outubro 05, 2015

MULA PRETA: DESTAQUE INTERNACIONAL


 
FELIPE BEZERRA ANDRÉ GURGEL
   
Em 2013, com menos de um ano de vida, o estúdio Mula Preta, da cidade de Natal, levou para casa nada menos que quatro troféus da A’Design Awards, competição anual organizada pelo Museu do Design, na região de Milão, na Itália. Além da poltrona Basquete, que conquistou o certificado de ouro, o estúdio levou ainda duas pratas (com o banco Centopeia e a poltrona Nest) e um bronze (com a cadeira Reta). Há uma centena ou milhares de designers de leitura pop e comercial pelo mundo, mas os rastros da Mula, enaltecidos agora em 2015,  apontam para fatores concretos para a longevidade do  sucesso da dupla.
  Fotografia: Mula Preta Design Studio

DESIGNERS POTIGUARES GANHAM DESTAQUE INTERNACIONAL

 Por
Augusto Bezerril
NOVO JORNAL

Quando o canal Mundo Feérico - braço do novo Lifestyle na internet - divulgou o nome Mula Preta entre os nomes do line up da DMais BH, a jornalista Heloísa Aline usou as redes sociais para lembrar ter conhecido o trabalho de André Gurgel e Felipe Bezerra durante  a Design Week, realizada em Paris. “Eu conheço o trabalho dos meninos, eles são excelentes”, comentou a jornalista especializada em moda, decoração e design em MG. O feérico traçado de informações entre oceano Atlântico e os sertões do Rio Grande do Norte até Belo Horizonte é bem ilustrativo da trajetória do escritório de design Mula Preta - cujo portfólio tem listados diversos prêmios internacionais.

Antes de fazer atrair os olhares na Made, feira realizada durante a Design Week End no Jockey Clube de São Paulo, o impactante banco “Centopeia”  já havia pontuado em mostras na Europa.  O escritório Mula Preta coleciona bom número de premiações especialmente na “Design Award Milan”. “Somos pop e comercial”, diz a dupla sobre o trabalho. 

Há uma centena ou milhares de designers de leitura pop e comercial pelo mundo, mas os rastros da Mula apontam para fatores concretos para o sucesso da dupla. Como diria alguém acostumado à vida rural, a Mula Preta carrega de um lado o conhecimento de arquitetura de grandes projetos já saídos das pranchetas e moleskines de Felipe Bezerra e o conhecimento de tecnologia, maquete eletrônica e engenharia eletrônica por parte de André Gurgel. 

O atual boom no design originalmente brasileiro também ajuda - e muito.  Unindo conhecimento de arquitetura, tecnologia e talento,  o Mula Preta chega na hora certa em um mercado disposto a pagar pela brasilidade cosmopolita em peças de leveza e bom humor. 

Em busca de novas aplicações criativas além do universo imobiliário, Felipe Bezerra pensou originalmente criar uma editora. A quantidade de livros expostos numa sala do grupo Ecocil e na casa do arquiteto podem explicar o desejo. Sem deixar de lembrar, claro, que a fotógrafa Candinha Bezerra - mãe de Felipe - já dá enorme contribuição à área cultural. “Arquitetura é profissão de frustração. É um trabalho muito cartesiano. Eu sentia necessidade de mais liberdade criativa”, revela Bezerra. 

Egresso da Espanha - onde cursou design -, André também ensaiava novo empreendimento. O traço e humor - além da confiança na capacidade - fez com que os dois se unissem em torno de várias ideias no papel. A canção de Luiz Gonzaga surgiu como síntese do projeto que se esboçava, profissionalmente, mas sem grandes pretensões. “É um nome nordestino”, revela Bezerra. “A gente queria que refletisse o humor do nosso trabalho”, emenda Gurgel. 

O conjunto geométrico que dá forma à logomarca mostra que a Mula Preta é construída a partir de uma irreverência embasada em técnica. O escritório representa bem - desde a criação em 2012 -  o nordeste brasileiro, mas tem vetores apontados para o mundo. 

GIRO PELO SUDESTE GERA NOVOS NEGÓCIOS

Sem muito alarde e com rara fluidez para um estúdio radicado no Nordeste brasileiro, o trabalho da Mula Preta não apenas seduz a imprensa especializada,  mas gera negócios. O divertido som “Apito” teve, num momento em que o Brasil vive barulheira sobre crise, produção aumentada depois do giro da dupla por eventos no Sudeste. “A gente realmente não esperava tamanha procura”, espanta-se Gurgel. Nada mal para uma peça cuja criação teve base  “lúdica” no estudo de formas e conhecimento de eletrônica. Se fosse um jogo, a tática tem fundamento nos pilares do escritório. 

As luminárias “Pirulito”  - peça apresentada em exposição na Galeria Josehph em Paris -  e “Halter” são bem emblemáticas da gênesis do escritório a partir do mercado imobiliário de Natal. As peças têm base de concreto, material recorrente na sólida empresa Ecocil Engenharia. 

A poltrona “Fluens”, em desenvolvimento, tem estrutura de metal. E guarda lembrança de um episódio pouco feliz na história do arquiteto e designer Felipe Bezerra. O “Arco do Sol” - criada em comemoração aos 400 anos de Natal - foi retirado da Zona Sul de Natal durante a gestão da prefeita Micarla de Sousa e não voltou mais à paisagem.  

Enquanto ganha o mundo e representa muito bem o espírito nordestino e cosmopolita do natalense, o Mula Preta leva gol contra em sua cidade sede. Felipe, tendo na escuderia André Gurgel, não desanima e responde com engenho, leveza e humor.  

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setembro 27, 2015

UBUNTU: A ÁFRICA EM NATAL


UBUNTU
Documentário mostra rotina de estudantes africanos em Natal 
 Fotografia: NOVO JORNAL  
 
Ubuntu é uma filosofia africana cujo significado se refere à humanidade com os outros. Trata-se de um conceito amplo sobre a essência do ser humano e a forma como se comporta em sociedade. Para os africanos, ubuntu é a capacidade humana de compreender, aceitar e tratar bem o outro, uma ideia semelhante à de amor ao próximo. Ubuntu significa generosidade, solidariedade, compaixão com os necessitados, e o desejo sincero de felicidade e harmonia entre os homens.

 UBUNTU
A ÁFRICA EM NATAL
DOCUMENTÁRIO MOSTRA ROTINA DE ESTUDANTES AFRICANOS EM NATAL

Por
Redação NOVO JORNAL

Veronio Correia, 32, sustenta seu diploma em Estatística pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desde o final do ano passado.  Ele se mudou para Natal em 2005 para estudar, vindo da Guiné-Bissau após passar nas provas do “Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G)” - mas o seu caso não é isolado.

A presença de estudantes africanos na UFRN é tão representativa que despertou o interesse do realizador audiovisual Herison Pedro, 28, e da mestranda em Ciências Sociais Marlla Suéllen, 26, que juntos produziram o curta-metragem documental “Ubuntu”, vencedor do edital “Curta Afirmativo 2013” (Ancine/MinC), exclusivo para cineastas afro-brasileiros, lançado no final de 2013.

Com duração de 15 minutos, o filme já está finalizado e conta as histórias de outros quatro estudantes universitários africanos, além de Veronio. As filmagens foram realizadas, no entanto, com cerca de 10 estudantes entre junho de 2014 e maio deste ano.

Todos os personagens acabaram conduzindo os jovens realizadores audiovisuais para uma sigla até então desconhecida por eles: “PEC-G” ou “Programa de Estudantes-Convênio de Graduação”, existente há mais de 50 anos, que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais.

O programa é mantido pelos ministérios das Relações Exteriores” e da “Educação, em parceria com universidades públicas e particulares, selecionando estrangeiros entre 18 e 23 anos, com ensino médio completo, para realizar estudos de graduação no Brasil.

“Na verdade a pessoa se candidata na embaixada e escolhe duas cidades de preferência, faz a prova e aguarda o surgimento da vaga no curso que desejou”, explica Veronio, lembrando-se do processo pelo qual passou em 2005.

Na época, sua segunda opção de destino era a cidade de Fortaleza. Veronio preferia se mudar para a capital potiguar por conta dos amigos que estavam aqui, vindos justamente através do programa de graduação. “A minha mãe também já tinha passado por aqui há alguns anos e eu acabei dando sorte porque a vaga surgiu em Natal mesmo”, explica.

Além de precisar se adaptar aos costumes potiguares, Veronio também teve que se conformar sobre os novos rumos de seu destino, já que em Guiné-Bissau estava no terceiro ano de Direito e pensava em migrar para o curso aqui no país após ingressar em Estatística, mas a mudança não foi permitida pela UFRN.

“O programa permite essa mudança, mas a universidade não. Então precisei cursar Estatística até o final, o que foi muito difícil. Para você ter uma ideia, dos 50 estudantes que entraram junto comigo na turma, apenas seis se formaram”, comenta Veronio, que agora se prepara para a prova de mestrado na área contábil.

Embora o sonho de cursar Direito tenha ficado para trás, Veronio acabou encontrando na UFRN ainda um motivo bem maior para permanecer lá. “Casei e agora estou morando com minha esposa Silvânia Melo, que conheci enquanto ela cursava Serviço Social também na UFRN”, conta, um pouco envergonhando.

PRIMEIRA EXIBIÇÃO EM RECIFE

A primeira exibição de “Ubuntu: a África em Natal” está marcada para a semana que vem durante o Festival Internacional de Cinema Etnográfico do Recife (FIFER), a ser realizado entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro.

Em Natal, a primeira sessão ocorrerá um pouco depois, no dia 20 de outubro, durante a Cientec 2015, junto com a exibição do curta cearense “Negro lá, Negro cá”, dirigido por Eduardo Cunha Souza, sobre a presença de estudantes africanos em Fortaleza.

“Durante as pesquisas  identificamos que São Paulo e Fortaleza possuem a maior concentração de estudantes africanos pelo PEC-G. Natal é um pouco menos expressiva”, define, informando ainda que a maioria dos estudantes éde dois países africanos: Guiné-Bissau e Cabo Verde.

“A maioria sai de seus países por conta dos conflitos mesmo, mas são casos específicos. Em Guiné-Bissau, por exemplo, existe um déficit nas universidades; então eles vêm ao Brasil à procura da melhoria na educação”, reforça. Atualmente, a UFRN recebe estudantes dos seguintes países africanos: Cabo Verde, Guiné-Bissau, Nigéria, Camarões, Togo, Congo, Benim e Senegal.

Até o final do ano, Herison pretende lançar o filme também em Guiné-Bissau e Cabo Verde para colher novos depoimentos de estudantes que esperam vir para o Brasil através do programa. O objetivo é unir material suficiente para transformar o filme em um longa-metragem.

“Todo esse documentário que a gente tá lançando agora se passa aqui em Natal, contando a visão que esses estudantes possuem aqui. Mas queria muito filmar esse processo de lá”, explica Herison, enquanto Marlla reforça um pouco dos conceitos explorados em “Ubuntu”.

“Olha, a gente fechou muito o ‘doc’ nessa relação com a universidade, tanto que entrevistamos alguns dos funcionários mais antigos e a própria reitora. Tem muito sobre a noção do estrangeiro que não imagina como seja o Nordeste, além do preconceito que sofrem por parte até dos próprios professores”, resume.  

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setembro 22, 2015

PRESTÍGIO À ARTE E AO ARTISTA POTIGUAR

 
TROFÉU CULTURA
 O Troféu Cultura, criado pelo jornalista e produtor Toinho Silveira, 
chegando a 12ª edição. E vem aí - para mais uma vez - oferecer 
prestigio e reconhecimento à arte e aos artistas potiguares.
Fotografia: Canindé Soares

 TROFÉU CULTURA
RECONHECIMENTO E PRESTÍGIO À ARTE E AOS ARTISTAS POTIGUARES

Por
Tácito Costa
SUBSTANTIVO PLURAL

São 12 anos de reconhecimento à arte praticada no Rio Grande do Norte. Desde a primeira edição, o Troféu Cultura procura alimentar o artista com o que há de mais valioso para seu trabalho: o prestígio. Diferentes manifestações artísticas estão contempladas: Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Dança, Fotografia, Literatura, Música e ainda o Artista do Ano, sem falar em homenagens pontuais pelo conjunto da obra, festejadas durante memoráveis solenidades na entrega dos Troféus.

Este ano, a festa do Troféu Cultura apresenta algumas novidades. Além da estreia no suntuoso palco do Teatro Riachuelo, funcionará também como abertura do tradicional Festival de Cinema e Vídeo de Natal (FestNatal). A data será dia 19 de novembro, com encerramento do Festival agendado para uma semana depois, dia 26, no mesmo Teatro Riachuelo. A solenidade da premiação, como sempre, reservará algumas surpresas e confirmará ainda atrações musicais para adornar a festa.

Os indicados foram selecionados por especialistas em cada área. Definidos os cinco nomes para cada categoria, a votação é livre, mas aceitando apenas um voto por IP, ou seja, o sistema registrará o seu voto a partir do computador que você votou, rejeitando uma segunda tentativa pela mesma máquina. Foi a forma encontrada para evitar a mamãe coruja do candidato “colada” ao teclado durante a madrugada! A votação será encerrada às 0h do dia 19 de novembro e os vencedores serão anunciados no Teatro Riachuelo.

Você pode votar abaixo, no final deste texto ou no banner colocado neste Substantivo Plural, acima da coluna de comentários. A seta nas extremidades da parte superior lhe dá as opções de cada categoria, que são: Melhor Fotógrafo(a), Melhor Cia. de Dança, Melhor Show, Melhor Cantora, Melhor Cantor, Melhor Artista Visual, Melhor Banda, Produtor Cultural, Destaque no Audiovisual, Destaque na Literatura, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Espetáculo de Teatro, e Artista do Ano.

E cá pra nós, antes de qualquer resultado, o importante é ser lembrado. Aliás: importante é fazer o que gosta. Ou melhor, como diria a música: “Fundamental é ser feliz”. E se for fazendo arte, fomentando a cultura do nosso Estado, não há nada mais prazeroso. Então, parabéns aos artistas potiguares e ao idealizador do prêmio, o produtor Toinho Silveira. Em se tratando de produzir e prestigiar a arte no Rio Grande do Norte, são todos, de antemão, vencedores!

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Confira os candidatos e suas respectivas categorias

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setembro 21, 2015

PEÇO O SEU VOTO, É RAPIDINHO, HEIN?


PEÇO O SEU VOTO, É RAPIDINHO, HEIN? 

O blog Potiguarte participa do prêmio Top Blog 2015

Olá pessoal, desta vez venho pedir, se possível, e se vocês sentirem que devem, seu voto para o meu BLOG, o Potiguarte. Estou participando,  mais uma vez,  do TOP BLOG BRASIL na categoria Arte e Cultura.

É simples e fácil!

Clique no link logo abaixo, marque a opção "vote aqui", em seguida, por favor, clique em  "não sou um robô" e "votar". Pronto, o seu voto foi computado com sucesso!

Agradeço o seu apoio antecipadamente. Muito grato por estes 3 minutinhos dispensados para o voto. No mais, abraços e muita luz em seu dia a dia!

Vote, por favor, aqui:
http://www.topblog.com.br/candidatos/?projeto=89742#projeto/89742 

   
 
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setembro 08, 2015

MARIA NAZARÉ: 100 ANOS DE RESISTÊNCIA

MARIA NAZARÉ

Aos cem anos, lúcida e com uma memória privilegiada, 
ela se considera feliz por ter vivido cercada de natureza e dos familiares. 
São 20 netos e 26 bisnetos. Todos ela ajudou a criar e educar
Fotografia: Magnus Nascimento    

 MARIA NAZARÉ: 100 ANOS DE RESISTÊNCIA   

 Via
TRIBUNA DO NORTE    

Uma casa singela, sem muros, branca e com uma pincelada de azul claro contornando as portas e janelas de madeira. Na frente, em vez do número (inexistente), chamam atenção, também em azul, o nome de uma mulher e uma data — Maria Nazaré Marques de Moura, 23.08.1915. São esses detalhes, nada fortuitos, que distinguem a casinha das outras moradias próximas, também simples, e dão merecido destaque a Maria Nazaré. Não por causa de dinheiro ou posses, mas por sua história. São cem anos de vida e uma trajetória de resistência e protagonismo na comunidade quilombola Rio dos Negros, também chamada de Moita Verde, em Parnamirim, terceira cidade mais populosa do Rio Grande do Norte.

Nascida no dia 23 de agosto de 1915 em Capoeira dos Negros, localidade do município Bom Jesus, vizinho a Parnamirim, Maria Nazaré fundou e desenvolveu a comunidade quilombola onde vive há 70 anos, cujas terras teriam sido doadas ao pai do seu marido como retribuição aos muitos anos de fidelidade e dedicação, na condição de escravo, ao antigo dono da propriedade.

O local era só mato quando ela chegou para morar, em 1945, logo depois de se casar. Ao contrário de Capoeira dos Negros, situada numa área de transição entre o agreste e o semiárido, as novas terras, cortadas pelo rio Pitimbu, eram férteis, onde de quase tudo se plantava, de fruteiras a hortaliças. No entanto, com a morte precoce do marido, em 1960, Maria Nazaré se viu, aos 27 anos, diante de um cenário adverso.

Porém, nunca mais voltou a casar, optando por ficar sozinha e defender seu pedaço de chão em Capoeira dos Negros, o Sítio São Pedro, onde criou sua família, plantando e lavando roupa no rio para famílias abastadas de Parnamirim. Após crescidos, seus filhos, cinco ao todo, se casaram e construíram casas ao lado da dela. Aos cem anos, completamente lúcida e com uma memória privilegiada, a matriarca se considera feliz por ter vivido cercada de natureza e dos familiares. São 20 netos e 26 bisnetos, e todos ela ajudou a criar e educar.

“Fui parteira. Cortei 25 imbigo. Até barriga de dois (gêmeos) eu peguei”, gaba-se dona Nazaré, sentada em uma rede branca e azul armada na pequena sala de sua casa. Mesmo analfabeta, diz ter ensinado os filhos e netos a ler na cartilha do ABC. “Conheço as letras, mas nunca aprendi a soletrar”, conta ela, que por causa da idade e de um problema recente no pé, anda com certa dificuldade e tem sempre alguém da família lhe dando suporte em casa.

Maria Nazaré Marques de Moura é como se fosse um patrimônio imaterial de Parnamirim. Em seu aniversário de 100 anos, comemorado há duas semanas, o sítio ficou lotado. Familiares e muitos moradores do município, inclusive políticos, compareceram à festa, das 7h às 16h. Teve até apresentação da Banda Marcial Luiz Maranhão Filho, em que dois netos dela tocam. A Prefeitura de Parnamirim doou cinco bolos e a homenageou com uma placa, colocada num lugar especial junto às imagens religiosas na sala.

Maria Nazaré ganhou inúmeros presentes. Apesar de ser uma pessoa de costumes arraigados, da roça, que detestou ter conhecido a praia — “com aquela água salgada e aqueles homens e mulheres tudo nu” —, adorou ter ganhado um celular de última geração. Até whatsapp ela usa, por comando de voz.

Fora isso, a modernidade não lhe seduz. Diz que a companhia dos filhos, netos e bisnetos é a principal razão de sua vida e felicidade e acha que realizou nesses cem anos tudo que desejava. “O que eu mais queria era fazer a casinha das ovelhas, para as bichinhas não ficar na chuva. E eu fiz”, diz. 

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setembro 03, 2015

UM BLOG POTIGUAR NO PRÊMIO TOP BLOG


UM BLOG POTIGUAR NO PRÊMIO TOP BLOG

Por
José Carlos da Silva
Administrador blog Potiguarte

O Prêmio Top Blog movimentou em 5 edições, pasmem,  mais de 160 mil blogs dos mais diversos temas em todo o país. Desde 2008, o Prêmio Top Blog reconhece e premia, mediante votação popular e técnica, os melhores blogs nacionais de acordo com suas editorias.

 O blog Potiguarte, o qual idealizei e administro, tem a grata oportunidade de participar - pelo terceiro ano - do maior prêmio direcionado a blogueiros deste País. Nesta edição, 2015, o Top Blog retorna com repertório ampliado e nova proposta de premiação.

Duas edições, 2012 e 2013, foi fundamentalmente importante para o blog Potiguarte, onde conquistamos o segundo e terceiro lugares, respectivamente

Assim, ficarei muito grato em poder contar com o seu voto, pois ele enobrecerá mais ainda a arte e cultura potiguar.

E a votação já começou e conto com você, hein? Acesse o link logo abaixo e confirme já o seu voto para a arte e cultura potiguar!

 POTIGUARTE

O blog Potiguarte é um espaço dedicado à divulgação de postagens de matérias jornalísticas que retratam as manifestações culturais e artísticas geradas em Natal e Região (Rio Grande do Norte). O blog Potiguarte tem mantido um estilo peculiar de compartilhar, divulgar e mostrar ao mundo a arte e cultura genuinamente potiguar.

O Potiguarte acredita que a arte e a cultura, assim como seu caráter transformador, são inerentes ao ser humano e como tal devem ser estimulados e encarados como fatores de construção de uma consciência crítica e de indivíduos atuantes social, intelectual, cultural, política e artisticamente.

 
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agosto 25, 2015

A FRÁGIL MEMÓRIA DA CAPITAL POTIGUAR

UMA CIDADE SEM MEMÓRIA
 Fotografia: Rodrigo gurgel
 
Casarão de relevância cultural na paisagem da cidade. O sobrado de traços ecléticos, que ficava na esquina da avenida Prudente de Morais com a rua Seridó, Natal/RN, foi sede do Conservatório de Música Frédéric Chopin e terminou seus dias como churrascaria; agora, tudo indica que o endereço será ocupado por uma farmácia considerando que o imóvel pertence a empresa Empreendimentos Farmacêuticos Globo Ltda.
 
A FRÁGIL MEMÓRIA DA CIDADE

Por
Yuno Silva, Repórter
Colaboradora
Cinthia Lopes, Editora
TRIBUNA DO NORTE  
 
A demolição sumária de um casarão neocolonial construído entre as décadas de 1920 e 30 no último sábado (22), em Petrópolis, ligou o alerta de arquitetos, gestores públicos, profissionais que lidam com patrimônio histórico e entusiastas pela preservação da memória: como proteger os já raros exemplares de imóveis antigos de relevância para a identidade cultural urbana de Natal? O sobrado de traços ecléticos, que ficava na esquina da avenida Prudente de Morais com a rua Seridó, foi sede do Conservatório de Música Frédéric Chopin e terminou seus dias como churrascaria; agora, tudo indica que o endereço será ocupado por uma farmácia considerando que o imóvel pertence a empresa Empreendimentos Farmacêuticos Globo Ltda.

“A demolição foi irregular, não fomos comunicados como seria feito o procedimento nem emitimos qualquer autorização. Deram entrada na solicitação no final do expediente da sexta-feira (21), e o processo só foi encaminhado para o setor que analisa os pedidos de demolição hoje (ontem, dia 24). Quem protocolou o documento na Semurb tem conhecimento de que há uma legislação específica regulamentando esse tipo serviço. Agora queremos saber os motivos que levaram a antecipar a demolição do imóvel”, disse o titular da pasta Marcelo Caetano Rosado Maia Batista.

O pedido de demolição foi protocolado na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) às 12h48 do dia 21, sob o número 038113.2015-84. Mesmo com a demolição irregular do imóvel, a solicitação seguirá todos os trâmites legais; enquanto outro processo corre paralelo afim de apurar a responsabilidade dos fatos. Rosado informou que o prazo médio para a Semurb atender um pedido de demolição é de 10 dias úteis. “Isso quando a construção não apresenta características históricas. Em casos como esse demora um pouco mais (que os 10 dias úteis de praxe), pois verificamos com os órgãos que cuidam do patrimônio para saber a situação do imóvel antes de emitir um parecer”.

O secretário explicou ainda que quando há urgência em demolir, os próprios interessados já trazem documentação relativa à questões patrimoniais.

“O protocolo do pedido de demolição não garante a legalidade do procedimento”, reforça Marcelo Rosado. Técnicos da Secretaria irão vistoriar o local para então redigir um auto de infração. O valor da multa a ser aplicada nesses casos varia de R$ 48 a R$ 12 mil, faixa estipulada pelo Código de Obras do Município, e será definida de acordo com gravidade do ocorrido após a vistoria. Após notificação oficial, a empresa Empreendimentos Farmacêuticos Globo Ltda terá dez dias para apresentar defesa. “Não é normal não esperar a autorização”, observou Rosado.

A demolição ganhou as redes sociais no mesmo dia (22), quando o arquiteto Rodrigo Gurgel, que trabalha em frente ao antigo casarão, postou fotos em seu perfil – até ontem pela manhã a postagem já contabilizava mais de 400 compartilhamentos. “O que fizeram é a maior burrice, ia ser a farmácia mais charmosa e diferente da cidade. Iria ganhar a simpatia dos consumidores e poderia ser exemplo de como adequar o imóvel para uso comercial”, pontua.

Para Rodrigo o “grande problema é a demolição irregular” de uma casa em pleno funcionamento: “Esse é o primeiro problema, o segundo é a falta de visão empresarial. Com esse tipo de expediente estamos perdendo a identidade histórica e cultural da cidade, as referências vão se rareando – que é o que dá as características de uma sociedade.

ATO DE REPÚDIO

Na tarde de ontem, 24, em frente ao endereço antes ocupado pelo casarão neocolonial de traços “barrocos e de casa de fazenda” – como bem ensinou Patrícia Luz, atual presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RN – houve movimentação e ato articulado por membros do CAU-RN, do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RN) e do Sindicato dos Arquitetos do RN (SINARQ).

De acordo com o texto divulgado pelos organizadores do protesto “Saudosa Maloca”, o imóvel quase centenário “levou menos de 3 horas” para vir ao chão. Vestidos de preto, os manifestantes depositaram flores no local e emitiram nota de repúdio ao tombamento literal do casarão.

“É toda uma história que se perde”, lamentou Patrícia. “É o Arquiteto e Urbanista que estuda, planeja, pensa e repensa a cidade, e quando falamos em planejar temos que considerar o contexto histórico, não podemos destruir tudo e viver só o novo: é o patrimônio que conta nossa história”, garante. A presidente do CAU-RN adiantou que, em parceria a ser construída com a UFRN, IAB-RN, Sinarq-RN e Iphan-RN, o Conselho irá iniciar um mapeamento para identificar imóveis – mesmo os não tombados – de relevância histórica. “Nosso lema é preservar e usar!”, defende. Patrícia Luz lembra que o Conselho “orienta” os colegas pela boa prática da profissão, “e esse episódio é um exemplo do que não fazer”. Para Patrícia Luz é fundamental a preservação da memória urbana. “É ele (o Arquiteto e Urbanista) que tem o dever de contar essa história e manter a memória da cidade viva, algo tão valorizado em outras cidades do mundo. O VIVER entrou em contato com a assessoria do grupo Globo, mas não obteve resposta até o fechamento.

 O QUE

O casarão neocolonial construído entre os anos 1920/30 que ficava na esquina da Av. Prudente de Morais e Rua Seridó, em Petrópolis, foi demolido no último sábado (22). A Semurb confirmou protocolo solicitando a derrubada do imóvel na sexta (21), um dia antes do ocorrido, pela empresa Empreendimentos Farmacêuticos Globo Ltda. O prazo mínimo estipulado para emitir esse tipo de autorização é de dez dias úteis. A empresa será autuada e poderá pagar uma multa cujo valor ainda não foi definido (entre R$ 48 e R$ 12 mil).

QUEM

Arquitetos e simpatizantes do patrimônio histórico municipal realizaram protesto em frente ao local na tarde desta segunda (24). Entidades de classe querem articular, em parceria com a UFRN e Iphan-RN, um mapeamento dos imóveis de relevância histórica. O casarão  foi sede do Conservatório de Música Frédéric Chopin até 2010, e terminou seus dias como churrascaria – agora o endereço poderá vir a ser uma farmácia. 
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