maio 11, 2013

FUTEBOL E ARTE: A QUÍMICA PERFEITA

  ARENA DAS DUNAS - NATAL/RN
Lançada a pedra fundamental do projeto
  “Natal Pintando a Copa 2014”
Ilustração: OAS Arenas

. . . UM GOL DE CRIATIVIDADE . . .
CANTEIRO DE OBRAS DO ESTÁDIO ARENA DAS DUNAS
SERVE DE CENÁRIO PARA A INSPIRAÇÃO DE ARTISTAS POTIGUARES
Por
Henrique Arruda
DO NOVO JORNAL

Brasil versus Espanha. O placar não mostra quem está ganhando, mas ao que tudo indica a vitória é certa para o país anfitrião da copa de 2014. A Arena das Dunas está lotada, incluindo o menino vendedor de algodão doce que, por enquanto, dá uma pausa no comércio para assistir o momento decisivo da partida na companhia dos amigos. No campo, o clima é de ansiedade para saber se o jogador de camisa verde e amarela vai marcar o pênalti ou não.

A cena é retratada na pintura de Dona Ivanise do Vale, uma das 20 artistas que estiveram presentes ontem no Estádio Arena das Dunas para celebrar o dia do artista plástico, promovido pela Secretaria Extraordinária de Cultura com a exposição “Natal Pintando a Copa do Mundo em 2014”, que deve percorrer todas as demais cidades-sede do evento a partir de dezembro.

IVANISE DO VALE ROCHA
ARTISTA DE SÃO JOSÉ DE MIPIBU/RN
Fotografia: Yuno Silva/TN

A tela ainda não estava pronta por volta de 10h, quando a reportagem conversou com Dona Ivanise. Ela ainda fazia o acabamento. “Esse aqui é um vendedor de picolés de frutas, ainda falta pintar a logomarca, assim como esse aqui é vendedor de águas, mas ele só vende água Santos Reis”, conta Dona Ivanise, 72, dizendo que a marca de água pode ser fictícia na vida real, mas que é a líder de vendas naquele mundo naife de 1 metro de largura por 90 centímetros de comprimento. “Primeiro eu pinto as almas dos meus personagens, depois eu começo a fazer a roupa, os sorrisos e todos os demais detalhes”, explica.

VATENOR
O ARTISTA PLÁSTICO ESTEVE PRESENTE NA ARENA DAS DUNAS
Fotografia: Yuno Silva

Os trabalhos dos 30 artistas potiguares envolvidos neste projeto serão adquiridos pelo Governo do Estado logo após a exposição itinerante e devem fazer parte do acervo da Pinacoteca do Estado. Entre os nomes convocados estão representantes de diversas manifestações de arte. Da mais tradicional, como a pintura naife de Dona Ivanise, até a leitura mais contemporânea do grafite com Miguel Carcará, que ainda olhava com certa estranheza para o primeiro quadro que pintou na vida.

OBRA DO GRAFITEIRO MIGUEL CARCARÁ
Fotografia: Yuno Silva

“Vou ser bem sincero: esse foi o primeiro quadro que eu pintei”, explicou o artista destacado pela secretária extraordinária de Cultura, Isaura Rosado, durante a abertura do evento. Até então todo o trabalho de Carcará havia sido com a grafitagem urbana, em grandes dimensões, pelas paredes da cidade. Mudar a visão para um espaço bem menor, como o de uma tela, foi um desafio.

CARLOS SÉRGIO BORGES
O ARTISTA PLÁSTICO EM AÇÃO NA ARENA DAS DUNAS
Fotografia: Yuno Silva

“Mas eu gostei bastante e já estou até pensando em fazer uma primeira exposição de grafites em quadros, individual e coletiva. Na verdade já comecei a falar com alguns outros grafiteiros para amadurecer a ideia”, garante Carcará, enquanto mostra à reportagem o quadro que retrata um índio dentro do campo. “Eu quis resgatar toda a história do comedor de camarão, que já estava por aqui antes de o futebol chegar”, explica.

IRAN DANTAS
ARTISTA PLÁSTICO DE CERRO CORÁ/RN
Fotografia: Yuno Silva/TN

Ainda de acordo com Carcará, o grafite, hoje em dia, tem uma penetração maior na sociedade, o único problema continua sendo a falta de fomento à arte. “É um material caro, então nem todos têm condições de continuar”, avalia informando que cada lata de 350 ml de spray custa em média R$ 18,00 e que eles precisam de, no mínimo, 10 cores para um bom painel em uma parede. “E uma lata de 350 ml dá para muito pouco do desenho”, avalia.

Também integrante da exposição, o artista Iran Dantas pintou um quadro inspirado em um pôster que seu irmão, fanático por futebol, tinha no quarto. “É a representação de Manga, goleiro do Internacional (RS). Diziam que quando ia agarrar um gol ele voava e essa imagem sempre ficou na minha cabeça. Agora pude usá-la”, explicou. 

ARENA DAS DUNAS SERÁ ENTREGUE EM DEZEMBRO DE 2013 
  Ilustração: OAS Arenas

 SECRETÁRIO GERAL DA FIFA E MINISTRO DO ESPORTE
FAZEM NOVA VISITA ÀO ARENA DAS DUNAS  

Por
Assessoria Comunicação
SECOPA

Natal abrirá o cronograma de visitas oficiais que o Secretário Geral da FIFA, Jérôme Valcke, e o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, farão neste ano às capitais que serão sede da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. A visita será realizada nesta segunda-feira (13), às 15 horas, na Arena das Dunas. 

Também participam da visita os ídolos do futebol brasileiro Ronaldo e Bebeto, na qualidade de membros do Conselho de Administração do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (COL). 

 Atualmente, trabalham na construção da Arena das Dunas mais de 1.800 colaboradores e as obras fecharam o mês de abril com 66,18% de execução, o que representa um avanço de 7,14% em relação ao previsto no cronograma aprovado pela FIFA/COL. A Arena das Dunas será entregue em dezembro de 2013.

...fonte...
 www.novojornal.jor.br
 www.nominuto.com

...visite...
 www.oasarenas.com.br 
 
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maio 09, 2013

CLÊNIO MACIEL: UM POUCO MAIS DO MESMO

 
CLÊNIO MACIEL
 Ele imitava Evandro Mesquita, da blitz, quando criança; 
cresceu, se tornou advogado e empresário, e agora
 tem a sua própria banda: Uskaravelho
Fotografia: Diego Marcel

 SOMOS TÃO JOVENS

Por
Renato Lisboa
NOVO JORNAL

Verão de 1984 na Redinha. Em um final de tarde de domingo, três filhos pré-adolescentes de veranistas colocam uma fita cassete, que toca o hit “Weekend”, da Blitz. Não existia o karaokê como conhecemos hoje, onde toca apenas o instrumental da música acompanhado por sua letra.

Na verdade não existia quase nada dos gadgets tecnológicos a que nos acostumamos na atualidade. Para se ter uma ideia, naquele mesmo verão (inverno nos EUA), a Apple estava lançando o Macintosh, computador pessoal que trazia a “pioneiríssima” interface gráfica.
 

Sem karaokê, nem sequer microfone para ligar a uma caixa de som, as crianças pegam peças de roupa por improviso. Uma toalha, por exemplo, virou cachecol. Os instrumentos eram todos “air”, imaginários, criados ao sabor dos movimentos dos jovens atores/cantores.

- Blitz, documento!

- Qual é? Só temos instrumentos.

Quem interpretava o vocalista Evandro Mesquita era um menino de 10 anos, desembaraçado e bem-humorado, que parecia incorporar um guarda rodoviário federal ao pedir a documentação de um motorista. Novamente, os conhecidíssimos solos de teclado e o baixo desse trecho da música são “tocados” por ele, ainda no estilo “air”. O “público”, formado primeiramente por familiares, bolava de rir.   
 
CLÊNIO MACIEL
 O garoto versátil que cresceu e canta,  administra a banda, advoga, 
estuda, cria um filho, dá consultorias e mantém uma agenda lotada.
Shows programados até 2014
Fotografia: Léo Carioca

O “palco” desse show era o alpendre da casa de veraneio de seu vizinho, o ex-deputado estadual Magnus Kelly, vizinho aos pais . As “backing vocals” da banda eram as suas filhas. E “Evandro Mesquita” era Clênio Maciel, que hoje segue, entre outras, a profissão de seu imitado como fundador e vocalista da banda potiguar de pop-rock Uskaravelho.

O “entre outras” fica por conta de sua carreira de advogado especialista em licitações públicas e, recentemente, ele se tornou empresário, montando uma empresa de produção de eventos. O Uskaravelho está em uma ótima fase, ainda colhendo os frutos da gravação do bem sucedido pocket show acústico “Mais do mesmo – Um novo tributo à Legião”, gravado no final de janeiro, no Teatro Riachuelo, com lotação esgotada.


Com dez anos, ocasião dos shows do alpendre (que depois virou um hot point do verão da Redinha, e muitos veranistas tinham de ver o número) Clênio já demonstrava ter carisma e desenvoltura nas relações interpessoais. O talento foi sendo moldado na adolescência e início da juventude, época do Rock in Rio 1985 e da explosão do chamado BRock, cuja música fundadora é “Você não soube me amar”, da mesma Blitz que aquele moleque imitava na Redinha.    
 
O garoto versátil que cresceu e canta, administra a banda, advoga, estuda, cria um filho, dá consultorias, cria empresa, mantém uma agenda lotada – com shows programados até 2014 – atende fãs com a maior das disponibilidades, sorri, tira fotos. De onde ele tira tamanha disposição? Segundo o cantor, basta seguir o lema “Viva e deixe viver”, ou seja, não ficar se incomodando muito com o que as pessoas fazem e ter a coragem de fazer as coisas que realmente dão prazer.  
 
 USKARAVELHO
 Sempre com emoção à flor da pele, garra, paixão
  11 anos de estrada. Sempre mais do mesmo.
Show Teatro Riachuelo - Natal/RN
 Fotografia: Léo Carioca

DOTADO DE VERSATILIDADE

Filho de um microempresário e de uma dona de casa, Clênio Maciel vai completar 40 anos em junho. Estudou por toda a sua vida no colégio Nossa Senhora das Neves, na época uma das cinco principais instituições de ensino de Natal, acompanhado por outros quatro colégios católicos, e como todos eles era tido como um colégio conservador.

Já do meio para o final dos anos 1980 (ele terminou o ‘segundo grau’ em 1989), parou de imitar roqueiros e entrou para uma banda de verdade, a Conflito Ideológico. Época em que os bares legais da cidade, pelo menos para quem gostava de rock, eram o Chernobyl, Café de Paris e Willy’s e a Conflito Ideológico tocava com bandas como o Alfândega, Modus Vivendi, Movement, Velvet Blues, Carbono 14 e Florbela Espanca e Movement. “Era um circuito muito restrito, mas musicalmente rico, a Rádio Cidade dava espaço para divulgação das bandas de rock locais”, lembra ele.

A escolha pelo Direito para seguir a carreira profissional veio por eliminação. “Eu queria fazer publicidade, mas o curso não existia na época”, justifica. Mas além da “eliminação”, o direito veio porque Clênio acreditava que oferecia boas oportunidades profissionais. Ele se tornou bacharel pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em 1994 e, desde então, advogou, passando também por cargos públicos tanto no município quanto no Estado.

Ele foi chefe jurídico da Secretaria Municipal de Transportes Urbanos (STTU), coordenador da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Sehtas) e também passou pelo equivalente no município, a Semtas. 


CLÊNIO MACIEL
O Vocalista Clénio Maciel encarna o personagem Wolverine
Fotografia: :@GiovannaGeorgia   
 
Para manter a credibilidade, bastou impor o profissionalismo nas duas profissões, a de rocker e de advogado. “Os juízes e promotores de hoje são meus contemporâneos de faculdade. Então já me conhecem de muito tempo e sabem como eu sou”, diz ele, que garante não ser incomodado por estar em uma profissão mais formal e outra mais liberal.

Também não é incomodado por usar costeletas que lembram o personagem Wolverine. Na verdade, conta Clênio, elas foram inspiradas em outro ícone do rock oitentista, o vocalista do Ira!, Nasi. Clênio estava no show do Ira! em Natal, na Flash Club, em 1991, que foi interrompido por falta de energia. A banda tocou apenas três músicas quando um carro bateu em um poste na avenida Salgado Filho e afetou o fornecimento de energia elétrica de toda a Zona Sul. “As costeletas são uma marca não agressiva”, teoriza.

Outro show épico em que ele estava foi o de sua banda preferida, Legião Urbana, do qual lembra de detalhes. “Foi no dia 7 de setembro de 1992, feriado e eles tocaram Carinhoso (de Pixinguinha). O mesmo show em que Renato Russo revelou à banda que tinha o vírus da AIDS”, registra.

A banda Uskaravelho foi formada em 2001, mas nesse meio tempo, além de integrante de banda de rock, e mais uma vez vem a versatilidade, ele foi diretor, de 1991 a 2001, do bloco de Carnatal Bicho Papão.

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maio 06, 2013

O DIA DO ARTISTA PLÁSTICO EM NATAL

 
PEDRO PEREIRA
 Dia do Artista Plástico será comemorado na capital potiguar
com exposição e debate sobre obra de Pedro Pereira
Um potiguar e um  artista de corpo e alma
Fotografia: Rodrigo Sena/TN

08 DE MAIO 
DIA DO ARTISTA PLÁSTICO

Por
Assessoria Comunicação
TN/JH/FM

A Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes, promove na próxima quarta-feira, dia 8 de maio, em comemoração ao já tradicional Dia do Artista Plástico, uma mesa redonda com o idealizador do movimento, Pedro Pereira.

O  debate será na galeria de arte Newton Navarro, na Funcarte, a partir das 19h30. Na ocasião, o artista vai falar sobre a experiência  no 8 de maio e nas artes plásticas. Ele também vai expor registros fotográficos do acervo particular em banners. Pedro venceu a imobilidade que um acidente vascular cerebral tentou lhe impor.

O título do evento na Capitania das artes é “Memória”. A programação é aberta ao público e o acesso gratuito. Paralelo ao acervo de Pedro Pereira, a Funcarte também vai expor 115 obras do acervo próprio da Fundação. A exposição fica em cartaz até 24 de maio. O horário de visitação é de 8h às 17h.

 PEDRO PEREIRA
Arte Camiseta em 1991
Fotografia: Assis Lima

 INÍCIO

Há exatos 14 anos, a ideia de comemorar o Dia do Artista Plástico em Natal foi idealizada pelos artistas Pedro Pereira e João Natal. Depois de uma exposição, eles marcaram um encontro para discutir de que maneira poderiam celebrar a data e decidiram organizar um Atelier Aberto. Então, no dia 8 de maio de 1999, juntaram tinta, telas, pincéis e grandes nomes como Vicente Vitoriano, Olavo Oliva, Marcelo Fernandes, Marcelus Bob, Reinaldo Azevedo e Eucir Filgueira para um dia inteiro de produção, que resultou em um catálogo. “Um mês depois, em 10 de junho, fizemos uma exposição na Fundação Hélio Galvão e o dinheiro arrecadado com a venda dos quadros foi doado à Casa de apoio a Criança com Câncer”, lembra Pedro Pereira, citando ainda o apoio da Fundação e da fotógrafa e artista plástica Candinha Bezerra na concretização do dia.        
 
Depois disso, todo ano, o Dia 8 de Maio reúne artistas plásticos e visuais, em comemorações por toda cidade. “Sinto-me privilegiado por ter conseguido, com a força dos amigos, realizar a comemoração do Dia do Artista Plástica na capital potiguar, que é vivenciada como um dia de conscientização do que é arte, do que é o artista plástico e do valor de ambos”, diz Pedro Pereira.    
  
Para o artista, o grande sentido de celebrar a data é promover debates e reflexões a respeito do que está sendo produzido na atualidade e de como encontrar caminhos para parcerias nacionais e internacionais.      
 
Em 2002, Pedro sofreu um acidente vascular cerebral e passou alguns meses em tratamento na capital federal, no Hospital Sarah Kubitschek. Quando voltou para Natal, em 2003, Pedro afirmou que tinha sede de pintar e produziu 26 telas de 50x80 que foram expostas na Pinacoteca de Natal/RN.
 
 PEDRO PEREIRA
 Artista Plástico, Performer, Poeta e Ativista Cultural
Fotografia: Rodrigo Sena/TN

Antes de sofrer  o AVC, Pedro era tido na cidade como um agitador cultural e um artista inquieto, chegando a ser revolucionário. Hoje, sua inquietude deu lugar à leveza e a ausência de pressa em sua construção artística.  “Uma doença dessa mexe muito com a gente. Por vários momentos eu pensei que não fosse conseguir mais pintar. Até que em 2002 passei quatro meses em Brasília que modificaram meu olhar para sempre”, lembra. 

Pedro lembra que antes da doença já era dono de uma visão privilegiada por observar o mundo com humanidade e respeito. “Hoje, minha sensibilidade está à flor da pele. Tenho uma visão mais leve e percebi que não é só de peso que se faz o mundo. Eu era muito agitado, muito nervoso,  e isso influenciava diretamente na minha arte”, conta.     
 
A influência a que Pedro se refere pode ser sentida e vista no vernissage através de algumas obras feitas antes do acidente. Segundo ele, a técnica acrílica, por secar muito rápido, requer uma agilidade no pensamento e na percepção para se colocar na obra o sentido que deseja.  “Lembro que eu precisava ser rápido demais nas minhas pinturas e isso gerava um conflito. Hoje, as coisas vão surgindo com mais calma e me considero não um pintor, mas um colorista”, conta.      
 
Sem pressa para a arte e degustando cada detalhe de suas obras, Pedro diz que não sente mais tanta ansiedade quanto antes. “Não tenho saído muito. Os amigos, a boemia e o beco ficaram mais na minha mente. Ao mesmo tempo em que tenho feito muita coisa agradável e isso está sendo levado diretamente nas minhas obras”, lembra.  
  
 PEDRO PEREIRA
 Um exemplo vivo do que a arte pode fazer pelo ser humano
 Fotografia: Rodrigo Sena/TN

 DESEJOS

Como toda vida que muda bruscamente ganha sonhos e ares novos, a de Pedro Pereira hoje é envolvida no simples desejo de continuar sua arte de maneira digna e pura. “Quero pintar até não conseguir mais. E nem assim eu pararei, vou armar possibilidades outras para que a arte não morra em mim”, disse Pedro, sempre ao lado de sua esposa, Alda Pereira - uma fortaleza humana de bem querer.

Seu desejo evidente em sua fala é a venda de seus quadros e um incentivo melhor do poder público. “Tem que surgir mais incentivo aos artistas. Hoje em dia é melhor, mas ainda é pouco. Eu desejo é vender todos os quadros com a dignidade de um artista”, critica.

Entre seus sonhos, a revolta de ver o mercado artístico de Natal se tornando estético amedronta seus dias. “A arte não deve ser comprada só por decoração, mas por amor a ela. O que me incomoda é ver a arte com os olhos e não com a alma. É muito complexo um trabalho de arte que não é convencional, requer estudo profundo sobre a vida e os traços, mas poucos acreditam nisso”, disse o artista que considera seus quadros como arte completa.

Pedro traz como referência, em sua história de vida, o artista plástico Dorian Gray. “Dorian é um humanista e é nesse artista que acredito. Sou apenas um fragmento no meio da multidão. Minha busca é constante e ferrenha pela transmissão dos sentimentos misturados à técnica. . Além de tudo, acredito na arte como o espelho do ser humano. Essa que transforma e anuncia o belo”, disse o artista.


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 Dia do Artista Plástico
8 de maio, às 19h30
Galeria Newton Navarro (Funcarte) - Natal/RN
 
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maio 02, 2013

RABEQUEIROS DE PERNAMBUCO EM NATAL/RN

CARAVANA RABEQUEIROS DE PERNAMBUCO
 Rabequeiros de Pernambuco leva a cultura da região para o Brasil
 Projeto Caravana Rabequeiros de Pernambuco surge como uma 
continuidade para a preservação e difusão da rabeca
O  talento dos quatro representantes tem tido 
 ótima aceitação de crítica e público
Fotografia: Agência Pavio/Divulgação

 CARAVANA RABEQUEIROS DE PERNAMBUCO

 Por
 Assessoria Comunicação
Projeto Rabequeiros de Pernambuco

O rústico e tradicional som da rabeca vai invadir casas de shows de Sul a Nordeste do País com a caravana "Rabequeiros de Pernambuco". Quatro dos mais ativos solistas da rabeca do País reúnem-se pela primeira vez e apresentam o espetáculo Caravana Rabequeiros de Pernambuco numa turnê nacional. A passagem da Caravana pela capital potiguar acontece no dia 15 de maio, às 20 horas, no Teatro Alberto Maranhão.
 
No palco, Cláudio Rabeca, Maciel Salu, Renata Rosa e Mestre Luiz Paixão integram o projeto, que nasceu de um CD homônimo, lançado em 2011. Estão na rota da turnê, começando agora em maio, São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB) e Recife (PE). As composições privilegiam o forró de rabeca e o cavalo marinho.

Tanto o disco quanto a caravana foram projetos de Cláudio Rabeca contemplados por editais do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). O primeiro reuniu 24 rabequeiros, entre mestres da Zona da Mata pernambucana e músicos consagrados. "Para a turnê, sabia que era mais difícil reunir tanta gente, então enxuguei mais. A ideia é apresentar artistas nascidos ou atuantes no estado. Eu mesmo sou de Natal, mas minha história com a rabeca começou aqui", conta.
 
Cláudio está há 12 anos em Pernambuco. Foi na Cidade Tabajara, em Olinda, onde aprendeu a tocar rabeca com o famoso mestre Salustiano. "Aprendi muito rápido a tocar, o próprio Salu se surpreendeu. Então, começaram a me chamar de Cláudio Rabeca, e eu vi que tinha mercado bom para mim. Agora, a rabeca virou meu ganha-pão", disse. 
 
 
  RABEQUEIROS DE PERNAMBUCO
 O rabequeiro, ao lado do repentista, do cantador e do violeiro, integra 
uma força cultural milenar que foi transplantada para o nordeste 
brasileiro onde vicejou quase sempre na marginalidade.
Fotografia: Agência Pavio/Divulgação

 CARAVANA

A ideia é dar mais visibilidade à rabeca, um instrumento musical de cordas que ainda sofre preconceitos, segundo Cláudio. Além dos shows, o projeto conta com aulas-espetáculo, ministradas pelos artistas, de forma gratuita, nas cidades onde a caravana vai passar. "É uma forma de as pessoas conhecerem mais a rabeca. Tem gente que a acha desafinada, e pelo timbre rústico a comparam com o som do violino, que tem um som diferente", falou.

Marcante entre diversas gerações, a rabeca se desvela no show do tradicional som de Mestre Luiz Paixão ao ouvido “forasteiro” de Renata Rosa, entre solos, duetos ou com os quatro em cena ao mesmo tempo. 
 
O repertório, intercalado entre pontuações instrumentais e canções, traz um pouco das músicas dos quatro artistas e algumas surpresas conjuntas. Numa ambiência polivalente, derivada da mistura entre as singularidades de cada um dos Rabequeiros e Músicos, é possível viajar pelo universo particular da rabeca e a sua relevância entre as matizes da música pernambucana.

 RABEQUEIROS DE PERNAMBUCO
Etapa Nordeste
Natal - 15.05 | Fortaleza - 16.05 | João Pessoa - 18.05 | Recife - 19.05

BAGAGEM CULTURAL

A Rabeca é muito usada nos Forrós. Historiadores relataram que antes da existência do Forró que conhecemos no formato atual, com Sanfona, Zabumba e Triângulo - formação tradicional criada por Luiz Gonzaga -, os Forrós do início do século XX, eram feitos por instrumentos como a Rabeca e Pífano e o Fole de Oito Baixos.

Atualmente, o Forró de Rabeca encontra-se bem representado e difundido por bandas como o Quarteto Olinda (PE), Rabecado (PE), Pé de Mulambo (SP) e trabalhos de Rabequeiros como Mestre Luiz Paixão, Maciel Salu,
Cláudio Rabeca e Renata Rosa
 
 MESTRE LUIZ PAIXÃO
 Fotografia: Agência Pavio/Divulgação

Mestre Luiz Paixão é um baluarte da cultura pernambucana, nascido no engenho Palmeira, em Aliança (Zona da Mata Norte, PE). Neto, sobrinho e primo de ilustres rabequeiros, iniciou seu aprendizado aos oito anos. A convivência intensa com a rabeca veio desde cedo, principalmente pela proximidade com o avô Manoel Alves, que o ensinou as escalas e os movimentos. Seu Luis Paixão, referência musical da Zona da Mata Norte, expande o conhecimento da rabeca em seu ambiente caloroso da música popular de rua para além de suas fronteiras tradicionais. Na sua trajetória, vem tomando parte em diversos projetos contemporâneos com participações em encontros de rabequeiros nacionais, além de transitar também pelo universo da música instrumental, com destaque para a sua colaboração junto ao violinista francês Nicolas Krassik.

 MACIEL SALU
 Fotografia: Agência Pavio/Divulgação

Rabequeiro, cantor e compositor, Maciel Salu mescla originalidade e referências dos mestres da cultura pernambucana. Além de participações em grupos como Orquestra Santa Massa e Orquestra Contemporânea de Olinda, Maciel Salu lançou em carreira solo três álbuns: A Pisada é Assim (2003), Na Luz do Carbureto (2007) e Mundo (2010), que quebra rótulos e traz roupagem contemporânea.
 
 
 CLÁUDIO RABECA
 Fotografia: Agência Pavio/Divulgação

Músico desde 1999, Cláudio Rabeca, leva na assinatura o encanto por instrumentos de cordas como Rabeca, Viola de 10 cordas, Violão e Guitarra e também percussão popular. Toca no Cavalo Marinho Estrela de Ouro, Maracatu Nação Estrela Brilhante do Recife e é rabequeiro da banda Quarteto Olinda. Além de trilhas sonoras, gravações de DVD e CDs em parceria com artistas nacionais e internacionais, lançou seu disco solo Luz do Baião e o álbum duplo Rabequeiros de Pernambuco.
 
 
RENATA ROSA
 Fotografia: Agência Pavio/Divulgação

 Flertando entre cantar, compor e tocar rabeca, Renata Rosa, conquistou respaldo com seu disco de estreia Zunido da Mata, premiado internacionalmente (CHOC DE L’ANNÉE 2004 — prêmio máximo da crítica francesa, dado pelo Le Monde de la Musique, além dos prêmios COUP DE COUER, BRAVO! 5 ÉTOILES). Lançou a obra do rabequeiro Luiz Paixão na trilha sonora da minissérie televisiva A Pedra do Reino, de Luiz Fernando Carvalho, e, entre outros feitos, chega amadurecida com um novo fruto, o CD Manto dos Sonhos (produzido por Antonio Pinto), com o qual recebeu o PRÊMIO DA MÚSICA BRASILEIRA 2009 – MELHOR CANTORA REGIONAL. Seu trabalho é caracterizado pelo cruzamento de elementos do coco, do cavalo-marinho, da ciranda, dos xangôs, de ritmos indígenas, da música moura e ibérica não necessariamente “modernizados” ou tornados “mais eruditos”, mas desenvolvidos e desdobrados a partir de suas próprias estruturas essenciais.

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 PROGRAMAÇÃO ETAPA NORDESTE

Natal
Dia: 15/05/2013
Local: Teatro Alberto Maranhão
Horário: 20h
Endereço: Praça Augusto Severo s/n - Ribeira - Natal

Fortaleza
Dia: 16/05/2013
Local: Centro Dragão do Mar - Anfiteatro
Horário: 20h
Endereço: R Dragão do Mar, 81 - Iracema - Fortaleza

João Pessoa
Dia 18/05/2013
Local: Sala Digital Vladimir Carvalho - Usina Cultural Energisa
Horário: 20h
Endereço: Av. Juarez Távora, 243 - Torre - João Pessoa

Recife
Dia 19/05/2013
Local: Teatro Santa Isabel
Horário: 19h
Endereço: Praça da República - Santo Antônio - Recife
 
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