julho 08, 2015

SINFÔNICA DA UFRN: DESTAQUE NA ALEMANHA


 OSUFRN
ORQUESTRA SINFÔNICA DA ESCOLA DE MÚSICA DA UFRN 
Fotografia: Divulgação
  
SINFÔNICA DA UFRN É DESTAQUE NA CRÍTICA ALEMà
 
 Via
NOVO JORNAL / EMUFRN / POTIGUARTE

A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (OSUFRN), um dos poucos grupos sinfônicos existentes na universidade brasileira, recentemente cumpriu temporada na Alemanha para participar de concertos e outras ações de intercâmbio com ênfase no repertório alemão e brasileiro. A viagem à Alemanha, ocorrida dia 21 de junho, contou com retorno ao Brasil dia 3 de julho.
  
Segundo o maestro da OSUFRN, professor André Muniz, esta é a primeira viagem de uma orquestra universitária brasileira à Europa. A OSUFRN é composta por 50 integrantes e tem desenvolvido intensa atividade artística, ao longo dos últimos 5 anos,  no Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Alagoas e São Paulo, além de muitos alunos atuarem como instrumentistas e professores na região.

O convite aconteceu depois da parceria realizada com a Orquestra da MusikHochSchule de Karlsruhe (escola de música alemã), que visitou a UFRN em 2013, e se apresentou com a OSUFRN em concertos nas cidades de Natal e de João Pessoa. 
 
Conseguir um convite para apresentação em instituição de referência na Alemanha já é um grande feito, maior ainda receber uma crítica em um jornal alemão. Grandes artistas passam suas vidas sem conseguir essa realização. Segundo o coordenador da Escola de Música da UFRN, Fábio Presgrave, as críticas serviram de uma espécie de “selo de qualidade internacional na área de música”.

Orquestra da HochSchule fur Musik de Karlsruhe 
Fotografia: Divulgação     

O concerto em conjunto da OSUFRN com a Orquestra da HochSchule fur Musik de Karlsruhe mereceu uma excelente critica no Jornal Badische Neuste Nachrichten. A reportagem ressaltou a qualidade e a clareza e estilo da orquestra potiguar.

Durante dez dias os alunos da UFRN realizaram aulas, masterclasses, ensaios e, concertos, em programação organizada pelo Prof. Michael Uhde, Pro-Reitor da instituição alemã. Os membros da orquestra assistiram a apresentações, e visitaram cidades históricas como Heidelberg e Strasbourg. A turnê ocorreu com apoio da Reitoria da UFRN, PROEX, PROAE, SRI e do SESI. A parte do translado terrestre na Alemanha, hospedagem e alimentação, foi completamente patrocinada pelo DAAD.

 Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRN
 Fotografia: Divulgação
 
No repertório da turnê constaram peças de compositores como Beethoven e Dvorak além dos brasileiros Guerra-Peixe, Camargo Guarnieri e Lorenzo Fernandez. A Orquestra apresentou também uma peça do prof. Danilo Guanais (UFRN) com solos dos profs. Rucker Bezerra (UFRN), Paulo França (UFRN) e do aluno do Curso de Mestrado em Música (UFRN), Diego Paixão.

Desde o ano de 2009, através dos Festivais Internacionais, a EMUFRN tem tido uma relação intensa de intercâmbio com a HFM Karlsruhe. Em 2013, o convênio foi agraciado com o edital UNIBRAL, o que permitiu a ida de cinco alunos com bolsa para a Alemanha e a vinda de quatro alunos alemães para Natal.
       
O Convênio de cooperação acadêmica com Karlsruhe tem como coordenadores os professores Fábio Presgrave (Brasil/UFRN) e Michael Uhde (Alemanha), tem sido um dos pilares da internacionalização da EMUFRN, e um projeto que tem recebido uma atenção especial por parte da Direção da Escola, devido aos inúmeros benefícios trazidos para a instituição , como a doação de instrumentos históricos, bolsas de estudo e o fluxo contínuo de alunos e professores.

Por meio do correio eletrônico, o secretário de Relações Internacionais e Institucionais (SRII), Márcio Venício Barbosa, cumprimentou o maestro da Orquestra como um dos responsáveis pelo “sucesso” do trabalho da equipe da sinfônica nessa temporada estrangeira. “Recebam nossos sinceros agradecimentos pela visibilidade que dão, com a qualidade desse trabalho, a toda a UFRN e à nossa política de internacionalização”, disse.
 
RUDSON RICELLI
Integrante da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRN
Fotografia: Mastroiano Oliveira    
  
DIÁRIO DE UM MÚSICO
MÚSICA BRASILEIRA E EUROPEIA: DESBRAVANDO NOVAS EXPERIÊNCIAS  
Por
Rudson Ricelli
 Especialmente para o Blog Potiguarte  
    
A viagem da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRN - Universidade Federal do Rio Grande do Norte - para a Alemanha, deu-se por meio do convenio de cooperação acadêmica firmado com a Universidade de Karlsruhe. O motivo inicial da viajem recaiu sobre a  possibilidade de que os integrantes da orquestra sinfônica pudessem explorar uma nova cultura e ter contato com professores e músicos de excelência, além de vislumbrar integralmente o processamento da musica erudita que é produzida naquele País..      

Viajar para uma região onde se valoriza a música clássica e sorver um leque de inspirações e aspirações para seguir adiante no árduo caminho que é dedicar-se à música no Brasil e, especificamente, no Rio Grande do Norte, é, acima de tudo, um aproveitamento em forma de conhecimento e laboratório.
  
 Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRN
 Fotografia: Divulgação

Conquistamos muito mais do que esperávamos, confesso. Primeiro,  por ser a primeira orquestra jovem de uma universidade a conseguir tal feito e, em segundo lugar, pelo beneficio acadêmico e profissional que tivemos.  Agora, por ultimo - e não menos importante - a vivencia de colocar em prática, em um outro País,  tudo aquilo que estudamos em sala de aula,  por horas e horas,  com bastante zelo e dedicação, de fato, não tem preço. 

Poder ouvir e tocar a musica europeia da forma mais viva que já pude fazer e, além disso, contribuir para a disseminação da musica brasileira em terras distantes, foi realmente surreal. Uma experiência que, afirmo sem titubear, agregará uma perspectiva de valorização humana e artística a todos os que puderam desfrutar desta incomensurável conquista. 

Na qualidade de um dos integrantes da orquestra, e um dos alunos do curso de pós- graduação em musica da UFRN, posso dizer que a experiência foi e será, sem duvida, memorável.  Expectativa correspondida.
 
 
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julho 02, 2015

O BRASIL VÊ CÂMARA CASCUDO

 
POTIGUARES MOSTRAM EXPOSIÇÃO SOBRE CASCUDO EM SÃO PAULO
 Fotografia: Arquivo TN

Em outubro,  o mais conhecido estudioso da cultura popular brasileira, o potiguar Luís da Câmara Cascudo, ganhará uma exposição inédita e interativa no Museu da Língua Brasileira, um dos mais visitados da América Latina. Com o nome: “O Tempo e Eu (e Você)”, a mostra visa transformar os escritos e pesquisas de Cascudo numa experiência única e moderna, de modo a aproximar o estudioso, vivo e atual, do grande público. A mostra ficará em cartaz até fevereiro de 2016.

O BRASIL VÊ CASCUDO

Por
Ramon Ribeiro
TRIBUNA DO NORTE

Enxergar o Brasil como resultado de uma diversidade de culturas que existe desde a origem.  Essa capacidade de pensar o país fruto de tantas misturas é uma das marcas do folclorista, intelectual e etnógrafo potiguar Câmara Cascudo. Refletir sobre seu precioso legado - que permanece ainda pouco conhecido fora do estado - é importante para ajudar a entender os confusos dias atuais.

E nesse momento tão oportuno para se pensar um país unido, Cascudo ganhará uma exposição inédita e interativa em São Paulo, no Museu da Língua Brasileira, um dos mais visitados da América Latina. A mostra, organizada pela Casa da Ribeira e Instituto Ludovicus – Casa de Câmara Cascudo, tem abertura confirmada para 19 de outubro de 2015 e visitação a partir do dia 20 até 14 de fevereiro de 2016.

Com o título “Câmara Cascudo no Museu da Língua Portuguesa”, a exposição segue o mesmo conceito de outras já realizadas no local, como as de Jorge Amado, Clarice Lispector e Fernando Pessoa. Ela vai ocupar um espaço de 492 metros quadrados, englobando cinco eixos temáticos, com 70 profissionais envolvidos.

O projeto tem curadoria colaborativa da família do intelectual potiguar, dos produtores da Casa da Ribeira, da Expomus, empresa especializada em realizar projetos museológicos no porte de “Guerra e Paz de Portinari”, e da chef Luiza Trajano, além de consultoria de especialistas na obra do pesquisador.

A exposição, de acordo com Daliana Cascudo, neta e atual presidente do Ludovicus, é o resultado de uma ideia que surgiu em 2013, já com parceria da Casa da Ribeira. O intuito era realizar uma exposição em comemoração ao aniversário de 60 anos do “Dicionário do Folclore Brasileiro”, sua obra mais importante. Mas não foi possível. Desse projeto inicial, surge a exposição de agora, bem mais abrangente.

“Ir além dos seus livros, valorizar  a diversidade cultural dos seus estudos, vivenciar a experiência de percorrer os aspectos mais importantes do universo cascudiano”, explica o produtor Gustavo Wanderley, responsável pelo desenvolvimento de produção e coordenação de curadoria.

PATROCINADORES DE PESO E NOVOS PARCEIROS

Aprovado pela Lei Federal de Incentivo a Cultura – Lei Rouanet , a mostra deu início a captação de recursos e até o momento já contabiliza um terço do valor total, com dois primeiros patrocinadores nacionais, a empresa paranaense O Boticário e o cearense Grupo Marquise. Além dos patrocínios, a exposição já conta com outros parceiros envolvidos, como a Secretaria de Cultura de São Paulo, Academia Paulista de Letras e Global Editora (responsável pela publicação das obras de Cascudo).

Os produtores esperam fechar as últimas cotas de patrocínio até os meses de junho e setembro, respeitando os prazos previstos na Lei Rouanet.  Por enquanto, nenhuma empresa potiguar fechou patrocínio, mas os produtores estão otimistas com a receptividade de algumas empresas já visitadas. A equipe já participou de reuniões com as secretarias de Turismo e de Cultura, com a senadora Fátima Bezerra (PT) e com a vereadora Júlia Arruda (PSB). Com esta parlamentar, foi discutida a possibilidade de integrar a mostra à pasta do Turismo. “Uma exposição que prevê 100 mil visitantes é uma forma de vender Natal como destino de turismo cultural de grande relevância”, diz o produtor além da visibilidade que as mídias darão a exposição, a exemplo das Organizações Globo que é fundadora do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.

IMERSÃO 

Nos dias 14 e 15 de maio, os coordenadores da mostra, o próprio Gustavo e o arquiteto Edson Silva, participaram, junto com Daliana Cascudo e parte da família do folclorista, de uma imersão no museu-residência do mestre, o Instituto Ludovicus.

Na ocasião foi realizada a pesquisa fotográfica e documental, complementada com bate-papos para exercitar a memória de cada um. Também foram selecionados o material em vídeo de alta resolução com entrevistas e cenas gravadas com Cascudo, que fazem parte do acervo do Instituto.

Dessa reunião saiu a linha curatorial da exposição, que foi definida a partir de cinco módulos. “Na hora de conceber a mostra, nos perguntamos: como melhor apresentá-lo para quem não o conhece, para as gerações mais novas? Cascudo foi um intelectual que sempre esteve próximo das pessoas. Essa exposição levou isso em conta. Vai ser montada de modo a destacar os estudos que mais se aproximam do povo, a comida, a fala, o sincretismo religioso”, detalha Daliana.

ESTÁGIOS 

O primeiro módulo, chamado de “O tempo e eu”, vai abordar o homem Cascudo, não só no sentido de autor, do folclorista, mas do pensador, etnógrafo que buscou compreender o Brasil. “Pouco se fala desse lado de Cascudo. Ele era um homem aberto a mudanças, que  mudava seu pensamento em vista da passagem do tempo”, diz Gustavo. O bambolear do corpo brasileiro é uma das observações do segundo módulo, “Dança, Brasil”,  que compreende os autos e as festas populares do Brasil. “Cascudo dizia que os conhecimentos da dança não vêem de um sentido acadêmico. Ele via a dança como algo para todos, que está no corpo brasileiro”.

Um dos destaques da mostra é a parte “Todo trabalho do homem é para sua boca”, dedicada às origens da gastronomia brasileira, uma das áreas que Cascudo mais contribuiu. Esse tema contou com a consultoria da chef Luiza Trajano, que vai aprofundar a pesquisa trazendo várias experiências sensoriais.  De acordo com Daliana, a ideia é que durante o período da exposição, restaurantes de São Paulo ofereçam um prato especial, que possibilite às pessoas degustar as origens da nossa culinária.

As lendas, cordéis, cantigas, são os objetos de estudo do quarto módulo da exposição, que para Daliana, permite ser explorado ludicamente. “A Literatura Oral e a Voz do Gesto” traz as contribuições de Cascudo sobre a língua brasileira e sobre o precursor de todas as linguagens, o gesto.

A última parte da mostra, “Religião do povo”, abordará o sincretismo brasileiro através de bênçãos, promessas, santos tradicionais, orações, pragas, profecias, superstições, amuletos, entre outros objetos de estudo do folclorista. “Vamos traduzir de maneira bastante interativa esse sentimento do povo, que não passa embaixo de escada, que ao mesmo tempo que é cristão, frequenta terreiro”, conta Gustavo.

Por questões orçamentárias, não vai ser possível levar muitos objetos do acervo pessoal  para integrar a exposição. Mas nem por isso os visitantes deixarão de conhecer o ambiente em que o intelectual estava mergulhado. “Para compor o universo cascudiano vamos recorrer a cenografia , uso de som, luz e interatividade. A ideia é conviver e participar”, explica Gustavo. Daliana espera que a exposição desperte a curiosidade dos brasileiros para a obra de Cascudo. “Essa visibilidade vai permitir que mais pessoas se aprofundarem nas suas pesquisas.   A casa dele, seu acervo, está guardado em Natal, e pode ser consultado por qual um que tiver interesse”.

Após o Museu da Língua Portuguesa, a ideia é levar a exposição para outros estados. Segunda Daliana, a abrangência nacional da obra de Cascudo permite isso, e portanto sua mostra foi pensada de modo que seja itinerante.
 
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julho 01, 2015

CURTA POTIGUAR NO ANIMA MUNDI

 
ARTHUR CAVALCANTE
 CURTA DE ANIMAÇÃO NATALENSE É SELECIONADO PRA FESTIVAL MUNDIAL
Fotografia: Argemiro Lima / NJ

O curta-metragem de animação "Ciclo" foi selecionado para o festival Anima Mundi, considerado um dos maiores festivais de animação do mundo. O filme, que será exibido na mostra Panorama Internacional, foi realizado pelo professor Arthur Cavalcante que é Coordenador do Curso Produção Cultural do IFRN Cidade Alta, Natal/RN. O Festival Anima Mundi será realizado de 10 a 15 de julho, no Rio de Janeiro e de 17 a 22 de julho, em São Paulo.

CURTA POTIGUAR NO ANIMA MUNDI

Por
Henrique Arruda
NOVO JORNAL  

Professor de edição de vídeo e animação (2D e 3D) no curso integrado de Multimídia do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (IFRN - Campus Cidade Alta), o alagoano Arthur Cavalcante, 26, vive um dos momentos mais cinematográficos da sua vida: em julho o seu primeiro filme de animação, “Ciclo”, vai fazer parte do Panorama Internacional do “Festival Anima Mundi”, o principal do gênero no país. 

Para se ter uma ideia, somente neste ano o festival recebeu mais de 1.500 inscrições vindas de todas as regiões do país, dentre as quais estava “Ciclo”, animação com três minutos e quarenta segundos roteirizada, animada e dirigida pelo professor Arthur há cerca de três anos, de forma totalmente independente, marcando a sua estreia no mercado.

No filme, uma dupla de simpáticos bonecos disputa a atenção de um misterioso interlocutor, e tenta de todas as formas alcançar uma plataforma mais alta para conquistar um objeto. Uma espécie de desafio que também pode ser claramente entendida, ao final do filme, como uma crítica ao capitalismo desenfreado e a consequente sociedade de classes.

“Pode ser essa a interpretação sim”, afirma o professor antes de começar a sua primeira aula do dia. “Mas é como perguntar ao poeta o sentido de uma Poesia, sempre vai depender de quem está observando. O que eu queria era que meu filme fosse entendido por diferentes idades”, resume sobre a obra que já está disponível em seu canal no youtube.

Até o ano de 2012, Arhur colecionava em seu portfólio pessoal apenas pequenos exercícios com poucos segundos de duração, cada, desenvolvidos enquanto estudava “Design de Animação” em São Paulo, onde também cursou logo em seguida o seu Mestrado em Comunicação ligada ao audiovisual.

“Eram pequenos exercícios de movimentação de boca, por exemplo, para mostrar às empresas da área o que eu era capaz, algo muito comum em um tipo de curso como esse, no qual só o diploma não basta”, explica, informando que preferiu então realizar sua primeira animação para se testar em todas as possibilidades, principalmente no roteiro e direção de um projeto em animação.

Realizado de forma totalmente independente, “Ciclo” demorou cerca de 10 meses para ficar pronto, tempo necessário para inscrever a animação no Festival de Cinema Universitário de Penedo em 2013.

“Fiz uma primeira versão para o festival e logo em seguida aperfeiçoei o som do filme e lancei a última versão oficial que está no Anima Mundi”, detalha, contando que, em paralelo, ele sempre corria atrás de sua carreira como professor, até o dia em que ele passou no concurso exatamente para a sua área no IFRN. “Estou em Natal desde o ano passado”, lembra.

Para achar os seus pequenos heróis, protagonistas da trama, o professor se utilizou da plataforma “Creative Commons”, organização não governamental sem fins lucrativos, que disponibiliza online uma série de obras artísticas através de suas licenças que permitem a cópia e compartilhamento em outros projetos criativos.

“E foi então por lá que eu encontrei o animador Michel Urbanek, e utilizei os personagens dele para dar vida ao curta”, explica, caracterizando toda a produção como “cinema do possível”, ou seja, um projeto realizado sem nenhum recurso, fato que o professor não considera negativo.

“A gente pensa que a limitação financeira é algo ruim, mas a limitação melhora porque as primeiras ideias são geralmente as mais óbvias. Você precisa refinar seu pensamento... Eu vivo dizendo aos meus alunos que fazer um filme difícil é fácil, mas refinar a sua ideia até encontrar algo pessoal não. ‘Ciclo’ eu considero um trabalho refinado porque é muito simples: um plano sequência de plano geral sem diálogos e que pode ser entendido no mundo inteiro”, considera.

Atualmente professor de Roteiro Cinematográfico no IFRN (até chegar o período em que vai começar a lecionar edição de vídeo e animação para a sua primeira turma), Arthur pretende implantar um projeto de extensão no campus para abrir um curso de animação na instituição, mas tudo ainda está no campo das possibilidades.

“Vamos nos reunir ainda esta semana para analisar as possibilidades. Acredito que será com a duração de um ano e meio, aberto para a comunidade. O objetivo é fomentar a cena local a partir do trabalho de conclusão de curso desses alunos, por exemplo”, avisa, frisando que a participação no Panorama Internacional do Anima Mundi logo no seu primeiro curta metragem, não foi sorte de iniciante.

“Foi uma consequência”, avalia, lembrando-se que após “Ciclo”, ele só teve mais uma experiência em animação: “Cultura de Ouro”, curta criado especificamente para participar do Festival de Baía Formosa, no ano passado. Na animação em 3D, um homem delira com um barco de ouro e se imagina dentro da própria embarcação que está observando.
 
...VÍDEO...



 ...fonte...
www.novojornal.jor.br 

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junho 26, 2015

UMA ESTILISTA POTIGUAR NO DISCOVERY

 
MARATONA FASHION
Estilista potiguar participa de reality show
O estilista-top Ronaldo Fraga está orientando a potiguar
Jéssica Cerejeira no reality show
Fotografia: Acervo Pessoal
 
MARATONA FASHION
Estilista potiguar participa de reality show

Por 
Yuno Silva
TRIBUNA DO NORTE

A moda transcende, é dinâmica e mutante. Cataliza atitudes e materializa referências como nenhum outro segmento cultural, e o que chega às vitrines é apenas a ponta do iceberg: por traz dos cortes e costuras há muito conceito, criatividade, talento e loucura(!). Foi inspirada, justamente, no delírio e na rotina do universo manicomial que a jovem estilista potiguar Jéssica Cerejeira, 19, garantiu uma das nove vagas do reality show SENAI Brasil Fashion. A segunda edição do programa, que será exibido a partir de novembro nos canais Discovery, Arte 1 e Band, reúne aspirantes ao mundo fashion sob orientação dos estilistas-top Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch e Lino Villaventura. 

Jéssica, selecionada na etapa regional a partir do projeto “Loucure-se”, está na equipe de Ronaldo Fraga. Ela superou outros oito candidatos do RN, alunos e ex-alunos do Núcleo de Moda e Design do SENAI-RN – Centro Clóvis Motta. Aluna do curso de Artes Visuais da UFRN, contou que teve cinco dias para apresentar três croquis: “O edital pedia três propostas de tema livre, uma conceitual, outra prêt-à-porter (pronto para vestir em francês) e um look streetwear”.

A potiguar utilizou como referência o livro-reportagem de Daniela Arbex, “O holocausto brasileiro” (Geração Editorial, 2013), que trata das mortes de internos no Hospital Colônia de Barbacena em Minas Gerais, somadas a visitas etnográficas ao hospital psiquiátrico João Machado em Natal. O programa, patrocinado pelo SENAI-CETIQT (Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil), tem como objetivo promover a integração de alunos e ex-alunos com o mercado, estimular a qualificação profissional e dar visibilidade a novos talentos.  
 
 
Programa com Herchcovitch, Ronaldo Fraga e Lino Villaventura
 será exibido no Discovery, Arte 1 e Band
 Fotografia: Acervo Pessoal 
 
“Comecei a me interessar por moda aos 13 anos. Meu irmão era estilista da (coleção) Miss Young, linha infanto-juvenil da Riachuelo, e levava os croquis pra casa. Os que ele não gostava me dava pra pintar”, contou Jéssica ao VIVER em entrevista concedida direto do Rio de Janeiro, durante intervalo das gravações do reality show. “Com 15 anos fiz o curso técnico em vestuário e estagiei na (fábrica têxtil) Guararapes, e aos 17, quando comecei Artes Visuais na UFRN em 2013, voltei ao SENAI-RN para fazer o curso de estilista”.

Este ano ela está estudando Projeto de Produção de Moda no Centro Clóvis Motta, e na universidade colaborou com a instalação de um laboratório de figurinos que já produziu um acervo com mais de 800 peças e atende cursos de dança e teatro do Departamento de Artes da UFRN. “Estou como figurinista do grupo CRUOR Arte Contemporânea (da UFRN) e como monitora do laboratório de figurino”, disse a universitária, que só não atua na área de moda como profissional para se dedicar a formação. “Também ofereço consultorias dentro do laboratório, e ministro um módulo de desenho de moda dentro da disciplina de figurino e maquiagem do curso de Dança da UFRN. Quando falei tudo o que fazia para a equipe do Brasil Fashion, brincaram perguntando se tinha tempo para outras coisas”, diverte-se a natalense, que divide os holofotes com outros jovens talentos vindos de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Paraíba, Pará, Rio de Janeiro e Maranhão.

Tudo o que for produzido durante o programa será apresentado em São Paulo, no mês de agosto, durante desfile para empresários, especialistas e formadores de opinião do segmento fashion.


Jéssica Cerejeira (à direita) e equipe orientada por Ronaldo Fraga
(ao centro) no SENAI Brasil Fashion
Fotografia: Acervo Pessoal

INFLUÊNCIA DO MUNDO NO BRASIL É O DESAFIO DA COLEÇÃO

Até o mês de novembro, quando o reality show Brasil Fashion vai ao ar, serão quatro encontros com os top-estilistas-técnicos no Rio de Janeiro. Os nove aspirantes a estilista irão desenvolver três looks inspirados no tema “A influência do mundo no Brasil”. Além de desenhar as peças, os alunos terão acesso a tudo o que envolve o universo da moda: desde uma visão 360° da profissão até a estreia na passarela, passando por construção de styling, maquiagem, cabelo, cenografia e trilha sonora.

“Quando fomos (os nove candidatos) ao Rio pela primeira vez, no início deste mês, sabíamos que teria filmagens mas não que seria um reality show”, recorda Jéssica. Ela explicou que deixaram claro não se tratar de uma competição. “Estamos ali com todo o suporte para fazer um belo desfile”, frisou. Como prêmio, além da visibilidade e da formação profissional, cada top-estilista-técnico escolhe um aluno para retornar na próxima edição do programa para atuar como assistente.

“Entre o primeiro (9 a 11 de junho) e o segundo encontro (23 a 25) tive que criar 30 croquis em cima do tema do programa – 'A influência do mundo no Brasil' – já sob orientação do Ronaldo Fraga. Ele fez uns ajustes e daqui 28 dias vamos voltara para mostrar os protótipos das três peças para prova de roupa das modelos”, explicou Jéssica. Os trabalhos de sua equipe irão vestir a top Viviane Orth e outras duas 'new faces' com experiência de passarela – inclusive no SP Fashion Week. “Desejo poder inspirar outros jovens com minha história”, almeja a estilista potiguar.
...fonte...

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