janeiro 17, 2012

REVERENCIANDO O PÔR DO SOL DO POTENGI

 PÔR DO SOL NO RIO POTENGI 
Uma nova atração cultural e turística de Natal/RN
  fotografia: Canindé Soares

 DESPEDIDA SOLAR EM FESTA
ROTEIRO PARA O FIM DE TARDE EM NATAL

 Por
Tádzio França 

O sol sai de cena mais brilhante do que quando nasce. Não precisa de grandes explicações científicas e geográficas para se constatar isso; basta escolher o lugar certo para apreciar um dos mais bonitos e tradicionais fenômenos da natureza. Em Natal, o cenário perfeito é conhecido desde que a cidade nasceu: o Rio Potengi continua oferecendo o melhor encontro de luzes, cores e sombras quando o sol se põe. Os melhores pontos de observação estão entre a Ribeira e a Cidade Alta. As iniciativas que favorecem essa apreciação ainda são menores do que se deveria. Mas ver o pôr do sol em Natal é um programa que todo natalense gosta, e que o Brasil - que por enquanto não conhece tanto - em breve deverá apreciar mais.

Música clássica e MPB no pôr do sol do rio Potengi
 fotografia: www.natalonline.com

NO IATE CLUBE, ELE É SAUDADO COM MÚSICA

O projeto Pôr do Sol do Potengi é a pioneira - e mais duradoura - iniciativa a contemplar a despedida solar no fim da tarde em Natal. Há três anos, o encontro se realiza semanalmente no Iate Clube, às terças, quartas e quintas, atrelado a uma programação musical e serviços de bar e restaurante. A ideia foi livremente inspirada no projeto similar que ocorre em João Pessoa, na Paraíba. Lá, o evento tem apoio maciço das agências de turismo, governo e empresários. Por aqui, apesar de não ter tantos apoios, já caiu no gosto de público, que passou a encarar o projeto como uma opção de lazer diferenciada na capital potiguar.

Um programa em família, bem perto dos natalenses
fotografia: Aldair Dantas

Há dois meses o Pôr do Sol no Potengi lançou uma nova programação, visando se renovar e atrair mais público. O formato básico continua: no momento do 'ocaso', o barco com sax vai às águas enquanto toca canções como "Royal Cinema", de Tonheca Dantas, a Ave Maria de Gounod, "Serenata dos pescadores (Praieira)", de Othoniel Menezes, e "Trenzinho caipira", de Heitor Villa-Lobos. 

Um dos mais belos pôr do sol do país, o do rio Potengi
  fotografia: www.joaquimtour.blogspot.com

Após o sol se pôr, entra em cena uma das novas aquisições do projeto, a banda Chico Preto Samba Jazz (formado por músicos do Perfume de Gardênia), que fazem uma trilha de acordo com o clima relaxante e romântico da ocasião. O cantor Isaque Galvão entra em cena rapidamente, sobre pernas de pau e com visual folclórico, para apresentar oficialmente o projeto, dar boas vindas e cantar uma música. A performance de Isaque impressiona. Depois entram em cena as rimas rápidas de Manoel do Coco, que vai de mesa em mesa fazendo seus repentes improvisados e agéis com as pessoas. Ninguém escapa. Os turistas adoram, e Manoel dá aula de geografia ritmada. 

O  rio Potengi, o "rio de camarões", em tupi 
Um crepúsculo de matizes de cores, mas que precisa ser preservado
  fotografia: Canindé Soares

Isaque Galvão volta, sem pernas de pau, às 18h30, para uma nova fase do show, agora focado em canções regionais, samba e jazz. "É um repertório para o horário. Já é noite e a ocasião pede músicas mais festivas, animadas", afirma. O cantor é integrante do projeto desde o começo - mas afirma que não se cansa do cenário. "Considero um momento de comunhão com a natureza, muito agradável e inspirador", diz. Com 15 anos de carreira, Isaque conta já ter se apresentado em praias, mas não é mesma coisa do Potengi. "Aqui o cenário é  romântico, nostálgico, bucólico... muito diferente do agito praieiro", conta. Para o músico, o pôr do sol no Potengi deveria ser visto não só como uma opção comercial a ser melhor explorada, mas também como item cultural. 

Uma visibilidade extra será dada ao sol se pondo no Potengi 
quando for ao ar a matéria gravada  pela equipe da apresentadora Xuxa
fotografia: Salomão Dantas/Fotolog

UM PÔR DO SOL PARA A TV XUXA

Uma visibilidade extra será dada ao sol se pondo no Potengi quando for ao ar a matéria gravada recentemente pela equipe da apresentadora Xuxa. A ideia do programa era mostrar os melhores pontos turísticos de Natal. A produção veio, filmou toda a programação, com a matéria sendo conduzida pelo ator Bernardo Mesquita. A reportagem será exibida no próximo dia 21 de janeiro, um sábado. Não foi a primeira vez que as câmeras da Globo filmaram o projeto; a anterior foi no Bom Dia Brasil. Mais um reforço para que as pessoas - sobretudo natalenses - vejam melhor algo que está bem perto delas.

Pedra do Rosário
O local é belíssimo, mas não inspira - ainda -  segurança 
  fotografia: Canindé Soares

OS MELHORES PONTOS PARA VER O SOL SE PÔR

Apenas uma iniciativa explora oficialmente a beleza do pôr do sol natalense. No mais, é preciso imaginação e um tanto de coragem. Fora do conforto do Iate Clube, também há locais estratégicos de onde se pode ver bem a  despedida solar, no entanto, sem as mesmas garantias de segurança. Um dos lugares mais visados é a área da Pedra do Rosário. O local recebeu melhoras , com uma pequena pracinha, escadaria, e um deck onde fica a estátua em um pedestal alto - para não ser roubada. O local é belíssimo, mas não  inspira segurança.

Pôr do sol no rio Potengi
com os manguezais da Zona Norte de Natal ao fundo
fotografia: Fábio Pinheiro

O fotógrafo Walmir Queiroz estava na Pedra do Rosário para fazer um ensaio com um casal de noivos. Eles queriam um banner com pôr-do-sol ao fundo. Melhor cenário não há - apesar de tudo. "Esse lugar é maravilhoso, mas não tem segurança. Torna-se um risco dar uma passada para ver o sol. É preciso encarar a Pedra do Rosário como um lugar turístico e investir mais nele", opina.

Outros pontos padecem do mesmo problema. No Cais da Tavares de Lira, na Ribeira, já teve passeio de barco para apreciar o pôr do sol. Mas a sujeira e abandono do local hoje em dia não ajuda. Na Cidade Alta, redondezas da Igreja do Rosário, a localização é das mais privilegiadas; a área é residencial, mas a falta de maior segurança inspira cuidados. Outro ponto bem localizado fica próximo à Fortaleza dos Reis Magos; o monumento encerra as visitas às 16h, mas a passarela ao lado do mangue oferece uma ótima visão. Sendo que, mais uma vez, falta vigília. Natal precisa olhar com mais cuidado para o seu pôr do sol.


...fonte...
 Tádzio França

 ...serviço...
Pôr do Sol do Potengi. 
Terças, quartas e quintas, às 17h, no Iate Clube do Natal
Rua Coronel Flamínio, s/n - Santos Reis - Natal/RN - (84) 3202-4402
 Preço promocional durante janeiro, R$15. 
...frase...
 "Aqui o cenário é  romântico, nostálgico, bucólico
... muito diferente do agito praieiro" 
(Isaque Galvão)

janeiro 15, 2012

CALISTOGA: UMA NOVA PEGADA POTIGUAR

A banda potiguar já soltou várias músicas na web nos últimos anos,
mas foi em 2011 que eles lançaram o primeiro álbum,
chamado “Time and understanding”. Muito peso!

 CALISTOGA DESVENDADO

 Por
  Sérgio Vilar

O som das guitarras distorcidas de Poti ganharam eco para além da redoma do elefante e mostra que o sol na Cidade do Sol também nasce pra todos. O recente álbum da banda Calistoga, Time and Understanding, foi lançado no último dezembro e já figura entre as dez "Apostas para 2012" do conceituado blog do Multishow. São dez bandas do submundo do rock indicadas pelo blog. 

O mesmo álbum também consta na lista de 100 melhores do ano elaborada pelo portal paulista especializado em música Rock in Press (www.rockinpress.com.br), na 32ª colocação, à frente da também banda potiguar Talma&Gadelha, cujo disco Matando o Amor figura na posição 54, fato noticiado pelo Diário de Natal nesta semana. Calistoga chega a desbancar nomes como Gal Costa (Recanto) e Lenine (Chão).

Na curta descrição de cada uma das apostas do Multishow, o Calistoga foi citado como banda de "muito peso": "A banda potiguar já soltou várias músicas na web nos últimos anos, mas foi em 2011 que eles lançaram o primeiro álbum, chamado Time and understanding. Muito peso!". Sim, som pesado, hardcore, rock experimental ou simplesmente rock, puro, sujo e audível. Mas o álbum é o sexto lançamento da banda, entre EPs e o disco Normal People's Brigade, lançado em 2008.

 Rock pesado e letras em inglês é a marca da banda potiguar Calistoga

O Calistoga é um dos destaques na cena roqueira potiguar com participações intensas nos festivais potiguares Dosol e Mada - de reconhecimento nacional. E ainda com duas excursões pelo Sudeste na bagagem. "Quando tocamos fora do Estado vemos que muitas bandas potiguares não devem nada às bandas do Sul e que é possível alcançar esse cenário novo. E hoje é normal; é mais fácil essa possibilidade. Há uma interação maior entre os grupos e mais espaços para mostrar o trabalho", comenta Henrique Gela, guitarrista e um dos compositores da banda.

O novo álbum foi lançado oficialmente em João Pessoa. Em Natal, o show de lançamento será no dia 28 deste mês, no Centro Cultural Dosol, com abertura das bandas Set You Up e Venice Under Water. O som experimental das nove faixas de Time and Understanding (ou Tempo e Entendimento) foi gravado, mixado, masterizado e finalizado pela própria banda no Estúdio Voz. O grupo já trabalha com técnica de som desde a extinta Geladeira Discos e depois com o Coletivo Noize e foi responsável pela produção de vários CDs de bandas potiguares.

Com a mesma formação desde 2009, com Dante nos vocais, Henrique Geladeira e Rafael Brasil nas guitarras, Gustavo Rocha no contrabaixo e Daniel na bateria, o Calistoga mudou foi o som; uma nova pegada já diferente dos arranjos empregados no álbum Still Normal, de 2008. Um som mais "light", sem o mesmo "peso" enaltecido pelo Multishow. Seja nas guitarras ou no vocal. Um som mais audível e amadurecido, que parece mostrar uma nova fase da banda.

Quem ainda não ouviu o som dos caras, tem que parar  tudo e começar a ouvir

PERSISTÊNCIA E GARRA

Com apenas sete anos de estrada, o Calistoga já se mostra uma banda madura e das mais antigas em atividade em Natal/RN. O cenário difícil para projeção e perpetuação de bandas aniquilou o sonho de "super star" de muitos grupos potiguares. O Calistoga se manteve e hoje encontra um terreno mais fértil: "Hoje há mais possibilidade de produção de CD, mais oportunidade de shows, mais casas de show, inclusive para o rock: além do Dosol hoje temos o Hell's, o Jazzy, o Whiskritório e o Casanova Ecobar e, claro, fica mais fácil a banda ganhar um dinheiro e se manter por mais tempo", disse o guitarrista.

A influência das bandas de rock e hardcore estrangeiras no gosto dos integrantes é traduzida nas composições, todas em inglês. E no rastro de outras bandas potiguares que tomaram gosto pelas turnês nacionais, é essa pegada que o grupo levará novamente a São Paulo e estados do Centro Oeste em maio, quando farão a excursão para divulgar o novo CD fora de Natal. 

Uma das bandas mais ativas da cidade e surpreendendo a cada trabalho

 DISCO MOSTRA NOVA FASE DA BANDA

Em 2010, o Calistoga lançou seu primeiro videoclipe da música Feels so real, presente no último EP, tendo rendido uma nova turnê em São Paulo com 8 datas em 9 dias. Ao fim de 2011, a banda lançou o novo trabalho, Time and Understanding, fruto da nova fase mais "light", do convívio, das viagens, das brigas, da amizade e siceridade que tentamos transmitir em cada apresentação e em cada conversa.

O Calistoga surgiu no final de 2004, como um quarteto, juntos lançaram 5 EPs, sendo 4 físicos e um online, e tocaram em vários shows pelo Nordeste, nesse meio tempo a banda foi ganhando novas influências e uma nova sonoridade, que influenciou bastante na mudança da formação que aconteceu em 2009, prestes a lançar o EP Still Normal, a banda optou por colocar um novo guitarrista (Rafael Brasil) e deixar Dante nos vocais e efeitos, Daniel Araújo entrou na bateria no lugar Fernando Jr, que não iria mais poder continuar na banda por motivos pessoais.

A banda  está na lista dos 100 melhores discos de 2011 do site Rock in Press

PÉ NA ESTRADA

Ainda em 2010, a banda fez sua primeira turnê pelo Sudeste,tocando em várias cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, ao todo 15 shows, tocaram também em importantes festivais pelo Brasil, passando também pela região Centro Oeste nas cidades de Cuiabá (Festival Calango) e Campo Grande(Noites Fora do Eixo) e participando dos maiores festivais da cidade (Festival Dosol e MADA) e do Nordeste como Festival Mundo(PB), Aumenta que é Rock (PB), Festival Maionese (AL), Noites Abrafim e Fora do Eixo (PE, RN e MS), entre outros importantes shows. 


 ...fonte...
 Sérgio Vilar
www.diariodenatal.com.br

...visite...
 Banda Calistoga
  Rock in Press

...download...
 Calistoga na sua  mochila: “Still Normal“, que você pode baixar aqui!

janeiro 14, 2012

A INTIMIDADE DE UM SONHADOR

 FLÁVIO FREITAS EM VÍDEO
A aventura solitária e bela do artista plástico no seu cotidiano de trabalho
 
A INTIMIDADE DE FLÁVIO FREITAS EM VÍDEO

Por
Sérgio Vilar

Operação Plástica é o nome do documentário dirigido por Carito Cavalcanti e Joca Soares, com trilha sonora original de Edu Gomez. São 11 minutos de uma aventura solitária entre o artista plástico Flávio Freitas e o seu cotidiano de trabalho; entre criador e criação; entre o pensamento abstrato e a pintura concreta. É o artista em seu ateliê, na intimidade, no fazer artístico, no processo criativo. É o desenho de observação, a disciplina diária, o criar e vender, além da história do ateliê ancorado no bairro da Ribeira e a espiritualidade do artista.

O documentário foi exibido oficialmente nesta sexta-feira,13,  no espaço que compreende o ateliê do artista plástico Flávio Freitas e o Restaurante Dona Maria (vizinho ao Buraco da Catita, ainda na Av. Duque de Caxias), na Ribeira, Natal/RN. Tudo gratuito, junto a uma programação montada também em comemoração ao aniversário do artista. O lançamento oficial se dá após o doc ser duplamente premiado com os prêmios do Júri Popular e Menção Honrosa, na Mostra Competitiva Nacional do Festival Goiamum Audiovisual, realizada recentemente em Natal.

"Antes mesmo desses prêmios eu já considerava a classificação para a Mostra um prêmio, pois foi uma mostra competitiva nacional com mais de 200 filmes inscritos, e entrou um potiguar no meio dos 17 classificados. E que depois ainda levou dois prêmios", se orgulha Carito.

UM SONHO MUSICAL

Carito se vale do pensamento do filósofo e poeta francês Gaston Bachelard, quando diz que "o sonho é mais forte que a experiência", para justificar: "Esse é um filme de sonho! Derivado de sonhos - do sonho do artista plástico Flávio Freitas se tornar um pintor, do sonho audiovisual meu e de Joca Soares... Do sonho musical de Edu Gomez...".

Carito conheceu Flávio Freitas na época da faculdade de arquitetura, no início dos anos 1980, na UFRN. "Nos tornamos amigos e uma das marcas de nossa amizade foi a conversação. Papos e mais papos, às vezes nos sopapos da sua moto onde eu muitas vezes pegava carona para Petrópolis quando ele morava em Mãe Luiza numa 'casa-mural' a La Juan Miró."

Essa e outras histórias com certeza dão um longa-metragem: a história de Flávio que foi estudar música nos EUA a bordo de um navio cargueiro e voltou pintor. A história do jovem de família tradicional que optou em morar no bairro simples de Mãe Luiza. A história de Flávio que foi se auto-exilar por 10 anos na ilha de Fernando de Noronha, etc.

Mas Carito focou em um único "recorte". "Acho que foi João Moreira Salles que disse que um documentário pode funcionar muito bem com um recorte. Quando a gente quer contemplar muitas coisas acaba enfraquecendo a obra. E decidi focar o curta no ateliê de Flávio e em seus pensamentos. Senti que assim já teríamos pano pras mangas, plasticamente, conceitualmente".

SINTONIA

A intimidade de Carito com Flávio e a postura discreta de Joca Soares proporcionaram uma sintonia harmoniosa com o espaço sagrado do artista. "O conteúdo da entrevista surgiu como consequência da minha amizade de tantos anos com Flávio. Sempre conversamos sobre essas coisas. Então foi só provocar um pouco a situação, e deixá-lo livre no seu ateliê." A química entre os diretores foi tão intensa que depois da experiência criaram uma produtora de vídeo, a Praieira Filmes.

"Não sei se é um documentário. Prefiro chamar de filme. E como diz Michelangelo Antonioni: 'um filme não é para ser entendido, é para ser sentido". Então sintam à vontade. Sintam-se à vontade!', recomenda Carito

...fonte... 
Sérgio Vilar
 

janeiro 08, 2012

A SUAVIDADE POTIGUAR DE CAMILA MASISO

  O Rio Grande do Norte é o berço de mais uma artista 
que optou pelo Samba e Bossa Nova como foco principal de sua carreira

CAMILA MASISO
SUAVE COMO A VIDA DEVE SER

 Por
Erta Souza

Ela trocou o pop rock pela Música Popular Brasileira (MPB). Mas quem pensa que a mudança prejudicou sua vida profissional está enganado. O reconhecimento pelo seu talento foi ainda maior depois que resolveu alterar seu estilo musical. Com apenas 26 anos, o rosto de menina não deixa transparecer que desde os 15 anos Camila Masiso canta na noite da capital potiguar.

Em todos esses anos ela integrou quatro bandas, mas foi com a Tricor que ela passou a ser reconhecida pelo público natalense. O grupo formado por duas mulheres e três homens fez sucesso no Rio Grande do Norte durante uns quatro anos. Até que a "diferença de interesses" afastou os componentes da Tricor e cada um resolveu seguir um rumo.

Mesmo sem prever o encerramento definitivo da banda, em 2009, Camila Masiso resolveu aceitar o convite de uma casa noturna local para fazer um show especial de MPB. Ela montou o show com outros músicos e se apresentou. Era para ser uma única apresentação, algo diferente. O "problema" é que o público gostou tanto que outros convites surgiram e Camila não parou mais. "Recebemos convites de várias casas de show de Natal e resolvemos aceitar o desafio", lembra.

  Variedade musical
"Faço o meu som que considero genuinamente brasileiro"
 fotografia: Rayane Azevedo

A partir daí a vida de Camila mudou completamente. Ela brinca ao dizer que as pastas de seu aparelho MP4 foram totalmente modificadas. "Antes ouvia muito pop e rock. Depois disso me apaixonei pela MPB e meu estilo é outro, agora ouço jazz, por exemplo, baião, afoxé, maracatu e bossa", conta.

É dessa variedade musical que Camila tira inspiração para cantar e montar seu segundo cd que deverá estar pronto até o mês de maio. Seu primeiro CD, lançado em setembro de 2010, foi bem recebido pela crítica que a caracterizou como uma nova cantora de bossa nova. Contudo, Camila não se considera uma cantora específica desse ritmo. "Ouço tudo e da mistura de ritmos e sons faço o meu som que considero genuinamente brasileiro", assegura.

Show na França
Foram quatro meses de trabalho e estudo para aprender o novo idioma

Graduada em Direito, Camila somente exerceu a profissão quando ainda era estudante e atuou como estagiária em um escritório que presta assessoria jurídica. Porém, apesar de afirmar que o curso foi proveitoso, o mundo das leis não conquistou Camila que garante: "É possível, sim, viver só de música".

Mesmo com a quantidade de shows do projeto de MPB crescente, Camila ainda manteve sua carreira solo ainda atrelada à Tricor. "Era bem complicado porque eram dois repertórios diferentes, mas conseguimos manter os dois por um ano até que a Tricor se desfez e cada componente seguiu sua vida numa boa", garante.

Show Camila Masiso & Orquestra
fotografia: Moraes Neto

Pouco tempo depois de ter entrado de cabeça no projeto MPB, Camila resolveu aceitar um convite de um músico francês e ir apresentar o show na França. Foram quatro meses de trabalho e estudo para aprender o novo idioma, mas a jovem conseguiu. Entrou em contato com alguns músicos de lá e apresentou o mesmo show para os franceses.

Camila agora espera ansiosa a conclusão do DVD institucional do Sesc/RN que deve ser apresentado ainda neste mês de janeiro. No final do ano passado ela foi escolhida pela equipe do Sesc/RN para compor o projeto com a Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Foram quatro apresentações e o resultado é este DVD. "Foi um presente para mim. No meu show tenho poucos instrumentos para me preocupar. Agora nesse eram mais de 70 músicos. Foi uma experiência inesquecível", descreve.

 Mudança do pop rock para MPB 
ajudou a intérpetre  a ser reconhecida pelo seu trabalho
 
AMOR PELA MÚSICA SURGIU AINDA NA INFÂNCIA

Os ensaios em frente ao espelho usando uma escova de cabelo no lugar do microfone anunciava o gosto forte pela música ainda na infância. O tempo passou e a intensidade pela arte só aumentava. Enquanto os colegas de escola e amigos de sala de aula optavam por esportes como futebol e vôlei, Camila preferia participar das aulas de arte, independente se fosse teatro, banda de música ou coral. Quando menos as pessoas esperavam lá estava Camila de novo nas encenações ou mesmo cantarolando na banda.

A desenvoltura da infância e adolescência deu lugar à timidez, mas nada que atrapalhe sua carreira. Hoje Camila se considera uma pessoa tímida, mas não nos palcos onde, segundo ela, sente-se em casa. "Meu maior problema é quando as pessoas me reconhecem e vêm falar comigo em algum local público", confessa.

 Graduada em Direito
"É possível, sim, viver só de música"

Antes de entrar no palco seu ritual é agradecer a Deus por mais aquele momento. Camila diz que o único cuidado que tem com a voz é hidratar com muita água. Por onde anda tem sempre uma garrafa perto. "O resto é normal. Só evito mesmo usar gelo seco no palco e comer camarão. Tomando esses cuidados minha voz está sempre boa, não tenho grandes problemas com ela", conta.

Quando não está ensaiando os próximos acordes, Camila provavelmente está lendo algum livro ou comprando um novo título. Ela disse que se existe um lugar onde se sente bem é nas livrarias. Além da leitura diária, a jovem aproveita o tempo livre para sair com os amigos, namorar e ir à praia. 


...fonte...
Erta Souza
ertasouza.rn@dabr.com.br 
www.diariodenatal.com.br

...fotografia...
www.giovannaegeorgia.com.br
  Rayane Azevedo
Moraes Neto 

janeiro 05, 2012

O TEATRO POTIGUAR RUMO AO CHILE

  GRUPO CLOWNS DE SHAKESPEARE

 CLOWNS A MIL NO CHILE

 Por
Yuno Silva

O encontro com os Clowns de Shakespeare era para ter sido na sede do grupo em Nova Descoberta, mas o Barracão esteve interditado para que parte do material que compõe o cenário do espetáculo "Sua Incelença, Ricardo III" fosse devidamente dedetizado e lacrado antes do embarque para o Chile, onde os Clowns participam do 18º Festival Internacional Santiago a Mil. Parte da equipe técnica já está na capital chilena desde o dia primeiro, construindo itens do cenário que não viajará com o elenco.

O encontro da reportagem do VIVER com o diretor Fernando Yamamoto e os atores César Ferrario, Renata Kaiser e Camille Carvalho aconteceu no Parque das Dunas - "Quem vê a gente aqui na sombra pensa que estamos tranquilos, que está tudo pronto e resolvido para a viagem", brincou Yamamoto, que acertava os últimos detalhes para o embarque nesta quinta-feira (5).

  Sua Incelença Ricardo III, apresentação no Museu Oscar Niemeyer
fotografia: Daniel Sorrentino

Considerado o festival de teatro mais importante da América Latina na atualidade, a curadoria do "Santiago a Mil" selecionou três produções brasileiras (teatro, dança e teatro de rua) e os Clowns não só participam como também serão destaques da programação formada por espetáculos de 15 países. O grupo potiguar foi selecionado em março de 2010, durante o Festival de Teatro de Curitiba (PR).

"A curadora Carmem Romero veio ao Brasil especialmente para ver nossa apresentação. Todos os espetáculos da programação foram convidados depois de terem sido assistidos pela curadoria, é assim que funcionam esses grandes festivais", contou o diretor. Como todos os grandes festivais de teatro, incluindo os brasileiros, o "Santiago a Mil" banca transporte (inclusive do material cenográfico), hospedagem, alimentação e paga cachê aos grupos participantes.

Titina Medeiros no premiado espetáculo Sua Incelença Ricardo III

ADAPTAÇÃO NA PONTA DA LÍNGUA

Segundo Yamamoto, depois que Carmem viu o grupo em ação fez o convite com a ressalva de que o espetáculo deveria ser apresentado em espanhol, no mínimo em "portunhol". "E não foi só isso, ela pediu que encenássemos em 'chileno' pois percebeu a força que o espetáculo tem diante do público", lembra. Como "Ricardo III" é encenado na rua, o desafio foi prontamente aceito: o trabalho de tradução e adaptação contou com o importante auxílio de Iésu Andrade, professor e pesquisador de língua espanhola, e levou mais de dois meses até ficar pronto. "A personagem de Titina Medeiros (rainha Elizabeth) fala errado e tivemos que traduzir esses erros para buscarmos o mesmo efeito com o público", revela o diretor.

"Cada ator teve seu tempo de preparação para memorizar o texto em espanhol. Eu por exemplo levei uns três meses para concluir o trabalho, terminei ontem (segunda, 2), outros em uma semana já estavam com tudo pronto. Agora vamos fazer dois ensaios antes de embarcar na quinta (amanhã). Eles vão ver se eu finalmente resolvi minha parte", confessa César Ferrario.

Ricardo III - Público lotou Largo do Ordem, no centro de Curitiba
fotografia: Rubens Nemitz Jr

O ano foi de grandes conquistas para os Clowns, pois Ricardo III passou por todos os principais festivais de teatro do país: "Apresentamos em Curitiba, Porto Alegre, Londrina, São José do Rio Preto, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, Vitória e Recife, e em três deles (Curitiba, Brasília e São José do Rio Preto para sete mil pessoas) abrimos a programação", orgulha-se Fernando, adiantando que os convites para ir ao Chile, e para a Rússia em 2014, "não é um episódio isolado e sim a consolidação de todo um processo".

Além das 13 pessoas que compõem a equipe básica dos Clowns (sendo oito atores), também viajam para o Chile o diretor mineiro Gabriel Villela - peça fundamental na construção do espetáculo -, a preparadora vocal e diretora musical Babaya também de Minas Gerais, a carioca Kika Freire que cuidou da preparação corporal e o assistente de direção paulista Ivan Andrade de São Paulo - "vai praticamente a equipe toda para esta estreia internacional", comemora Yamamoto.

  Próximo projeto do grupo é montar Hamlet, com direção de Márcio Aurélio

HAMLET SERÁ A PRÓXIMA MONTAGEM EM 2013

Fernando Yamamoto disse que além da própria qualidade artística do grupo, adquirida ao longo de 18 anos de trabalho, a presença do diretor convidado Gabriel Villela foi um fator importante para o êxito do espetáculo. "Sem dúvida o nome dele agregou muito, foi um encontro feliz: da bagagem que o grupo traz com a experiência e a força do trabalho dele, que conseguiu imprimir uma qualidade excepcional ao espetáculo. Acredito que essa conjunção de fatores acabou abrindo muitas portas", Fernando Yamamoto.

Gabriel Villela, aliás, é o único diretor brasileiro que participará da temporada shakespeariana em Londres durante as Olimpíadas, quando acompanha a remontagem de "Romeu e Julieta" pelos mineiros do Grupo Galpão a partir de abril deste ano.

César lembra que a "participação dele foi fruto de um cenário de possibilidades. O Ernani (co-diretor musical ao lado de Marco França) foi uma ponte de ligação, o grupo Galpão também, e o próprio Gabriel já tinha curiosidade pelo grupo, até que ele foi nos assistir quando passamos pelo Teatro da USP em 2007. A partir dali esse namoro foi reforçado.


Como os Clowns trabalham com boa antecedência, a próxima montagem do grupo, que comemora 20 anos em 2013, será "Hamlet", espetáculo que fecha o ciclo de dois anos com patrocínio da Petrobras. "O grupo tem um planejamento com pelo menos dois anos, e Hamlet terá direção assinada pelo paulista Márcio Aurélio, que também esteve nas apresentações no TUSP", disse Ferrario.
 
Em setembro de 2010, "Sua Incelência..." subiu o Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, e a experiência marcou o elenco: "O mais interessante foi a vivência de uma semana que tivemos com a comunidade, onde as duas apresentações funcionou como a coroação desse envolvimento. Pudemos perceber, inclusive, que a realidade é bem mais 'normal' e amena que o estigma negativo repassado pela mídia, e não deixou de ser inusitado ocupar com arte um lugar marcado pela violência. Tudo era novidade, tanto para o grupo quanto para o público do lugar que não tem contato habitual com o teatro, como para o público que estava subindo o morro pela primeira vez", lembrou Renata Kaiser.
 

Para Camille Carvalho, "essa experiência no Morro do Adeus também serviu para comprovar a popularidade do texto de Shakespeare. Estamos tendo um retorno bem bacana do público, em todos os lugares que apresentamos. No começo não tínhamos ideia da dimensão de alcance do espetáculo". Ricardo III, foi apresentado 33 vezes até agora e passou por cerca de 20 cidade.

"Só não fomos para a região Norte, mas este ano já temos turnê marcada por todas as capitais desde Belém, passando por Mossoró. Mas o grande lance não é a quantidade das apresentações e sim a qualidade da apresentações", ressaltou César.


...fonte...

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Daniel Sorrentino
 Rubens Nemitz Jr

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janeiro 04, 2012

VAMOS DESENHAR O FUTURO?

  ATELIÊ RICARDO TINOCO
Em mais de uma década, Ateliê  já formou 1,3 mil alunos
fotografia:  Alberto leandro

UMA CASA DE ARTE
 
Por
Yuno silva

Aspirantes a arquitetos e designers frequentam, ilustradores e caricaturistas idem, crianças iniciando-se nos primeiros traços, e em breve artistas interessados em restauração de obras também passarão a dispor de um curso específico. E além de oferecer aulas para alunos devidamente matriculados, o lugar ainda atende crianças e jovens carentes de Natal e Região Metropolitana. Esse é o perfil do Ateliê Ricardo Tinoco, que funciona desde 2000 e desde 2003 mantém uma Associação sem fins lucrativos. 

O professor responsável pelo Ateliê/Associação acaba de participar da restauração do grande painel pintado por Newton Navarro entre 1966 e 1991 no salão de festas da sede social do América, no Tirol. Com cerca de 50 metros quadrados, este foi o primeiro trabalho significativo de Ricardo Tinoco realizado na área de restauração.

Foram 15 dias debruçados, ao lado do também artista plástico Ammer Jácome, sobre a obra de Navarro: "Ainda havia pequenos detalhes a serem feitos, como as silhuetas na parte superior do desenho no canto direito". Tinoco contou que foi convidado por Jussier Santos, ex-presidente do clube, com quem joga basquete nos fins de semana.
 
"A partir desse trabalho, estou elaborando um curso específico aqui no Ateliê para qualificar alunos interessados em restauração. Há mercado não só em Natal mas também no interior, e logo teremos como atender essa demanda", acredita. Por enquanto, a maior procura dos alunos é pelos desenhos estilo japonês, os Mangás, que povoam HQs, jogos eletrônicos e séries de TV conhecidas como animês (ou desenhos animados japoneses).

O maior volume de negócios gerados pelo Ateliê, e que beneficia diretamente os alunos envolvidos no trabalho, são encomendas de ilustrações para livros, reprodução de fotografia e a venda de quadros durante as três exposições anuais periódicas (abril, setembro e novembro) realizadas na AABB, Tirol. "Toda a renda obtida com a venda dos quadros são revertidas aos alunos. Além do incentivo sei que muitos acabam ajudando na renda familiar", disse o professor. Em mais de uma década de atividades, já passaram cerca de  1,3 mil alunos pela escola que atualmente está instalada em três cômodos de uma casa antiga do bairro de Petrópolis.  

Ateliê  atende crianças e jovens carentes de Natal e Região Metropolitana
fotografia: Emanuel Amaral
 
ESCOLA ATENDE 80 JOVENS COM AULAS GRATUITAS

Atualmente a Associação atende regularmente cerca de 80 crianças e jovens carentes de Natal e cidades da Região Metropolitana, mantidos com parte dos recursos das mensalidades arrecadas. A escola também tem parceria com o programa "Aldeias Infantis", do Governo do Estado, que acolhe crianças de rua, e recebe semanalmente crianças do Grupo de Apoio a Criança com Câncer e da Casa de Apoio à Criança com Câncer Durval Paiva. "Este ano estamos fechando um convênio com os Bombeiros Mirins, e vendo se ampliamos o atendimento a jovens que estão se recuperando do vício de drogas - principalmente crack. Dos quatro que passaram por aqui, três conseguiram superar o vício e um outro está tendo recaídas. O garoto é bom, desenha muito, e precisa de apoio".

Para desenvolver esse trabalho social, o Ateliê/Associação não recebe nenhum financiamento, por isso a necessidade de manter o funcionamento contínuo da escola - cujo custo mensal pode chegar a R$ 7 mil contabilizando despesas básicas, seis professores e dois monitores. "Temos uma média de 180 alunos matriculados durante o período letivo, mas nas férias esse número cai para perto de 60, ficamos só com os bolsistas, por isso intensificamos a divulgação da venda de quadros e dos cursos de férias". Na manhã de ontem, o movimento no ateliê de pessoas interessadas em conhecer as obras à venda foi intenso. "No período das férias temos que buscar alternativas para manter a escola funcionando, e essa procura é devido a divulgação que saiu na TV", explicou Ricardo quando questionado se a média de público que frequenta o espaço.

Crianças dão os primeiros passos na técnica do desenho e pintura

Sobre os cursos de férias, ele diz que podem ser feitos com frequência de uma duas ou até três vezes por semana nos três períodos - o ateliê oferece aulas de desenho com as técnicas do grafite, nanquim, carvão, pastel seco e pastel oleoso, coleção aquarelável e caneta esferográfica. Para Ricardo, o ideal é começar a desenhar com grafite para se adquirir técnica. "Dá uma boa noção de sombreamento, proporção e contraste, além de mais fácil corrigir de traço".

As aulas são essencialmente práticas, para alunos de qualquer idade, e o professor informa que prefere não adotar apostilas, "pois a aprendizagem depende diretamente da prática. Até temos material didático, mas é voltado para pessoas que irão passar rápido pela escola - outros cursos já se encarregam em passar um embasamento mais teórico". As turmas tem em média de 5 a 14 alunos, e os mais novos (até 6 anos) são assistidos por até dois professores. 

Ateliê está instalado em três cômodos de uma casa antiga em Natal/RN  fotografia: Elisa Elsie

DE BRINCADEIRA A PROFISSÃO

Pablo Rafael Almeida Menezes, 14, de São Gonçalo do Amarante, estuda há dois anos no ateliê e lembra que sabia apenas o básico antes de começar a frequentar as aulas. "Desenhava em casa, de brincadeira, e hoje só não fiz desenho com nanquim, caneta esferográfica e carvão". Pablo disse que prefere desenhar animais e Mangás. Vindo de família de artistas ligados à música, o estudante toca violão, flauta e percussão, e planeja seguir carreira na área cultural da mesma forma que sua irmã Paola Rafaela Almeida Menezes, 12. Há um ano desenhando no ateliê, ela começou a cursar por influência e está experimentando desenhos ligado à moda. "Não sei se vou seguir essa área, mas também quero trabalhar com arte e cultura", planeja.

O professor Lenilson Jonas, 22, formado por Ricardo Tinoco, começou aos 15 anos. Foi monitor antes de ser responsável por turmas regulares e hoje cursa Arquitetura na UFRN. "Quando  fiz o vestibular procurei um curso relacionado. Inclusive, boa parte dos graduandos em Arquitetura vem pra cá aprender ou aprimorar a técnica do desenho", informa. Hoje ele toma conta de quatro turmas e confessa que de todas as técnicas que experimentou prefere o lápis de cor aquarelado.

Quando o VIVER visitou o ateliê, ele dava aulas para quatro jovens, sendo dois bolsistas de São José de Mipibu: Douglas Bruno, 18, e Lucas Marques, 16. Bruno cursa desenho há quase quatro anos, já trabalha profissionalmente na área em SJM e levou o amigo Lucas para o ateliê há um ano. "Já fiz alguns trabalhos profissionais também, principalmente reprodução de fotografias", disse Marques. "Se não estivesse aqui, certamente iria passar todo o tempo livre jogando bola", contou o adolescente que é goleiro de um time na cidade onde mora.

Os bolsistas são escolhidos através de entrevistas e/ou indicações de outros alunos. "Conversamos com a família para saber qual o nível de condição. Alguns ganham um bom desconto na mensalidade, outros colaboram com cesta básica e temos aqueles que recebem bolsa integral", enumerou Jonas.


 ...fonte...
Yuno Silva

...fotografia...
Alberto Leandro
Emanuel Amaral
Elisa Elsie

 ...serviço... 
Ateliê Ricardo Tinoco 
Rua Mipibu, 523 - Petrópolis - Natal/RN
84.3222-2362 ou  84.9416-4852

janeiro 02, 2012

MARINA ELALI EM MINISSÉRIE GLOBAL

Descendente de uma família que mistura ascendência árabe e pernambucana,
Marina é neta do compositor Zé Dantas, parceiro do Rei do Baião, Luiz Gonzaga

MARINA ELALI
ESTREIA COMO ATRIZ  EM  MINISSÉRIE DA REDE GLOBO

A teledramaturgia surgiu no Brasil na década de 1950 e acabou por tornar-se o produto televisivo mais popular do país. A telenovela caracterizou-se por explorar enredos de fácil aceitação pelo público, como histórias de amor e conflitos familiares e sociais. O Rio Grande do Norte começa o ano de 2012 muito bem representado na teledramaturgia da Rede Globo. Duas potiguares irão estrear na telinha da Vênus Platinada: Titina Medeiros e Marina Elali.

Titina Medeiros, cuja matéria  abordando o assunto já foi mostrada neste blog, o que você irá conferir no link abaixo desta postagem,  filha de Currais Novos/RN, atriz integrante do Grupo Clowns de Shakespeare, fechou contrato com a emissora, em dezembro do ano passado,  para trabalhar na próxima novela das sete em um papel de destaque. A previsão é que "Marias do Lar", título provisório do folhetim que irá substituir "Aquele Beijo", entre no ar em abril.


Marina Elali, a diva dos palcos brasileiros, que conquistou o público com suas lindas canções em novelas da Rede Globo, incluindo o seu sétimo e mais recente tema, a música “Atrás da Porta” da novela “A Vida da Gente”, recentemente recebeu um convite da própria Rede Globo para atuar na próxima minissérie da emissora “O Brado Retumbante”. Dessa vez, a cantora mostrará mais do que sua bela voz na telinha. 

No papel de Fátima, ela viverá uma intérprete, descendente de árabe, contracenando com Domingos Montagner, que fará o papel de Paulo Ventura, personagem principal da trama. O elenco conta com grandes nomes da nossa dramaturgia, dentre eles Maria Fernanda Cândido e José Wilker.


BRADO RETUMBANTE

Além de "Dercy de Verdade", a Globo  vai levar ao ar outra minissérie em janeiro. Trata-se de O Brado Retumbante, que promete satirizar e alfinetar os mais altos escalões da política nacional.

Na história, que se passa em um país fictício, Paulo Ventura (Domingos Montagner) é um deputado de oposição ao governo que preza pela honestidade. É então que, em uma tentativa de coagi-lo, um grupo de políticos corruptos, chefiados pelo Senador (Miele), o elege presidente da Câmara dos Deputados. 

Só que eles não poderiam adivinhar que o presidente da República e seu vice morreriam em um acidente aéreo, fazendo com que Ventura assumisse o posto máximo da política do país. Até que ele decide criar uma lei anti-corrupção e, por ter desagradado a muitos, acaba sendo vítima de acusações e um processo de impeachment.  

  Marina Elali irá contracenar com Domingos Montagner
O marcante Capitão Herculano da novela "Cordel Encantado"

Ele possui, ainda, um casal de filhos com a ex-mulher, Antonia (Maria Fernanda Cândido), a quem convence a fazer o papel de primeira dama. Marta (Juliana Schalch), uma filha neurótica, e Julio (Murilo Armacollo), um homossexual que fora rejeitado pelo pai há tempos. 

As conseqüências da nova empreitada política de Ventura e os seus envolvimentos familiares é que movem a trama da minissérie, que tem ainda no elenco José Wilker, Leopoldo Pacheco, Otávio Augusto, Sandra Corveloni, Mariana Lima, Cecília Homem de Melo, Carlo Briani, a cantora Marina Elali, dentre outros.

O Brado Retumbante é de autoria de Euclydes Marinho e conta com direção-geral de Ricardo Waddington. A atração estreia no dia 17 de janeiro e vai até o dia 27 do mesmo mês.

 
NOVA TEMPORADA NA CAPITAL POTIGUAR 

E para quem quiser preencher as quartas-feiras de janeiro com música, a cantora Marina Elali - recém convocada a participar da próxima minissérie global "O Brado Retumbante" - fará temporada de quatro shows no Hotel Pirâmide, Natal/RN, sempre às 21h30. Os ingressos estão à venda no próprio hotel a R$ 80 e R$ 40 (meia). Do repertório antigo até a nova "Atrás da porta", trilha da novela "A Vida da Gente". No show, haverá homenagem ao seu avô, Zé Dantas, parceiro de Luiz Gonzaga, e dança do ventre. Informações: 84.4009-9400.

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Titina Medeiros e a Vênus Platinada
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...fotografia...
Rodrigo Vipych
Canindé Soares