagre no espírito do Natal.

A generosidade e a solidariedade andam juntas, e aquele pobre senhor bem poderia ser Jesus Cristo e as crianças famintas, os jovens pastores em sua cabana. 


...fonte...
 AjAraujo ,médico e  poeta humanista

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 Jean Lopes

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UM FELIZ NATAL EM NATAL!!! 

Um conto de Natal, um conto de solidariedade,
homenageando leitores do blog  POTIGUARTE

dezembro 22, 2011

UM CHARGISTA A SERVIÇO DO SEU SORRISO

Seu nome é destaque no jornalismo potiguar quando o assunto é charge

  IVAN CABRAL
UM CHARGISTA A SERVIÇO DO SEU SORRISO

 Por
Marcos Sá de Paula

Ivan Cabral, é natural de Areia Branca/RN, de onde saiu aos 4 anos com a família em busca de melhores oportunidades na capital. Casado há 25 anos com Ana Maria, é pai de Ana Raquel e Davi Severiano. O chargista do NOVO JORNAL, desde criança desenhava em todo papel que encontrava. Por várias vezes, inclusive, foi castigado pelo pai por rabiscar as partes internas das capas de seus LP´s.

Os rabiscos continuaram durante toda a sua formação educacional até que, no antigo 2º grau da ETFRN, conheceu o professor Walfredo Brasil, ex-religioso também conhecido como Dom Lucas Brasil, que o apresentou aos integrantes do Grupehq - Grupo de Pesquisa de Histórias em Quadrinhos. Nesse caso, foi Brasil quem descobriu Cabral. O contato com Emanoel Amaral, Aucides Sales e Edmar Viana, dentre outros, proporcionou um amadurecimento na sua técnica de desenho e no uso de material profissional.


Nesse  período, publicou na Maturi, fanzine produzido pelo grupo, mas sua estreia como chargista se deu quando substituiu Edmar Viana, afastado em decorrência de uma enfermidade, na coluna Cartão Amarelo, do Diário de Natal, em 1983. Quatro anos depois, substituiu outro chargista: Cláudio Oliveira. Em 1988, com a saída definitiva de Edmar do jornal, Ivan assumiu definitivamente a posição de titular no humor impresso potiguar.

 
O desafio diário de produzir uma charge levou ao amadurecimento profissional. Em 1997, foi premiado no Salão de Humor de Volta Redonda (RJ) e no Salão de Humor sobre Gastos Públicos da UNACON (DF), ambos em 1º lugar. No ano seguinte conquistou novamente o 1º lugar no Salão de Volta Redonda e em 1999 foi classificado em 2º lugar no Salão de Humor de Natal.

 
Além disso, recebeu várias menções honrosas em diversos salões (Santo André-SP, Caratinga-MG, Basília-DF). Em 2008 conclui uma dissertação de Mestrado  em Educação na UFRN: “Sorriso Pensante: o humor gráfico e a formação do leitor”, sob a orientação da professora e escritora Marly Amarilha. Em 2011, foi eleito melhor cartunista quando recebeu o Troféu Cultura, em sua 8ª edição.

 
Ivan Cabral é co-autor do livro Já Era Collor, em parceria com Edmar Viana, Cláudio Oliveira e Emanoel Amaral e autor do livro Humor Diário, um coletânea de charges de sua autoria, além de manter o site Sorriso Pensante (www.ivancabral.com), onde publica charges, quadrinhos e ilustrações. Para ele, o humor da charge vai além do besteirol, do riso pelo riso.

Pelo contrário, a charge visa o riso reflexivo, crítico, inteligente, com o peso de um editorial. É um texto jornalístico e precisa ser igualmente ético, apesar da “licença poética” proporcionada pelo humor. 


...fonte...

...fotografia...
acervo particular

 ...charges...
Ivan Cabral
ivankabral@gmail.com
(84)8872-0874

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www.ivancabral.com

...RETROSPECTIVA POTIGUARTE... 

dezembro 20, 2011

TITINA MEDEIROS E A VÊNUS PLATINADA

 Titina Medeiros no premiado espetáculo Sua Incelença Ricardo III

DE SHAKESPEARE  PARA A GLOBO

Por
Yuno Silva

Há quase vinte anos, a adolescente Izabel Cristina de Medeiros percebeu que não adiantava querer controlar o destino em seus mínimos detalhes. Acalentando o desejo de atuar como jornalista profissional, seus planos foram abalados logo na primeira ida ao teatro e desde então passou a cogitar outras formas de atuação: nos palcos, sob os holofotes das artes cênicas. Apesar do nome de batismo, ela já ganhou o mundo como Titina - apelido recebido da madrinha antes mesmo de nascer - e mais uma vez o destino bate à sua porta com um novo desafio.

Dona de grandes olhos verdes, sorriso largo e um ar de seriedade que deixa transparecer o alto nível de seu compromisso com a carreira, a atriz assinou ontem à tarde, no Rio de Janeiro, contrato com a TV Globo para trabalhar na próxima novela das sete em um papel de destaque. A previsão é que "Marias do Lar", título provisório do folhetim que irá substituir "Aquele Beijo", entre no ar em abril. "Tudo aconteceu muito rápido, chega a ser assustador. Mas estou tranquila, segura", disse Titina por telefone pouco depois de conhecer parte do elenco da novela.

 Renata Kaiser (esquerda) e Titina Medeiros em Muito Barulho por Causa Nada
(foto: Clowns Shakespeare)

"Foi bom reconhecer na equipe que vai estar comigo no estúdio um técnico de som que havia trabalhado comigo em 2003 e 2004 no quadro (do programa Fantástico) 'Brasil Total' quando fiz três programas falando aqui do RN", comemorou. Titina falou sobre a fabricação do doce chouriço, a encenação da Paixão de Cristo em Apodi e a pesca do siri em Ponta Negra.

Sobre a novela ela adiantou que "o personagem é muito bom, uma vilãzinha legal, engraçada e ingênua, mas não posso adiantar muita coisa". Nascida em Currais Novos por puro acaso, pois na época não faziam cirurgia de laqueadura em Acari, Titina Medeiros contou que tudo começou em abril deste ano, quando esteve no Paraná onde participou do Festival de Teatro de Curitiba com o grupo Clowns de Shakespeare encenando o premiado espetáculo "Sua Incelência, Ricardo III", onde interpreta a desbocada rainha Elizabeth. Nesses grandes festivais, sempre tem olheiros e produtores de elenco de plantão e o grupo acabou sendo convidado para, quando estivesse passando pelo RJ, visitar os estúdios da Globo. "Fiz vários testes desde setembro e calhou que gostaram de mim", lembrou Titina, que preferiu não fazer alarde antes de formalizar sua participação.

"Sua Incelença Ricardo III"
Titina Medeiros no papel da Rainha. Foto: Daniel Sorrentino

Mas a informação 'vazou' e acabou indo parar em páginas eletrônicas especializadas em assuntos de televisão. "De repente comecei a receber mensagens parabenizando, e passei a me perguntar como é que ficaram sabendo. Até que um amigo me disse que tinha visto na internet. Não queria dizer nada, preferia que as pessoas me vissem pela televisão, mas não tinha mais como segurar".

Titina Medeiros vai gravar a novela entre janeiro e agosto do próximo ano, e até lá seus projetos com os Clowns de Shakespeare terão que ser readequados. O ator César Ferrario, companheiro da atriz e parceiro  no grupo, disse que houve um consenso de que o melhor a fazer neste momento é ensaiar com outra pessoa para substituir quando Titina não puder conciliar a agenda. "Teremos sim que pensar nessa substituição temporária, é uma coisa natural que acontece com qualquer grupo". A turnê pelo Chile de "Ricardo III" terá a presença de Titina, que na volta já desembarca no Rio de Janeiro.

"Vamos começar a ensaiar 'Hamlet' no segundo semestre como parte das comemorações dos 20 anos dos Clowns, e Titina está no projeto", adiantou César que falou em nome do grupo. Segundo ele, há propostas de fazer algumas apresentações em São Paulo durante o Carnaval e a atriz já está vendo se consegue conciliar.

É interessante notar a segurança que o fazer teatral em grupo proporciona a seus integrantes: "Fazemos um tipo de teatro que não prioriza o lado comercial, a intenção é pesquisar, experimentar, e estamos conseguindo reconhecimento a partir daqui de Natal", lembrou Ferrerio, que prefere não se precipitar quando questionado sobre uma possível renovação de contrato entre Titina e a TV Globo. "É cedo para dizer qualquer coisa, o importante é que estamos todos muito felizes por ela".

 Titina Medeiros (Melhor Atriz) - Troféu Cultura 2011 - Natal/RN
 
HISTÓRICO

Em 1992, mesmo ano em que teve seu primeiro contato com o teatro quando assistiu a performance da atriz portuguesa Maria do Céu Guerra no espetáculo "Pranto de Maria Parda", Titina Medeiros estreou como uma fada na "A Bela Adormecida", dirigido por Jesiel Figueiredo.

Entre 1996 e 98 fez parte do Grupo Tambor de Teatro, de João Marcelino, com quem encenou "O Príncipe do Barro Branco" ao lado do ator Chico Villa, e "Brincadeira de Bolso" que ficou em temporada na Aliança Francesa. "A imagem que tenho de Titina é ela chegando com a prima Nara Kelly e eu disse: 'você não quer participar?' E ela entrou, e foi um momento lindo na minha vida - acredito que na dela também", disse Marcelino. "Acho bacana o fato dela estar na Globo, mas é interessante ter a noção de que é só mais um veículo de manifestação da arte do ator. Não é um prêmio, um troféu, não é o ponto máximo, Titina busca qualidade em qualquer lugar. O bacana é terem visto nela esse talento".

O diretor acredita que o fato também lança luz sobre a cidade, e Titina acaba se transforma em um farol para que as pessoas veja o teatro do Rio Grande do Norte com outros olhos. O Estado ganha outra dimensão, ganha divisas.

Depois do Tambor fez trabalhos avulsos, trabalhou em Autos e começou a participar de espetáculos do Clowns de Shakespeare a partir de 2003. Com o grupo fez "dos prazeres e dos pedaços", "Muito barulho por quase nada", Roda Chico" e "Sua Incelência, Ricardo III". Nesse meio tempo também integrou o grupo Carmim, com o qual montou o espetáculo "Pobre de Marré". Este ano, ainda encenou em Brasília e no Rio de janeiro a peça "A mulher revoltada", do jornalista Xico Sá.


...fonte... 
Yuno silva
  www.tribunadonorte.com.br
 
...fotografia...  
Clowns Shakespeare 
 Daniel Sorrentino 
Canindé Soares 

...RETROSPECTIVA POTIGUARTE... 

dezembro 18, 2011

A NATAL DE CANINDÉ SOARES

 TIJOLOS INVISÍVEIS

 Por
Rubens Lemos Filho

Uma cidade consegue sobreviver se existir alguém capaz de preservar os tijolos invisíveis de sua alma. A aldeia metrópole-dentadura sorri um sorriso social, esbanja o avanço do concreto e vai perdendo seus vigilantes líricos. Seus missionários de preservação espiritual, seus peregrinos, seus alvissareiros do farol da resistência. Seus bêbados, seus bedéis, suas fofoqueiras, suas carolas, seus xerifes de rua. Seus alcoviteiros.

A calma e a perspicácia formam um equilíbrio delicado com a coragem dos que se arriscam na missão visionária de preservar sua terra e os seus personagens, sua vida frenética e as suas origens. Há tempos que observo, do alto da minha calvície, o trabalho do repórter fotográfico Canindé Soares.


Canindé Soares faz parte de uma categoria profissional muito arriscada para os meninos de hoje. Canindé é um frila, um freelancer, um trabalhador livre e autônomo, sem patrões e lotado de emoções reservadas que explodem em imagens abertas de Natal em rostos, ruas, construções, paisagens, destruições,  aventuras, tristezas, celebrações. 
  

Avesso à vida social de eventos, por opção própria e sem condenar quem aprecia, observo Canindé Soares numa onipresença de minhas leituras virtuais e nas raras saídas de casa que não sejam ao trabalho. Aos jovens que começam a receber as suas pautas nas redações, Canindé Soares ensina, sem teorias e com humildade , que a regra básica do ofício é a maravilha do imprevisível.


Notícia não dorme, nem marca hora. Não espera nem tangencia. Com a febre das redes sociais, é Canindé Soares nos seus 32 anos de batalha em redações quem dá o exemplo renovador. É agente multiplicador do fato sem ser dele sua estrela. É transmissor. Sem juízo de valor, como eu faço dele, ao escrever agora, cometendo o pecado permitido ao aprendiz de cronista, que é o de adjetivar pelo vício da franqueza. Cronista é o mendigo da subliteratura.


Observar o trabalho de um notívago, de um madrugador, de um combatente da informação esteja ela onde estiver, é um a tarefa muito mais que banal. É flagrante por constatar que ainda existe vida em sentimento numa cidade onde já existiram jornais e poetas em cada esquina e hoje cada qual busca o lugar em que o outro por acaso domina. 

 
Canindé Soares fotografa idosas em bailes de fim de ano. Sorridentes e exibindo, além dos vestidos longos, a felicidade que a força da modernidade expulsa de todos nós, os seus sucessores e, mais ainda, da geração do meu filho, que irá ocupar o meu lugar. 

 O  livro “Vem Viver Natal"  do repórter fotográfico Canindé Soares
  um registro artístico de grande qualidade  da cidade do Natal/RN  

Ao subir num avião ao lado do piloto Roberto Duarte, outra figura de Natal, testemunha silenciosa e ética de articulações políticas e conchavos aéreos históricos conduzindo autoridades, Canindé Soares escancara, num Cinemascope imóvel, como se a tela do Velho Rex fosse, a cidade banguela sem o Estádio Machadão e o Ginásio Machadinho.

Eis a diferença sanguínea entre a frieza da expansão carrancuda e a sensibilidade de um profissional de fé e de amor pelo que faz. Sou mais a Natal de Canindé Soares. 
  

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 Entrevista 10 x 140 – Por Pedro Henrique (@PH_natal)
 
...RETROSPECTIVA POTIGUARTE... 

dezembro 13, 2011

UM OLHAR SOBRE OS MANGUES POTIGUARES

 Fernando Chiriboga

FOTOGRAFIA

O fotógrafo equatoriano radicado em Natal - Fernando Chiriboga - lança o seu livro de fotografias intitulado "Mangues Potiguares: Vida e Maré", neste sábado, 17 de dezembro,  na Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall,  das 18h:00 às 22h:00.

Neste livro, Fernando Chiriboga retrata áreas ainda preservadas do manguezal potiguar. A beleza dos locais fotografados surpreende e emociona. E é essa a sua intenção: emocionar, revelar, sensibilizar, ressaltar a importância da preservação dos bosques de mangues remanescentes enquanto ainda há tempo.

Nascido em Quito, nos Andes equatorianos, Fernando Chiriboga reside no Brasil desde 1985. Fotógrafo, designer gráfico e artista plástico, ao longo de sua carreira têm conquistado vários prêmios. Apaixonado por fotografia de natureza, aventura e paisagens urbanas. Já lançou "Luzes da Cidade", seu quinto livro,  “Matas Potiguares – Natureza e Surrealismo”, “Praias e Dunas – Rio Grande do Norte”, “Seridó – Paisagens de um Sertão Encantado” e “De Ondas e Ventos – Potiguares na imensidão do mar”.

 Rio da Casqueira - Macau/RN

MANGUES POTIGUARES
Vida e Marés

Por
José Roberto Bezerra de Medeiros

No ano em que celebra 50 anos de desenvolvimento das atividades de distribuição de energia elétrica no Estado do Rio Grande do Norte, a COSERN, alinhada às diretrizes de responsabilidade socioambiental e à política de sustentabilidade adotada pelo Grupo Neoenergia, ao patrocinar este projeto através da Lei Estadual Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura busca incentivar a preservação da rica biodiversidade potiguar.

Os mangues do extenso e belo litoral do Rio Grande do Norte, captados pelas experientes lentes de Fernando Chiriboga, são apresentados em seu esplendor nesta obra. As belas imagens, enriquecidas com informações sobre espécies da flora e da fauna nativas, tornam Mangues Potiguares – Vida e Marés uma obra essencial. Paisagens esplendorosas, reveladas sob diversos ângulos, mostram as riquezas da biodiversidade e do ecossistema de zonas estuarinas potiguares como Curimataú-Cunhaú, Potengi, Ceará–Mirim, Nísia Floresta- Papeba-Guaraíra, Apodi-Mossoró, Açu e Guamaré-Galinhos.

Por meio desta obra, convidamos os leitores a conhecerem aspectos relevantes dos belíssimos manguezais potiguares, estimulando-os na formação de uma consciência de preservação ambiental tão necessária nos dias atuais.                                                      

 
 Aratus

O MANGUEZAL E SEUS SORTILÉGIOS

Por
Dorian Gray Caldas

Temos agora, do artista, fotógrafo, documentador Fernando Chiriboga, mais uma obra de arte, mais um livro que enriquece o patrimônio dos nossos registros culturais e artísticos: o manguezal. “Verde que te quero verde”. Compacto e complexo com a sua biodiversidade natural, de indescritíveis atalhos, galharias densas, fauna e flora próprias da sua natureza marinha, nas reservas que proporcionam as vidas obscuras dos seus usuários: moluscos, caranguejos, peixes, camarões. O sustento e a sobrevivência, o social e o comércio na reserva do seu criatório.

Fernando Chiriboga, com sua larga competência, registra, documenta, revela e enobrece esta biosfera marítima com seus ensaios fotográficos, com seu olho de poeta à semelhança de Saint-John Perse, o escritor do mar. Fernando Chiriboga conhece os sortilégios marinhos da nossa costa atlântica: Curimataú, Cunhaú, Potengi, Papeba, Guaraíra, Apodí, Guamaré, Galinhos. A vida de nossas marés. 

A seleção de fotos buscou retratar prioritariamente as áreas 
ainda preservadas do manguezal potiguar

Fernando Chiriboga, com a sensibilidade que Deus lhe deu, fez também a redescoberta de nossas matas potiguares, seus encantos e complexidades, o Seridó e o Sertão de outros tempos e outros ancestrais, que nos olham do retrato. “Como dói”. As ondas e os ventos, as caiçaras dos rios gerais. Sítios arqueológicos, inscrições rupestres, a mão dos nossos antepassados, presença humana apontando para o futuro, o sangue ingênito da seta do guerreiro, a vida virtual que veio de longe, como um registro de aviso do Eclesiastes; a temporalidade humana.

Esse andino de voos altos, asas de albatroz, faz o difícil resgate, vontadoso e independente, viajando e interagindo, documentando e redescobrindo velhas tradições de nossas particularíssimas idiossincrasias. Margeando nosso litoral, diante destes jardins de manguezais do Atlântico nos permite a certeza da permanente eleição do seu talento.                                                                                
                                                                         
 Garça-branca

 É PRECISO PROTEGÊ-LOS, RESPEITÁ-LOS, PRESERVÁ-LOS 

Por
Leila Medeiros de Chiriboga

Mangues. Árvores da família das rizoforáceas que compõem a vegetação natural da floresta de manguezal, nativas de regiões tropicais das Américas, da África e da Ásia, em áreas alagadas pelas marés. Em suas copas, muitas espécies de aves nidificam, procriam, alimentam-se, descansam. São garças, socós, martins-pescadores, bem-te-vis, maçaricos...  

As árvores de mangue ocupam os ambientes aquáticos costeiros de estuários, lagoas e lagos, nas faixas entre marés, e determinam uma dinâmica de fixação de sedimentos com alto percentual de matéria orgânica. O manguezal é, portanto, uma comunidade altamente produtiva, um dos ecossistemas mais biodiversos do planeta, onde se aloja um grande número de espécies de seres vivos. Considerado berçário da vida marinha, esse bioma de incomparável beleza é um verdadeiro santuário ecológico para a reprodução de centenas de espécies de vida aquática. O manguezal garante-lhes alimento, proteção, condições de reprodução e crescimento, e é fonte de subsistência para inúmeras famílias de pescadores e marisqueiros, que catam espécies como caranguejos, sururus, siris, ostras e aratus. Os mangues contribuem para a sobrevivência de répteis e mamíferos, muitos deles integrantes das listas de espécies ameaçadas de extinção.

No Brasil, em toda a sua extensão, do Amapá a Santa Catarina, o manguezal constitui Área de Preservação Permanente (APP). Em solo brasileiro encontra-se a segunda maior área de mangue do mundo. Oitenta por cento estão no Nordeste. Contudo, apesar de protegido por lei, o ecossistema manguezal vem sendo devastado. Nos últimos anos, os manguezais brasileiros têm diminuído de forma significativa e alarmante.

 Mangue Canoé - Rio Ceará-Mirim

Ao longo do litoral potiguar, as florestas de manguezal distribuem-se em sete principais zonas estuarinas: Curimataú/Cunhaú, Nísia Floresta/Papeba/Guaraíra, Potengi, Ceará-Mirim, Guamaré/Galinhos, Açu e Apodi/Mossoró, além dos estuários pequenos como os dos rios Maxaranguape, Pirangi, Catu, Jundiaí, Guarapes e Camaragibe.

O Rio Grande do Norte é um dos estados do Nordeste com o maior índice de destruição desse bioma de valor inestimável. Os principais impactos ambientais identificados estão relacionados ao desmatamento dos mangues, à poluição dos estuários e lagoas e às atividades econômicas desenvolvidas na região. É certo que tais atividades são muito importantes para a economia e o desenvolvimento locais, pois são geradoras de emprego e renda. Mas é imprescindível que sejam realizadas de forma responsável, através de tecnologias sustentáveis, que garantam a preservação e a qualidade dos recursos ambientais, sendo também necessário que se promova a revitalização das áreas já degradadas.

Neste livro, Fernando Chiriboga busca retratar prioritariamente áreas ainda preservadas do manguezal potiguar. A beleza dos locais fotografados surpreende e emociona. E é essa a sua intenção: emocionar, revelar, sensibilizar, ressaltar a importância da preservação dos bosques de mangues remanescentes enquanto ainda há tempo.

Em sua riquíssima biodiversidade, os mangues nos dão vida, sustento, equilíbrio. Em justo reconhecimento, precisamos protegê-los, respeitá-los, preservá-los. Pelo bem de nós mesmos.

...fonte...
 MANGUES POTIGUARES
VIDAS E MARÉS
José Roberto Bezerra de Medeiros
Diretor-Presidente da COSERN
 O MANGUEZAL E SEUS SORTILÉGIOS
Dorian Gray Caldas
 É PRECISO PROTEGÊ-LOS, RESPEITÁ-LOS, PRESERVÁ-LOS
Leila Medeiros de Chiriboga

...fotografias...
Fernando Chiriboga

...serviço... 
 Lançamento livro de fotografias
 MANGUES POTIGUARES
VIDA E MARÉS
 17.DEZEMBRO.2011
18h às 22h
 Livraria Siciliano - Shopping Midway Mall

dezembro 07, 2011

TALENTO POTIGUAR RECONHECIDO NOS EUA

RASMUSSEN XIMENES

TALENTO RECONHECIDO
PROJETO MOCO CONCORRE A PRÊMIO AMERICANO

 Por
Diógenes Dantas

Você já imaginou entrar para o hall da fama, ganhar um prêmio internacional e conquistar o reconhecimento do público neste mundo globalizado? Sonhar com tapete vermelho hollywoodiano e todos os flashes de um evento desse tipo é coisa para poucos. Rasmussen Sá Ximenes, 40 anos, artista plástico natural de Currais Novos (RN), criador da Arte Mocó, está concorrendo ao Brazilian International Press Awards, nos Estados Unidos, uma das mais relevantes celebrações da cultura brasileira no âmbito internacional.

O evento homenageia as personalidades, instituições e iniciativas comprometidos com a promoção artística, cultural e imagem positiva do Brasil. Gente importante como Jorge Bem Jor, Ivete Sangalo, Lima Duarte, Antônio Fagundes, Regina Duarte, João Ubaldo Ribeiro, Luís Fernando Veríssimo, Glória Maria, Caco Barcelos, Washington Olivetto, Maurício de Sousa, Emerson Fittipaldi, o ex-lutador de box, Acelino Popó Freitas e a ex-jogadora de basquete, Hortência Macari, já foram agraciados com o troféu do Brazilian International Press Awards.

O seridoense Rasmussen Ximenes concorre na categoria de artes visuais, mas a premiação abrange a dança, a música, o esporte e ações comunitárias. "O que mais me orgulha foi ter sido selecionado por indicação de jornalistas da Califórnia que conheceram o projeto de arte Mocó e se tornaram admiradores do nosso trabalho. Eu não me inscrevi em nada. Fui descoberto", comemora Rasmussen.

 "Eu não me inscrevi em nada. Fui descoberto"

ETAPAS DO PRÊMIO

O processo de indicações e premiação do PRESS AWARDS envolve quatro etapas: A primeira é aberta ao público em geral através da Internet e já começou desde o último dia 5. Até 25 de janeiro, serão recebidas centenas de sugestões de indicados através do site oficial http://www.pressaward.com/votacao/.

Com base nessas sugestões, o Board do Press Awards elabora a lista dos pré-indicados, que vão a voto popular pelo site oficial. Este voto define os indicados em cada categoria.

Em seguida, o Colégio Eleitoral, formado por representantes das mídias, lideranças e representantes de entidades culturais e comunitárias brasileiras de cada região escolhe, entre os indicados, os ganhadores da temporada. Os vencedores recebem o troféu "Newspaper Boy" (Jornaleiro) criado pelos artistas Romero Luis (estatueta) e Arthur Moreira (base).

As cerimônias de premiação do Press Awards-USA 2012 estão marcadas para os dias 4 de maio (Imprensa & Publicidade, no Cinema Paradiso, e 5 de maio (Arte, Cultura & Comunidade), no Amaturo Theater/Broward Center, em Miami.

A iniciativa da Associação Brasileira de Imprensa Internacional conta com o apoio de empresas brasileiras como a TAM, Banco do Brasil e Rede Globo Internacional. Além de Miami (EUA), o evento realiza edições em Londres (Reino Unido) e Tokyo (Japão).

"Eu estou muito feliz por ter sido indicado para participar do prêmio. E vou ficar mais feliz ainda se a galera votar na arte Mocó (risos). Já imaginou se eu ganhar?", indagou Rasmussen confiante.

  "Procuro sempre o contraste com as cores primárias"

UM ARTISTA POTIGUAR  ENCANTA  A CALIFÓRNIA

Por
Carla Cruz

Um Curraisnovense, com um nome arábico e residente nos Estados Unidos. Dessa mistura de culturas e influências nasceram a arte e a personalidade de Rasmussen Sá Ximenes. Aos 40 anos, o potiguar radicado na Califórnia transformou as telas e a tinta acrílica no mais fiel retrato do dia-a-dia das famílias americanas, o qual descreve como um “estilo de vida curioso e extremamente consumista”. Com influências de várias partes do mundo, o artista potiguar está encantando aos americanos com seus traços e cores fortes. Mocoh e Glorinha Távora idealizaram  uma exposição no Consulado do Brasil em San Francisco.

Em meio aos vinhedos de Sonoma, onde encontra inspiração para seus quadros, Mocoh (como assina suas obras e como o chamaremos) tem encantado aos norte-americanos com as cores vivas, que não negam suas origens tropicanas. “Minha relação com as tinhas é muito simplória. Procuro sempre o contraste com as cores primárias. Acho que foi exatamente esta simplicidade que seduziu os americanos”, destacou em entrevista especial ao portal Nominuto.com.

Uma olhada rápida para se perceber a grandiosidade do trabalho de Mocoh

Admirador pleno da beleza e da harmonia, Mocoh encanta com seus sentimentos, reproduzindo-os em cenas do cotidiano e fazendo uma fusão de culturas entre as Américas. Suas obras também denunciam o passado nômade, herdade pelo pai minerador. Mesmo sendo filho e neto de professoras, não foi um aluno exemplar, o que não impediu que mais tarde nascesse o artista inovador, livre de todas as regras “normalistas”.

Atualmente, o artista desenvolve uma série intitulada “Mesas”. Nela, expõe resquícios de uma outra paixão que cultiva: a culinária. A ideia, segundo ele, é retratar o cotidiano dos americanos em personagens com características da arte nordestina. “Neste trabalho, utilizo a aplicação de pasta sintética em tela, rabisco com carvão e tudo começa a se harmonizar com muita tinta acrílica”, descreveu. Falando assim, parece simples, mas basta uma olhada rápida para se perceber a grandiosidade do trabalho de Mocoh e o capricho nos detalhes.

 Glorinha Távora, a quem Mocoh se refere, é sua conterrânea e atual curadora

No entanto, apesar da desenvoltura com as tintas, suas habilidades pictóricas são relativamente recentes. Tudo começou há cerca de 10 anos, quando morava em Brasília. Lá, Mocoh viveu uma fase de muita produção. Na época, realizava trabalhos com tinta guache em cartolina e que hoje estão espalhados por São Paulo, Brasília e Natal. “Nasci artista, mas as habilidades pictóricas estiveram um bom tempo introspectas, pelo menos até Glorinha Tavora, a potiguar mais cosmopolita que conheço, introduzir meus trabalhos nos crivos dos críticos de arte de San Francisco”, comentou.

Glorinha Távora, a quem Mocoh se refere, é sua conterrânea e atual curadora. Foi ela a responsável por projetar seu trabalho em San Francisco e tem participado ativamente do processo de produção. “Aqui, tive contato com as obras de Henri Matisse, e isso me inspirou. Mas, passei a conhecer arte de verdade e de qualidade nos anos que vivi em Brasília, quando Sávio e Dodora Hackradt me deram todo suporte”, revelou o artista curraisnovense.

Momento único: Flávio Freitas e Rasmussen Sá Ximenes - San Francisco - CA

Hoje, Mocoh dedica todo o seu tempo à pintura, mas Rasmussen é também cozinheiro profissional e já comandou as panelas de alguns restaurantes americanos, inclusive com bandeira francesa. Para o futuro, seus planos estão todos ligados à pintura. A primeira exposição do artista aconteceu  no Consulado do Brasil em San Francisco. "Meus planos para o futuro são de divulgar meu trabalho, crescer e aprender novas técnicas. Poder criar com mais liberdade e espaço. Tudo até agora tem acontecido de maneira espontânea", comemorou o artista.

Mocoh também não descarta uma volta ao Brasil. “Tenho sangue nômade, herdado pelo meu pai, e muita disposição para percorrer o mundo. Mas, penso sim em me aquietar no Seridó, minha grande paixão e parte das minhas inspirações”, completou. Essa é a arte de Mocoh, que longe de ser um artista impressionista, impressiona, expondo seu lado expressionista e encantando pela ingenuidade de seus traços e personagens de fisionomias austeras.

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Diógenes dantas
Carla Cruz  
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Divulgação

dezembro 06, 2011

O PONTO DE VISTA DE BRITO E SILVA

 JOSÉ BRITO E SILVA
Colaborador das Revistas Palumbo, Papangu e TV União, Além de diversos sites e blogs

 BRITO E SILVA
CARICATURAS DE POTIGUARES EM EXPOSIÇÃO

Por
Sérgio Vilar

O cartunista e desenhista Brito e Silva inaugurou nesta quarta-feira, 7, em Natal/RN, a primeira exposição "totalmente virtual", no Salão Nobre da Assembleia Legislativa e ficará aberta à visitação pública até 16 de dezembro, das 8h às 15h. A exposição se ancorou na sugestão de webleitores do  site em que Brito publica diariamente seus trabalhos: cartuns, tirinhas, charges estáticas, charges animadas e caricaturas de políticos e figuras da geografia humana do Rio Grande do Norte.

POLÍTICOS DO RN
Governadora  Rosalba Ciarlini - DEM, Senador  Garibaldi Alves - PMDB
Senador  Paulo Davim - PV, Sernador  José Agripino - DEM 

Brito encontrou uma maneira prática e moderna de exposição. Ele desenha no papel, escaneia o desenho, joga no ambiente virtual e trabalha o desenho a partir de programas específicos onde inclui cor, volume e outros adereços à caricatura. E o comprador recebe a arte em CD para fazer o que quiser com o desenho: colocar em camisa, boné, tela de computador ou mesmo o tradicional quadro. As caricaturas de Brito estarão expostas em TVs de LCD. E quem desejar, pode levar sua fotografia para Brito fazer a caricatura e negociar seu preço.

"A insistência e o incentivo dos leitores nos fez pensar em uma exposição que fugisse do tradicional e aportasse diretamente no ambiente virtual. Apesar do trabalho começar com desenhos em grafite sobre papel, coberto com caneta nanquim 0,5 o processo tradicional se exaure, e a partir de então todas as ferramentas utilizadas serão totalmente digitais, até a finalização da caricatura: por isso uma exposição virtual", comenta.  


 POLÍTICOS DO RN
Felipe Maia - Deputado Federal - DEM,  Hermano Morais - Deputado Estadual -  PMDB 
Fábio Faria - Deputado Federal - PMN,  Fernando Mineiro -  Deputado Estadual - PT 

Brito começou a trabalhar como cartunista em 1979 no departamento de arte e diagramação do Jornal Gazeta do Oeste e Astecam. Nos início dos anos 80 migrou para Natal, onde atuou na RN Econômico, Cooperativa dos Jornalistas de Natal, jornal Dois Pontos, jornal Salário Mínimo, entre outros. Publicou no Pasquim, Tribuna da Imprensa e Tribuna Operária. Também nos anos 1980, juntamente com o cartunista Laércio Eugênio Cavalcanti e Jackson Cassiano, fundou a TABEFE, revista de charges e cartuns.

No final da década de 80 foi para Rio Branco-AC, dirigir o departamento de arte ecenografia da Tv e Jornal Rio Branco (AC). De volta a Mossoró, em 1992, trabalhou nos jornais O Mossoroense e Gazeta do Oeste. Em 95, fundou a Bn Propaganda e posteriormente Brito Propaganda. Atualmente, colabora com as revistas Papangu e TV União, além de diversos sites e blogs. 

CHARGE

É  um estilo de ilustração que tem por finalidade satirizar, por meio de uma caricatura, algum acontecimento atual com uma ou mais personagens envolvidas. As charges foram criadas no princípio do século XIX (dezenove), por pessoas opostas a governos ou críticos políticos que queriam se expressar de forma jamais apresentada, inusitada. Foram reprimidos por governos (principalmente impérios), porém ganharam  grande popularidade com a população, fato que acarretou sua existência até os tempos de hoje.


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Sérgio Vilar

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dezembro 04, 2011

O CANTO LIVRE DE VALÉRIA OLIVEIRA

 "Valéria transcende fronteiras, pois o que ela faz é música, simplesmente"

VALÉRIA OLIVEIRA

Por
Cleo Lima & Yuno Silva

Valéria Silva de Oliveira, filha das Rocas. Filha do sol, do sal, da terra. Voz doce de ouvir. Caçula de seis filhos, Valéria sempre gostou das cantorias entre amigos. Sorte deles. Ainda assim, tenros anos, seguiu os passos da “normalidade” e cursou engenharia civil na UFRN. A voz, ela só emprestava informalmente, fosse cantando no programa do radialista Martins Filho, na Rádio Cabugi AM, fosse nas intermináveis rodas de violão… Isso eram fins dos anos 80.

Quando a década virou, a vida foi junto. Com o fim do curso, diploma de engenheira recebido, Valéria se percebeu danada no violão e no ouvido, o que a fez levar a música realmente a sério.

Valéria Oliveira mergulhou de cabeça no universo da música em 1986, quando foi convidada por Martins Filho, então locutor do programa "Show da Cidade" (Cabugi AM), para se apresentar no rádio ao lado do irmão mais velho e de uma prima. "Fazíamos o programa como se estivessem numa mesa de um bar", lembra Valéria. "A partir daí comecei a fazer abertura de alguns shows na antiga casa da Música Popular Brasileira, que ficava ali na Praia do Meio. Foi lá, inclusive, que eu vi Pedro Mendes cantar pela primeira vez", recorda a cantora.

 Em show  em Tokio, Valéria conheceu o produtor musical
Kazuo Yoshida e a parceria rendeu três álbuns lançados no arquipélago

Em seguida, passou a participar de Festivais e a tocar no circuito de bares: do pioneiro Bora-Bora, em Ponta Negra, passando pelos saudosos Bar do Buraco, Bodega da Praça, Antes e Depois, Sol e Lua, até o Blackout, na Ribeira.

A consolidação da carreira como intérprete viria no início dos anos noventa, quando aceitou o desafio para estrelar a primeira edição do Projeto Seis & Meia. Sua experiência internacional começou no início dos anos 2000, do outro lado do mundo, quando embarcou para o Japão com voz e violão na bagagem e uma série de cinco shows pré-agendados - turnê que saltou para 15 apresentações e rendeu parceria com o produtor musical e baterista Kazuo Yoshida, com quem gravou disco homônimo em 2001. Ou seja, tanto faz ser em Natal, São Paulo ou Japão, o trabalho de Valéria transcende fronteiras, pois o que ela faz é música, simplesmente.

Em 97 lançou o primeiro disco, “Impressões”, um trabalho recheado de compositores potiguares, como Pedro Mendes, Babal e Galvão Filho. Essa, por sinal, é a tônica que rege o trabalho de Valéria Oliveira até hoje - a valorização do artista da terra. Dois anos após o lançamento de “Impressões”, resolve largar a carreira na engenharia e se dedicar exclusivamente aos acordes, decisão que se mostrou mais que acertada. Vieram mais discos, vieram as turnês de sucesso pelo Brasil e pelo mundo - Suíça, Estados Unidos e Japão, onde conheceu o produtor Kazuo Yoshida, parceiro musical até hoje e figura de extrema importância em sua carreira.

O álbum “No Ar”, seu mais recente trabalho,
já passou pelo palco do Teatro Riachuelo/Natal, Mossoró e Pipa

Em “Leve só as pedras” (2007) a artista deixa fluir a veia da composição. Com repertório quase que exclusivamente autoral, o álbum arrancou elogios e aplausos de Luiz Fernando Vianna, da Folha de S. Paulo, e de Nelson Motta, crítico e produtor musical de renome internacional, além de diversos veículos especializados mundo afora.

Valéria, engenheira que é, edificou com maestria uma carreira consistente, repleta de momentos mágicos: de críticas, sempre positivas, nos mais importantes veículos de comunicação do País, passando por shows antológicos ao lado de nomes como Edu Lobo, João Bosco, Khrystal, Simona Talma, Luiz Gadelha, Ângela Castro e tantos outros, até a consagração não só como intérprete, mas também como compositora e produtora de talento inquestionável.

O “Seis da Tarde”, atual "Seis e Meia", aliás, foi palco de seu primeiro show-solo, “Quero mais”, em 1992. E ela realmente queria mais.


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Sueli de Souza
Luciano Azevedo

"Cantora do mundo, Valéria Oliveira não se prende a rótulos nem se furta a arriscar por novos caminhos. Em seu dicionário, o verbo significa muito mais que se expor, por em risco; ganha conotações bem mais interessantes como experimentar, vivenciar, mergulhar fundo em um projeto, uma viagem ou uma canção."
Yuno Silva