março 07, 2016

A MULA SEM CABEÇA INVADE PARIS

     
 MARCIO BENJAMIN
 O MALDITO SERTÃO DE UM JOVEM ESCRITOR POTIGUAR
Fotografia: NOVO JORNAL
 
 A MULA SEM CABEÇA INVADE PARIS

Por
Jéssica Petrovna
NOVO JORNAL 
 
Marcio Benjamin é um escritor potiguar que teve seu primeiro livro, Maldito Sertão, publicado em 2012 pela editora Jovens Escribas. Este ano, com o lançamento da segunda edição e uma massiva divulgação pela internet, a publicação chegou às mãos do professor da Universidade de Sorbonne, Leonardo Tonus, e agora o potiguar se prepara para participar da Primavera Literária de Paris (FRA), que acontece em março.

A oportunidade surgiu quando o escritor participava do Festival Literário de Pipa. Marcio recebeu uma mensagem do professor parisiense, que na ocasião visitava Sagi – praia situada em Baía Formosa, próximo a Pipa – e se interessou em adquirir o livro após descobri-lo na internet. Pouco tempo depois do encontro, o professor retomou o contato e formalizou o convite para o Festival.

O evento acontece entre os dias 17 e 31 de março, com o objetivo de promover o estudo da literatura luso-brasileira e ocorre em uma das universidades mais antigas e famosas da França. Marcio é o primeiro nome potiguar a ter contos enviados para a universidade francesa, onde os alunos se empenham em traduzir suas histórias tipicamente nordestinas para o francês.

O convite para a Primavera Literária de Paris também levará Benjamin para o Salão do Livro da capital francesa, uma das maiores feiras literárias da Europa – e do mundo. Ano passado o evento teve 58h de programação e o Brasil foi o país homenageado, com 43 escritores brasileiros convidados, todos eles com livros publicados em francês.

Marcio ressalta a importância da experiência tanto por ser o primeiro potiguar no Festival, quanto por ir com um livro de terror, gênero que, segundo o autor, ainda não possuí muito espaço em eventos literários.

O livro escrito por ele, Maldito Sertão, surgiu a partir da união entre histórias contadas pela sua avó durante as férias no interior, que moldaram o fascínio do jovem autor pela leitura do gênero de terror e espanto. “Sempre fui fã de terror. Aos 13 anos já pedia livros de Stephen King de presente para minha mãe. (...) Desde que comecei a escrever surgiu o interesse de trazer isso, para mais perto da nossa fala, que pela própria estrutura não costuma ser escrita”, conta o autor.

A princípio, dois contos foram escritos para participar de uma publicação coletiva promovida por autores de São Paulo, que queriam reunir lendas brasileiras em um livro. Os outros autores desistiram do projeto e após um tempo, Marcio decidiu dar continuidade a ideia e seguiu com a produção de novas histórias. “É um livro que fala sobre lobisomem, mula sem cabeça, assombração, mas tudo com uma linguagem muito nossa e contadas como histórias de terror, não como folclore - que é muito importante, mas que geralmente se volta para o meio acadêmico em estudos folclóricos ou tem uma linguagem mais infantil. Apesar de ser de terror, é um livro muito solar. As histórias se passam durante o dia e tentam mostrar um pouco da força do nordestino”, relata Benjamim, classificando a obra com lendas rurais

INSPIRAÇÃO NA CULTURA POPULAR

O escritor busca inspiração nas histórias transmitidas entre as gerações, em pequenos acontecimentos cotidianos e nos clássicos da literatura, na crueza das histórias que não necessariamente são de terror.

Ele se considera um autor muito mais instintivo que técnico, uma vez que ao começar a escrever não tem uma estrutura programada para seguir.
Advogado, 36 anos, Márcio Benjamin explica que suas histórias surgem a partir de causos cotidianos, que para o autor são como fotografias prolongadas na forma de contos. São pedaços da realidade que vão sendo desenvolvidos.

“Eu morei um tempo em João Pessoa e pegava muito ônibus à noite para ir daqui até lá nos fins de semana. Em umas dessas viagens eu acordei no meio de um lugar que eu não sabia onde era e praticamente não tinha iluminação, mas tinha um cemitério muito claro na frente. Eu nunca vou saber a real história do lugar, mas a partir dessa imagem eu criei o conto de um homem que chega à cidade e descobre que os mortos estão voltando e que toda aquela iluminação foi pensada para que as pessoas tenham cuidado. Às vezes, uma história que tem um final comum poderia ter um final fantástico”, relata Márcio Benjamin.

De acordo com o autor o único ponto previamente definido é o final de suas histórias. Mesmo quando trabalha com narrativas que são amplamente disseminadas nos interiores ele tenta construir uma reviravolta. “E como as pessoas sabem que eu me interesso por isso, sempre me contam muitas histórias”, explica.

DIFICULDADE PARA FAZER A PUBLICAÇÃO

O escritor identifica que o gênero possui uma cena em expansão e que após a publicação do livro tanto conheceu muitos outros autores de terror como passou a compreender melhor a dinâmica das publicações. De acordo com Marcio, apesar do crescimento e da existência de editoras especializadas ainda é muito difícil publicar através de grandes selos. Neste contexto as editoras independentes e os mecanismos de divulgação e financiamento coletivo através da internet podem ser alternativas para quem está começando agora.

Marcio Benjamim também acredita que no cenário local precisa haver uma interação maior entre o público e os artistas. “A gente reclama muito que Natal não tem cultura, que não tem o que fazer, mas não temos o hábito de comprar livros, assistir peças, shows, etc. O expectador deve entender que o artista precisa de dinheiro e este, por sua vez, tem que encontrar meios de fazer com que sua arte seja vendável dentro do seu contexto e do seu ideal artístico. Não existe mais essa ideia romântica do artista incompreendido que ninguém lê”, analisa. 
 
PROJETO DE ADAPTAR A OBRA

O selo “Ao Quadrado”, que também é vinculado à editora Jovens Escribas, está produzindo uma versão ilustrada de Maldito Sertão, com publicação prevista para o fim do ano, no formato de história em quadrinhos.

O autor também estuda uma adaptação para o cinema. A produção audiovisual terá formato de filme episódico, mas ano passado – mesmo tendo recebido a maior pontuação em um edital – o projeto não pôde ser realizado devido ao alto custo.

Além das adaptações, ele irá publicar a primeira novela.  “Fome” é um romance curto e dinâmico, em uma cidade ilhada, sem nenhum tipo de comunicação. A inspiração é uma história de um município vizinho a João Câmara, onde foram instaladas duas torres telefônicas muito próximas e uma interfere no sinal da outra. Em um lugar fictício, que reproduz a mesma circunstância, acontece um apocalipse zumbi. O autor aborda ainda política e candomblé.   
 
...fonte...
 www.novojornal.jor.br

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fevereiro 27, 2016

INSTÂNCIA DAS ARTES CHEGA AOS 2 ANOS


INSTÂNCIA DAS ARTES

PROJETO CULTURAL INSTÂNCIA DAS ARTES
 COMEMORA DOIS ANOS DE EXISTÊNCIA VALORIZANDO
  A ARTE E CULTURA REGIONAL

Por
blog Potiguarte

Projeto Cultural Instância das Artes chega aos dois anos consolidado como um dos mais importantes fomentadores da arte e cultura potiguar. Desenvolvido pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte, o projeto contempla uma série de atividades voltadas para o incentivo à produção cultural potiguar, desde a música, artes plásticas, artesanato, poesia, entre outros.

Acesso gratuito, o projeto ocorre sempre na última quinta-feira do mês, às 11 horas, Hall da Justiça Federal, Natal/RN, e tem o perfil mantido desde o seu lançamento, trazendo apresentações de dois artistas, onde o primeiro convidado atua com uma apresentação instrumental de 15 minutos e, o segundo convidado, finaliza com uma apresentação vocal, também de 15 minutos, fechando a meia hora destinada ao projeto.

Apoiado pela Direção do Foro da Justiça Federal no Rio Grande Norte, o objetivo maior do Instância das Artes sempre foi o de aproximar o Judiciário Federal potiguar da sociedade local, incentivando  a produção artística nas dependências da Seção Judiciária e, desde então, encontra-se sob a direção do servidor José Carlos, Coordenador das atividades culturais e artísticas da JFRN.

Desde a implantação do projeto, em 24 de abril de 2014, inúmeros artistas cregionais olaboraram com a proposta. Entre eles, podemos citar: Simona Talma, Micael Martins, Camila Masiso, Diogo Guanabara, Swellen Pimentel, Rudson Ricelli, Zé Hilton, Nara Costa, Antônio de Pádua, João Vítor, Khrystal, Alan Silveira, Ana Tomaz, Zeca Brasil, Frank Lemos, Lenildo Fonseca, Juliana Menezes, Lysia Condé, Carol Benigno e Carla Regina.

 “Acreditamos que arte e a cultura, assim como seu caráter transformador, são inerentes ao ser humano e como tal devem ser estimulados. A iniciativa é visível na construção e no  apoio dado pela  Direção do Foro da JFRN ao Instância das Artes”, destaca José Carlos, idealizador e coordenador do projeto, ressaltando o apoio cultural recebido por três colaboradores: ASSEJUF/RN, SICOOB JUDICIÁRIO E O SINTRAJURN. A edição de aniversário do projeto ocorrerá em março com atrações ainda a ser confirmadas. 
 

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fevereiro 19, 2016

O CANTO E O ENCANTO DOS CARCARÁS

 
OS CARCARÁS
Grupo Vocal Potiguar 
Isaque Galvao, Hellena Mey, Jaina Elne e Edu Sá 
Fotografia: Divulgação

GRUPO VOCAL POTIGUAR INSCRITO EM NOVO QUADRO DO
DOMINGÃO DO FAUSTÃO QUE TEM ESTREIA NESTE DOMINGO


Via
Gshow 

O grupo vocal potiguar Os Carcarás fará a sua estreia em um novo quadro do Domingão do Faustão, chamado A Cappella. Os cantores Isaque Galvao, Hellena Mey, Jaina Elne e Edu Sá, inscritos no programa, prometem levar a garra do Nordeste - e a força do Brasil - na competição que irá escolher o melhor grupo vocal do país. A partir desse domingo tem um show de vozes no Domingão do Faustão. E dia 28 é a vez dos Carcarás.

A Cappella, competição de grupos especializados em música vocal, sem acompanhamento de instrumentos, é a aposta para mais uma atração do Domingão do Faustão. A nova atração do programa da Rede Globo, nas tardes de domingo, tem estreia para o dia 21 de fevereiro.

CONHEÇA O NOVO QUADRO MUSICAL DO DOMINGÃO

É apaixonado por música? Então você não pode perder A Cappella, o novo quadro do Domingão do Faustão, que promete esquentar o programa a partir do dia 21 de fevereiro. A atração é uma competição entre oito grupos, com 55 músicos no total, especializados em música feita apenas com o uso da voz e do corpo, sem acompanhamento de qualquer instrumento. E quem escolhe o vencedor é você!

Tem som para todos os estilos! O Alma de Gato, de Cuiabá, curte uma veia brega. Os baianos do MP7 adoram música pop e estouraram na internet com uma versão de ‘Stand by Me’ com ‘Lepo Lepo’. O grupo Negros & Vozes vem de Niterói e surgiu por causa de um disco do Jackson Five. No estilo gospel, quem manda são os paulistanos do Ônix. Os Carcarás, do Rio Grande do Norte, é um grupo que aposta na criatividade. Já na tendência funk e soul, quem manda é o SetBlack, de Brasília, enquanto os Subversos, do Rio de Janeiro, gostam mesmo é de MPB. Quando o estilo é música romântica, são os gaúchos da Vocal5 que entram em cena.

Vai ficar difícil decidir o melhor com tanta variedade! Para ajudar a galera, dois comentaristas vão assistir às apresentações e analisar as performances, mas só o público de casa e o auditório vão poder escolher quem ganha.

ENTENDA MELHOR A DINÂMICA DO QUADRO

Primeira etapa: os grupos serão divididos em duas chaves. Na primeira semana, quatro grupos apresentam suas músicas. Os dois mais votados vão automaticamente à próxima fase, enquanto os dois menos votados participam de um duelo musical. Quem tiver menos votos no duelo será eliminado. O mesmo acontece com a segunda chave na semana seguinte.

Segunda etapa: na terceira semana, seis grupos se apresentam no palco do Domingão. Os quatro mais votados vão para a semifinal, enquanto os dois menos votados participam de um duelo. Eles cantarão a mesma música. Quem receber menos votos será eliminado.

Terceira etapa: cinco grupos se apresentam. Os dois mais votados vão para a final, o menos votado será eliminado e os que ficarem em terceiro e quarto lugares fazem um duelo musical. Quem receber mais votos segue na disputa.

Quarta etapa: três grupos finalistas se apresentam no Domingão. O grupo menos votado será eliminado. Os outros dois fazem um duelo musical. Quem receber mais votos será o vencedor.

CARCARÁ
UTILIZAÇÃO NAS ARTES E NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRAS

O carcará não é, taxonomicamente, uma águia e sim um parente distante dos falcões. O carcará é facilmente reconhecível, quando pousado, pelo fato de ter uma espécie de solidéu preto sobre a cabeça, assim como um bico adunco e alto, que se assemelha à lâmina de um cutelo; a face é vermelha. É recoberto de preto na parte superior e tem no peito de uma combinação de marrom claro com riscas pretas, de tipo carijó/pedrês; patas compridas e de cor amarela; em voo, assemelha-se a um urubu, mas é reconhecível por duas manchas de cor clara na extremidade das asas.

A espécie ficou conhecida no Brasil em 1965 em razão da música "Carcará", de João do Vale, que era interpretada por Maria Bethânia.

A espécie também foi citada na telenovela da Rede Globo Roque Santeiro, de 1985. Na novela, "carcará" era o apelido de Roque Santeiro dado por Sinhozinho Malta, talvez por ambos serem supostamente oportunistas.

Tal espécie foi adotada no ano de 2005 para representar a Agência Brasileira de Inteligência no lugar do seu símbolo anterior, a araponga.

Programe-se, chame os amigos e assista!

...Fontes...
www.gshow.globo.com
www.pt.wikipedia.org
 
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