janeiro 16, 2013

DE REPENTE... O REPENTE, OXENTE!!

  ANTÔNIO LISBOA
O repentista fala sobre a experiência da poesia
Poeta também comenta acerca de sua pesquisa no sul da França
 Estudo na poesia trovadoresca da Europa rendeu documentário
Fotografia: Divulgação

ANTÔNIO LISBOA
UM DOS MAIS IMPORTANTES VIOLEIROS  DA ATUALIDADE

 Via
Jornal Gazeta do Oeste  

O poeta passa diante do grande relógio da Praça do Codó, Mossoró/RN, com a viola às costas, bem devagar... Acena, aos poucos, mesmo timidamente, para a reportagem do Jornal Gazeta do Oeste. Sentado num dos bancos, começa a conversar com a equipe. Antes, uma pequena entrevista ao caderno foi dada, num café da cidade. “Estou à vontade. Pode perguntar”, diz, sorrindo.

Natural de Marcelino Vieira/RN, Antônio Lisboa é um dos mais importantes violeiros da atualidade, no Nordeste. Apresenta-se em festivais e eventos diversos. No currículo, várias participações importantes em eventos de cunho cultural, além das três Caravanas dos Poetas (1979 / 1987 / 1994). As Caravanas tiveram como tema a Anistia, a Reforma Agrária e a Saúde. “Eles nos davam os temas e saíamos pelo Brasil, nos apresentando de acordo com a temática. Foi uma experiência extremamente importante para a minha carreira, principalmente a de 1979, a primeira. Muitos poetas repentistas são pessoas politizadas”, diz, ressaltando que o seu início na cantoria aconteceu, ainda, quando criança. “Eu sou do interior do Estado, de uma região que tem grande tradição em termos de cantoria, que produziu importantes nomes. É um dos celeiros. A região do Alto Oeste teve importantes cantadores. A cantoria, hoje, sofreu uma mudança; devido ao êxodo rural, foi para a cidade e continuou no interior. Ela ganhou esse mercado urbano e manteve suas raízes no campo. Hoje é uma manifestação mais urbana com um pé no rural”, explica.

Segundo ele, na família tudo era comemorado com cantoria. “Nasci numa família e num lugar onde as comemorações eram feitas à base de cantoria: casamentos, aniversários, celebrações, noite de natal, noite de ano-novo, São João, tudo isso tinha cantoria. Minha mãe tinha um rádio que passava o dia inteiro transmitindo cantorias de grandes nomes do repente. Eram cantadores ótimos, da Rádio Assunção, de Fortaleza... Esse período foi importante na minha formação como repentista, porque me deixou um grande legado, no sentido de que aprendi mesmo o repente ouvindo e distinguindo as metrificações e estilos de cantoria. Ou seja, somente de ouvir já sabia se era, por exemplo, uma sextilha ou qualquer outro modelo poético. Todos os estilos me chegavam ao ouvido. Aprendi como se montava um mote e as rimas. Aos 10 anos, já sabia todos os gêneros. Também tinha grande facilidade de decorar as canções e os poemas que eram lançados no rádio. Em dois dias, já podia decorá-los completamente”, explica.

Mas a profissionalização veio, mesmo, em Mossoró. “Tornei-me cantador em Mossoró, no fim dos anos 70. Comecei, desde então, a me profissionalizar. Meu pai veio morar aqui e, logo depois, tive contato com outros cantadores. No entanto, o rádio de Mossoró tinha pouco espaço para o gênero”, diz.

Antônio Lisboa salienta que, durante esse período, apenas Onésimo e Elizeu cantavam na Hora da Coalhada, na Rádio Rural. “Morei alguns anos na casa do poeta Luiz Campos e, nessa época, apesar do pouco espaço nas rádios, tive um grande contato com o efervescente movimento cultural de Mossoró, à época, extremamente politizado, com a fundação do Partido dos Trabalhadores, além de outras manifestações, como a Pastoral da Juventude e as lutas de classe. A minha formação vem, também, desse envolvimento com as lutas daquele momento histórico”, fala.  
 
  Um cartão postal
Assim pode ser definida a nova Praça  Bento Praxedes 
(Praça do Codó) Mossoró/RN
Fotografia: Divulgação 

 O REPENTE QUE NÃO MORRE 

A cantoria, como uma cultura de resistência, consegue sobreviver, muito bem, junto a essas novas ferramentas e mídias. Essa é a opinião do poeta Antônio Lisboa. “Acho que ela ainda deve continuar como alternativa nesse contexto. Tira-se muito da cantoria e dá-se muito pouco. Muitos artistas e pesquisadores têm suas bases na poesia popular. Alguns nomes como Zé Ramalho e Raul Seixas exploraram esse tipo de poesia”, salienta.

Segundo o poeta, há seis personagens na poesia popular que devem ser bem observados: o repentista, o conquista, o aboiador, o cordelista, o declamador e o cancioneiro. “Todos eles produzem a poesia popular, cada um de uma maneira diferente. Esses personagens, se observarmos, se apresentam de maneira singular e contribuem para a poesia. Nas cantorias, muitas vezes, também cantamos a canção, que foi criada por Elizeu Ventania”, diz.

Tudo isso, de acordo com o poeta, faz com que o repente não morra. “A poesia popular em si está cada vez mais rica e o repente, por sua vez, está se renovando, abrindo espaço para outros novos repentistas. Esses repentistas, por sua vez, abrem espaço para outros e assim sucessivamente. Hoje, temos um espaço interessante em eventos públicos, que são importantes para a expansão da cultura do repente. Esses eventos acabaram por fazer com que muitas pessoas voltassem a ter contato com a cantoria e conhecessem os repentistas de perto. O que tira a pessoa de poder aquisitivo baixo dos eventos é o próprio valor dos ingressos”, fala.

Ele também salienta que é preciso “fazer o trabalho bem feito, antes de tudo, seguindo os padrões estabelecidos para cada gênero”. “A viola é um instrumento harmônico, que acompanha o repentista. Esse, por sua vez, deve ter consciência de seu papel, desenvolvendo bem o poema durante a apresentação. O cantador de coco, por sua vez, usa a musicalidade e a percussão”, frisa.     
 
 ANTÔNIO LISBOA
Cantando a sua aldeia, mas nunca esquecendo 
de que a voz do poeta é uma voz universal
 Fotografia: Divulgação

POR DUAS VEZES ESTIVE NA FRANÇA 
... E MOSTREI O REPENTE PARA OS EUROPEUS

Cantando a sua aldeia, mas nunca esquecendo de que a voz do poeta é uma voz universal, Antônio Lisboa empreendeu, em 2000, a sua primeira viagem ao exterior. “Fiz três viagens ao exterior. A primeira foi para Portugal, durante as comemorações dos 500 anos do Brasil, quando fomos com uma representação brasileira, levando e mostrando o que tínhamos em termos culturais. A Fundação José Augusto levou um grupo de artistas, composto por dançarinos, pessoas ligadas ao folclore e poesia. Do repente, foram eu e Onésimo Maia. Lá, nos apresentamos no shopping Colombo, um lugar que leva o nome de um importante navegador. Essa experiência foi rica. Fizemos várias apresentações”, explica.

Já no ano de 2001, Antônio Lisboa foi para a França, com Edmilson Ferreira, Rogério Menezes e Francisco de Assis. “Passamos 30 dias na França. Essa experiência foi totalmente voltada para a pesquisa mútua de relações entre nossa cantoria e a tradição trovadoresca do lugar. Durante esse tempo, pesquisamos e nos apresentamos lá, na região dos trovadores. Em 2005, com a aprovação do projeto pela Secretaria de Cultura de Pernambuco, continuamos pesquisando sobre os trovadores da Idade Média e a influência deles na nossa cantoria. Fomos aos castelos e entrevistamos pessoas ligadas ao estudo dessa temática, na região do sul da França. Conosco, estava uma equipe capacitada que elaborou, depois, um DVD, uma espécie de documentário. Nesse documentário, entrevistamos especialistas na língua occitânica, que é do sul da França, uma língua usada pelos trovadores antigos. Essa foi nossa segunda viagem e basicamente uma viagem de pesquisa”, diz.

A excursão de pesquisa aconteceu por meio de um grupo musical de cultura popular. “Eles pesquisam cultura popular dentro e fora da França. Descobriram o repente, se encantaram e nos levaram na primeira viagem. Cantávamos uma parte de três ou quatro minutos e, quando parávamos, uma pessoa traduzia o que havíamos cantado. Eles aplaudiam na primeira e na segunda vez. Era interessante aquele momento, pois lá não existe mais a tradição da poesia trovadoresca nem eles conheciam o repente nordestino”, finaliza.

...fonte...
 www.gazetadooeste.com.br

 Se copiar textos e ou fotografias, atribua os créditos!  
Os direitos autorais são protegidos pela Lei n° 9.610/98, violá-los é crime!

janeiro 14, 2013

COLETIVO ATORES À DERIVA EM FESTA!!!

 COLETIVO ATORES À DERIVA
Henrique Fontes, Thazio Menezes, Doc Câmara, Bruno Coringa e Paulo Lima
Obra de Rubem Fonseca inspira novo espetáculo
nos cinco anos dos Atores à Deriva
Fotografia: Maurício Cuca 
 
 O COBRADOR NOS CINCO ANOS DOS ATORES À DERIVA  
 
Via
Jornal Tribuna do Norte   
 
O coletivo teatral Atores à Deriva completa cinco anos em 2013 e anuncia espetáculo "O Cobrador" para estrear dias 20 de janeiro, 18h, na Casa da Ribeira. Antes, no dia 19, o grupo realiza workshop laboratório". No dia da estreia de "O Cobrador" será reapresentada a peça que deu origem ao Coletivo: "A Mar Aberto". 

As atividades integram o Projeto Cena Aberta Nordeste, que tem patrocínio da Cosern, Lei Câmara Cascudo e Governo do RN. O grupo batizou a empreitada de aniversário de "Occupy à Deriva". A ideia é que logo depois da apresentação na Casa da Ribeira, façam uma ocupação do Teatro Glauce no Rio de Janeiro dentro do projeto Visões Coletivas promovido pelo Coletivo Angu de Teatro de Recife.

"Manter um repertório vivo com um trabalho diário de ensaios e pesquisa é nossa principal conquista nestes cinco anos de coletivo," disse Doc Câmara, ator e presidente do Atores à Deriva, por email, ao jornal Tribuna do Norte.

A peça "O Cobrador" foi construída a partir do texto de Rubem Fonseca publicado originalmente em 1979 (ano da Anistia) e narra a história de um homem tomado pelo ódio à sociedade consumista e de valores superficiais.
 
  COLETIVO ATORES À DERIVA  
São criações do coletivo as produções A mar Aberto (2008), 
Corte Sem Casca (2009); Flúvio e o Mar (2010) 
e Recomendações a Todos (2011)
Fotografia: Divulgção
 
 COLETIVO ARTÍSTICO ATORES À DERIVA 
 
Via
 Memorial Brasil de Artes Cênicas

Surgiu em Natal (RN) no final de 2007 por iniciativa do ator, diretor e dramaturgo Henrique Fontes. À procura de atores para montagem do espetáculo A MAR ABERTO, baseado na obra Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa, Fontes convida alguns de seus ex-alunos do Centro Experimental de Pesquisa Teatral, espaço no qual atuou como professor, para formar o elenco da peça. O espetáculo estreou em abril de 2008 marcando o início da trajetória do grupo.
 
A MAR ABERTO conta a historia de um homem sábio que há mais de 30 anos tira do mar o sustento e a própria razão de existir. A luta contra a tormenta interna e externa do desejo forma o conflito central dessa história. Já nesta montagem de estreia, o grupo obteve resultados maiores que a expectativa, tendo um bom retorno do público e de crítica. O espetáculo então passou a circular em diversos festivais importantes como: Festival de Garanhuns, Mostra SESC Cariri, Festival de Teatro Nordestino de Guaramiranga, e o Porto Alegre em Cena, consolidando o Coletivo.

Desde então o COLETIVO vêm desenvolvendo um trabalho de pesquisa em dramaturgia o qual, acreditam, dialogar com o momento atual do teatro que estimula um "fazer as pazes" entre autor e ator, entre dramaturgo e encenador, no processo de criação. O processo de pesquisa do Coletivo tem primado pela construção de um ator que deixe de ser mero reprodutor de imagens e sentimentos e que possa ser realmente um criador da obra. O grupo aposta na troca de saberes e nas possibilidades que a precariedade pode trazer como potência criativa da cena.

"CORTE SEM CASCA" 
2009
Fotografia: Divulgação

Em 2009 surge, como atividade de conclusão do curso de artes cênicas pela UFRN de Doc Câmara, o segundo espetáculo chamado CORTE SEM CASCA, dando continuidade às atividades do grupo. A peça questiona as regras do jogo afetivo e as consequências das relações atropeladas pela imposição de respostas rápidas, do desejo de sentir-se preenchido, da maneira como cada um aprendeu a sentir.

No ano seguinte o grupo estreia sua primeira montagem infanto-juvenil FLUVIO E O MAR. Atendendo a princípio, a um convite do IDEMA (órgão de gestão ambiental) para participar do projeto CARAVANA ECOLÓGICA, e tendo como mote inicial o arquétipo do herói, a peça fala de um menino com um destino de onda, um desejo de Mar. A peça circula por diversas cidades do interior do Rio Grande do Norte. Já no ano de estreia a montagem foi selecionada para a primeira edição do Festival Agosto de Teatro, realizado em Natal - RN.

"FLUVIO E O MAR"
2010
Fotografia: Divulgação

Em 2011 o grupo estreia RECOMENDAÇÕES A TODOS que foi montada pelo Coletivo de forma independente, com o apoio do SESC e NatalCard que garantiram hospedagem e alimentação dos diretores e o transporte durante o período de ensaios. Esta é a quarta peça montada pelo Coletivo sem nenhum edital público para montagem ou manutenção.
 
A obra homônima, escrita por Alex Nascimento em 1982 relata os passos de um louco que, expulso do manicômio, tenta conviver com os "lindos normais". Para adaptar e dirigir esta montagem, o grupo convidou a atriz e diretora Equatoriana CONSUELO MALDONADO, que em Junho de 2012, de passagem por Natal, trabalhou intensamente com o Coletivo e junto com seu companheiro ANATOL WASCHKE, facilitaram os caminhos para a construção da peça que estreia assinada colaborativamente por ela e o Coletivo.

RECOMENDAÇÕES A TODOS
2011
Fotografia: Divulgação

Este desafio marca a volta de Henrique Fontes aos palcos, que até então assinara duas direções do Coletivo (A MAR ABERTO E FLÚVIO E O MAR). Esta quarta montagem também marca a estreia no Coletivo do bailarino THÁZIO MENEZES da Companhia de DANÇA DO TEATRO ALBERTO MARANHÃO. THÁZIO chegou no meio do processo de RECOMENDAÇÕES e se integrou totalmente à proposta.

No segundo semestre de 2012, após uma breve circulação pelo nordeste do país, e inspirados na troca de conhecimento com outros grupos, o Coletivo inicia as atividades do seu Núcleo de Pesquisa que nada mais é do que um espaço de exploração onde cada integante do Coletivo pode experimentar outros modos de criação na cena, seja no sentido estético como funcional, as funções de direção - interpretação podem ser compartilhadas. Como resultado deste Núcleo surge o experimento O COBRADOR do texto de Rubem Fonseca que teve sua estreia na primeira edição da VIRADA CULTURAL DE NATAL.

Atualmente o Coletivo Atores à Deriva tem sete componentes, dois espetáculos de repertório, uma sede situada na Ribeira, em Natal (RN).

...fonte...
www.memorialdeartescenicas.com.br

...visite...
 www.atoresaderiva.com
 
 Se copiar textos e ou fotografias, atribua os créditos!  
Os direitos autorais são protegidos pela Lei n° 9.610/98, violá-los é crime!

janeiro 12, 2013

ROBERTA SÁ: ALEGRIA EM TERRAS LUSITANAS

 ROBERTA SÁ
Iniciando o ano de uma maneira mais que especial:
Dois shows em Lisboa, Portugal. Ano novo, velho mundo
 As apresentações fazem parte do Ano Brasil Portugal
  fotografia: Maurício Santana

 ROBERTA SÁ EM PORTUGAL  

 Via
Assessoria Comunicação

No primeiro show realizado no Espaço Brasil, (04/01), Roberta Sá deu início às atividades da segunda temporada do "Ano do Brasil em Portugal". O projeto que envolve mais de 100 artistas brasileiros, entre nomes consagrados da MPB, conta com investimentos do Ministério da Cultura e da Embratur. “Batemos recorde de público do Espaço Brasil em Lisboa!! Uma festa!”, escreveu em seu perfil do Instagram. “Feliz da vida!”, comemorou a artista.

Roberta apresentou o seu mais novo trabalho, “Segunda Pele”. Na segunda noite, (05/01), Roberta dividiu o palco com o português Antônio Zambujo. A cantora faz shows em parceria com Zambujo desde 2008, chegando a participar do seu álbum “Outro Sentido”. Juntos novamente, interpretaram canções clássicas do mestre Chico Buarque, como “Novo Amor”.

Roberta diz que, em Portugal, se sente em casa. “Fiz muitos amigos por aqui”, contou ao “Diário de Notícias”. Na entrevista, falou sobre sua relação com a música portuguesa. “Quando canto um fado é sempre uma homenagem e nunca com a pretensão de fazer parecido, porque nunca vou conseguir. Só numa outra encarnação.” O evento - Ano do Brasil em Portugal - pretende levar, até junho de 2013, arte de qualidade a um público estimado em mais de seis milhões de portugueses.

  ROBERTA SÁ
Canções com brasilidade, ritmo e sonoridade
Temperadas com a pluralidade dos ritmos regionais 
Marca registrada: A pluralidade
 Fotografia: Divulgação

ROBERTA SÁ
 METADE POTIGUAR, METADE CARIOCA

 Por
Ágatha Marinho

Podemos dizer que Roberta Sá é metade potiguar, e metade carioca. Roberta nasceu em Natal, onde desde cedo acostumou-se a ouvir em casa muita música boa, aos 9 anos vem para o Rio de Janeiro com a mãe, mas foi só aos 18 que ela começou a se interessar por canto, estudando num coral em Missouri nos Estados Unidos, onde fazia um intercambio. E não parou mais, voltando ao Rio de Janeiro, Roberta inicio a faculdade de jornalismo, mas não abandonou as aulas de canto.

E foi sua professora, Vera de Canto e Melo, quem deu o "empurãozinho" para que a moça investisse na carreira de cantora.

Incentivando-a a fazer testes para musicais e por obra do destino, ela acabou entrando no programa Fama da rede globo de televisão.  Roberta, para espanto de todos foi eliminada cedo, na quarta semana, porém o programa lhe rendeu um grande presente, foi lá que ela conheceu Felipe Abreu, que tornou-se seu preparador vocal, além de incentiva-la a gravar a primeira demo.

Em 2003, a demo com cinco canções chegou às mãos do autor de novelas Gilberto Braga, o qual gostou da voz da cantora e lhe pediu que gravasse "A Vizinha do Lado" de Dorival Caymmi para a trilha da novela Celebridade, que escrevia no momento. A música até hoje é uma das preferidas dos fãs e não pode faltar no set list dos shows.

Pouco tempo depois, conheceu Rodrigo Campelo, e tendo ele como seu produtor,  gravou à pedido de uma empresa um álbum promocional "Sambas e bossas" que entre as faixas, reunia os clássicos: "A Flor e o Espinho, Essa Moça tá diferente e Chega de Saudade".

Em 2005 Roberta lança  seu primeiro álbum, intitulado "Braseiro", o disco foi produzido por Paulo Malagutti  e Rodrigo Campello.  O destaque fica por conta das participações luxuosas de MPB4  (Cicatrizes)  e  Ney Matogrosso  (Lavoura) e  vale citar também alguns compositores de peso que cederam músicas pra este trabalho, entre eles: Pedro Luís (Braseiro), Chico Buarque (Pelas Tabelas), Marcelo Camelo (Casa Pré-Fabricada), Paulinho da Viola (Valsa da solidão) etc...

 Roberta Sá e Trio Madeira Brasil 
Turnê do CD "Quando o Canto é Reza”
 Fotografia: Divulgação
  
Com esse trabalho Roberta que já havia criado um publico cativo graças ao show que apresentou por algum tempo no "Mistura Fina" Casa de shows carioca, começa a ganhar mais espaço e visibilidade. Mas foi em 2007 com o lançamento de "Que Belo Estranho Dia Pra se Ter Alegria" que Roberta finca de vez a bandeira, sendo reconhecida por publico e critica como uma das  principais vozes da nova geração da MPB!

"Que Belo Estranho Dia Para Se Ter Alegria", foi lançado em agosto de 2007, nesse mesmo ano ela ganhou dois prêmios da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) categorias: Melhor cantora e melhor álbum, com ele, Roberta conquistou o disco de ouro pelas mais de 50.000 cópias vendidas.

Em setembro de 2009 ela lança seu primeiro DVD "Pra se ter alegria" no Canecão, que hoje esta desativado, mas foi por muito tempo a principal e mais tradicional casa de shows carioca, o DVD foi gravado meses antes no Vivo Rio.

2010* Roberta Sá lança "Quando o Canto é Reza" - Um projeto em parceria com o Trio Madeira Brasil, formado por Marcello Gonçalves, Zé Paulo Becker e Ronaldo do Bandolim. O disco contém 13 faixas de autoria do compositor baiano "Roque Ferreira" Roque já foi gravado por grandes nomes da MPB, entre eles: Clara Nunes, Maria Bethânia, Alcione e Zeca Pagodinho. O CD teve produção de Pedro Luís e direção musical de Marcello Gonçalves. Com esse álbum Roberta ganhou o 22º  Prêmio da Música Brasileira, como melhor disco e melhor cantora.

Como artista, mostra-se muito coerente e exigente com seu trabalho, Nota-se facilmente o cuidado e dedicação que ela tem em cada disco. Desde a escolha do repertorio até os detalhes na direção do show, a potiguar participa de tudo!
 
Hoje com 32 anos, Roberta Sá é uma artista que tem sua carreira consolidada e milhares de fãs espalhados pelo Brasil. Podemos dizer que é uma das melhores cantoras da nova geração da MPB. No começo de 2012 ela lançou seu mais recente CD intitulado "Segunda Pele". O álbum foi financiado pelo projeto Natura Musical e distribuído pela Universal Music.

Seus trabalhos possuem muita brasilidade, os ritmos e sonoridades nacionais estão sempre colorindo suas canções, temperadas  com a pluralidade dos ritmos regionais, isso pode ser notado facilmente em cada trabalho da moça, essa é uma de suas marcas registradas, a pluralidade. Parabéns, Roberta Sá!!

...fonte...
Ágatha  Marinho
www.euamompb.blogspot.com 

 ...visite...

 Se copiar textos e ou fotografias, atribua os créditos!  
Os direitos autorais são protegidos pela Lei n° 9.610/98, violá-los é crime!

janeiro 11, 2013

MTV RECOMENDA: FAR FROM ALASKA

 BANDA FAR FROM ALASKA
Sem dúvida a maior revelação do rock potiguar em 2012
Rock certeiro, indo na veia de excelentes referências
Pegou de jeito a cena independente nacional
 (Anderson Foca)

MTV INDICA BANDA LOCAL PARA "OUVIR EM 2013" 
 
 Via
Jornal Tribuna do Norte  
 
O quinteto potiguar de rock Far From Alaska é "um dos nomes pra se ouvir em 2013", segundo  texto publicado segunda-feira no site da MTV. A banda também contou com outra recomendação de peso no ano passado: Shirley Manson, vocalista do Garbage, soltou um post elogioso ao grupo no Facebook. Com menos de um ano de formação e um único EP -  "Stereochrome" - na bagagem, o FFA vem recebendo atenção crescente, no ritmo peculiar da Internet.  
 
O texto assinado pela jornalista Gaía Passareli fala ainda sobre a seleção pela qual o grupo natalense passou, conseguindo tocar no palco do festival Planeta Terra. Sobre o som, Gaía afirmou que a banda "é capaz de destilar influências como Mars Volta, Turbowolf e Warpaint, mas não gosta de fazer lista". Para 2013, a banda acenou o desejo de lançar um disco completo e um clipe. Confira!

 Rafael Brasil, Christiane Botarelli, Emmily Barreto, Lauro Kirsch e
Eduardo Filgueira, em performance durante a final do Som Pra Todos,
realizada no Na Mata Café, em São Paulo
Fotografia: Léo Pinheiro/Terra 

 
PRA OUVIR EM 2013: FAR FROM ALASKA 
 
Por
Gaia Passarelli

Pelo nome dá pra ter uma idéia: o Far from Alaska é um empolgado quinteto das terras quentes do Rio Grande do Norte, que faz rock inspirado em Turbowolf e Warpaint e que começa o ano de 2013 muito bem, com primeiro EP, 'Stereochrome', disponível pra download e ganhando elogios da Shirley Manson.

A banda, formada pelos amigos com gostos em comum Emmily Barreto, Cris Botarelli, Edu Filgueira, Rafael Brasil e Lauro Kirsch (todos com idades entre 21 e 26 anos) é capaz de destilar influências como Mars Volta, Turbowolf e Warpaint, mas não é a fim de sair fazendo lista. "Não houve esse momento de juntar influências e definir: ‘vamos por aqui!’, as músicas foram indo e fluindo do jeito delas", conta a vocalista Emmily, por email.

Apesar do climão solto, a brincadeira ficou séria rapidamente: em 2012 o Far From Alaska passou na frente de outras 49 bandas no concurso Som para Todos, da gravadora Deck Disc e ganhou a chance de abrir o festival Planeta Terra.

 FAR FROM ALASKA
 Se um Ep com quatro músicas já fez o barulho que fez...
...imagina o disco que vem por ai."
 (Anderson Foca)

Foi o segundo show da banda, no mesmo palco de gente como The Drums e Gossip. Mas, segundo Emmily, não teve pressão. "Teve uma felicidade louca por termos ficado entre os finalistas, seguida de uma estreia inesquecível no concurso, que nos rendeu esse mega-bônus que foi tocar no Terra. Foi absolutamente uma win-win-win-win-win situation!"

A experiência acabou rendendo um encontro nos bastidores com a vocalista do Garbage, Shirley Manson, que disparou um post elogiando o Far From Alaska no Facebook e indicando a audição do Costella Live Sessions da banda, produção do Chuck Hipolitho, quase um padrinho do quinteto e responsável pela mixagem do EP Stereochrome.

Foi um contato rápido, de fã com ídolo, mas que ajudou a divulgar o nome e as quatro faixas do Far from Alaska. "A Cris e o Edu são muito fãs do Garbage e durante o Terra encontramos com a Shirley no lobby do hotel. Superando a vibe bichos-do-mato resolvemos ir trocar ideia. Ela foi muito simpática, perguntou a quanto tempo tocávamos juntos e soltou um 'holy shit!' quando falamos que era nosso segundo show. Daí, na despedida rolou aquele 'Far From Alaska, right? I'll look it up' que a gente achou que era só educação". Dois meses depois, ela fez o simpático post no Facebook. “Imagina nossa surpresa!", celebra Emmily.

Empolgados pela divulgação extra, o foco da banda em 2013 é preparar um álbum, já que o Far From Alaska tem mais do que as quatro músicas conhecidas do EP. "Queremos lançar um disco completo e um clipe. O clipe sai primeiro que o CD e já estamos articulando, aí quem sabe a gente toca na MTV, já pensou que tudo?" Tomara!


 Banda de Rock de Natal/RN
 ...Download...
 http://www.farfromalaska.com/ 
 
 Se copiar textos e ou fotografias, atribua os créditos!  
Os direitos autorais são protegidos pela Lei n° 9.610/98, violá-los é crime!
 

janeiro 05, 2013

O CENTENÁRIO DA VALSA ROYAL CINEMA

VALSA CENTENÁRIA
Royal Cinema foi composta em 1913, a pedido do famoso Cinema Royal
Ficava entre as ruas Vigário Bartolomeu e Ulisses Caldas, Centro, Natal/RN
A valsa foi executada diversas vezes pela Orquestra da Rádio BBC 
 de Londres, durante a Segunda Guerra Mundial,  infelizmente
executada como de "autor desconhecido".
Fotografia: Divulgação       
 
 VALSA CENTENÁRIA

Por
Yuno Silva
Jornal Tribuna do Norte
 
Sertanejo de origem humilde, filho de escrava alforriada e oficial militar, Tonheca Dantas (1871-1940) contrariou todos os prognósticos ao se tornar um dos compositores potiguares de maior projeção internacional de todos os tempos. Sua obra mais famosa, a valsa "Royal Cinema", é considerada peça obrigatória no repertório de qualquer banda sinfônica que se preze - inclusive em âmbito internacional - e este ano a música completa 100 anos.  A peça foi  foi criada para entreter o público antes e após as sessões do Cinema Royal, que funcionava em um prédio de arquitetura inspirada na 'art-nouveau' francesa na esquina das ruas Vigário Bartolomeu com Ulisses Caldas, Cidade Alta, Natal/RN.

E é com essa valsa que o cineasta Buca Dantas pretende embalar a trilha sonora de um documentário sobre a vida do compositor nascido em Carnaúba dos Dantas, município distante cerca de 220 km de Natal. O roteiro está em processo de construção, será embasado pela biografia "A Desfolhar Saudades", publicada em 1998 pelo professor e pesquisador Cláudio Galvão; e as articulações nos bastidores estão avançadas: Buca já obteve autorização do autor para fazer a adaptação do livro e conta com apoio da Secretaria de Cultura de Carnaúba dos Dantas.

A meta é que a produção comece a ganhar forma ainda no primeiro semestre deste ano, e o desejo comum é que o lançamento aconteça no mês de junho, durante evento alusivo ao nascimento do artista.

"A programação para comemorar o centenário de 'Royal Cinema' começa em março, nas escolas da rede pública de ensino, e em junho (entre os dias 9 e 16) teremos um grande evento que irá movimentar toda a cidade com palestras e apresentações de Orquestras e Bandas", adiantou João 'da Banda' Batista, secretário de Cultura em Carnaúba. "O lançamento desse documentário poderá coroar a festa", acredita. 


João sabe das dificuldades para viabilizar financeiramente projetos audiovisuais, e informa que o município não dispõe de recursos: "O que podemos garantir é a estrutura logística, hospedagem e alimentação da equipe. E tudo o que estiver ao nosso alcance". João da Banda disse que um CD com 11 músicas de Tonheca será lançado na ocasião. "As composições estão sendo rearranjadas para Orquestra, pois suas composições eram todas voltadas para Bandas Sinfônicas".

Para o evento de junho, está em pauta a presença da Orquestra Sinfônica da UFRN e maestros convidados; o envolvimento da Fundação José Augusto também está sendo sondado. 
 

 ROYAL CINEMA
Antes de iniciar o filme, tocava-se a valsa de Tonheca Dantasao terminar
 a sessão, enquanto os presentes se retiravam, tocava-se  também e, assim
 "ROYAL CINEMA" popularizou-se, desde os pianos  das famílias
 aos salões de bailes populares ou aristocráticos.
Royal Cinema: Arte de Gilson Nascimento

ALÉM DO DOCUMENTÁRIO, HÁ PROJETO DE LONGA-METRAGEM

De acordo com Buca Dantas, a estimativa inicial do orçamento gira em torno de R$ 200 mil a R$ 300 mil. "Vamos enviar o projeto para leis de incentivo e todos os editais que pudermos participar", avisa Buca, cuja avó paterna era prima de Tonheca Dantas. "Também vamos buscar patrocínio direto e apoio das demais cidades do Seridó". Os custos incluem gravações no RN, na Paraíba e no Pará, lugares onde Tonheca deixou rastros durante sua trajetória como músico. "Queremos mostrar a genialidade de Tonheca e a influencia que ele exerceu sobre bandas de outras partes do Brasil, intercalando essas histórias com entrevistas e depoimentos".

Vale registrar que o Maestro Humberto 'Bembem' Dantas, da Banda de Cruzeta, e o roteirista Geraldo Cavalcanti também integram a equipe do documentário. Buca ainda planeja colocar em prática, em parceria com realizadores paraibanos, um longa-metragem de ficção baseado na obra de Tonheca. "Estou trabalhando nos dois roteiros, mas o documentário vem primeiro. A ficção irá contar uma história de amor em situações diferentes, vividas por três personagens", adiantou o cineasta.
 

ANTÕNIO PEDRO DANTAS, O  TONHECA DANTAS
Autor de cerca  de mil composições, entre dobrados, marchas, sambas, 
choros, gavotas, polcas, maxixes, hinos, xotes, e, principalmente, valsa. 
 Uma das mais conhecidas, Royal Cinema, que compôs sob
encomenda para um cinema da cidade do Natal/RN.
 Fotografia: Divulgação

ROYAL CINEMA NA BBC DE LONDRES

O documentário terá supervisão histórica de Cláudio Galvão, que demonstrou entusiasmo pelo projeto. "Deixei ele (Buca) livre para fazer a adaptação, e estou à disposição para colaborar", disse o pesquisador ao VIVER. Galvão passou quase uma década colhendo informações sobre Tonheca, antes de editar o livro, e lamenta não ter encontrado dados suficientes para explicar os motivos da valsa "Royal Cinema" ter sido executada à exaustão pela Rádio BBC de Londres, durante a Segunda Guerra Mundial. "Cheguei a ir até a Inglaterra para pesquisar nos arquivos da BBC, mas o tempo foi curto para encontrar o que procurava", recorda.

Cláudio Galvão explica que a importância de Tonheca Dantas deu-se, principalmente, devido "a enorme popularidade que teve em todas as camadas sociais". Apesar do reconhecimento artístico, o compositor não conseguiu êxito financeiro no RN, fato que o fez procurar trabalho na Paraíba e no Pará. "Ele sempre foi pobre, e na última fase da vida serviu como soldado raso na Polícia Militar do RN, onde era regente da banda, após passagens pela PM da Paraíba e temporada no Pará".

O pesquisador não sabe ao certo em que mês de 1913 Tonheca Dantas concluiu a famosa valsa, mas arrisca dizer que a composição figura entre as mais conhecidas e executadas por Bandas Sinfônicas de todo o mundo. "É uma música que já faz parte do imaginário das pessoas, basta ouvir um trecho para sair cantarolando".

...fonte...
 Yuno Silva
www.tribunadonorte.com.br 

...Royal Cinema por Dionízio Lima...
 

janeiro 03, 2013

HOTSPOT: UM FESTIVAL DE CRIATIVIDADE

HOTSPOT
Criado para incentivar e fomentar a criatividade em todo o país
Moda, design, beleza, arquitetura, cenografia e fotografia, dentre outros
Rio Grande do Norte na lista dos selecionados do Movimento
Bruno Povoa/Matheus Aires/Flavio Aquino/Ramon Vasc
 HOTSPOT
UM FESTIVAL DE CRIATIVIDADE

Tádzio França 
Jornal Tribuna do Norte

Produção criativa é a matéria-prima que faz circular o Movimento HotSpot, projeto de alcance nacional que visa identificar, divulgar e premiar novos talentos de variados segmentos artísticos do país. Natal comparece com nove artistas selecionados, cujos trabalhos serão expostos em 2013 durante os dias 22, 23 e 24 de fevereiro, no Teatro Riachuelo. Serão realizados exposições, shows, desfiles, debates e palestras envolvendo não apenas os potiguares, mas também nomes de Recife, Fortaleza, Brasília, Belém, São Luís, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Porto Alegre e Rio de Janeiro. 

O festival itinerante do Movimento HotSpot premiará 11 categorias entre os 225 projetos  selecionados. Os vencedores em cada categoria serão revelados em um grande festival final em São Paulo. Os representantes potiguares são os seguintes: em Ilustração estão Max Pereira com "Starscape", "Tecidos do selo voador", de Renato Melo Medeiros, e "Amálgama das impressões", de Rodrigo de Medeiros Costa; na categoria Moda, a coleção "Caju negro", de Jardel Liter foi a única selecionada; em Foto, Rodrigo Sena, com "Identidade cultural", Matheus Aires com "Folkloh", e "Dias de Alice", de Andrey Salvador Moura"; em Filme & Vídeo, o clipe de "Cretino", da banda DuSouto, assinado por Flávio Aquino; em Música, a banda The Red Boots. O RN não obteve classificação nas categorias Arquitetura, Ideias e Cenografia.

O MHS integrará os selecionados de 22 de fevereiro até 21 de junho, entre as dez capitais, com várias ações. Além da exposição itinerante, cada festival terá algum tipo de intervenção urbana (grafite, mobiliário urbano, flashmob) que vai se apropriar e interagir com diferentes linguagens e símbolos imateriais da cultura regional. Também haverá uma programação particular de palestras, shows e encontros. Todos os vencedores receberão um prêmio de R$10 mil,  destacando Ideia (com R$200 mil) e Moda (R$150 mil) - que fará uma coleção a ser apresentada no Fashion Week de São Paulo ou Rio de Janeiro.

 Produtor Paulo Borges, idealizador do Projeto Hotspot
Iniciativa criada há nove anos para identificar e apoiar novos talentos
 Produção criativa é a matéria-prima que faz circular o Movimento
Crédito Imagem: Divulgação

UMA VITRINE DIVERSA

As paisagens estelares em papel do fotógrafo e professor Max Pereira já podem ser vistas em algumas paredes da Ribeira. "Starscape" surgiu, segundo ele, de uma obra criada para a Capitania das Artes que utilizava origamis em forma de estrelas coloridas. As estrelas viraram ilustrações para o livro do dramaturgo Júnior Dalberto, e logo se tornaram adesivos para compor arte urbana. "As colagens contam histórias de estrelas que se movem no tempo. Juntei a elas ilustrações dos contos de fadas de Andersen para dar um toque lúdico", explica. "O HotSpot será uma rara oportunidade de ter uma leitura nova do meu trabalho, já que em Natal não há crítica de arte. Já me sinto com o dever cumprido só de ter sido selecionado", afirma.

O fervilhante cenário artístico e popular de Mossoró inspirou o fotógrafo Matheus Aires no ensaio "Folkloh", uma releitura moderna dos movimentos folclóricos da cidade. "A prefeitura me deu acesso aos figurinos dos espetáculos populares e pude criar uma história baseada nelas, sobre uma lenda que une a tradição folclórica aos novos tempos", explica. Matheus afirma que pretende se estabelecer como fotógrafo  de moda, e o MHS sugere essa oportunidade pela ligação com o São Paulo Fashion Week. "Não estou criando expectativas sobre, mas estou animado pela possibilidade de ter contato com outros profissionais de primeira linha. Será ótimo", diz.

O fotógrafo Rodrigo Cortez de Sena também incorporou a cultura popular nordestina como mote do ensaio "Identidade cultural" que é, para ele, "uma fonte inesgotável de inspiração e de possibilidades". "Eu me inscrevi no MHS pela possibilidade de troca e linguagem visual entre os selecionados em um festival inovador. O evento oferece liberdade para criar dentro do olhar de cada um uma vasta gama de ofertas em fotografia. Quero aproveitar a oportunidade de aprender fazendo e crescer mais", afirmou.

O premiado fotógrafo e videomaker Rodrigo Sena

O groove cheio de malícia do DuSouto virou imagem pelas lentes do fotógrafo e artista visual Flávio Aquino e conquistou a curadoria do MHS. O clipe da música "Cretino" teve cenas gravadas entre um motel e um bar da cidade, complementadas no estúdio de Flávio. "Foi algo bem simples. Escolhemos as locações, convidamos algumas amigas para interpretar, e a tecnologia de hoje facilitou o processo. A inspiração total veio da música, que é sexy e maliciosa", diz. Ele ressalta o incentivo que o HotSpot vai proporcionar ao artista local, bem como a visibilidade. Aliás, "Cretino" já havia sido selecionado por um festival de curtas de Sergipe e também no projeto Conexão Vivo.

O estilista e artista plástico Jardel Liter buscou no cajueiro de Pirangi as imagens e o conceito de "Caju negro". "Busco em meu trabalho o mistério desse cajueiro em suas formas, cores e detalhes. Tento despertar o desejo através da moda com identidade", disse. A coleção do estilista também traz um protesto em defesa do cajueiro, contra a poda da árvore. Jardel ressalta que utilizou bastante o trabalho dos artesãos locais, inspirado por Ronaldo Fraga, de quem foi assistente no projeto "Pensando Moda", pelo Sebrae/RN.

O embrião do Movimento HotSpot foi a Amni HotSpot, uma iniciativa criada há nove anos para identificar e apoiar novos talentos em design de moda. A primeira edição do MHS é uma ampliação do Amni, em sintonia com um novo momento da economia brasileira, que se acredita favorável à profissionalização de talentos empreendedores."Quando desenhamos o projeto do MHS, uma das nossas metas era tanto buscar como expor a diversidade cultural e criativa brasileira vencendo as grandes dimensões geográficas do país. Nossa riqueza e pluralidade são desafios para o brasileiro 'se conhecer' melhor e queremos aproximar os diversos 'brasis' que temos espalhados. Daí a proposta de viajarmos por diversas capitais, passando por todas as regiões", já declarou Paulo Borges, idealizador do projeto, em entrevistas anteriores.

...fonte...
 Tádzio França

 ...visite...
 www.movimentohotspot.com
 
 Se copiar textos e ou fotografias, atribua os créditos!  
Os direitos autorais são protegidos pela Lei n° 9.610/98, violá-los é crime!