outubro 17, 2015

A NOVA SAFRA DOS PERFIS POTIGUARES


PERFIS POTIGUARES

Nova coleção contempla cinco personalidades e fecha primeira etapa, com dez biografias publicadas. Os livros, escritos respectivamente por Alexis Peixoto, Diógenes da Cunha Lima, Eulália Barros, Iaperi Araújo e Leide Câmara, serão lançados na Academia Norte-riograndense de Letras durante sessão coletiva de autógrafos marcada para o dia 28 de outubro, às 18h, na Academia Norte-riograndense de Letras.

 A NOVA SAFRA DOS PERFIS POTIGUARES

 Por
Yuno Silva
TRIBUNA DO NORTE

 A secura no ‘semiárido’ das biografias dá sinais de que a ‘irrigação’ esporádica pode se tornar perene em solo Norte-riograndense. Esse é o objetivo do projeto “Biografias”, capitaneado pela editora Caravela Cultural, que apresenta no próximo dia 28 de outubro novos volumes da coleção iniciada com quatro títulos em 2013. Desta vez serão destacadas cinco figuras que deixaram sua marca e escreveram capítulos importantes na história do Estado: o aviador Augusto Severo (1864-1902), o professor e pesquisador Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), a educadora Noilde Ramalho (1920-2010), o médico Januário Cicco (1881-1952) e a cantora Ademilde Fonseca (1921-2012).

Os livros, escritos respectivamente por Alexis Peixoto, Diógenes da Cunha Lima, Eulália Barros, Iaperi Araújo e Leide Câmara, serão lançados na Academia Norte-riograndense de Letras durante sessão coletiva de autógrafos .

“Nossa meta é publicar novas biografias a cada semestre. Já temos os dez nomes para 2016, e a lista para 2017 está quase fechada”, adiantou o editor José Correia Torres Neto. Ao todo foram listados cerca de 150 personalidades de todas as áreas. Diferentemente da primeira remessa, essa segunda leva de biografias sai sem patrocínio nem incentivo via leis de incentivo: “Resolvemos não  enquadrar o projeto nas leis de incentivo em função do tempo do trâmite burocrático. Os autores já entregaram o material, os livros estão diagramados e boa parte impressa. Se fossemos esperar a lei, provavelmente não iria dar tempo para sair ainda este ano”, informou Torres Neto, da Caravela Cultural, que coassina a tiragem com a 8 Editora.

Além da venda avulsa nas principais livrarias da cidade após o lançamento no dia 28, as editoras parceiras buscam articular formas de distribuir os livros nas escolas. “O foco da coleção são estudantes e professores. Temos outros livros sobre alguns dos nomes biografados, mas são publicações volumosas e boa parte delas estão esgotadas. Queremos apresentar a relevância dessas pessoas para o jovem leitor com um texto conciso em formato pocket (de bolso)”, disse o editor.

Vale lembrar que os primeiros biografados foram o cantor Carlos Alexandre, o escritor Homero Homem, o ator e diretor de teatro Jesiel Figueiredo e o poeta e artista plástico Newton Navarro. O jornalista Alexis Peixoto, que escreveu o livro-reportagem biográfico sobre Homero Homem, é o único autor que retorna às prateleiras nessa segunda investida do projeto “Biografias”.

“Os potiguares ainda conhecem pouco a própria história, por isso acredito no potencial das biografias em despertar o interesse nas pessoas em buscar essas memórias”.

SERVIÇO

Lançamento das biografias de Augusto Severo (Alexis Peixoto), Luís da Câmara Cascudo (Diógenes da Cunha Lima), Noilde Ramalho (Eulália Barros), Januário Cicco (Iaperi Araújo) e Ademilde Fonseca (Leide Câmara), no dia 28 de outubro, às 18h, na Academia Norte-riograndense de Letras. O preço de cada um dos cinco livros é R$ 20 – desconto para quem adquirir a coleção completa de uma vez.

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outubro 07, 2015

OUTUBRO ROSA: ESTAMOS COM VOCÊS!!


O BLOG POTIGUARTE APOIA ESSA IDEIA!

Para o mês em curso, o blog Potiguarte, aderindo à campanha do Outubro Rosa, exibirá em sua página - excepcionalmente - um laço de fita rosa, símbolo da campanha que objetiva estimular a participação da população, empresas e entidades na luta contra o câncer de mama. Quanto mais cedo o câncer de mama for diagnosticado, maiores são as chances de cura. Prevenção será sempre o melhor caminho!

OUTUBRO ROSA
PREVENÇÃO É O MELHOR CAMINHO

O QUE É O OUTUBRO ROSA?

O Outubro Rosa é uma campanha mundial de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

A popularidade do “Outubro Rosa” alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno de uma causa nobre. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.

Este movimento começou nos Estados Unidos e a história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade.

O QUE É O CÂNCER DE MAMA?

O câncer de mama é o tipo mais frequente na mulher brasileira e consiste no desenvolvimento anormal das células da mama, que se multiplicam repetidamente até formarem um tumor.

Alguns dos fatores de risco são: a idade avançada, a exposição prolongada aos hormônios femininos, o excesso de peso e a história familiar ou de mutação genética. No entanto, há casos de mulheres que desenvolvem a doença sem apresentar fatores de risco identificáveis.

SINTOMAS

Quanto mais cedo o câncer de mama for diagnosticado, maiores são as chances de cura. Ou seja, se no momento do diagnóstico o tumor tiver menos de 1 centímetro (estágio inicial), as chances de cura chegam a 95%.

Em geral, o primeiro sinal da doença costuma ser a presença de um nódulo único, não doloroso e endurecido na mama. Outros sintomas, porém, devem ser considerados, como a deformidade e/ou aumento da mama, a retração da pele ou do mamilo, os gânglios axilares aumentados, vermelhidão, edema, dor e a presença de líquido nos mamilos.

Se você é mulher com 40 anos ou mais, visite seu ginecologista uma vez por ano e faça os exames necessários regularmente! 
 
Cuide de você!    
 
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outubro 05, 2015

MULA PRETA: DESTAQUE INTERNACIONAL


 
FELIPE BEZERRA ANDRÉ GURGEL
   
Em 2013, com menos de um ano de vida, o estúdio Mula Preta, da cidade de Natal, levou para casa nada menos que quatro troféus da A’Design Awards, competição anual organizada pelo Museu do Design, na região de Milão, na Itália. Além da poltrona Basquete, que conquistou o certificado de ouro, o estúdio levou ainda duas pratas (com o banco Centopeia e a poltrona Nest) e um bronze (com a cadeira Reta). Há uma centena ou milhares de designers de leitura pop e comercial pelo mundo, mas os rastros da Mula, enaltecidos agora em 2015,  apontam para fatores concretos para a longevidade do  sucesso da dupla.
  Fotografia: Mula Preta Design Studio

DESIGNERS POTIGUARES GANHAM DESTAQUE INTERNACIONAL

 Por
Augusto Bezerril
NOVO JORNAL

Quando o canal Mundo Feérico - braço do novo Lifestyle na internet - divulgou o nome Mula Preta entre os nomes do line up da DMais BH, a jornalista Heloísa Aline usou as redes sociais para lembrar ter conhecido o trabalho de André Gurgel e Felipe Bezerra durante  a Design Week, realizada em Paris. “Eu conheço o trabalho dos meninos, eles são excelentes”, comentou a jornalista especializada em moda, decoração e design em MG. O feérico traçado de informações entre oceano Atlântico e os sertões do Rio Grande do Norte até Belo Horizonte é bem ilustrativo da trajetória do escritório de design Mula Preta - cujo portfólio tem listados diversos prêmios internacionais.

Antes de fazer atrair os olhares na Made, feira realizada durante a Design Week End no Jockey Clube de São Paulo, o impactante banco “Centopeia”  já havia pontuado em mostras na Europa.  O escritório Mula Preta coleciona bom número de premiações especialmente na “Design Award Milan”. “Somos pop e comercial”, diz a dupla sobre o trabalho. 

Há uma centena ou milhares de designers de leitura pop e comercial pelo mundo, mas os rastros da Mula apontam para fatores concretos para o sucesso da dupla. Como diria alguém acostumado à vida rural, a Mula Preta carrega de um lado o conhecimento de arquitetura de grandes projetos já saídos das pranchetas e moleskines de Felipe Bezerra e o conhecimento de tecnologia, maquete eletrônica e engenharia eletrônica por parte de André Gurgel. 

O atual boom no design originalmente brasileiro também ajuda - e muito.  Unindo conhecimento de arquitetura, tecnologia e talento,  o Mula Preta chega na hora certa em um mercado disposto a pagar pela brasilidade cosmopolita em peças de leveza e bom humor. 

Em busca de novas aplicações criativas além do universo imobiliário, Felipe Bezerra pensou originalmente criar uma editora. A quantidade de livros expostos numa sala do grupo Ecocil e na casa do arquiteto podem explicar o desejo. Sem deixar de lembrar, claro, que a fotógrafa Candinha Bezerra - mãe de Felipe - já dá enorme contribuição à área cultural. “Arquitetura é profissão de frustração. É um trabalho muito cartesiano. Eu sentia necessidade de mais liberdade criativa”, revela Bezerra. 

Egresso da Espanha - onde cursou design -, André também ensaiava novo empreendimento. O traço e humor - além da confiança na capacidade - fez com que os dois se unissem em torno de várias ideias no papel. A canção de Luiz Gonzaga surgiu como síntese do projeto que se esboçava, profissionalmente, mas sem grandes pretensões. “É um nome nordestino”, revela Bezerra. “A gente queria que refletisse o humor do nosso trabalho”, emenda Gurgel. 

O conjunto geométrico que dá forma à logomarca mostra que a Mula Preta é construída a partir de uma irreverência embasada em técnica. O escritório representa bem - desde a criação em 2012 -  o nordeste brasileiro, mas tem vetores apontados para o mundo. 

GIRO PELO SUDESTE GERA NOVOS NEGÓCIOS

Sem muito alarde e com rara fluidez para um estúdio radicado no Nordeste brasileiro, o trabalho da Mula Preta não apenas seduz a imprensa especializada,  mas gera negócios. O divertido som “Apito” teve, num momento em que o Brasil vive barulheira sobre crise, produção aumentada depois do giro da dupla por eventos no Sudeste. “A gente realmente não esperava tamanha procura”, espanta-se Gurgel. Nada mal para uma peça cuja criação teve base  “lúdica” no estudo de formas e conhecimento de eletrônica. Se fosse um jogo, a tática tem fundamento nos pilares do escritório. 

As luminárias “Pirulito”  - peça apresentada em exposição na Galeria Josehph em Paris -  e “Halter” são bem emblemáticas da gênesis do escritório a partir do mercado imobiliário de Natal. As peças têm base de concreto, material recorrente na sólida empresa Ecocil Engenharia. 

A poltrona “Fluens”, em desenvolvimento, tem estrutura de metal. E guarda lembrança de um episódio pouco feliz na história do arquiteto e designer Felipe Bezerra. O “Arco do Sol” - criada em comemoração aos 400 anos de Natal - foi retirado da Zona Sul de Natal durante a gestão da prefeita Micarla de Sousa e não voltou mais à paisagem.  

Enquanto ganha o mundo e representa muito bem o espírito nordestino e cosmopolita do natalense, o Mula Preta leva gol contra em sua cidade sede. Felipe, tendo na escuderia André Gurgel, não desanima e responde com engenho, leveza e humor.  

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setembro 27, 2015

UBUNTU: A ÁFRICA EM NATAL


UBUNTU
Documentário mostra rotina de estudantes africanos em Natal 
 Fotografia: NOVO JORNAL  
 
Ubuntu é uma filosofia africana cujo significado se refere à humanidade com os outros. Trata-se de um conceito amplo sobre a essência do ser humano e a forma como se comporta em sociedade. Para os africanos, ubuntu é a capacidade humana de compreender, aceitar e tratar bem o outro, uma ideia semelhante à de amor ao próximo. Ubuntu significa generosidade, solidariedade, compaixão com os necessitados, e o desejo sincero de felicidade e harmonia entre os homens.

 UBUNTU
A ÁFRICA EM NATAL
DOCUMENTÁRIO MOSTRA ROTINA DE ESTUDANTES AFRICANOS EM NATAL

Por
Redação NOVO JORNAL

Veronio Correia, 32, sustenta seu diploma em Estatística pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desde o final do ano passado.  Ele se mudou para Natal em 2005 para estudar, vindo da Guiné-Bissau após passar nas provas do “Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G)” - mas o seu caso não é isolado.

A presença de estudantes africanos na UFRN é tão representativa que despertou o interesse do realizador audiovisual Herison Pedro, 28, e da mestranda em Ciências Sociais Marlla Suéllen, 26, que juntos produziram o curta-metragem documental “Ubuntu”, vencedor do edital “Curta Afirmativo 2013” (Ancine/MinC), exclusivo para cineastas afro-brasileiros, lançado no final de 2013.

Com duração de 15 minutos, o filme já está finalizado e conta as histórias de outros quatro estudantes universitários africanos, além de Veronio. As filmagens foram realizadas, no entanto, com cerca de 10 estudantes entre junho de 2014 e maio deste ano.

Todos os personagens acabaram conduzindo os jovens realizadores audiovisuais para uma sigla até então desconhecida por eles: “PEC-G” ou “Programa de Estudantes-Convênio de Graduação”, existente há mais de 50 anos, que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais.

O programa é mantido pelos ministérios das Relações Exteriores” e da “Educação, em parceria com universidades públicas e particulares, selecionando estrangeiros entre 18 e 23 anos, com ensino médio completo, para realizar estudos de graduação no Brasil.

“Na verdade a pessoa se candidata na embaixada e escolhe duas cidades de preferência, faz a prova e aguarda o surgimento da vaga no curso que desejou”, explica Veronio, lembrando-se do processo pelo qual passou em 2005.

Na época, sua segunda opção de destino era a cidade de Fortaleza. Veronio preferia se mudar para a capital potiguar por conta dos amigos que estavam aqui, vindos justamente através do programa de graduação. “A minha mãe também já tinha passado por aqui há alguns anos e eu acabei dando sorte porque a vaga surgiu em Natal mesmo”, explica.

Além de precisar se adaptar aos costumes potiguares, Veronio também teve que se conformar sobre os novos rumos de seu destino, já que em Guiné-Bissau estava no terceiro ano de Direito e pensava em migrar para o curso aqui no país após ingressar em Estatística, mas a mudança não foi permitida pela UFRN.

“O programa permite essa mudança, mas a universidade não. Então precisei cursar Estatística até o final, o que foi muito difícil. Para você ter uma ideia, dos 50 estudantes que entraram junto comigo na turma, apenas seis se formaram”, comenta Veronio, que agora se prepara para a prova de mestrado na área contábil.

Embora o sonho de cursar Direito tenha ficado para trás, Veronio acabou encontrando na UFRN ainda um motivo bem maior para permanecer lá. “Casei e agora estou morando com minha esposa Silvânia Melo, que conheci enquanto ela cursava Serviço Social também na UFRN”, conta, um pouco envergonhando.

PRIMEIRA EXIBIÇÃO EM RECIFE

A primeira exibição de “Ubuntu: a África em Natal” está marcada para a semana que vem durante o Festival Internacional de Cinema Etnográfico do Recife (FIFER), a ser realizado entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro.

Em Natal, a primeira sessão ocorrerá um pouco depois, no dia 20 de outubro, durante a Cientec 2015, junto com a exibição do curta cearense “Negro lá, Negro cá”, dirigido por Eduardo Cunha Souza, sobre a presença de estudantes africanos em Fortaleza.

“Durante as pesquisas  identificamos que São Paulo e Fortaleza possuem a maior concentração de estudantes africanos pelo PEC-G. Natal é um pouco menos expressiva”, define, informando ainda que a maioria dos estudantes éde dois países africanos: Guiné-Bissau e Cabo Verde.

“A maioria sai de seus países por conta dos conflitos mesmo, mas são casos específicos. Em Guiné-Bissau, por exemplo, existe um déficit nas universidades; então eles vêm ao Brasil à procura da melhoria na educação”, reforça. Atualmente, a UFRN recebe estudantes dos seguintes países africanos: Cabo Verde, Guiné-Bissau, Nigéria, Camarões, Togo, Congo, Benim e Senegal.

Até o final do ano, Herison pretende lançar o filme também em Guiné-Bissau e Cabo Verde para colher novos depoimentos de estudantes que esperam vir para o Brasil através do programa. O objetivo é unir material suficiente para transformar o filme em um longa-metragem.

“Todo esse documentário que a gente tá lançando agora se passa aqui em Natal, contando a visão que esses estudantes possuem aqui. Mas queria muito filmar esse processo de lá”, explica Herison, enquanto Marlla reforça um pouco dos conceitos explorados em “Ubuntu”.

“Olha, a gente fechou muito o ‘doc’ nessa relação com a universidade, tanto que entrevistamos alguns dos funcionários mais antigos e a própria reitora. Tem muito sobre a noção do estrangeiro que não imagina como seja o Nordeste, além do preconceito que sofrem por parte até dos próprios professores”, resume.  

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 www.novojornal.jor.br
 
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