janeiro 13, 2015

FAMÍLIA ALBUQUERQUE MARANHÃO

 
  FAMÍLIA ALBUQUERQUE MARANHÃO  
Descendentes de fidalgos portugueses de tradição militar, eles fazem parte da
 família mais antiga do Rio Grande do Norte e que ainda pode se dizer que
 foi uma das primeiras famílias genuinamente brasileira, 
nascida da junção de um português e uma índia.
 Os Albuquerque Maranhão carregam, em si, a história 
do estado e da capital nos seus 415 anos.
Fotografia: Arquivo pessoal / Família

  FAMÍLIA ALBUQUERQUE MARANHÃO
CARREGA HISTÓRIA DE NATAL
Por
Paulo Nascimento
NOVO JORNAL
   
Descendentes de fidalgos portugueses de tradição militar, eles fazem parte da família mais antiga do Rio Grande do Norte e que ainda pode se dizer que foi uma das primeiras famílias genuinamente brasileira, nascida da junção de um português e uma índia. Presentes em solo potiguar desde os primórdios da então capitania do Rio Grande, os Albuquerque Maranhão carregam, em si, a história do estado e da capital potiguar nos seus 415 anos de aniversário.

Chefes de governo, médicos, empresários, jornalistas e advogados foram algumas das funções de destaque que os integrantes da família ocuparam, sempre com destaque e grande importância histórica. Basta ver a quantidade de logradouros que levam o nome da família: Praça Pedro Velho, teatro Alberto Maranhão, Praça André de Albuquerque, Rua Augusto Severo (que também já foi aeroporto).

Um incontável número de homenagens espalhados, até mesmo com nomes de cidades como Pedro Velho e a antiga Augusto Severo, hoje Campo Grande.

Das três versões sobre a fundação da capital do que hoje é o estado do Rio Grande do Norte, duas contam com a presença de Jerônimo de Albuquerque Maranhão, filho do primeiro membro da linhagem a pisar em terras brasileiras: o português Jerônimo de Albuquerque. Àquela altura ainda não existia de fato os “Albuquerque Maranhão”.

Sobrinho do vice-rei Afonso “o Grande” de Albuquerque e filho do conde Lopo de Albuquerque, Jerônimo veio para o Brasil na condição de administrador colonial. Acompanhava o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho, que era casado com Brites de Albuquerque, de quem Jerônimo era irmão.

Em uma das lutas ao longo da costa nordestina, enfrentando os índios tabajaras Jerônimo levou uma flechada e perdeu um dos olhos. Ganharia o apelido de “O Torto” e na condição de prisioneiro e condenado à morte pelos índios, conheceu sua primeira esposa.

Jerônimo de Albuquerque foi salvo pela filha do cacique de Uirá Ubi (Arco Verde), Tabira. A jovem índia, que depois foi batizada de Maria do Espírito Santo Arcoverde, se apaixonou pelo português. O casamento selou a paz entre os tabajaras e os colonizadores. “A união de Jerônimo com a filha do cacique tabajara, gente da melhor estirpe da gente do Brasil com um importante Albuquerque de Portugal, fundou uma família genuinamente brasileira pela primeira vez”, afirma Augusto Maranhão, empresário e aficionado por história.

Da relação nasceriam oito filhos – pai de mais 16 rebentos, levaria o nome de “Adão Pernambucano” –, dentre eles aquele que seria o primeiro “Albuquerque Maranhão”. A formação do nome completo da família surgiria quando Jerônimo, nascido em Olinda, participou da expulsão dos franceses da capitania do Maranhão em 1615, com uma expedição saída da capitania do Rio Grande. Por conta do feito o rei Felipe III autorizou a incorporação do nome “Maranhão” para eternizar a conquista militar.

A experiência de lidar com os invasores franceses datava de 17 anos antes da expedição do Maranhão, quando Jerônimo já tinha expulsados os franceses junto com Dom Manuel Mascarenhas Homem da região no entorno daquele que seria batizado de Rio Potengi, feito pelo qual ganharia o título de fidalgo.

Começaria ali, na foz do rio, a construção da Fortaleza dos Reis Magos, nos idos de 1588 e toda a saga dos “Albuquerque Maranhão” em terras do futuro RN.

Em 9 de janeiro de 1603, Jerônimo de Albuquerque foi nomeado Capitão-mor do Rio Grande. No ano seguinte, concedeu “5000 braças de terra” aos seus filhos Matias e Antônio de Albuquerque. Nascia assim o engenho de cana de Cunhaú, que por centenas de anos teria uma forte importância econômica e histórica tanto para a família como para o Estado.
 ...fonte...
 www.novojornal.jor.br

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3 comentários:

  1. Texto claro e bem escrito.
    Falar dos Albuquerque Maranhao é falar da história do RN e do Brasil.
    Parabéns, Paulo Nascimento!

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  2. Sou do Ceará e vivo em São Paulo e gostaria de me comunicar com os Albuquerques do Maranhão e outros Estados.
    Abraços.

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  3. Gerônimo Albuquerque tem legados e batalhas em vários Estados do Nordeste assim como ele lutou contra os franceses que tentavam entrar com armas pelo Fortim da praia de Jericoacoara Ceará.
    Minha irmã escreveu um livro com nossa árvore genealógica e consta sempre a presença do bravo Geronimo Albuquerque o primeiro Albuquerque vindo de Portugal ao Nordeste.
    Adorei visitar esse espaço e gostaria de receber mais artigos sobre nossos antepassados.
    Forte abraço.
    Goretti Albuquerque,
    Franca, SP

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