março 20, 2012

A HOMENAGEM AOS FOTÓGRAFOS POTIGUARES

   Palácio Padre Miguelinho  sedia a Câmara Municipal de Natal
fotografia: elpídio júnior 
CÂMARA MUNICIPAL DE NATAL
HOMENAGEIA FOTÓGRAFOS POTIGUARES

Por
Alex Gurgel
José Carlos da Silva

As celebrações ao Dia Nacional da Fotografia aconteceram em 8 de janeiro, tendo a Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto) feito várias ações para marcar a data. Porém, a Câmara Municipal de Natal fará uma sessão solene em menção à data nesta terça-feira, dia 20 de março, às 18 horas, no Plenário Erico Hackrat.

Como a Câmara Municipal de Natal estava em recesso durante o mês de janeiro, os vereadores resolveram fazer um ato de consideração ao Dia Nacional da Fotografia, homenageando  importantes fotógrafos que contribuiram e contribuem no campo da  fotografia potiguar.
 
 Fotógrafo Wellington Lima
 fotografia: Piauí     
 
Serão agraciados vinte e um nomes com forte conotação na diversidade de atuação na fotografia na capital potiguar. Entre os  homenageados estão Canindé Soares, Valdemir Germano, João Maria Alves, Geovani Sérgio, Wellington Lima e Adrovando Claro e outros, representando orgulhosamente toda a categoria de fotógrafos potiguares, profissionais e amadores.

Na ocasião, o gabinete do vereador Júlio Protásio dará entrada ao processo para que a Aphoto se torne uma entidade de Utilidade Pública Municipal, já que a Associação Potiguar de Fotografia vem atuando ativamente no desenvolvimento da fotografia norte-riograndense com exposições fotográficas, palestras sobre temas ligados a produção fotográfica, oficinas de fotografia para inclusão visual, expedições fotográficas, encontros, entre outras atividades correlatas.

Fotógrafo Canindé Soares
fotografia: Miguel Weber

HOMENAGEADOS

Das primeiras experiências de Hercules Florence (o franco-brasileiro que foi pioneiro da fotografia) ao instante decisivo de Cartier-Bresson. Da câmara escura de Leonardo da Vinci às imagens publicitárias com pós-produção. Toda a linguagem fotográfica evoluiu. E graças a um sem número de  obstinados fotógrafos profissionais  e amadores espalhados por este mundo a fora.

  Fotógrafo João Maria Alves
fotografia: Alex Gurgel

Sim, vocês - profissionais e amantes da fotografia -  que não se contentaram e não se contentam em somente enquadrar um tema e apertar um botão. Vocês que fizeream e fazem experimentos com negativos, mudam o foco, brincam com o obturador, encararam a chegada da fase digital, com ou sem resistência, fizeram e  fazem da fotografia uma nova forma de expressão e uma arte de caçar imagens com a luz.

Fotógrafo Adrovando Claro
fotografia: Alberto Leandro

Confira a lista completa dos fotógrafos que serão homenageados na noite desta terça-feira, 20 de março, na Câmara de Vereadores de Natal. A saber: 1. Adrovando Claro; 2. Aguimarinho Sousa; 3. Alex Gurgel; 4. Canindé Soares; 5. D´Luca; 6. Daniel Guerra; 7. Eliana Felix da Silva; 8. Elpidio Junior; 9. Fátima Melo; 10. Geovanni Sérgio Rego; 11. Jardson Amaral;  12. João Maria Alves;  13. José Aldenir Joinha; 14. Kalina Veloso; 15. Kener Paulo; 16. Lolita do Nascimento Rego; 17. Sandro Menezes; 18. Valdemir Germano da Silva;  19. Vilmar Costa;  20. Welington Lima; 21. Marcelo Barroso.

 Fotógrafo Geovanni Sérgio Rego
 fotografia: Canindé Soares     
 
Entendam que vocês fizeram e fazem mais do que capturar o real, vocês dão à imagem do real um novo significado, um novo olhar. Para vocês, Caçadores de Imagens, os nossos parabéns pela homenagem especial! E que vocês possam  oferecer ao mundo - sempre -  novos olhares. 

...visite... 
APHOTO
 Associação Potiguar de Fotografia
 www.aphoto.com.br 

Câmara Municipal de Natal 
www.cmnat.rn.gov.br

...fotografia...
Elpídio Júnior  - Piauí - Miguel WeberAlex Gurgel - Alberto Leandro - Canindé Soares

março 19, 2012

CONTANDO HISTÓRIAS AO PÉ DO OUVIDO


O teatro em domicílio, histórias ao pé do ouvido
grupo O Pessoal do Tarará - Mossoró/RN
 fotografia: Fred Veras

TARARÁ MAIS INTIMISTA

Por
Jornal DeFato

Às vezes, no meio cultural, é preciso retomar antigas propostas que promovam grandes resultados. É assim que os integrantes do grupo O Pessoal do Tarará visualizam o início dos trabalhos em teatro neste começo de 2012, retomando uma prática dos grupos teatrais em Mossoró há mais de vinte anos quando não existiam espaços propícios às encenações, ou seja, as peças eram encenadas também em frente ou dentro das residências.

O projeto "Teatro em Domicílio" começou a ser realizado pelo grupo no mês de março como experimentação, mas começa efetivamente em abril com dois espetáculos novos e com cenários criados especialmente para ser realizados em espaços pequenos, criando um clima intimista entre público e atores.

"Inicialmente fizemos apresentações em casas de amigos, como uma forma de ir testando o que dá certo e o que não dá, filmando, documentando tudo. O projeto que já está acontecendo deve começar em abril, mantendo a mesma ideia das visitas aos finais de semana", ressalta Dionísio do Apodi.

Para o ator, esse projeto teatro em domicílio resgata até mesmo o início do próprio grupo, quando se fazia um teatro nas portas das casas, mas do lado de fora. "A proposta agora é fazer o teatro dentro das casas dos anfitriões".

Para o ator, esse resgate e essa proposta de um teatro mais íntimo do público é também uma forma de curar as próprias dores do grupo que, após a perda repentina de Ludmila, atriz da companhia ano passado, retoma os projetos: "A ideia do projeto deve-se ao nosso momento. A gente ficou mais caseiro, os integrantes quiseram dar um tempo, mas sentimos ao mesmo tempo essa necessidade, de estar em família, perto dos amigos. Também por essa loucura que é essa vida hoje, as pessoas não tinham tempo de parar para nos ver. Então, resolvemos fazer algo menor, mas de valor", afirma Dionísio.

O projeto é composto por dois trabalhos que não estrearam oficialmente: Os espetáculos "Aurora Boreal" ou "Casca de nós" e o espetáculo "Sem palavras". O primeiro é um drama, com uma visão de que as pessoas conseguem a felicidade mesmo com as dificuldades da vida. O outro - Sem palavras - Não há diálogo falado, dois atores interpretam com o corpo.

"Ambas as peças são pequenas, minimalistas, lembra o espetáculo O pulo do gato (2009), esses dois foram feitos nessa perspectiva de aconchego. A gente tem de estar pronto, de falar para a alma das pessoas e estes trabalhos foram criados para ser desenvolvidos em pequenos espaços.
As primeiras apresentações foram feitas na casa de amigos dos integrantes: Rogério Dias, José Romero, Damásio Costa da companhia A Máscara e Aécio Cândido. O público que pode assistir são convidados do dono da casa",  explica Dionísio.


O Grupo de Teatro emplaca nove anos de fundação
 fotografia: Fred Veras

CRONOGRAMA E FESTIVAL

O grupo ainda não estabeleceu ainda um cronograma de apresentações, pois, no início de abril, participará de um dos maiores festivais de teatro do país, o Festival de Teatro em Curitiba (PR), com os mesmos espetáculos do projeto Teatro em Domicílio.

"Por enquanto, as apresentações continuarão a ser realizadas junto aos nossos amigos, muita gente já pergunta, mas já estamos negociando um patrocinador para manter esse trabalho, pois as apresentações serão gratuitas. É uma forma também de celebrar os dez anos do grupo", afirma o ator.

O Festival de Teatro de Curitiba, conforme Dionísio, é apenas uma das boas coisas para o Pessoal do Tarará. "Vai ter muita coisa boa esse ano".

O formato do grupo, que é o de nem todos os integrantes estarem em todos os espetáculos, permite ao grupo estar em dois lugares ao mesmo tempo, podendo estar com uma apresentação em João Pessoa e outra em Mossoró, participando de eventos como agora no final de março.


...fonte...
 www.defato.com

...fotografia...
Fred Veras

março 16, 2012

BRAZILIAN PRESS AWARDS - EUA - 2012

    Rasmussen Ximenes
O potiguar foi indicado ao Brazilian Press Awards, nos Estados Unidos

 BRAZILIAN PRESS AWARDS - EUA - 2012

Por
 CN Agitos
Press Awards

Ainda não foi dessa vez que o artista plástico currais-novense Rasmussen Ximenes levou o Brazilian Press Awards, nos Estados Unidos, uma das mais relevantes celebrações da cultura brasileira no âmbito internacional.

Rasmussen, que é criador da Arte Mocó, estava entre os cinco finalistas na categoria de Artes visuais, concorrendo com Carmen Gusmão (FL), Duda Penteado (NY), Lineu Zadareski (MA) e Jade Matarazzo (FL), essa última ganhadora nesta categoria.

O evento homenageia as personalidades, instituições e iniciativas comprometidas com a promoção artística, cultural e imagem positiva do Brasil. A votação popular da 15ª edição do Brazilian Press Awards foi encerrada à meia noite do dia 25 de janeiro batendo recordes de votos e votantes.  47.405 votantes geraram 130.716 votos e definiram os 5 indicados à premiação nas categorias de Arte, Cultura e Comunidade.

A decisão foi anunciada na noite desta terça (13), e tomada por 200 integrantes do Colégio Eleitoral, formado por representantes das mídias comunitárias (jornais, revistas, programas de TV, sites, Web TVs, Blogs, programas de rádio), das entidades culturais e comunitárias, agências de publicidade, produtores e empresários artísticos.

 Pery ganhou mais de 60 prêmios na carreira, incluindo o Troféu Roquette Pinto,
o Chico Viola e o Troféu Imprensa. O cantor morreu aos 74 anos

PRESS AWARDS 2012 TERÁ MILTON HATOUM,
JOÃO CARLOS MARTINS E HOMENAGEM A PERY RIBEIRO

Três nomes de notável contribuição a imagem positiva das artes e cultura brasileira no mundo estarão recebendo o “Lifetime Achievement Awards” na décima-quinta edição anual do Brazilian International Press Awards, cujas cerimônias de premiação estão marcadas para os dias 3 e 4 de maio.

Os ganhadores da mais importante premiação do evento são o escritor amazonense Milton Hatoum, o maestro João Carlos Martins,  e in memoriam o cantor brasileiro que por dez anos foi radicado no Sul da Florida, Pery Ribeiro.

O Board do Press Awards reuniu a imprensa na Sala Einstein do Broward Center para não só divulgar a lista dos premiados de Arte, Cultura & Comunidade, como também os prêmios “Lifetime”  e os Prêmios Especiais do Board, este ano conferidos ao Centro Cultural Brasil-USA, Brazilian Heritage Foundation e aos 10 anos do evento Dia da Criança Brasileira/Brazilian Press in Newark, NJ.

 Maria Bethânia
Melhor  Show Musical Brasileiro nos EUA – Feminino

 LISTA DOS PREMIADOS DE ARTE, CULTURA & COMUNIDADE, 2012

Artes Visuais, Jade Matarazzo; Dança, Brazarte Dance Company / Skindô;  Esportes, Michael Oliveira (Pugilismo); Instituição que promove Esportes nos EUA, The Brazilian Soccer Training Center; Evento Cultural, João Carlos Martins – Encontro Histórico – US Tour; Evento Comunitário, Carnaval Miami Beach Senior High School; Instituição que promove a Cultura Brasileira nos EUA, The Frederick Douglass Academy; Instituição de Ação Comunitária, 1ª Igreja Batista Brasileira da Florida; Banda & Grupo Brasileiro Radicado nos EUA, Brazilian Voices; Cantora Brasileira Radicadas nos EUA, Fabiana Passoni; Cantor Brasileiro Radicado nos EUA, Márcio Mendes; CD de Artista Brasileiro Radicado nos EUA, Cristina – “Sonho”; Show Musical Brasileiro nos EUA – Masculino, Diogo Nogueira; Show Musical Brasileiro nos EUA – Feminino, Maria Bethânia.

...E A PREMIAÇÃO CONTINUA

No dia 5 de abril, a imprensa será mais uma vez reunida para conhecer os premiados de Imprensa, Publicidade, Promoção do Idioma Português e mais dois premiados com o Lifetime Achievement Awards.

As cerimônias de premiação do evento estão programadas para o dia 3 de maio, Prêmios de Imprensa e Publicidade, no Cinema Paradiso  – 503 Southeast 6th Street, Fort Lauderdale, FL 33301;  e no dia 4 de maio,  a cerimônia de premiação de Arte, Cultura, Idioma & Comunidade, no Amaturo Theater do Broward Center.

Exclusivas para convidados, as cerimônias também estão abertas ao público que podem solicitar os convites gratuitos (dois por pessoa) em quantidades limitadas, a partir do dia 15 de março , através do contato no site oficial.  

Pelo sétimo ano consecutivo o Brazilian Press Awards  acontecerá paralelamente ao Seminário Focus-Brazil USA 2012.


...fonte...
 www.cnagitos.com
 www.pressaward.com/eua

...visite...
 MOCO Studio.131 Belle View avenue - Petaluma - CA - 94952
rasmussenximenes@hotmail.com
www.themocoart.com

JOVENS POTIGUARES MOSTRAM CIÊNCIA NA USP

  Estudantes de Escolas Estaduais representam o RN na FebraceFotografia: Marcos Santos/ USP Imagens

JOVENS DO RN MOSTRAM CIÊNCIA EM FEIRA NA USP

Por
Tribuna do Norte

O potencial de produção de energia limpa no Rio Grande do Norte está sendo mostrado em São Paulo por alunos da rede estadual de ensino. Trata-se de dois projetos de pesquisa nas áreas de energia eólica e outro de energia solar, ambos vindos do interior do Rio Grande do Norte tendo como temática de fontes de energia. O Rio Grande do Norte participa da Feira Brasileira de Ciência e Engenharia (Febrace), considerada a maior feira brasileira de Ciências e Engenharia, promovida pela USP (Universidade de São Paulo). O RN ainda participa com mais sete projetos de estudantes de Escolas Estaduais.

A Febrace foi iniciada na última segunda-feira (12) e prossegue até sábado (17) em Mega Tenda climatizada, montada na Cidade Universitária da USP, em São Paulo. O evento é organizado anualmente pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI) da Poli e tem entrada franca. Nesta edição, 325 projetos de 748 estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todo o país concorrem a medalhas, bolsas de iniciação científica e estágios. Cerca de 15 estudantes serão escolhidos para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel (Intel ISEF), ) que acontece de 13 a 18 de maio na cidade de Pittsburg, Estados Unidos.

O trabalho desenvolvido por Edilton, Júnior e Sara, usa energia solar instalada nos telhados das casas para diminuição do uso de gás e energia elétrica. Eles são do município de Dr. Severiano Melo no Oeste do RN com 6.552 habitantes e são da Escola Estadual Cristóvão C. Queiroz. A primeira experiência foi feita na cozinha da escola onde estudam. Levando em consideração que a temperatura ambiente da água no local era de 35ºC e com aquecimento a gás, apenas, demorava-se 11 minutos para preparar um café (com a temperatura final de 90ºC). Com a adição do sistema, em que a água fica numa caixa preta no telhado para ser aquecida pelo sol, a temperatura inicial é de 65ºC, o que diminui o tempo de fervura para apenas 8,5 minutos. Segundo Sara, a economia de energia chega a 38%.

O outro projeto potiguar trata da energia eólica. Vindos de Umarizal, região Oeste potiguar cidade com mais de 11 mil habitantes, Jonas, Flávia e Marcondes estudaram o desempenho de diversos tipos de "geradores" eólicos. Eles são alunos da Escola Estadual 11 de Agosto.

Os resultados de suas pesquisas apontaram maior eficiência nas hélices de três pás em comparação com a de duas e a de seis, enquanto que o diâmetro da hélice acoplado a um sistema de roldanas interfere diretamente na quantidade de energia produzida. Jonas ressalta que o Brasil tem "enorme potencial para desenvolvimento da energia eólica, mas esse potencial é pouco explorado". O Rio Grande do Norte tem o maior potencial de energia eólica do Brasil e na gestão Rosalba Ciarlini o Estado tem liderado os leiloes deste tipo de energia aumentou o número de parques eólicos instalados e produzindo no RN, que atualmente são 12.

GOVERNO ESTIMULOU PARTICIPAÇÃO DOS ESTUDANTES

Os estudantes responsáveis pela apresentação dos nove projetos que representam o RN estão sendo acompanhados por seus respectivos orientadores. O Governo do Estado assumiu as despesas com passagens aéreas e ajudas de custo para toda a equipe. Eles fazem parte de um total de 325 trabalhos escolhidos entre 1.505 projetos apresentados em feiras de ciências afiliadas a Febrace de todo o País.

Os projetos do RN apresentados são: "Análise dos problemas de Higiene Bucal e das Doenças transmitidas pelo beijo entre jovens", "Energia Eólica: Energia do Futuro", "Energia Solar: Uma alternativa sustentável para promover Economia","Estudo térmico de um laboratório de Ciências construído a partir de tijolos ecológicos", "Estudos de Astronomia na construção do conhecimento científico e na fabricação de alimentos derivados da mandioca cultivada em Passa e Fica", "Magia ou Ciência: Os fenômenos mágicos do mundo de Harry Portter que os cientistas tentam revelar", "Projeto Foguete movido à combustão do Etanol", Transmissor de Energia sem Fio" e "Utilização da Palma Forrageira como estratégia de convivência com o Semiárido na Serra de Luís Gomes".

SAIBA MAIS SOBRE A FEIRA

O objetivo da Febrace é desenvolver nesses estudantes o espírito empreendedor e fazer com que usem a criatividade para tentar resolver ou amenizar, de modo simples e barato, problemas da sociedade. Para a coordenadora da Feira, Roseli de Deus Lopes, o que estes jovens pesquisadores procuram é trazer "soluções para problemas da sociedade e contribuir para o desenvolvimento do país". A Feira se divide em grandes áreas do conhecimento: Ciências Agrárias, Biológicas, Exatas e da Terra, Humanas, da Saúde, Sociais Aplicadas e Engenharia. Mas alguns temas são bastante citados mesmo em categorias diferentes. A acessibilidade e projetos de inclusão são bons exemplos. Há projetos de educação para deficientes visuais na área de exatas, um aparelho reconhecedor de cor para deficientes visuais na área da engenharia e até um projeto de interação entre animais e crianças autistas.

Outro tema bastante recorrente é ecologia e sustentabilidade. Há o desenvolvimento de diversos produtos menos agressivos ao meio ambiente ou biodegradáveis, como tintas ecológicas, inseticidas naturais e a goma de mascar sustentável. A maioria das gomas vendidas atualmente utilizam-se do petróleo em sua fórmula, fonte não renovável e de difícil decomposição no ambiente. Esse elemento foi trocado por resinas vegetais que dá consistência e gosto semelhantes.


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março 14, 2012

A SUTILEZA DO JAZZ E O SWING DO SAMBA

 Potiguar tem trabalho reconhecido e terá disco gravado pela Som Livre
 
A LUZ DE LIZ ROSA

 Por
Sérgio Vilar 

"Vejo que não tenho tempo para ser estrela. É tanto o que fazer, minha nega, que só tu vendo pra crer. Ainda tem gente que pensa que vida de cantora é brisa fresca (...) Mato meu leão todo dia pra não ver meu canto calado morrer (...) O que era pra ser delícia, o glamour tá na lida". Esta é um pouco da vida do artista potiguar. É canção e vida de Khrystal. E também a faixa que abre o novo disco de uma potiguar que matou leões em Natal, comeu o pão que o diabo amassou no Rio de Janeiro e hoje tem seu trabalho reconhecido por uma das maiores gravadoras do Brasil: a Som Livre. 

Liz Rosa completa uma década de canto. Tem a verve interpretativa das grandes cantoras brasileiras da atualidade - aquela pegada jazz-bossanova, de voz suave, límpida e mais: uma vontade de ir além. E nesse caminho não há acomodação. Nem mesmo no repertório nem tão popular assim. "Não sou filha de artista consagrado, não tenho família com grana e de quebra canto coisas lado b, o que dificulta ainda mais. Espaços moderninhos no Rio de Janeiro têm muitos, mas pra fazer esse tipo de música a gente conta nos dedos", disse a potiguar, em chãos cariocas, onde reside há cinco anos.  

Liz Rosa iniciou temporada todas as terças-feiras no Semente, um bar na Lapa voltado ao samba de raiz. Foi lá onde a compositora e cantora Teresa Cristina - da safra de cantoras emergentes do samba - se lançou. É um começo, ainda. Mas já é bastante para quem já passou muito "perrengue". "Muito mesmo! Morei de favor na casa de amigos, tive que trabalhar como recepcionista para pagar minhas contas no começo, já que eu não tinha quase nenhum contato aqui no Rio. Aos poucos consegui espaços para cantar. Isso tudo eu conto por cima. Foi muita ralação".
 
 "Morei de favor na casa de amigos, 
tive que trabalhar como recepcionista para pagar minhas contas"

A ralação, a batalha pelos espaços e os contatos que surgiram descambaram na mesa de executivos da Som Livre. E tudo começou em Natal. Dez das 13 faixas do disco foram viabilizadas pela Lei Djalma Maranhão de incentivo à cultura. "Depois enviei o material para gravadoras e selos. Obtive duas respostas e a proposta da Som Livre foi melhor". A gravadora sugeriu a gravação de mais três faixas e ficou responsável pelo lançamento e distribuição. O áudio está pronto. A estimativa é de que seja lançado em  fim de abril, com shows de lançamento dia 22 de maio no Rio e em 15 de junho em Natal.

"A verba captada via lei municipal não deu pra lançar o disco porque eu teria que pagar os direitos autorais. Banquei o resto fazendo malabarismo com meu dinheiro. E a única maneira de conseguir colocar o CD na praça seria conseguir um selo ou uma gravadora para viabilizar essa prensagem". Liz Rosa explica que hoje é prática comum do mercado fonográfico se limitar à licença dos discos quase prontos para distribuírem pela internet e lojas. Em alguns casos, pagam a capa, máster e a divulgação.

O contato com a Som Livre foi mediado pelo amigo Mu Carvalho, pianista da Cor do Som e diretor musical de algumas produções da Rede Globo. Ele conseguiu marcar uma reunião na gravadora para levar o disco de Liz Rosa. Na reunião foram ele e o arranjador e produtor musical do álbum, Ricardo Silveira. "Neste dia eles tiveram reunião com novos artistas para decidir o que seria legal para eles lançarem em 2012. E foi aí que meu disco foi ouvido. No dia seguinte eles me ligaram", comemora. 

  "Khrystal é, sem dúvida, a compositora com quem mais me identifico"  

REPERTÓRIO "KHRYSTALINO" 

Das 13 faixas do disco intitulado Liz Rosa, seis são inéditas. Praticamente todas arranjadas em tons jazzísticos. Khrystal domina o repertório com três canções. O também potiguar Roberto Taufic, uma do produtor Ricardo Silva em parceria com Paulo César Pinheiro, e outra de Paulo César Pinheiro em parceria com Joyce. Dois tempos, de Khrystal, abre o disco. "A música tem uma história ótima. Khrystal é, sem dúvida, a compositora com quem mais me identifico. Tenho orgulho em mostrar aqui no Rio o que ela faz". As outras duas canções da potiguar no disco são Na lama, na lapa (em parceria com Valéria Oliveira) e Morô.

"Quando surgiu a ideia de gravarmos mais três músicas, na hora liguei e pedi mais música para Khrystal. Ela me mandou várias. Todas ótimas. Mas nenhuma era bem o que eu queria. É que todas as faixas do disco falam comigo diretamente. Passados alguns dias fui a natal e marquei de ir à casa dela tomar uma cerveja e jogar conversa fora. Ela me disse que havia feito uma canção, mas que achava que eu não ia curtir. Foi quando ela me mostrou Dois tempos. E eu amei. Tudo a ver com meu discurso (e dela também), de que o glamour artístico nós não conhecemos; só a ralação", brinca.

As outras canções inéditas: Eu sou aquela, enviada por Joyce. "Também é incrível e também aborda o universo feminino". De cabo a rabo traz música de Roberto Taufic gravada em disco do próprio lançado na Itália e interpretada por Liz Rosa no Teatro Riachuelo, em show da Valéria Oliveira. Cantiga boa era canção instrumental de Ricardo Silveira, presente no disco Amazon Secrets e recebeu letra de Paulo Cesar Pinheiro. O álbum é completado por regravações de clássicos da bossa nova e alguns dos melhores nomes da MPB. 


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março 13, 2012

NEVALDO ROCHA: UM POTIGUAR NA FORBES

 Dono do Shopping  Midway Mall é o 20º  homem mais rico do Brasil

NEVALDO ROCHA
UM CARAUBENSE NA FORBES

Por
Novo Jornal & Jornal DeFato 

É de Caraúbas, interior do Rio Grande do Norte, o 20° mais rico do Brasil e ocupa a 491a. posição no mundo, segundo a revista Americana Forbes. Nevaldo Rocha, hoje com 83 anos, fugiu de casa há exatas oito décadas para tentar a sorte em Natal. Teve sorte e padrinho. Com faro e jeito para os negócios, conseguiu acumular um patrimônio de U$ 2,5 bilhões de dólares, o que, segundo o próprio, declarou ao Novo Jornal, de Natal, "um verdadeiro prêmio", não pelo dinheiro, mas pela posição social. O principal destaque em fortuna em bilhões de dólares no Brasil é Eike Batista, que acumulou, no mercado de capital, fortuna de U$ 30 bilhões.

Nevaldo Rocha contou ao Novo Jornal que, ao chegar em Natal, por considerar que, depois de Deus, a melhor pessoa para se pedir ajuda era o governador, foi bater a porta do chefe de Estado, na época Rafael Fernandes. Não tinha um tostão no bolso. O governador não estava e terminou sendo recebido por Costa Fernandes, "Costinha", o tio do governador. Com estatura física raquítica e com sarnas no rosto, Nevaldo acredita que Costinha teve pena dele.

"Caraúbas, de tardes amenas
Calma estância onde é doce existir"
fotografia: Alexandro Gurgel

A história do menino de sardas no rosto foi contada por Costinha ao comerciante de relógios Moisés Fernann. Nevaldo contou que Moisés impôs uma condição para arranjar trabalho para ele: teria que ter onde dormir e comer. Costinha, então, teria intimado dois tios de Nevaldo que já moravam em Natal para dar comida e dormida ao menino. "E se eu chegasse atrasado, não comia mais", lembra o empresário em matéria contada ao Novo Jornal.

Os tios não deram atenção. Foram morar em outro local. Nevaldo arrumou uma pensão e começou a trabalhar na relojoaria, ganhando 100 mil reis por mês. Era pouco. Não dava para comer e pagar a estadia. O patrão aumentou para 120 mil e deu-lhe uma rede. Pagava também o café da manhã. Segundo Nevaldo Rocha, era gente muito boa. Nevaldo vendia relógio para os soldados americanos, que usavam Natal como base para o combate no Atlântico. Habilidoso com os negócios, começou a juntar dinheiro, aos poucos.

Em 1979, o grupo comprou a rede Lojas Riachuelo

Um tempo depois, quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Moisés Fernann precisou ir morar no Pernambuco e Nevaldo Rocha comprou o comércio de relógio. Assumiu o negócio. Essa história foi contada pela Revista IstoÉ. Os lucros foram também economizados. Em 1947, Nevaldo Rocha fundou a loja de roupas A Capital, em Natal. Outro sucesso de vendas. O negócio cresceu, criou corpo. Ficou robusto. Foi transformado no Grupo Guararapes.

Em 1979, o grupo comprou a rede Lojas Riachuelo, assim, expandindo-se para o mercado do comércio e varejo. Entre 1987 e 1989, centenas de trabalhadores se manifestaram exigindo melhores condições de trabalho, chegando a paralisar suas atividades na greve geral organizada pela CUT em 1987. Nessa época, tinha loja e fábrica de roupa em Mossoró. Já empregava milhares em várias capitais e cidades de médio porte.

 Shopping Midway Mall - Natal/RN
Estacionamento gratuito com vagas cobertas para 3.500 veículos

A crise fez reduzir o número de fábricas, mas não o patrimônio. Na verdade, usou a habilidade para pagar as dívidas, que se aproximava dos R$ 50 milhões, e retomar os negócios com lucro. Pediu trégua de um ano aos credores, reorganizou as lojas Riachuelo pelo país e as desvinculou, em parte, do Grupo Guararapes. Comprou as marcas Wolens e Pool. Atualmente, tem fábricas em Fortaleza, São Paulo e Natal, onde emprega aproximadamente 40 mil pessoas, sendo que dessa quantidade 50% em Natal, onde também é dono do Shopping Midway Mall.

O caraubense se mostrou surpreso e orgulhoso com seu nome relacionado na Revista Forbes. "É um verdadeiro prêmio. De tantos brasileiros, do Rio até Manaus, eu ser o mais destacado é uma satisfação muito grande. É um reconhecimento ao meu trabalho. E não é nem pelo fato do dinheiro; é pela posição", relatou aos repórteres Louse Aguiar e Ney Douglas do Novo Jornal.


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março 11, 2012

JUMENTO "MADE IN" SERTÃO NORDESTINO

 Por ano, os chineses sacrificam 1,5 milhão de jumentos
 para uso na indústria de alimentos e cosméticos  

 ... edição especial ... 

JUMENTO VIRA PRODUTO DE EXPORTAÇÃO

Por
José de Paiva Rebouças   

Depois do melão, do camarão e do sal, o Rio Grande do Norte pode se tornar uma potência na exportação de jumentos. Há pelo menos oito meses, o Governo do Estado assinou um protocolo de intenções com a China para fornecer os animais que serão usados na indústria de alimentos e cosmético. A pretensão dos chineses é importar 300 mil asnos do Brasil por ano e o RN quer abocanhar ao menos 20% dessa fatia.

No Nordeste, os asiáticos garantiram a compra dos animais e até chegaram a discutir com políticos locais a criação de uma linha de crédito específica, que levaria o nome de Projegue. Atualmente, os chineses abatem 1,5 milhão de jumentos, de todas as raças, produzidos no próprio país, na Índia e Zâmbia.  
 
O secretário-adjunto de Agricultura do Rio Grande do Norte, José Simplício Holanda, acredita que a comercialização de jumentos é uma ótima oportunidade para aquecer o mercado nordestino, mas ele alerta que só valerá a pena o comércio se o preço realmente for adequado e compatível com o mercado. "Pode-se tomar por base a arrouba de boi, chegando a 50% do valor atual", sugere. O jumento adequado para o abate, segundo Simplício, tem em média quatro arrobas (60 quilos).    

Simplício acredita que leva de três a cinco anos para que a cadeira produtiva asinina seja organizada no Estado, visto que o animal está muito desvalorizado devido a sua substituição pelos veículos, como trator, caminhonete e até motocicletas.     
 
 Essa cena é mais do que comum em todo o interior do Nordeste

A demora no tempo de avaliação da proposta, solicitada pelos chineses, é algo que vem incomodando o Governo, que já pensa até que isso não virá mais. Mas, notícia veiculada recentemente na imprensa nacional deu conta de que já foi liberado o intercâmbio de asnos entre os dois países.

Perigo na estrada - Com a desvalorização da tração animal no Nordeste, o jegue passou a ser rejeitado pelos trabalhadores e fazendeiros. Sem donos, é comum encontrar esses animais soltos pelas estradas, provocando graves acidentes de trânsito. Para Simplício Holanda, a comercialização do animal seria uma forma de reduzir esse problema, visto que os criadores teriam mais cuidado de não deixá-los fora dos currais.

Protestos - Depois que essa notícia circulou em nível nacional, na última semana, o secretário-adjunto de Agricultura do RN recebeu vários e-mails de protestos. "As pessoas saem em defesa do animal, achando que sou eu o responsável pelo comércio", explica Simplício Holanda.

Ele lembrou que o abate de animal é uma atividade comum no Brasil. Além do frango, do suíno e do boi, Simplício cita os bezerros que são abatidos para a fabricação de salsicha e o chamado "borrego mamão", abatido com 15 ou 20 dias de nascido para ser servido como prato nobre. 

A pretensão dos chineses é importar 300 mil asnos do Brasil

  JAPÃO
UM DOS PRIMEIROS A COMPRAR JUMENTOS NO NE

Não é a primeira vez que os asiáticos se interessam pelos jumentos nordestinos. Há cerca de 20 anos, os japoneses começaram a comprar esses animais para o consumo humano. Os primeiros atravessadores eram de Belo Jardim (PE), que compravam os animais indiscriminadamente.

Essa prática estava exterminando os rebanhos nordestinos porque os índices de abate eram de 7,25%, contra um crescimento de 4,5%. Um dos fatores para isso era o preço, que, na época, representava um décimo do valor do boi.

Para frear o ato predatório, um grupo de criadores fundou, em 1978, a Associação Brasileira de Criadores de Jumento Nordestino. Desde então, foi feita toda uma movimentação junto ao Ministério da Agricultura para evitar o desaparecimento do animal. Uma das medidas foi a portaria 980, que proibiu o abate de jumentas capazes de se produzir.

Ainda assim, na década de 1980, o comércio acabou por falta de matéria prima. A redução do rebanho foi brusca em todo o Nordeste, caindo de 4,5 milhões de cabeças em 1967 para pouco mais de 1,2 milhão em 1978. O RN, que em 1967 tinha 180 mil jumentos, terminou o ano de 1978 com menos de 52 mil.

Esses animais eram encaminhados para 16 abatedouros em todo o Brasil, desde o Paraná até o Maranhão. Os principais clientes do Nordeste eram de Pernambuco e Minas Gerais. "No pico, os abatedouros chegaram a sacrificar 760 mil cabeças", disse Fernando Viana, que esteve à frente da única pesquisa brasileira com esse fim.

Aposentado, o professor critica o abandono desse animal pelo nordestino. "É preciso se lembrar que o Nordeste foi feito pelo jumento", argumenta. De acordo com ele, esse interesse repentino pelo animal é apenas "um modismo", e defende um programa mais sério de valorização do jumento como instrumento de trabalho e matéria prima de exportação.
  
   O jumento é considerado no Nordeste brasileiro, muito mais que força motriz
 e meio de transporte. É animal de estimação.
fotografia: Orlando Brito

 JEGUE: UM SÍBOLO DO SERTÃO 

 Por
Alex Costa    

"Éverdade, meu senhor essa estória do sertão. Padre Vieira falou que o jumento é nosso irmão". O trecho inicial do poema de Luiz Gonzaga e José Clementino aviva a importância de um animal que faz parte da história e do desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte. Popularmente conhecido como jegue, o animal vem se tornando assunto em todo o Brasil. 

Em um protocolo de intenções assinado entre a China e o RN, a exportação do asinino é um dos interesses almejados pelo mercado asiático, que já importa os animais da Índia e da Zâmbia. O protocolo tenciona fazer com que o RN e outros estados nordestinos exportem cerca de 300 mil jegues por ano para o gigante.

Durante séculos o jegue foi o animal de estimação oficial das famílias do sertão. Era considerado amigo, companheiro de trabalho e um meio de transporte capaz de buscar água no riacho próximo e voltar sozinho. Em alguns relatos históricos, é possível ver que os jegues eram o patrimônio mais valioso que um pai podia deixar para o filho. Mas esse tempo acabou. Hoje é possível comprar um jumento por R$ 1, enquanto uma galinha custa sete vezes mais.

  O  jumento começa a dividir a paisagem do semiárido 
com as motos que levantam a poeira no meio da caatinga

Para o prefeito de Timbaúba dos Batistas, Ivanildo Junior, a tradicional corrida de jumentos que ocorre todos os anos nos dias 6 e 7 de setembro é exatamente uma tentativa de resgatar a importância histórica do animal e evitar que o espécime entre em extinção. "O jumento sobrevive nas situações mais difíceis. As pessoas se desfazem dele, mas ele fica vagando pela cidade e estradas e vão se extinguindo", alerta o prefeito da cidade que fica há 272 quilômetros de Natal.

Na cidade do Seridó, o jegue é um símbolo emblemático, com estátuas e a principal festa dedicadas aoseu nome. "O jegue aqui é um símbolo de cultura, lazer e trabalho. Há 25 anos que a nossa festa acontece e tem o objetivo de resgatar a memória do animal que ajudou o nosso estado a se desenvolver", frisa Ivanildo. A idéia de exportar jegues para consumo alimentício na China assustou a população de Timbaúba. "Ficamos temerosos com a notícia: afinal fazemos a festa para evitar a extinção, e há quem queira comê-los", finaliza.


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 José de Paiva Rebouças
 www.defato.com
Alex Costa
 alexcosta.rn@dabr.com.b
www.diariodenatal.com.br

março 10, 2012

O CANTO LÍRICO EM HARMONIA COM O ROCK

HILKÉLIA
"Um diálogo direto com as emoções humanas. Basta as cortinas se abrirem"

CANTO LÍRICO NO VENTILADOR

 Por
Yuno Silva 

A missão de despertar emoções e envolver o público através de experiências sonoras e visuais é o mote que move a espetáculo "Ópera Rock", que a cantora Hilkélia estreia domingo (11), às 20h, no Teatro Riachuelo, Natal/RN.  A cantora divide palco com banda formada por oito músicos e recebe participações dos cantores Lucca Medeiros (da banda de heavy metal melódico Hard Alliance), o tenor César Leonardo, o guitarrista Eduardo Pinheiro e a companhia de dança Shaman Tribal. Na trilha sonora Steve Vai, U2, Queen, Led Zeppelin, Yanni, Bizet, Puccini, Howard Shore (da trilha de Senhor dos Anéis) e a clássica "Rainha da Noite" de Mozart. A cantora troca de figurino três vezes durante a apresentação. 

Um passeio entre o erudito e o pop, sem estranhamento, e com uma boa dose de refinamento cênico. A cantora soprano Hilkélia Carlem, ex-integrante do grupo Dellicato, mostrará que sua trilha sonora solo continua com a mesma proposta no show "Ópera Rock". A montagem apresenta releituras de clássicos do rock, árias de ópera e trilhas sonoras do cinema mundial. Serão oitenta minutos de um passeio que transita entre o trágico e cômico, o sagrado e o profano, luz e sombra, o transcendental e a realidade. Os produtores são os mesmos do show "Nella Fantasia", de 2006.

Tudo começou a ser pensado quando Hilkélia foi convidada para participar de evento alusivo ao Bloomsday ano passado na UFRN. "Fizemos pesquisas sobre a cultura irlandesa, e interpretei uma canção do U2. Foi aí que começamos a pensar num espetáculo que pudesse unir rock e canto lírico", lembrou a cantora em entrevista ao VIVER, num camarim  do teatro.   

 "Ópera Rock"  apresentará releituras de clássicos do rock 'n roll,
 árias de ópera e trilhas sonoras de clássicos do cinema 

Apesar do nome óbvio para descrever a produção, ele não foi definido com facilidade pois não se trata de uma ópera rock tradicional. "Há um roteiro, mas não nos moldes tradicionais com história linear e personagens. Pensamos bastante sobre qual a mensagem poderia ser passada com o show, e vimos que, neste momento, queremos mexer com as emoções do público", disse Tatiane Fernandes, que além de produtora também assina a direção do espetáculo. Para ela, "o belo emociona, revoluciona e Hilkélia conduz a plateia por essa experiência", e o título do show sugere muito mais a fusão dos dois estilos. 

Buscando conferir maior conteúdo à apresentação, Hilkélia, Tatiane e a violinista Gláucia Santos, que também participa como instrumentista e completa o trio responsável por toda a concepção de "Ópera Rock", o espetáculo busca evidenciar a transição entre Classicismo e o Iluminismo do século 18. "A interpretação dá o tom a essa costura, onde o que está em jogo não é somente a transição cultural mas todo um contexto social daquela época", explica a diretora. Tatiane contou que a Rainha da Noite de Mozart representa o conservadorismo, que luta contra a mudança promovida pelo sábio Zoroastro.

Seguindo carreira solo desde 2009 quando o grupo Nella fantasia foi desfeito, Hilkélia planeja gravar DVD e a intenção é incrementar "Ópera Rock" com elementos mais teatralizados. O show traz elementos de profundo lirismo na combinação entre a força do rock com canções da poesia musicada dos séculos XVIII, XIX, XX e XXI, como a inconfundível "Rainha da Noite", de Mozart.

Em carreira solo, Hilkélia continua a investir no canto lírico pop

MELODIA E TEXTO

Hilkélia, 31, contabiliza sete anos de carreira como profissional do canto lírico e lembra que seu primeiro contato com a música se deu através da vontade de estudar piano. "Estudei teoria musical por dois anos (1993-94), comecei a fazer aulas de piano em 19995 mas só em 1999 é que entrei no curso técnico da Escola de Música da UFRN", recorda. A artista passou em primeiro lugar no vestibular para cursar piano, e ao experimentar o canto dentro da própria EMUFRN se encontrou. "Atrás do piano sentia falta de expressar melodia e texto, e quando comecei a participar de recitais descobri minha vocação de cantora."

Também professora de canto, Hilkélia garante que não falta público: "A grande procura pelos concertos de orquestras e outras apresentações do gênero comprovam esse interesse, o que falta é mais ousadia aos artistas, que se mantém atrelados à projetos da Universidade. Participei da ópera 'Dido e Enéas' e vi que há como se lançar no mercado de maneira independente", garante, não antes de avisar que trabalhar com grandes produções de música eruditarequer investimento: no espetáculo "Ópera Rock", se for contabilizado toda a equipe envolvida, ultrapassa fácil as 60 pessoas, desde iluminadores e camareira, produção, direção, maquiagem, músicos e técnicos.

Segundo as palavras das produtoras Tatiane Fernandes, Glaucia Santos e a própria Hilkélia, "o público será envolvido num repertório onde a concepção artística une sons, cores, gestos, cenário, iluminação, figurino e interpretação, oferecendo uma experiência artística única através da música. Um diálogo direto com as emoções humanas". Basta as cortinas se abrirem.


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Yuno Silva

AS MUITAS HISTÓRIAS DE UM BAIRRO

  O bairro do Alecrim conta com uma população de 32.380 habitantes
31 % da atividade empresarial e 40% de todo comércio varejista de Natal/RN
 fotografia: Canindé Soares

 VIAGEM AO MUNDO COLORIDO DO ALECRIM

Por
Yuno Silva

"Se procurar no Google e não encontrar, vá ao Alecrim!" A frase dita pela cantora Nara Costa no documentário "Cais do Sertão" pode até soar absurda, mas traduz com bom humor a profusão de opções que o centenário bairro natalense tem a oferecer ao mais indeciso dos consumidores. Com perfil comercial, trânsito caótico, um vai e vem interminável de pessoas e muitas histórias para contar, o Alecrim é o 'personagem' central eleito pelo documentarista Paulo Laguardia. Envolvido há mais de dois anos com o projeto, entre pesquisa e captação de imagens, Laguardia gravou as últimas cenas do documentário sobre o bairro na manhã de terça-feira, no estacionamento da Fundação Capitania das Artes - bem dizer às margens do rio Potengi.

A fase de edição está avançada e a meta é concluir ainda este mês de março. "Ainda não tenho uma data certa de lançamento, mas pretendo fazer uma sessão pública, de preferência na praça Gentil Ferreira,", planeja. Todos os alecrinenses ou não estão convidados.

Em 52 minutos, "Cais do Sertão", título alusivo ao apelido recebido pelo Alecrim no início do século 20 por ser um importante entreposto de produtos que chegavam do interior do RN pelo Potengi, pretende remontar a formação do bairro até os dias atuais a partir de depoimentos de moradores antigos e registros históricos.

"Minha proposta é contar essa história sem chatices, sem aquele foco burocrático que vemos em muitos documentários. O filme mostra problemas e aponta possíveis soluções a partir da ótica dos próprios moradores do bairro", adiantou. Laguardia contou que os moradores sugerem a possibilidade de verticalizar o camelódromo: "Registrei opiniões distintas sobre os vários temas abordados, mas fiquei impressionado com a visão unânime quanto à crítica aos políticos."

O bairro do Alecrim, nos tempos áureos, tinha seis cinemas,
 dois teatros e duas ou três casas de shows
fotografia: Henrique José

O documentarista informou que preferiu não citar nomes, "não é esse o objetivo do documentário", mas retomou assuntos como os dois projetos de urbanização que chegaram a ser aprovados pelo Ministérios das Cidades ainda nesta década para reurbanizar a área, mas que acabaram engavetados. "O Alecrim não admite remendo e há um receio de mexer com o bairro por razões políticas.

O interesse de Paulo Laguardia pelo bairro não é de agora: ele morou no Alecrim (por pouco tempo), trabalhou mais de uma década por lá e a passagem do centenário era a deixa que faltava ao documentarista. "Além do comércio popular que existe até hoje e da grande população residente, o Alecrim tinha um vida cultural pujante. Não à toa, era o principal palco para comícios, tinha seis cinemas, dois teatros e duas ou três casas de shows. Sem falar do Carnaval", enumera Laguardia.

Sobre o Carnaval uma curiosidade: o Alecrim, que tem escolas de samba estabelecidas e era sede de vários blocos de elite, foi o primeiro local a receber os desfiles durante o período de Momo, inclusive o bairro tinha um Rei Momo particular, anualmente encarnado por Severino Galvão, pai de Babal, Galvão Filho, Eri e João Galvão. "A riqueza cultural foi o que mais me chamou atenção", confessa o diretor e roteirista.

 Fundado em 23 de outubro de 1911, o Alecrim – o quarto bairro de Natal 

NOS TEMPOS DO "RIFÓLES"

Durante suas pesquisas, Paulo Laguardia topou com duas possibilidades para explicar a origem do nome Alecrim: a primeira versão remete ao tipo de vegetação abundante no local (que não era a especiaria, e sim um "garrancho"; e a segunda, que não deixa de ter relação com a primeira, dá conta do "costume de uma senhora que, sempre que passa um enterro, colocava um ramo de alecrim sobre o caixão."

No século 17 a região era conhecida como Rifóles, referência ao pirata francês Jacques Riffault, que frequentava o 'cais do sertão' em busca de pau brasil. Oficialmente o bairro foi fundado em outubro de 1911, mas registros apontam atividades urbanas anteriores. Com dois padroeiros, São Pedro (o oficial) e São Sebastião, o Alecrim também se caracteriza por sua religiosidade, onde várias religiões convivem lado a lado - católicos, evangélicos, espíritas e suas vertentes.

O salto no desenvolvimento urbano do bairro aconteceu junto com a instalação da Base e da Vila Naval, e um dos motivos da capital potiguar não ter sido transferida para Macaíba, quando aquela cidade era o principal entreposto comercial do RN no século 19, deve muito a vocação do bairro para o comércio.

 Laguardia entrevista a cantora Nara Costa
 A cantora declama poesia de François Silvestre sobre o bairro
 fotografia: Adriano Abreu

AS MEMÓRIAS DE CADA UM

A dinâmica do documentário é entrecortada por notas históricas, citações, poemas e músicas que falam sobre o Alecrim. A cantora Nara Costa declama poesia de François Silvestre sobre o bairro, o pesquisador e folclorista Gutenberg Costa fala sobre a visão preconceituosa para com o Alecrim (que até hoje existe, mas está mais branda), o cantor e compositor Babal lembra da infância e dos muitos lugares que inspiraram e inspiram sua música, Normando Bezerra exalta a trajetória do Alecrim Futebol Clube, e mais depoimentos de historiadores, arquitetos e empresários como Magno e Eduardo Vila (do Grupo Vila) e de Derneval Sá, da Casa Sarmento.

"Também fiz questão de lembrar de personagens folclóricos como Maria Sai da Lata, Lambretinha, Dr. Shock e Velocidade, todos citados com ar saudosista pelos moradores entrevistados", ressaltou Paulo Laguardia. A culinária, a religiosidade e a famosa feira da Avenida Um também ilustram o documentário. "Antes dos norte-americanos chegarem por aqui, na época da Segunda Guerra Mundial, as ruas já eram conhecidas por números." Segundo o diretor, o traçado ia até a numeração 23 (hoje Av. Mor Gouveia) e foi idealizado quando Omar O'Grady era prefeito de Natal. "Ele contratou o urbanista Giácomo Palumbo para fazer o primeiro Plano Diretor da cidade", informou.


CAFÉ NICE

"Cais do Sertão" também contou com depoimentos dos historiadores Luciano Capistrano e Job Neto; da arquiteta urbanista Eleonora Macedo; do professor universitário João da Mata, cujo pai era feirante no Alecrim; e o músico Reinaldo Azevedo, guitarrista da Banda Anos 60, que falou sobre a vida cultural e contou como era movimentado o Café Nice, "um grande ponto musical onde os boêmios se encontravam todo fim de semana."

"Se tivesse captado os recursos necessários, iria promover uma noite com os frequentadores da época para relembrar os tempos do Café Nice", lamentou. Para viabilizar o projeto, Laguardia precisou reduzir o orçamento e reclama da falta de apoio dos comerciantes da área. "Eu não conheço nenhum outro documentário no Brasil que trate exclusivamente de um bairro, e espero que esse trabalho incentive outras pessoas fazerem documentários sobre a Ribeira, Ponta Negra", disse Laguardia, cuja principal intenção é preservar a memória do bairro.

O documentário "Cais do Sertão" contou com patrocínio do Grupo Vila, através da Lei municipal Djama Maranhão de incentivo à Cultura, e apoio da Fundação Capitania das Artes, que cedeu equipamento para edição das imagens. Responsável pelas pesquisas, roteiro e direção, Paulo Laguardia foi assessorado por equipe formada por Marcelo Barreto (fotografia), Rogério Vital (cinegrafista), Bruno Sarmento (edição), Adriana Amorim (produção) e Danielle Brito (direção de produção).


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Yuno Silva