fevereiro 18, 2013

COLETIVO CAÇADORES DE IMAGENS NA AABB

... COLETIVO CAÇADORES DE IMAGENS ...
MOSTRA FOTOGRÁFICA 'MUNHA TERRA, MEU CHÃO'

EXPOSITORES
Tássio Ribeiro,  Aluizio Bezerra, Pedro Morgan, Luciano Nobre,
Fernando Chiriboga, Carlos Alexandre Câmara, Josuá Carlos,
 Antônio Câmara, Bruno Lacerda, José Carlos, Heider Miranda,
Carla Belker, Hênio Bezerra e Challes Macedo

UM OLHAR COLETIVO
 UM OLHAR PURAMENTE POTIGUAR
  
  Por
José Carlos da Silva

A Sede do Clube AABB - Associação Atlética Banco do Brasil - Natal, estará expondo, de 22 a 24 de fevereiro, a Mostra fotográfica Itinerante “Minha Terra, Meu Chão – Cenas de um Rio Grande do Norte”. A exposição fotográfica do Coletivo Caçadores de Imagens ganha caráter itinerante, já que passou pelo Solar Bela Vista, Centro, seguiindo para o Shopping Cidade Jardim e, depois, JFRN - Justiça Federal no Rio Grande do Norte. A abertura da exposição será na sexta-feira (22), às 19h, no Salão azul da AABB, na unidade da Av. Hermes da Fonseca, Tirol, Natal/RN.

O acervo fotográfico terá a temática ligada na identidade cultural do Estado, mostrando a cultura potiguar e suas tradições. A Mostra reune trabalhos de profissionais de diversas áreas de atuação, tendo em comum a paixão pela fotografia, a paixão pela fotografia conceitualmente artística.

A mostra na AABB marcará a continuidade da 1ª edição, ocorrida em dezembro passado e conta, agora, com a chegada de três novos parceiros, perfazendo um total de 14 integrantes no Coletivo. Os protagonistas desta edição são: Aluísio Bezerra, Antônio Câmara, Bruno Lacerda, Carla Belker, Carlos Alexandre Câmara, Charlles Macedo, Fernando Chiriboga, Heider Miranda, Hênio Bezerra, José Carlos da Silva, Josuá Carlos, Luciano Nobre, Pedro Morgan e Tássio Ribeiro.

VIRTUAL PARA O REAL

O Coletivo Caçadores de Imagens surgiu diante da necessidade de um grupo de fotógrafos, amadores e profissionais, integrados em uma grande rede social, perceberem a extrema necessidade de expor seus trabalhos fotográficos da maneira mais convencional que conhecemos, ou seja,  saindo do espaço virtual para o espaço físico, alcançando e provocando o olhar de um público alvo, aquele público já saudoso de poder interagir com expressões artísticas por meio de mostras, exposições e intervenções palpáveis aos olhos do expectador. 

“Definitivamente a Internet mudou o conceito de contato, porém, sentir a emoção de ver ao vivo uma obra de arte, não tem preço. Não resta dúvida de que a internet passou a ser fundamental no nosso dia a dia. Mas ela deve ser um meio, e não um fim em si mesma. A vida acontece com muito mais intensidade e possibilidades quando estamos nela de corpo presente”, disse um dos integrantes do Coletivo.

Para essa exposição, os fotógrafos caminharam à procura de realidades desejadas, que, uma vez encontradas, foram capturadas por suas câmeras, preservadas e finalmente materializadas. São fotografias a serem apreciadas - sem moderação - de um primoroso trabalho que sai da realidade virtual ou da tela do computador e entra no mundo nosso de cada dia, do papel e da tinta, aquele que se apalpa e tem cheiro.
 
 SOLIDARIEDADE

"Minha Terra, Meu Chão..." não é uma exposição coletiva de acordo com os padrões tradicionais, mesmo expondo a relação afetiva do fotógrafo com o estado do Rio Grande do Norte; são fotografias que, embora não exista a obrigatoriedade que dialoguem entre si, oferecem um tributo ao Estado e destacam a técnica de cada fotógrafo participante, amador ou profissional, em um mesmo suporte: A fotografia artística.

A Mostra itinerante contará com o apoio cultural do Blog Potiguarte, AABB - e da Aphoto - Associação Potiguar de Fotografia. E, além de apreciar essas verdadeiras obras de arte, os visitantes terão a oportunidade de levá-las para casa, já que todas as fotografias da exposição estarão à venda e a renda revertida para uma entidade ainda a ser apontada pelo Coletivo. Agora. todas elas, estarão voltadas - tão somente - para a apreciação do seu olhar. Participe!

 ...abertura...
 19h
22/02/2013
Salão Azul - AABB - Natal/RN

...serviço...
MOSTRA FOTOGRÁFICA
“MINHA TERRA, MEU CHÃO”
COLETIVO CAÇADORES DE IMAGENS

22, 23 e 24 de fevereiro de 2013 
Salão Azul - AABB - Natal/RN 

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fevereiro 13, 2013

TITINA: UMA REVELAÇÃO CHEIA DE CHARME

 TITINA MEDEIROS
Em sua estreia em novelas, a atriz potiguar deu cores e formas,
 com muita eficiência, à divertida personagem Socorro.
Sucesso em rede nacional... Titina é uma estrela!

  Fotografia: TV Globo/Estevam Avellar   
   
TITINA MEDEIROS
UMA REVELAÇÃO CHEIA DE CHARME      
 
 Por
Assessoria de Comunicação

A atriz potiguar Isabel Cristina de Medeiros, ou simplesmente Titina Medeiros, como é mais conhecida, foi indicada ao prêmio 'Melhores do Ano - Trofeu Domingão', na categoria Atriz Reveleção de 2012. O Domingão do Faustão apresenta o 'Melhores do Ano', a maior premiação da televisão brasileira, desde 1995. A escolha é  feita por funcionários da TV Globo e afiliadas. Titina concorre com as atrizes Cacau Protásio, a Zezé de "Avenida Brasil"; e Débora Nascimento, "Tessália" também da mesma novela. O grande público é que decide com quem fica o cobiçado prêmio através do endereço eletrônico tvg.globo.com .

Sem contrato com a TV Globo, Titina Medeiros dedica-se atualmente ao espetáculo teatral 'Hamlet', um texto clássico de William Shakespeare, da Cia. Clowns de Shakespeare, grupo que completa 20 anos em 2013. Na história, a atriz interpreta Ofélia. "Essa mudança é do babado! Além de interessante e necessária", diz a atriz.  

Aliás, Titina está cotada para viver uma personagem em 'Saramandaia', próxima novela das 23h, de Ricardo Linhares. Ela foi convidada há dois meses por Denise Saraceni. O papel deverá ser pequeno para Titina poder conciliá-lo com a agenda de apresentações da peça. Mas, talvez, tenha que declinar do convite por conta da estreia das duas peças Hamlet e Sua incelença, Ricardo III. "A única certeza que eu tenho é o Clowns de Shakespeare. Este é o meu porto seguro”, afirmou, se referindo ao grupo de teatro que ela faz parte.

Estreia nacional de Hamlet, dos Clowns de Shakespeare,
aconteceu nos dias 19 e 20 de janeiro de 2013,
no Teatro Santa Isabel, em Recife/PE
Fotografia: Pablo Pinheiro

HAMLET
UM RELATO DRAMÁTICO MEDIEVAL

A montagem do clássico 'Hamlet' pelos Clowns de Shakespeare marca a  estreia do grupo no denso território do drama shakespeareano – até então, eles só haviam montado comédias. A direção ficou a cargo do renomado diretor paulista Marcio Aurelio, que cuidou do processo criativo durante três meses na capital potiguar, Natal/RN.

A tragédia escrita por William Shakespeare entre 1599 e 1601 conta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte do pai, o rei, executando seu tio Cláudio, que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a mãe de Hamlet. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida — do sofrimento opressivo à raiva fervorosa — e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.     
 
 Em Hamlet, Titina Medeiros interpreta Ofélia
 Nova montagem do grupo Clowns de Shakespeare em cartaz
 Fotografia: Pablo Pinheiro      
 
O espetáculo foi apresentado (em espanhol) dias 7 e 8 de fevereiro em Montevidéu, Uruguai, capital Iberoamericana da Cultura em 2013, onde os potiguares foram aplaudidos por três minutos e meio - contados no relógio - por uma plateia formada por 1,2 mil pessoas. No palco, oito personagens se movem entre a trama, tendo entre os protagonistas Titina Medeiros (como Ofélia), Joel Monteiro (Hamlet) e César Ferrario (Polônio e Laertes). O cenário é enxuto, com poucos objetos.  Informações sobre as novas apresentações, quando e local, poderão ser conferidos através do telefone: 84.3221-1816.   

Após a temporada em Natal, o 'Hamlet' dos Clowns vai circular pelas capitais do Nordeste (exceto Salvador) entre março e abril, com direito a passagem rápida por Curitiba, dia 31 de março, para o conceituado festival de teatro da capital paranaense. O circuito nordestino faz parte do processo de montagem previsto no projeto do grupo patrocinado pela Chesf, Petrobras e BNB/BNDES.

 Depois do sucesso na novela  'Cheias de Charme',
 a atriz seridoense pensa em dedicar-se tão somente ao teatro
"Quero me dedicar ao grupo. Meu momento é esse!"
Fotografia: Eduardo Silva

TITINA MEDEIROS

Izabel Cristina de Medeiros é natural de Currais Novos, município da região Seridó do Rio Grande do Norte. Com apenas um dia de nascida, porém, foi para Acari, onde residia sua família. Inclusive, foi nesta cidade, onde ela deu início aos estudos cênicos. Com 17 anos de carreira artística, Titina já atuou em diversas peças teatrais na companhia Clowns de Shakespeare, de Natal, principalmente com a premiada peça 'Sua Incelência, Ricardo III. Nela, Titina interpreta a rainha Elizabeth.

Antes do Clowns de Shakespeare, foi integrante do Grupo Tambor de Teatro, trabalhando em peças como 'O Príncipe do Barro Branco'. Sua estreia no teatro foi em 'A Bela Adormecida', em 1992. Em 2012 estreou na televisão, na novela 'Cheias de Charme', da TV Globo, interpretando o papel de Maria do Perpétuo Socorro Cordeiro de Jesus.  

MELHORES DO ANO

E, não esqueça, dia três de março vai rolar a maior festa da TV brasileira! Não deixe de participar, pois é você quem decide quem leva os troféus de destaques de 2012! Durante 16 edições - o especial não foi realizado em 1997 - diversos artistas, jornalistas e músicos tiveram seus trabalhos reconhecidos e se tornaram destaques da televisão brasileira. Votações já estão abertas e você escolhe os premiados no 'Melhores do Ano - Domingão do Faustão - Categoria Atriz Revelação'  no link apontado logo abaixo desta postagem. Ah, não basta ser tão somente fã, tem que votar, hein?    
 
...votação...
MELHORES DO ANO - DOMINGÃO DO FAUSTÃO - ATRIZ REVELAÇÃO 
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fevereiro 08, 2013

O SAUDOSO CARNAVAL DO MESTRE LUCARINO

   MESTRE LUCARINO
Um extraordinário compositor, sempre foi interessado em 
levar para a avenida sambas-enredo que falassem 
das coisas de Natal e do Rio Grande do Norte.
 Porém, ainda não teve o reconhecimento devido!
Fotografia: Acervo Particular   

 O CARNAVAL DE LUCARINO
 ATRAVÉS DO ACERVO DE DONA DORINHA DO BALANÇO DO MORRO   

Por
Assessoria de comunicação    

Paralelo a um dos períodos mais festivos do Brasil e, com ele, a mais espontânea manifestação da cultura popular brasileira - o carnaval,  a Secretaria Extraordinária de Cultura e Fundação José Augusto iniciam as atividades do projeto Privado é Público 2013 homenageando “O Carnaval de Lucarino - Acervo de Dona Dorinha do Balanço do Morro”, que conta uma parte da história de uma das maiores escolas de samba do RN, de seu icônico mestre Lucarino e do apogeu do carnaval de rua potiguar na década de 60 e 70.      

Com curadoria de Wecsley Mariano, a mostra reúne registros da vida e obra de Lucarino Roberto de Sousa, popularmente conhecido como Mestre Lucarino, fundador, em 1966, do Grêmio Recreativo Escola de Samba Balanço do Morro. O lançamento da exposição ocorreu às vésperas do Carnaval, no último dia 06, na Galeria Newton Navarro, sede da Fundação José Augusto, em Natal/RN,  e a mostra  ficará aberta para visitação até o dia 01 de março, de segunda à sexta, das 8h às 17h. Entrada gratuita.     

Considerado o grande pai dos foliões do bairro das Rocas, devido ao seu envolvimento pessoal com seus foliões - tirando-os das drogas e de problemas familiares -, Lucarino movimentou as noites de serestas por todo o estado do Rio Grande do Norte e foi um exímio compositor de sambas-enredo não apenas para a sua Balanço do Morro, mas para quem o procurasse com a missão de encher de música e história a avenida.       
 
  BALANÇO DO MORRO
Quatro décadas de puro encanto e uma missão:
Encher de música e história a avenida
  Fotografia: Adriano Abreu/TN

 BALANÇO DO MORRO

Fundador do G.R.E.S Balanço do Morro no ano de 1966, Lucarino Roberto de Sousa, popularmente conhecido como Mestre Lucarino, conseguiu colocar no podium o carnaval de Natal como o  terceiro carnaval de rua do Brasil, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro e Olinda. 

A Escola de Samba Balanço do Morro surgiu de uma briga. Mestre Lucarino, componente da escola Malandros do Samba, indispõe-se com os outros integrantes e resolve se desvincular.  Faltando apenas 45 dias para o carnaval, no dia seis de janeiro de 1966, reuniu alguns amigos e fundou a Balanço, que já na estreia revelou-se a grande campeã. 

Com Balanço do Morro, Lucarino estabeleceu um clima de rivalidade sadia com sua antiga escola de samba. Como as duas se localizavam no tradicional bairro das Rocas, e ainda se localizam, a disputa das duas grandes estruturas carnavalescas de Natal transcendia os limites da comunidade e tomava conta da capital e de vários outros municípios do Rio Grande do Norte.

 CARNAVAL DE RUA DE NATAL
 Já foi reconhecido como terceiro carnaval de rua do Brasil
Apogeu vivido nas décadas de 60 e 70
Fotografia: João Maria Alves
  
Lucarino Roberto soube, como ninguém, juntar dentro do contexto carnavalesco a valorização da cultura e da história de Natal, e a criatividade e competitividade de uma escola de samba criada para buscar o sucesso. Comandou, ao lado de seu principal concorrente, "Mestre Melé", do "Malandros no Samba", o carnaval de Natal em seu apogeu, vivido nas décadas de 60 e 70.

Com o intuito de celebrar a importância do legado de Lucarino Roberto, através do acervo de Dona Dorinha do Balanço do Morro, o projeto Privado é Público traz para o mês do carnaval uma singela homenagem ao Mestre Lucarino, uma exposição sob a curadoria de Wecsley Mariano. O sambista faleceu em 1994, mas teve tempo suficiente para participar da melhor fase das escolas de samba em Natal, o que, na opinião de Veni, produtor cultural, aconteceu no início dos anos 90. "Nesta época só as Rocas tinha 15 escolas de samba", lembra o produtor. 

Um extraordinário compositor, Lucarino sempre foi interessado em levar para a avenida sambas-enredo que falassem das coisas de Natal e do Rio Grande do Norte.  Nome de rua, no bairro das Rocas, Mestre Lucarino ainda não teve o reconhecimento devido. Sua obra encontra-se dispersa, mesmo com algumas gravações recentes.


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fevereiro 07, 2013

ZAMBERACATU: NASCE O MARACATU POTIGUAR

 ZAMBERACATU
 O grupo  fará apresentações na praia do Meio e na Cidade Alta, 
durante o Carnaval, com direito a coroação da Rainha Iracema 
em frente a Igreja do Rosário, Natal/RN
Fotografia: Vladmir Alexandre

NASCE UM MARACATU POTIGUAR

Por 
Yuno Silva
Tribuna do Norte

O sangue que corre nas veias do norte-riograndense é tão colorido como o de qualquer outro brasileiro; e o branco dos portugueses, holandeses e franceses, a pele vermelha dos potiguaras e a negritude africana, em maior ou menor proporção, formam o caldo cultural que borbulha na esquina do continente. Apesar da mistura nacional, em Natal a comunidade negra permaneceu 'invisível' aos olhos da cidade por muitos anos, décadas - e por que não dizer séculos. 

Os reflexos são sentidos na pele pelo percussionista Kleber Moreira, natalense da gema que cansou de ser confundido com baiano, maranhense ou carioca. "Sempre me perguntavam de onde eu sou, de onde venho, como se não houvesse negros por aqui". Aos 29 anos, Kleber faz parte de uma nova geração de afro-descendentes que estão mostrando a cara e assumindo com orgulho suas origens, situação que culminou com a criação da primeira Nação de Maracatu em Natal.

Batizado como Zamberacatu, o grupo surgiu em outubro do ano passado como desdobramento de outro projeto musical, o Poti Axé, com a diferença de que o embasamento para justificar sua existência deixa de ser apenas o batuque. "Há uns dois anos aprofundamos a pesquisa em torno dos ritmos africanos e sentimos a necessidade valorizar nossa africanidade e o maracatu tem um simbolismo muito forte por coroar um rei e uma rainha negros", observou Moreira. Em novembro o grupo começou a realizar ensaios abertos em vários pontos da cidade como zona Norte, Vila de Ponta Negra, Pedra do Rosário, o ponto de cultura Tecesol em Neópolis e em Capim Macio, onde participaram da 8ª edição do Brechó Cultural no último domingo dia 3.

 KLEBER MOREIRA
Fotografia: Pablo Pinheiro

Se for comparar com os grupos pernambucanos, o formato adotado pelos potiguares segue o perfil do baque virado, o maracatu nação, que tradicionalmente acompanha um cortejo real - diferente do maracatu rural com seus caboclos de lança. 
 
"Como não temos nações de maracatu aqui em Natal, tivemos que experimentar, criar e aprender; e para o trabalho ficar com a nossa cara misturamos o Zambê, que é só nosso", disse Kleber Moreira, que há onze anos está envolvido profissionalmente com música. Além de participar de vários projetos e bandas, como Saturnino e o Disco Avoadô, ele também dá aulas de percussão na Escola de Música da UFRN.  
 
Quando o maracatu natalense está completo reúne cerca de 25 integrantes, que se dividem em cinco tipos de instrumentos (alfaia, caixa, tarol, gonguê e abê): "São pessoas envolvidas por essa atmosfera", avisa. O percussionista ressalta que o grupo possui uma fundamentação religiosa e alguns músicos são iniciados no Candomblé. "Durante nossas pesquisas topamos com Preta Caiá, uma potiguar que participou do movimento popular que entrou para a história como 'Revolta de Quebra-Quilos' (Paraíba, 1874), figura da história que tomamos como representante dos nossos ancestrais", explicou o percussionista.  Em tempo: a "Revolta de Quebra-Quilos" foi deflagrada em Campina Grande (PB), se estendeu por outros estados do Nordeste e foi protagonizada por camponeses que se opunham à introdução dos novos padrões de pesos e medidas do sistema internacional no Brasil.

IGREJA NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO DOS PRETOS
 Fotografia: Evaldo Gomes 
 
CARNAVAL

O Zamberacatu participa em duas ocasiões do Carnaval na capital potiguar. A primeira maracatuzada aconteceu nesta quinta-feira pela manhã, com concentração às 8h na Ponta do Morcego. O grupo seguiu em cortejo  até a estátua de Iemanjá na Praia do Meio. "Essa tocada não está na programação oficial, mas a da sexta-feira sim", adiantou Kleber. No dia 8, o maracatu segue em cortejo da Igreja do Rosário na Cidade Alta até o Beco da Lama - a concentração está marcada para às 16h e o cortejo começa às 17h. "Vamos coroar nossa rainha Iracema em frente ou dentro da igreja, vai depender do padre, antes de sair em cortejo", informa. 

...fonte...
 
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